Entenda por que é impossível criar zumbis

Os zumbis são criaturas que dominaram o imaginário da nossa geração. Diversas produções já foram realizadas usando essas criaturas aterrorizantes como protagonistas, incluindo filmes, séries, quadrinhos e jogos. Quem por acaso nunca ouviu falar (ou até mesmo é um fã assíduo) do seriado The Walking Dead, uma série que traz os zumbis como o maior perigo da humanidade.

Porém, embora estejamos acostumados a ver esses mortos-vivos nas telas, é difícil imaginar como seria se eles existissem de verdade em nosso mundo. O planeta entraria em caos? Estaríamos enfrentando um apocalipse sem precedentes? É realmente complicado entender como o ser humano reagiria a presença de zumbis em nosso meio.

No final das contas, você não precisa ficar tão preocupado. Afinal, alguns cientistas já se adiantaram e tentaram entender porque a existência de zumbis é fisicamente impossível. Longe de querer estragar a sua experiência com os mortos-vivos, o nosso objetivo aqui é te tranquilizar mostrando que, felizmente (ou não, para alguns), jamais teremos que enfrentar esse perigo aterrorizante que são os zumbis.

10. Temperaturas extremas

Você já foi para algum lugar com bastante umidade e quente ao mesmo tempo? A palavra “sufocante” não chega a descrever com precisão as temperaturas altas acompanhadas de altos níveis de umidade níveis que nos faz lembrar uma estufa. Por outro lado, lugares muito frios e úmidos também são problemáticos, podendo congelar o tecido vivo em minutos e matar qualquer coisa que esteja passeando ao ar livre sem proteção.

Os dois extremos do clima implacável da Terra iriam tornar um sofrimento a “vida” dos zumbis por aqui. O calor elevado e a humidade acelerariam a deterioração da carne podre, oferecendo perfeitas condições para a proliferação de insetos e bactérias que decompõem tudo o que anteriormente estivesse vivo. O calor seco de uma deserto seria um desafio muito grande para qualquer zumbi, que se transformaria em uma casca em uma questão de horas.

As temperaturas extremas causariam problemas graves para os ossos dos zumbis, que se tornariam ainda mais frágeis e quebradiços. Mesmo o menor sopro ou tropeço poderia fazer o esqueleto dos mortos-vivos simplesmente entrarem em colapso, talvez até mesmo sob o seu próprio peso.

Isso sem mencionar a deterioração causada por raios solares ultravioleta, ventos com força de furacão, folhas de chuva e granizo, ou até montanhas de neve. Por causa dos problemas com o mau tempo, essa pode ser a explicação para tantos zumbis preferirem a segurança dos porões, masmorras e prisões abandonadas.

9. Movimentos impossíveis

Do ponto de vista evolutivo, somos animais sortudos quando o assunto é a engenharia mecânica por trás dos nossos movimentos. A nossa locomoção só é possível graças às ligações entre os músculos, tendões, ossos e muito mais. Quando há algo de errado com alguma parte desse sistema, nós não conseguimos nos mexer muito, ou até ficamos parcialmente paralisados. Essa constatação torna ainda mais intrigante o fato de os zumbis modernos serem perfeitamente capazes de se movimentar mesmo quando a sua carne e ossos estão pendurados e totalmente expostos.

E, no entanto, estamos diante de todos esses zumbis cambaleando (às vezes com velocidade assustadora) e aparentemente alheios à toda física que tornaria impossível impulsionar seu todo o seu apodrecimento, músculos rasgados e ossos quebrados. E isso mesmo antes de mencionar a sua falta de cérebros, o que tornaria tudo ainda mais impossível.

O Sistema Nervoso Central do ser humano controla toda a nossa atividade muscular, disparando sinais elétricos do cérebro para as células musculares, que contraem os músculos em resposta aos comandos da massa cinzenta. Muitos zumbis parecem sofrer de feridas gravíssimas na cabeça, o que tornaria qualquer cérebro completamente inútil, fazendo com que a simples ideia de movimento para a frente seja ainda mais difícil de acreditar.

8. Zumbis não são imunes

Vírus, fungos, bactérias e outros invasores microscópicos têm atormentado a humanidade desde o início dos tempos, encurtando a nossa expectativa de vida e muitas vezes tornando a nossa vida uma miséria. No entanto, não foi até 1800 que finalmente descobrimos que o mais ínfimo dos invasores, como a varíola ou o HIV, são muitas vezes mais perigosos do que os nossos inimigos biológicos.

LEIA TAMBÉM  Quem tirou essa selfie do meu celular novo?

Nosso sistema imunológico, repleto com de armas biológicas como os glóbulos brancos, lançam resíduos para combater infecções e nos manter vivos – pelo menos por um curto período de tempo. Pessoas que sofrem de deficiências no sistema imunológico lutam com todos os tipos de problema o tempo todo.

