INFERNO

Quase todas as culturas e religiões do mundo descrevem a existência de uma espécie de um submundo ou inferno. Estas descrições são muitas vezes incomum na maneira como os pecadores são tratados e até mesmo como o pecado é definido. Enquanto cada um é único em sua própria maneira, existem elementos que são surpreendentemente comum em muitas culturas e religiões.

Nós brasileiros estamos familiarizados com o Inferno cristão, entretanto, ao longo da História, este não foi o primeiro e nem a ultima versão do Inferno a aparecer.

Confira e veja as vantagens de não ser um pecador nessas culturas:

10. Niflheim

Niflheim é uma forma bizarra do inferno encontrada nas culturas nórdicas e germânicas. Ao invés de ser um poço de fogo, é uma paisagem congelada , governada por Hel, localizada próximo à costa de cadáveres, onde Nidhogg reside. Nidhogg é, naturalmente, uma cobra gigante que se alimenta de mortos ( alias, o que não é Gigante e grotescamente violento na cultura nórdica?!)

Dos nove mundos na mitologia nórdica, Niflheim é dito ser o mais profundo e mais sombrio de todos eles. Os mitos afirmam que a Terra foi criada quando o Niflheim, constituída de gelo e Muspelheim, feita de fogo,  se combinaram formando a Terra. O reino é a casa do ímpio e também serve como uma âncora para Yggdrasill, a árvore do universo que sustenta o mundo.

Hel tornou-se amante do mundo dos mortos depois de ser banida de Asgard por ser filha de Loki . As almas trazidas para Niflheim por Hel vêm através de Hermodr, o mensageiro e são mantidas em constante dor (melhor dizendo, dor nórdica que é muitas vezes pior e mais gigante que a dor comum).

9. Tuonela

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Na cultura pré-cristã  finlandesa acreditavam que as almas dos mortos se dirigiam às margens do rio Tuoni, e eram trazidos para Tuonela pela serva da Morte, Tytti. Ao contrário da maioria dos outros submundos nesta lista, Tuonela é praticamente uma continuação mais sombria da vida na Terra.

Por Tuonela ter esse aspecto terreno, os mortos levavam consigo itens para sobreviver nesse mundo.

Também era permitida a entrada de visitantes vivos que queriam ver seus parentes falecidos, embora a viagem era perigosa e muitas vezes fatal (afinal, apesar de menos assustador, ainda assim, é um inferno).

A entrada no rio Tuoni já era potencialmente perigosa: um local infestado de cobras venenosas. Passando dessa etapa, você encontrava Tytti, a barqueira, que carregava as almas dos mortos através do rio. Chegando em Tuonela, o morto encontrava um mundo idêntico ao nosso, contudo, em uma versão mais sombria, onde tudo é miseravel e a luz não brilha. Em Tuonela você teria que trabalhar para sempre e o seu trabalho dependeria do que você fez em vida ( mesmo assim, é ainda melhor do que ficar sofrendo constante dor).

8. Casa das Mentiras

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De acordo com a religião de Zoroastro, a primeira coisa que a alma encontra após a morte é a Ponte Chinavat , que separa os mundos dos vivos e dos mortos. A ponte é mais fina do que um fio de cabelo, ainda mais acentuada do que a lâmina, e é guardada por dois cães de quatro olhos. Almas são então julgadas com base em suas ações na vida. Se as más ações superam o bem a ponte gira em torno do seu eixo, jogando a alma para o poço cheio de demônio abaixo. Descrições alternativas falam do demônio Vizaresh emergir do abismo e arrastar as almas mais perversas para a Casa das Mentiras, a versão Zoroastro do inferno.

A Casa das Mentiras em si é descrita como um lugar de imundície repugnante, onde as pessoas são servidos alimentos estragados e continuamente torturado por seus atos. Os demônios da Casa das Mentiras estão  na casa das centenas , com cada um representando um pecado específico e com uma habilidade especial. Por exemplo, Apaosha é o demônio da seca e sede que castiga os gulosos, enquanto Zairika é o demônio  dos venenos que castiga os fofoqueiros. Descrições da Casa das Mentiras variam de acordo com a tradução de textos do Zoroastrismo antigos, mas os elementos acima descritos são comuns a todas as descrições.

Ao ser arrastada para Casa das Mentiras, a alma se encontra em um labirinto, com vários domínios, entre os quais, o pior era o de Vizaresh, que era uma espécie de especialistas em torturas, torturando seus convidados de forma diferente e cada vez pior a cada período. Vizaresh, no entanto, seria muito exigente: só receberia em seus domínios os piores mau caráter, estilo Hitler da vida.

7.  Duat

Os  antigos textos egípcios Coffin descrevem uma versão da vida após a morte conhecida como Duat, governada por Osíris. O livro demonstra duas maneiras de como chegar a Duat, inclusive, dá um mapa aos “viajantes”. A paisagem de Duat é semelhante à da Terra, porém contém elementos místicos, como um lago de paredes de fogo e ferro.

