Os 5 acervos literários mais misteriosas que existem

As bibliotecas mais misteriosas do mundo

As bibliotecas são ambientes que despertam a imaginação. Além de possuir a fonte de conhecimento para diversos saberes, esses locais abrigam por si só diversos mistérios. Não é raro encontrar alguém que tenha uma história macabra envolvendo a sala dos livros. Especialmente quando ela está escura e possui uma seção proibida pelo público.

Todo esse caráter misterioso conferido às bibliotecas é alimentado por filmes como Harry Potter. A “seção reservada”, aquela que guarda os livros sobre artes das trevas e outras coisas horripilantes, só pode ser acessada mediante a permissão expressa de um professor. Porém, não é só na ficção que esses lugares podem ser assustadores e evitados por muitas pessoas.

Aqui nesta Terra também existem diversas bibliotecas misteriosas e que despertam a curiosidade de muitas pessoas. Algumas dessas fontes de conhecimento infelizmente foram perdidas com o tempo. Destruídas pela traça, natureza ou ação humana, jamais serão recuperadas. Outras, porém, ainda se preservam e podem ser visitadas. Conheça agora as cinco bibliotecas mais misteriosas da nossa lista.

5. Archivum Secretum, uma das bibliotecas mais misteriosas do Vaticano

Uma das bibliotecas mais misteriosas do Vaticano

Uma das bibliotecas mais misteriosas da lista é o chamado Archivum Secretum. Essa é uma sala gigantesca contendo um acervo que a Igreja Católica reuniu no Vaticano. Até hoje, pouquíssimas pessoas realmente sabem o que as páginas dos livros contidos ali escondem. Isso porque jornalistas, estudantes e amantes da literatura não podem entrar nessa biblioteca.

Fundada em 1612, o Arquivum Secretum (nome latim “Arquivo Secreto”) permaneceu fechado para todos até o ano de 1881. Nesse período, o Papa Leo XIII resolveu abrir as portas dessa biblioteca apenas para os católicos escolares. De acordo com alguns registros históricos, esse recinto armazena um total de 80 quilômetros de prateleiras contendo diversos manuscritos secretos da Igreja Católica.

Em 2012, o Vaticano permitiu que 100 itens desse acervo fossem despachados para outra biblioteca. Porém, essa quantidade nem ao menos arranha a superfície de mistérios que esse lugar esconde. O que será que a Igreja Católica que esconder a todo custo? Seriam informações a respeito do Apocalipse? Ou verdades não contadas sobre a Bíblia Sagrada?

4. Biblioteca perdida de Ivan, o Terrível

A biblioteca perdida de Ivan, o Terrível

Tsar Ivan IV Vasilyevich era conhecido como “Ivan, o Terrível”. Porém, a história conta que de Terrível esse imperador tinha muito pouco. Na verdade, conta-se que ele era piedoso e um grande sábio de sua época. Um dos responsáveis por sua personalidade era seu pai, Ivan III, um ávido colecionador de livros. Em 1472, ele havia se casado com Sophia Paleologue, neta do último imperador bizantino.

Quando ela se mudou para Moscou, levou a sua própria biblioteca de livros. Rumores contam que esse acervo possuía a maior parte dos livros de Constantinopla e todos os manuscritos da biblioteca de Alexandria. Se você tem o mínimo de conhecimento histórico, sabe como essas duas cidades foram importantes durante a história da humanidade.

Durante sua vida, Ivan aumentou ainda mais o acervo deixado pelo pai e madrasta. Ele adicionou obras gregas, latinas, hebraicas e muitas outras para a coleção. Porém, depois de sua morte, a biblioteca misteriosa desapareceu. Alguns contam que ela simplesmente se perdeu em meio às chamas. Contudo, outros afirmam que ela ainda existe, mas está amaldiçoada por esse “terrível” tsar.

3. A biblioteca dos judeus na Rota da Seda

A biblioteca dos judeus na Rota da Seda

A Rota da Seda foi um complexo e inteligente sistema de rotas que ligava diversas regiões. Entre elas, podemos citar Ásia do Sul, o Oriente Médio e a Europa. Nessas estradas, diversas pessoas de etnias diferentes trafegavam. Entre elas estão os judeus, que registravam tudo o que acontecia em suas negociações e o que encontravam pelo caminho.

Recentemente, uma biblioteca misteriosa com mais de mil manuscritos foi encontrada na região da Rota da Seda. Ela pertencia a várias famílias judias e contém não somente excertos judeus, mas diversas obras em hebraico, aramaico, persa e outros idiomas. Entre os escritos, encontramos poemas, cartas pessoais, registros de negociações e até mesmo documentos legais.

O caráter misterioso desse acervo está no fato de poucas pessoas terem acesso a ele agora. Em 2013, uma antiquaria israelita comprou o acervo por uma fortuna gigantesca, impedindo que qualquer um tenha contado com os seus manuscritos. As obras ajudariam a entender a cultura e costumes da região, bem como revelar alguns mistérios do povo judeu daquela época.

2. A biblioteca da caverna

A biblioteca na caverna

Em 1900, um monge descobriu uma caverna em Mogao Grottoes, na província de Gansu, na China. Ele encontrou a passagem escondida enquanto varria o chão de um dos templos da região. Dentro do local, milhares de manuscritos e pinturas estavam armazenados e intocados durante séculos. Surpreso, o monge informou as autoridades que simplesmente ignoraram o achado.

De acordo com os registros históricos, essa caverna foi construída no século IX e foi selada por volta dos anos 1100. Isso significa que a caverna ficou intocada por aproximadamente 800 anos. Depois de mais alguns anos, o monge tentou novamente informar o governo chinês sobre a importância desse acervo para a humanidade, mas foi ignorado mais uma vez.

Em 1907, um pesquisador húngaro resolveu comprar uma grande quantidade dos manuscritos que ficavam armazenados nessa biblioteca misteriosa. No ano seguinte, o colecionador francês fez o mesmo e levou para casa diversos pergaminhos e pinturas que estavam armazenados nessa caverna. Foi somente em 1961 que o governo chinês finalmente reconheceu a caverna de Mogao Grottoes como um patrimônio e monumento nacional. Isso depois de terem levado por parte de seu interior, que jamais descobriremos o que escondia.

1. A biblioteca perdida de John Dee

A biblioteca perdida de John Dee

John Dee foi um astrônomo, astrólogo, matemático e geógrafo que vivem no século XVI. Ele também se destacou por seus dotes em alquimia, adivinhação e filosofia hermética. Porém, uma de suas atribuições mais importantes era ser o conselheiro particular da Rainha Elizabeth I. A proximidade da coroa britânica permitiu ao estudioso visitar várias locais diferentes durante sua vida.

Em suas longas viagens, registrava tudo em livros e manuscritos. Os passeios também rendiam a oportunidade de aumentar ainda mais o acervo de sua biblioteca, que continha obras de todos os cantos do globo. Historiadores até acreditam que os muitos dos livros que ali estavam eram únicos. Porém, tudo foi perdido com a sua morte em 1609.

Quando John Dee faleceu, seu acervo foi profanado e se perdeu com o tempo. Recentemente, um museu britânico conseguiu resgatar várias obras que faziam parte de sua biblioteca. O achado mostra como a humanidade perdeu ao não preservar uma das bibliotecas mais preciosas de todo o mundo. Boa parte dos livros que estavam ali vai continuar um mistério para sempre e jamais saberemos quais verdades estavam contidas em suas páginas.