Essa também é a situação dos zumbis porque eles não têm sistemas imunológicos para lutar por eles. Sem essas defesas, os zumbis são um terreno fértil perfeito para um número incontável de bactérias, fungos e vírus que iriam fazer o trabalho de seus hospedeiros, devorando-os de dentro para fora. E já que estamos falando de zumbis, isso é provavelmente uma coisa boa.

7. Sem metabolismo

Nós seres humanos comemos alimentos para que possamos converter energia química em atividades que nos mantêm vivos, desde a respirar até a reprodução. É o nosso metabolismo que mantém esses processos em funcionamento. O metabolismo é um termo abrangente que engloba todas as reações químicas que acontecem dentro de nossos corpos.

Em teoria, zumbis comem cérebros porque eles também precisam de energia que sustente a sua capacidade de funcionar como algo vivo. Só há um problema: zumbis não estão realmente vivos. Como membros do grupo dos mortos-vivos, eles não têm capacidades metabólicas iguais ao dos seres humanos vivos.

Os nutrientes que os humanos consomem começam se quebrar no momento em que começamos a mastigar um pedaço de pizza ou qualquer outro alimento. Nossos estômagos assumem o controle partir daí, convertendo esses nutrientes em calorias que precisamos para permanecer vivos.

Os zumbis, por outro lado, não possuem esse metabolismo complexo. Mesmo que pudessem magicamente absorver energia depois de morder alguns cérebros saborosos, seus estômagos (se eles ainda tiverem um) não poderiam fornecer uma via química para os nutrientes para se converterem em energia, deixando os mortos-vivos (desculpe a piada) sem vida.

6. Comendo zumbis

Hienas, lobos, ursos, coiotes, raposas e cães são, em sua natureza mais primitiva, animais selvagens. Quando o apocalipse estiver acontecendo, você deve temer esses bichos tanto quando os zumbis. Eles são rápidos, às vezes ferozes, e quando eles estão nervosos se tornam mais perigosos e muito mais dispostos a atacar os seres humanos saudáveis do que os mortos-vivos.

Então como é que esses animais reagem à visão e ao cheiro dos mortos reanimados, que estão essencialmente andando como sacos de carne? Em um ecossistema destruído pelo caos de uma invasão de zumbis, a fome com certeza será um desafio não apenas para os humanos restantes, mas também para os seus animais selvagens. E como os humanos, os animais vão fazer praticamente qualquer coisa para sobreviver, mesmo que isso signifique mordicar um zumbi que esteja rastejando com o que sobrou de seu corpo.

Ataques de animais não estariam limitados aos predadores de nível superior também, como aqueles que mencionamos. Pequenos animais como ratos, guaxinins e gambás também ficariam felizes ao ver mortos-vivos dando sopa, como um zumbi sem as pernas e sem os braços esparramado em uma poça de lama, aguardando sua “última refeição”.

LEIA TAMBÉM  As estradas mais perigosas do mundo

5. Sem sentidos

Visão, audição, tato, paladar e olfato são sentidos chaves para a nossa sobrevivência. Sem os nossos cinco sentidos, nós vagaríamos por esta Terra sem rumo e por um tempo muito curto, sendo incapazes de reconhecer plantas venenosas e batendo a cabeça em cada moldura da porta. Isso sem falar na possibilidade de arrancar os dedos do pé em cada mesa que houver pelo caminho.

Uma vez que os zumbis estão em completa desintegração, é difícil entender como eles executam qualquer uma das ações vitais necessárias para caçar cérebros saborosos. Quando começaram a apodrecer, o tecido mole de seus olhos estaria entre os primeiros órgãos a desmoronar, deixando os zumbis completamente cegos para qualquer um que tivesse o azar o suficiente para passar na frente de um.

Seus tímpanos iriam deformar, rasgar e cair em pedaços, algo que também aconteceria cm o restante do sistema auditivo. Surdos e cegos, os zumbis também não possuiriam a capacidade de sentir cheiro, sentido que provavelmente seria destruído pelo cheiro de podridão da própria carne de seus órgãos que estariam totalmente expostos.

Isso significa que os zumbis precisariam sentir o seu caminho através do mundo para poder caminhar por aí. Em grandes quantidades, alguns certamente se transformariam em vítimas de vez em quando, mas humanos funcionais seriam capazes de evitar esses monstros na maioria das situações.

4. Forma nada inteligente de propagação

4

A natureza criou algumas maneiras engenhosas e horripilantes para espalhar germes por aí. Considere a sarampo, por exemplo, que se espalha através da tosse e de espirros. Essa é uma doença tão contagiosa que cerca de 90% das pessoas que entram em contato com uma pessoa infectada também vai ficar doente. Esse é um vírus perigoso porque ele também pode viver por cerca de duas horas fora do corpo, pairando no ar, aguardando uma pessoa infeliz que vai inalá-lo e começar novamente o processo de replicação do vírus.

Depois disso, há zumbis, que precisam morder as pessoas para espalhar a sua contaminação. Há uma série de problemas com este tipo de propagação, a começar pelo fato de que é terrivelmente ineficiente.