Ao se aproximar de Duat, as almas tinham que passar por portas guardadas por criaturas humanóides, meio homem, meio animais, com nomes bem sugestivos como “bebedor de sangue que vem do matadouro” ou “aquele que come as fezes de seus posteriores.”

Depois de passar pelas portas, o coração do falecido era pesado contra uma pena. Se o coração fosse mais pesado do que a pluma, ele seria comido pelo demônio Ammut, o devorador. Todas as almas eram condenadas a enfrentar a justiça em Duat.

6.  Geena

O nome “inferno” originalmente se referia a um vale fora de Jerusalém onde os seguidores do deus Moloch realizavam o sacrifício de crianças jogando-as em grandes fogueiras. Ele mais tarde passou a se referir à interpretação hebraica do inferno, onde os ímpios foram enviados para pagar por seus pecados. Geena se assemelha a versão cristã do inferno mais perto do que a maioria das entradas dessa lista. Ele é descrito como um lugar profundo e desolado onde as chamas nunca para de queimar e chove fogo e enxofre dos céus. O calor emitido pelas chamas é 60 vezes mais quente que as chamas encontradas na Terra. Gases sulfúricos nocivos pairam no ar e os rios de fluxo de metal fundido livremente. Os condenados a Geena terão que viver o restos dos dias em meios a chamas, ardendo como churrasco, inalando gases tóxicos e saciando sua sede com metal líquido.

5.  Tártaro

Encontrado na mitologia grega e romana, Tártaro é descrito como um calabouço escuro e cheio sofrimento. Os domínios de Hades eram dividido por níveis, tais como a maioria dos infernos, sendo que o ultimo nível era destinado para os pecadores. A diferença é que na mitologia Grega, você sendo bom ou mal, de qualquer modo iria parar no Tártaro e então pagaria menos ou mais por seus pecados.

Na mitologia romana, Tártaro é cercado por três paredes e o Flegetonte, um rio de fogo. Ele é guardado por um monstro de nove cabeças conhecido como a hidra, junto com Tisiphone, que cuida de tudo enquanto constantemente chicoteia as almas. Nas profundezas esquecidas do Tártaro estão os Titãs, inimigos dos deuses que foram derrotados e presos.

Da mesma forma, a mitologia grega descreve o Tártaro como um lugar que começou como uma prisão para aqueles que colocariam em risco a vida dos deuses (lembrando que eles podiam morrer na Mitologia Grega), mas depois começou a funcionar como um inferno para todos os pecadores. Almas maus são punidos de forma adequada por seus pecados. Por exemplo, Tântalo foi banido para Tártaro, depois de cortar o seu filho e servi-lo aos deuses como alimento. Ele foi punido a sofrer fome e sede, enquanto visualizava uma poça de água que ele não podia beber, abaixo frutas que não podia comer.

4. O inferno de Dante

 Muitas concepções populares do inferno cristão pode ser rastreada até a Renascença – e quando nos deparamos com o poeta Dante Alighieri. Em sua Divina Comédia descreve uma viagem alegórica através de céu, purgatório e inferno.

O inferno é formado por Nove Círculos, Três Vales, Dez Fossos e Quatro Esferas. Essa organização foi baseada na teoria medieval de que o universo era formado por círculos concêntricos. O inferno foi criado da queda de Lúcifer do Céu. Lúcifer teria caído em Jerusalém, a Terra Santa, portanto, ali está o Portal do Inferno. O inferno torna-se mais profundo a cada círculo, pois os pecados são mais graves. Portanto os pecados menos graves estão logo no início, e os mais graves no final.

A justiça do inferno debatida no canto 11 está de acordo com a ideia de Aristóteles que relata, na sua obra Ética a Nicômaco: “deve ser observado que há três aspectos das coisas que devem ser evitados nos modos: a malícia, a incontinência e a bestialidade.” A alma incontinente tem culpa, mas a culpa é menos grave que o dolo(má-fé), a vontade de pecar. Esta vontade, quando se origina como manifestação da natureza animal é ainda menos grave que aquele pecado que é cometido de forma premeditada, usando a inteligência do ser humano para o mal, mesmo assim, é menos grave um indivíduo planejar e executar um crime contra um desconhecido, que pode se defender do estranho que o ameaça, que ele fazer o mesmo com alguém que confia nele, e por isto está indefeso, por isso a traição, é considerada o maior pecado, que recebe a punição máxima no local mais profundo do inferno. A justiça divina retratada no livro é cabal, racional e definitiva, o que torna o inferno dantesco uma espécie de “caos impiedosamente ordenado”

Dante sem saber ao certo como, talvez por estar sonolento, perdeu-se em uma selva sombria, segundo a tradutora Dorothy L. Sayers, a selva é uma representação simbólica da perdição no pecado, “onde a confusão é tão grande que a alma não se acha capaz de reencontrar o caminho certo”. Uma vez perdido na selva escura, um homem só poderá escapar se, através do uso da razão do intelecto, descer de forma que veja o seu pecado não como um obstáculo externo (as feras que aparecerão à seguir), mas como vontade de caos e morte dentro de si (inferno). Então Dante achou um monte, na interpretação de Sayers, “representa no nível místico a ascensão da alma a Deus. No nível moral, é a imagem do arrependimento. Pode ser escalado diretamente pela estrada certa, mas não pela selva selvagem porque ali os pecados da alma são expostos e aparecem como demônios (as feras) com um poder e vontade próprios, impedindo qualquer progresso”. O monte pode ser uma representação alegórica da montanha do purgatório que não pode ser escalada pela selva escura. Dante a subiu e logo apareceram três feras (Pantera, Leão e a Loba), provavelmente os animais representam três tipos de pecados (que são discutidos no Canto 11) e também três divisões do inferno, é uma representação alegórica dos pecados de acordo com Tomás de Aquino, que influenciou Dante. A Pantera (incontinência), o leão (violência) e a loba (fraude) refletem níveis de gravidade de acordo com os conhecimentos do homem (quanto mais se sabe, mais grave é o pecado). Segundo Sayers, refletem três estágios da vida do homem (juventude, meia-idade e velhice). Os pecados cometidos na velhice seriam mais graves, pois quem os comete já sabe diferenciar o certo do errado.

Então Dante encontra Virgílio – que seria seu autor favorito para sair dali. Virgílio propõe a Dante uma jornada pelo inferno, purgatório e paraíso, finalizando-se o canto 1. No canto 2, Dante se acovarda e tenta desistir da jornada, entretanto Virgílio o impede e revela ter sido mandado por Beatriz – a amada do Dante que saiu do céu e foi falar com Virgílio, no Limbo – para que o ajudasse. Então, Dante recupera sua coragem e é iniciada a sua epopeia.

Portal do Inferno

“Deixai toda esperança, ó vós que entrais!”    

O Portal do Inferno não tem portas ou cadeados, somente um arco com um aviso que adverte: uma vez dentro, deve-se abandonar toda a esperança de rever o céu, pois de lá não se pode voltar. A alma só tem livre-arbítrio enquanto viva, portanto, viva se decide pelo céu ou pelo inferno. Depois de morta, perde a capacidade de raciocinar e tomar decisões.

Vestíbulo do Inferno

O “Vestíbulo do Inferno” ou “Ante-Inferno” é onde estão os mortos que não podem ir para o céu nem para o inferno. “O céu e inferno são estados onde uma escolha é permanentemente recompensada (de forma positiva ou negativa), deve também existir um estado onde a negação da escolha seja recompensada, uma vez que recusar a escolha é escolher a indecisão.” O vestíbulo é a morada dos indecisos, covardes e que passaram a vida “em cima do muro”. Eles nunca quiseram assumir compromissos, tomar decisões firmes, por acharem que assim perderiam a oportunidade de fazer alguma coisa. Os covardes são condenados a correr em filas atrás de uma bandeira que corre rapidamente, picados por vespas e moscões .

Entre o vestíbulo e o primeiro círculo está o rio Aqueronte, o primeiro dos rios do inferno, onde Caronte trabalha com sua balsa transportando os mortos. Existem outras formas (como portos) de atravessar o Aqueronte, sendo Dante muito pesado para ir à barca de Caronte – pois que está vivo – é mandado para uma dessas “outras entradas”. O Portal do Inferno e o Vestíbulo são descritos no Canto III.

Os Nove Círculos do Inferno

Primeiro Círculo, o Limbo (virtuosos pagãos)

É o Limbo. Não se tem uma noção precisa de como se chega aqui, pois Dante desmaia no vestíbulo do inferno e quando acorda já está aqui. Antes do limbo há um abismo sem fim, de onde se ouve os gritos dos pecadores. No limbo estão os mortos “bons” que viveram antes da morte de Cristo. Os não-condenados, que não foram batizados. Aqui Dante encontra Horácio, Homero, Ovídio e Lucano, sendo Virgílio deste círculo. Dante pergunta a Virgílio se alguém do limbo já foi levado para o céu, Virgílio diz que Deus já levou dali a alma de Adão, de Abel, de Noé, de Abraão, de David, de Jacó, de Isaac e seus filhos, de Raquel, e muitas outras almas, e que antes disso, nenhum espírito havia se salvado.

No limbo está situado o Castelo da Ciência Humana, com Sete Muralhas: O Trivium (Lógica, Gramática e Retórica) e o Quadrivium (Aritmética, Astronomia, Geometria e Música), ao redor do castelo estás o Rio Eloqüência. Neste castelo estão os personagens Electra, Heitor, Eneias, César, Camila, Pentesileia, Latino e sua filha Lavínia. Também estão Bruto, e Saladino, os filósofos gregos Platão e Sócrates, perto deles está Demócrito, Diógenes de Sínope, Anaxágoras, Tales, Empédocles, Heráclito e Zenão, Dioscórides, Orfeu, Túlio, Lino, Sêneca, o geômetra Euclides, Ptolomeu, Hipócrates, Avicena, Galeno e Averróis. O limbo é descrito no Canto 4.