Primeiro, o zumbi tem que agarrar de alguma forma uma pessoa tempo suficiente para dar uma bela de uma mordida. Esta é uma tarefa difícil para uma criatura que pode estar sem um braço ou uma perna, virando um verdadeiro desafio para perseguir presas apavoradas. Em segundo lugar, o ato de morder consome grandes quantidades de tempo e energia, duas coisas que zumbis podres não têm de sobra. E, em terceiro lugar, morder exige contato físico íntimo com uma vítima. Em um tempo que os sobreviventes vão estar sempre vigilantes e difíceis de encontrar, os zumbis frios e lentos serão pressionados a se aproximar de forma doce dos humanos, o que com certeza não iria acontecer.

3. Incapacidade de se curar

Antes do advento dos antibióticos e pílulas, simples arranhões e cortes eram perigos mesmo para os seres humanos saudáveis. Esses machucados permitiram que sujeira e germes entrassem chegassem até o interior do corpo humano. Mas com uma higiene adequada, incluindo lavar a ferida e as mãos, a maioria das pessoas (especialmente aquelas recuperadas a partir desse tipo de lesão), teriam um processo de cicatrização normal, mesmo que ele demorasse um pouco mais para acontecer.

Considerando que os seres humanos possuem tecidos que pode se regenerar e se curar, os zumbis simplesmente não possuem esse mecanismo por não estarem mais vivos. Suas feridas, não importa se ela é leve ou grave, são permanentes. Imagine um corte de que não só não cura, mas, se torna cada vez mais ampla e profunda a cada dia. Como a carne continua a se dividir, o osso é exposto, e, eventualmente, os últimos pedaços de carne começariam a cair no chão.

LEIA TAMBÉM  As cidades mais perigosas do mundo

Um pequeno arranhão seria o bastante para fazer a pele cair como uma casca, deslizando para fora do corpo do zumbi. A pele queimada por queimaduras poderia simplesmente apodrecer. E tudo isso aceleraria a decomposição, o que faria com que ninguém fosse um zumbi por muito tempo.

2. Barriga cheia

Seu estômago é (praticamente) um saco muscular que tem uma capacidade de carregar vários litros de matéria líquida e sólida. As pessoas que comem grandes refeições regularmente podem estender essa capacidade em certo grau (o que é bom para os gulosos). E aqueles que se aventuram em dietas rígidas pode até diminuir seus estômagos.

Zumbis são os comedores compulsivos do mundo dos monstros, muito mais propensos a encher a pança em um buffet livre do que qualquer outra criatura. Porém, existem alguns problemas com esse estilo de consumo, e não tem nada a ver com o fato de o zumbi não pagar a conta. Em vez disso, o problema tem mais a ver com o fato de a comida uma hora acabar.

Uma vez que os zumbis possuem lacunas importantes em seus sistemas digestivos – como a falta de órgãos ou até perfurações graves –, é muito provável que a comida não consiga fazer o caminho completo da boca até o ânus. Esses buracos tornariam impossível a capacidade de os zumbis tirarem qualquer proveito de suas refeições.

É claro que, já que tão poucas partes dos corpos dos zumbis trabalham, há uma boa chance de que os cérebros que eles comem só vão bater um beco e sair pelo outro lado. Porém, como o zumbi come cada vez mais e mais cérebros, tudo o que ele engole apenas ocuparia espaço em seu estômago até que ele explodisse por excesso de capacidade. Afinal, não há digestão envolvida ali.

1. Dentes podres

O esmalte dos dentes é a substância mais dura do corpo humano. Essa casca dura protege seu sorrido de alimentos, e com bom acompanhamento odontológico ela poderá durar a vida toda. A ponto chave está exatamente sobre o cuidado adequado dos dentes. Beberrões de refrigerantes com açúcar e aqueles que não usam o fio dental corretamente preparam os dentes para problemas sérios.

Os zumbis normalmente não escovam os dentes duas vezes por dia, mesmo que eles tivessem todos os dentes. Como suas gengivas apodreceram e o esmalte do dente desapareceu, a parte óssea dos dentes fica exposta, causando o inevitável: dentes quebradiços e que caem com facilidade. No final das contas, os zumbis que mordem seriam todos banguelas.

Porém, mesmo assim, os dentes dos zumbis são a última parte de seus corpos a apodrecer totalmente. Mesmo que as presas estejam quebradiças, eles ainda seriam armas formidáveis, especialmente se você for descuidado e ficar tropeçando por aí em frente de zumbis.

…..

Os amantes de zumbis geralmente possuem uma visão romântica de como seria a vida depois de um apocalipse desses. Eu apenas me pergunto quanto tempo eu iria durar a alegria em um cenário do mundo fim como esse. Depois de algumas semanas de mortos-vivos andando por aí, não é difícil entender que tudo seria muito pior que tantos filmes, seriados e quadrinhos pintam por aí. Talvez fosse melhor deixar os zumbis apenas dentro dessas obras de ficção.

Compartilhe