Segundo Círculo, Vale dos Ventos (luxúria)

Aqui está Minos, o juiz do inferno, que ouve as confissões dos mortos (que sempre dizem a verdade, pois não têm mais o dom da inteligência) e os condena a um círculo no inferno dessa maneira: se enrola em sua cauda tantas vezes quantos círculos quer que o pecador desça. Logo depois estão os luxuriosos, que sofrem e são atormentados e arrebatados por um furacão que não para nunca, arrastando os espíritos com violência, atormentando-os, ferindo-os e rolando-os. Em vida, eles eram levados por suas paixões, que os arrastavam como o vento, agora é o vento que os arrasta no inferno. Aqui está Semíramis, Cleópatra, Helena, Aquiles, Páris, Tristão e “mais mil homens que se sacrificaram por amor”. Aqui também está Francesca de Rimini e seu amante Paulo Malatesta, que é seu cunhado. É descrito no Canto 5.

Terceiro Círculo, Lago de Lama (gula)

Aqui estão os Gulosos. Atolados na lama e atormentados por uma tempestade fortíssima de granizo, gelo, neve e torrões de água suja que caíam sem parar. Cérbero, o cão de três cabeças, com apetite insaciável, arranha, esfola, esmaga, dilacera e esquarteja os espíritos dos gulosos. O prazer solitário da gula é ampliado no inferno, onde estes estão solitários na lama, sem falar com seus vizinhos. Em vida o prazer e o conforto de comer alegremente além dos limites é o desconforto de uma dolorosa chuva gelada, Cérbero representa a gula, o apetite sem limites. Aqui está Ciacco, um político florentino, o único guloso que não está submerso na lama, tendo falado com Dante, fazendo previsões sobre o futuro de Florença. É descrito no Canto 6.

Quarto Círculo, Colinas de Rochas (ganância)

Aqui estão os Pródigos e Avarentos. Suas riquezas materiais se transformaram em grandes pesos de barras e moedas de ouro que um grupo deve empurrar contra o outro e também trocarem-se injúrias, pois suas atitudes em relação à riqueza foram opostas. Aqui habitam Plutão e Fortuna, na mitologia grega, são deuses da riqueza. É descrito até a metade do Canto 7.

Quinto Círculo, Rio Estige (ira)

Na entrada para este círculo está uma cachoeira de água e sangue borbulhante e fervente cuja água era mais escura que roxa, a água desce algumas praias e forma um lago que se chama Estige, onde estão amontoados os acusados de ira, estão juntos com seus semelhantes que se batem e se torturam. No fundo do Estige estão os rancorosos que nunca demonstraram sua ira, eles não podem subir à superfície e ficam na lama do fundo do rio, soltando as bolhas que se veem na superfície. Flégias, que incendiou o templo de Apolo por este ter violado sua filha,vêm fazendo com sua barca a travessia do rio Estige. Quando Dante e Virgílio fazem a travessia, Filipe Argenti, um nobre florentino, se agarra ao barco e fala com Dante, sendo depois puxado para o pântano pelo seus companheiros. É descrito no final do Canto 7, continua no Canto 8 com a chegada de Flégias, sua descrição acaba na metade do canto 8.

Sexto círculo, Cidade de Dite/Dis (heresia)

Ilustração de Stradanus retrata a parte baixa do Inferno, no interior as muralhas da Cidade de Dite. Há uma queda a partir do sexto círculo para os três vales do sétimo círculo, em seguida, novamente para os dez fossos do oitavo círculo, e, no fundo, para o nono círculo de gelo.

A Cidade de Dite serve de divisão entre os pecados cometidos sem intenção (culpa) e os pecados cometidos conscientemente (dolo). É cercada por fogo, fossos profundos e por muralhas de ferro, sobre as portas da cidade estão mais de mil anjos caídos. No alto de uma torre estão as três Erinias (Megera, Aleto e Tisífone) enroladas em hidras e a Medusa.

Inicialmente os demônios não abrem a porta de Dite para Dante e Virgílio, então para auxiliá-los, surge um anjo que chegou à porta e com uma varinha abriu-a, sem nenhuma oposição. A cidade contém um cemitério que abriga vários grupos hereges, entre eles, aqueles que não acreditaram na existência de Deus e de Jesus Cristo como Seu Filho, como os seguidores das doutrinas de Epicuro, que negava a sobrevivência da alma após a morte corporal, eles estão confinados em túmulos de fogo (já que em vida eles eram queimados em fogueiras) com as tampas levantadas, em cada túmulo há mais de mil condenados. Em um dos túmulos está Farinata degli Uberti, um político florentino, neste mesmo túmulo está Frederico II e o Cardeal Ottaviano degli Ubaldini. Logo depois dos muros da cidade há mais alguns túmulos, num deles está o Papa Anastácio II. É descrito a partir da metade do Canto 8, que termina pouco depois que Dante e Virgílio chegam em Dite, continua no canto 9 e no Canto 10, acabando no início do Canto 11.

Sétimo círculo, Vale do Flegetonte (violência)

No fim do sexto círculo há um alto precipício circular (de onde vem um terrível cheiro) que leva ao sétimo círculo, onde estão os violentos, que distribuem-se por três vales (ou giros). No canto 11 Virgílio descreve a justiça do inferno. O sétimo círculo é descrito do canto 12 ao canto 17, cada canto descrevendo um vale e o últimos três a cachoeira.

Primeiro Vale – Vale do rio Flegetonte: O rio Flegetonte é um rio de sangue fervente. Na sua margem estão algumas ruínas e o Minotauro de Creta, ainda na margem do rio, mais um pouco mais para frente, correm as filas de centauros, dentre eles destacam-se Quíron, Nesso e Fólo, os centauros estão armados com arcos e flechas, e atiram setas em todas as almas que se erguem do sangue mais do que lhe destinou sua culpa. Os violentos contra pessoas e seus bens, estão mergulhados no rio de sangue daqueles que oprimiram, quanto mais grave o crime, maior a parte imersa. Os tiranos mantém acima da superfície somente as sobrancelhas, eles atentaram contra a vida e contra os bens de suas vítimas, dentre eles está Alexandre, Dionísio, Azolino, Opizzo da Esti. Os assaltantes dentro do rio têm apenas o peito de fora, eles são punidos por terem praticado violência contra os bens de suas vítimas. Os homicidas só mantêm fora a cabeça. Também estão aqui Átila, Pirro e Sexto[desambiguação necessária], Riniero de Corneto e Riniero Pazzo. É descrito no canto 12.

Segundo Vale – Vale da Floresta dos Suicidas: Os violentos contra si mesmos (suicidas) são transformados em árvores sombrias, para todo o lado estão gritos lamentosos, quando os pecadores chegam aqui e caem na selva, caindo onde o acaso os leve a cair, são transformadas em sementes, crescendo até tornarem-se árvores silvestres. “A folhagem não era verde, mais escura, os ramos não eram lisos, mas nodosos e torcidos, não frutos, mas espinhos venenosos”. É onde estão os ninhos das Harpias citadas na Eneida, que se alimentam das suas folhas, causando dor e sangramentos nas árvores. Aqui também estão cadelas famintas correndo atrás dos esbanjadores, dilacerando-os. É descrito no Canto 13.

Terceiro Vale – Vale do Deserto Abominável: Os violentos contra Deus são condenados a um deserto incandescente, o areão, estéril e sem vida, é o oposto do mundo criado por Deus. Eles vivem em um mundo sem cor, sem conforto e sem esperança, é o mundo que desejaram ter quando em vida, rejeitaram tudo o que Deus lhes oferecera, preferindo dar maior valor às coisas materiais. Aqui chove chamas sobre terra arreenta, como chove neve nos Alpes. Aqui está Capâneo. Existem quatro tipos de violentos contra Deus: Blasfemadores, os violentos contra a Palavra de Deus. Intelectuais, os violentos contra o Espírito de Deus. Sodomitas, os violentos contra a Natureza de Deus. Usurários, os violentos contra a Sabedoria de Deus. É descrito no Canto 14.

Cachoeiras de Sangue: Aqui brota o rio Flegetonte, cujas águas passam pelo deserto e a floresta, suas margens são de pedra, Dante e Virgílio caminharam pelas margens para não se queimarem. A passagem para o próximo círculo, está no fundo do vale, sendo feita de pedra. Também no fundo está a cachoeira contida pelo dique do Flegetonte, o vapor do regato condensa-se por cima, salvando do fogo a água e as margens. Há uma multidão de almas que está ao longo do dique, dentre elas está Bruneto, que conversa com Dante, também estão aqui Guido[desambiguação necessária], Tegghiaio Aldobrandi e Tiago Rusticucci. Dante e Virgílio montam no gigante Gerião para atravessar o rio de sangue e ir para o oitavo círculo. É descrito no Canto 15 , 16 e 17.

Oitavo círculo, o Maleboge (fraude)

Este círculo chama-se Malebolge, é todo em pedra e da cor do ferro, assim como a muralha que o cerca. Aqui estão os fraudulentos. Este círculo está dividido em dez fossos(ou Bolgias), semelhantes aos fossos que defendem certos castelos, os fossos estão ligados entre si por pontes. É descrito do Canto 18 ao 30.

 Primeiro fosso: Os rufiões e sedutores são açoitados por demônios chifrudos e de relho certeiro. Eles exploraram as paixões dos outros, controlando-os para servir a interesses próprios. Aqui são eles que são levados, com chicotadas, a cumprir o desejo dos demônios. Aqui está Venedico Caccianimico e Jasão. É descrito até a metade do Canto 18.

 Segundo fosso: Os aduladores e lisonjeios estão submergidos em um fosso de fezes e esterco. Em vida eles exploravam os outros ao tirar proveito de seus medos e desejos, sua arma é a linguagem fraudulenta, através de raciocínios falsos, que destroem a comunicação entre as mentes. Eles estão imersos na sujeira que deixaram no mundo. Aqui está Alessio Interminei de Lucca,Medeia e Isifila. É descrito a partir da metade do Canto 18, finalizando neste canto.

 Terceiro fosso: Os simoníacos (traficantes de artefatos sagrados) estão enterrados de cabeça para baixo e suas pernas são assadas por velas. Esta é a punição aplicada aos assassinos de aluguel, pelas leis da República Florentina. Os buracos se assemelham a fontes de batismo, os simoníacos, que perverteram a igreja, são “batizados” ao contrário, em vez de óleo, o fogo, aplicado aos pés. Vários condenados ocupam o mesmo buraco onde são empilhados, ficando apenas o mais recente com as pernas de fora. Aqui está o Papa Nicolau III, o maior simoníaco, fato demonstrado pela altura das chamas nos seus pés. Inicialmente Nicolau confunde Dante com o Papa Bonifácio VIII, quando a confusão é esclarecida, Nicolau diz a Dante que prevê a condenação por simonia de Bonifácio VIII e do Papa Clemente V, um papa ainda mais corrupto. É descrito no Canto 19.

Quarto fosso: Os adivinhos têm a cabeça torcida,voltada para as costas, de forma que não conseguem olhar para a frente. É a punição por alegarem saber o futuro que somente Deus sabe. Aqui está Tirésias, Manto, Eurípilo, Miguel Scotto e Guido Bonatti. É descrito no Canto 20.

Dante e Vírgilio são atacados pelos demônios entre os fossos cinco e seis, no oitavo círculo do Inferno, Canto 21.

Quinto fosso: Os corruptos estão submergidos em um piche fervente; os que tentam ficar com a cabeça acima do caldo são atingidos por flechas atiradas por demônios. Em vida, os corruptos tiraram proveito da confiança que a sociedade depositava neles; no inferno estão submersos em caldos, escondidos, pois suas negociações eram feitas às escondidas. Os demônios e o significado literal dos nomes que habitam o quinto fosso são: Malacoda (malvada cauda); Calcabrina (pisa neve); Alichino (asa baixa); Cagnazzo (focinho de cão); Barbariccia (barba crespa); Libicocco (libiano); Draghignazzo (dragão feio); Graffiacane (esfola-cães); Ciriatto (porcalhão); Farfarello (duende); Rubicante (vermelhaço) e Scarmiglione (cabelo bagunçado). A ponte que liga o quinto fosso ao sexto, conforme Malacoda explicou a Virgílio, desmoronou há 1266 anos (a contar da época em que o poema se passa), quando Jesus morreu – por isso, os demônios sob ordens de Malacoda, levam Dante e Virgílio por outro caminho que dá para o sexto fosso. Nesse fosso encontra-se Ciampolo, que é pego pelos demônios fora do piche, e enganam-os dizendo que ia entregar outros companheiros que de vez em quando também ficavam fora do caldo, mas ainda consegue fugir dos demônios e mergulhar novamente no piche, o que provoca uma briga entre os demônios. Ciampolo também revela a existência de frei Gomita. Os demônios começam a perseguir Dante e Virgílio, responsabilizando-os pela briga, mas eles conseguem escapar antes de serem pegos indo para o sexto fosso, para onde os demônios não puderam acompanhá-los, pois não podem sair do quinto fosso. É descrito no Canto 21 e 22, acabando no início do Canto 23.

Sexto fosso: Os hipócritas estão vestidos com roupas brilhantes, atraentes, porém pesadas como o chumbo, este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. No inferno, sentem o peso de seu falso brilho. Aqui estão os frades Catalano e Loderingo. É descrito do início do Canto 23 e acaba no início do Canto 24, onde Dante e Virgílio tem de escalar uma ruína que vai para o sétimo fosso. Nesse fosso esta Caiphás, o sacerdote que condenou Jesus, que fica crucificado sofrendo as mesmas dores que o Cristo sofreu.

Sétimo fosso: Os ladrões são mordidos por serpentes. têm seus corpos roubados constantemente por serpentes e outros répteis que os atravessam e os desintegram, roubando seus traços humanos. Aqui está Agnel (Agnello dei Brunelleschi), um nobre florentino que aparece inicialmente como uma alma humana, mas depois Cianfa dei Donati (um outro nobre florentino), se mescla com Agnel, Cianfa aparece pela primeira vez como um réptil de seis patas. Puccio Sciancato é outro nobre florentino. Puccio é o único que não se transforma em serpente durante a visita de Dante. É descrito do início do Canto 24 ao Canto 25.

Oitavo fosso: Os maus conselheiros estão envoltos por chamas,oceanos de lava e uma tempestade de raios contínua. Em vida eles induziram outros a praticar a fraude. “O fogo que os atormenta também oculta os conselheiros da fraude, pois o pecado deles foi cometido escondido. E como pecaram com suas línguas, agora a fala só pode passar pela língua da chama furtiva”. Aqui está Ulisses, Diomedes e . É descrito do Canto 26 ao Canto 27.

Nono fosso: Os semeadores de discórdias são esfaqueados pelas espadas de demônios . O demônio que os pune causa mutilações em partes do corpo representativas do tipo de discórdia que provocaram. Eles estão com as entranhas para fora, aparecendo seus estômagos, alguns têm a cabeça cortada. Existem três tipos de semeadores de discórdias: Criadores de cismas religiosos, instigadores de conflitos sociais e semeadores de desunião familiar. Aqui está Geri del Bello. É descrito do Canto 28 até o inicio do Canto 29.

Décimo fosso: Pecadores que cometeram qualquer tipo de falsificação, estão cobertos de lepra e sarna. “Em nossa sociedade, eles podem representar aqueles que falsificam remédios e comida, os que constroem prédios e casas com materiais de baixa qualidade e etc”. Aqui são seus corpos que se tornam falsos, ao apodrecerem, cobrem-se de lepra. Existem 4 tipos de falsificadores, sendo eles: Alquimistas, que tem uma sede abrasadora, Simuladores, que são atacados e tornados hidrópicos, Falsos, que são decapitados e Mentirosos, atacados por uma febre ardentíssima. É descrito do início do Canto 29 ao 30.

Nono Círculo, lago Cocite (traição)

Os Gigantes obstruem a passagem do oitavo círculo para este, estão acorrentados em poços congelados, é a punição por em vida terem se revoltado contra Júpiter. Os gigantes são: Nemrode, Efialtes, Briareu, Encélado, Egeon e Anteu. Anteu ajuda Dante e Virgílio a irem para o próximo círculo, carregando-os nas mãos e colocando-os lá. O Nono Círculo é o lago Cocite, que está congelado, o lago das lamentações que fica no centro da Terra e é formado pelas lágrimas dos condenados e pelos rios do inferno que nele deságuam seu sangue. No Cocite estão imersos os traidores, representados por Lúcifer, o traidor de Deus, que aqui reside. Os traidores distribuem-se em quatro esferas diferentes, dependendo da gravidade da traição cometida. As esferas chamam-se: Caína, Antenora, Ptolomeia e Judeca. O Canto 31 descreve Dante e Virgílio descendo a este círculo, do canto 32 ao 34 é descrito o nono círculo .

 Esfera da Caína: É onde são punidos os traidores de seus parentes. Aqui as almas permanecem submersas com apenas o tórax e a cabeça fora do gelo. Seu nome tem origem no personagem bíblico Caim que matou seu irmão Abel por causa de inveja.

Esfera da Antenora: Aqui são punidos os traidores de sua pátria ou partido político. As almas ficam submersas no nível do pescoço, com apenas suas cabeças fora do gelo. O nome foi tirado de Antenor, o príncipe troiano que traiu o seu país ao manter uma correspondência secreta com os gregos. Antenora e Ptolómeia são descritas no Canto 32 e 33.

Esfera da Ptoloméia ou Toloméia: Aqui são punidos os traidores de seus hóspedes. As almas estão presas no gelo do lago apenas com o rosto para fora de forma que, quando choram, suas lágrimas congelam e cobrem seus olhos. O nome origina-se do personagem bíblico Ptolomeu, onde o capitão de Jericó convida Simão e seus dois filhos ao seu castelo e lá, traiçoeiramente, os mata a sangue-frio: “pois quando Simão e seus filhos haviam bebido bastante, Ptolomeu e seus homens se levantaram, e sacaram de suas armas, e chegaram até Simão[desambiguação necessária] na sala de ceia, e o mataram, e seus dois filhos, e parte dos seus servos.” Aqui está o Conde Ugolino della Gherardesca e o Arcebispo Rogério.

 Esfera da Judeca: Aqui estão aqueles que, em vida, traíram seus mestres e reis. Eles sofrem intensamente por estarem submersos totalmente no gelo do Cócito, conscientes, para a eternidade. Aqui reside Lúcifer, também preso no gelo até o meio do peito, peludo, com enormes asas que possuem membranas como a dos morcegos no lugar de penas, provoca um vento sentido por toda a esfera, ele tem três cabeças e com cada uma delas, morde um dos três maiores traidores da história: Judas, Brutus e Cassius. O nome vem de Judas, o traidor de Jesus Cristo. É descrita no Canto 34, finalizando o Inferno.

3. Naraka

 Naraka ou Niraya é o conceito de inferno para alguns ramos do hinduísmo, sikhismo, jainismo e budismo. Enquanto as descrições exatas de Naraka diferem entre as religiões, o ponto em comum é que é um lugar de punição com base no karma de uma alma. Naraka é apenas um destino temporário e uma vez que os pecadores pagaram o preço por seu karma, eles renascem.

Pensa-se ser divididos em vários níveis, dependendo dos pecados cometidos durante a vida. O número de níveis no Naraka varia de quatro para mais de 1.000 com base em diferentes descrições. Por exemplo, Maharaurava é um lugar para aqueles que ganham à custa dos outros. Em Maharaurava, o pecador tem a sua carne consumida por um demônio-serpente conhecida como Ruru. O reino Kumbhipaka é o lar de pecadores que cozinham aves e animais. Eles são punidos sendo cozidos em óleo quente na mesma quantidade de tempo em que havia pêlos ou penas nos animais que eles mataram. Uma pena, 1 segundo sendo tostadinho!

Na cultura Hindu e Jain, Naraka é governado por Yama Loka, o Deus de Justiça. Quando uma pessoa morre, suas ações ao longo da vida são auditadas pela assistente da Loka e eles são enviados para Svarga (céu) ou Naraka. Ao contrário hinduísmo ou o jainismo, os budistas acreditam que todas as almas são enviadas para Naraka para serem purificadas dos seus pecados, e não existe régua para auditar as ações das pessoas na vida. Independentemente da variação cultural, acredita-se que as almas podem permanecer no Naraka por milhares até milhões de anos (do nosso ponto de vista terreno de tempo) até que seu karma seja restaurado e a alma possa renascer.

2. Diyu

Diyu é uma versão do inferno na cultura tradicional chinesa, e lembra vagamente o Naraka. Ele consiste em vários níveis, com o número exato diferindo de quatro para 18. Cada nível é vigiado por um juiz e punições são realizadas sobre os pecadores com base em suas ações durante a vida. Cultura chinesa acredita Yama Loki de Naraka foi convidado para vigiar Diyu, onde ele finalmente condensou-o a 96.816 infernos em 10 seções que os pecadores tem que passar antes da reencarnação. Durante a dinastia Tang, essa descrição foi alterada para 134 infernos , com 18 níveis de dor e tortura.

A descrição mais comum dos níveis inclui a Câmara de Tongue, a Câmara da Tesoura, A Câmara de Cycads, a Câmara do Espelho, Câmara do Navio, Floresta de Coluna de Cobre, Montanha das Facas, a Colina do gelo, Caldeirão de óleo fervente, Câmara do Boi, Câmara da Pedra, Poça de sangue, Cidade do Suicídio, Câmara de Desmembramento, Montanha das Chamas, Quintal de moinho de pedra e da Câmara de Serra. O pior nível deste inferno é conhecido como Avici, que é reservada para os piores pecadores. Avici é diferente dos outros níveis de Diyu porque as almas que acabam aqui permanecer por toda a eternidade, sem mais esperança de renascer.

1. Xibalba

Xibalba é a versão maia do inferno e ao contrário dos demais infernos, ele é um lugar físico localizado em um sistema de cavernas perto de Belize. Dizia-se ser um lugar de dor, onde os senhores da vida após a morte infligida nos “visitantes” várias formas estranhas de tortura. Ahalpuh e Ahalgana causavam dor e faziam o pus a jorrar dos corpos das pessoas. Chamiabac e Chamiaholom faziam os mortos se decomporem em esqueletos. Xic e Patan, responsáveis por aqueles que morreram na estrada, faziam-os vomitar sangue , ou espremiam-os até encher suas gargantas de sangue.

Almas eram obrigadas a completar um caminho difícil e humilhante apenas para chegar Xibalba. Sua jornada começou pelo cruzamento de vários rios cheios de sangue, escorpiões e pus. Então, o caminho era dividido em quatro estradas para entreter os Senhores de vida após a morte, confundindo os viajantes. Os visitantes tomavam os caminhos  e chegavam em uma das seis casas mortais. A mais temível era a Casa da Escuridão, mas também havia a Casa do Jaguar, Casa da Navalhas, Casa das Chamas, e a Casa dos Morcegos. A última casa, conhecido como a Casa Fria, congelava as almas pela eternidade.

VAMOS AS OBSERVAÇÕES

Pontos em comuns

* Em todos os infernos tem rios (digo rios infernais);

* A maior parte é destinada a pecadores que sofrem tortura de acordo com seus pecados;

* A maioria tem níveis de tortura e cada nível tem um responsável;

* Xibalba e a Casa das Mentiras parecem muito entre si no que tange a Labirinto e domínios, assim como Xibalba e Diyu também são muito semelhante no que tange as Casas ( que em outras palavras, seriam os domínios).

* Outro aspecto que chama atenção é a presença do barqueiro em boa parte dos infernos;

*Niflheim se assemelha muito aos ultimos níveis dos outros infernos, onde tudo é congelado, assim como, as ultimas casas dos infernos como Xibalba.

* Tuonela, o único inferno onde as torturas não são aplicadas é muito semelhante ao ante-inferno presente em diversas culturas chamado de Limbo.

* Boa parte das culturas antigas alegam que é possível entrar no Inferno mesmo estando vivo, alegando que existe uma entrada na Terra. Os mapas dos Coffins que demonstram os caminhos à Duat mostram constelações como um dos caminhos e o outro a morte. Seria essa entrada um StarGate?

FONTE: LISTVERSE

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