A importância de um mapa fiel em 10 casos surpreendentes

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Se você vive em uma das grandes cidades do Brasil, é muito provável que você já tenha utilizado algum aplicativo de mapa. Seja o Google Maps, o Waze ou os mapas da Apple, esses serviços ajudam bastante na hora de se localizar ou encontrar um lugar específico. Porém, é possível acabar se perdendo (ou enfrentando situações ainda piores) se você depende totalmente desses mapas.

A maioria de nós provavelmente acredita que os mapas são altamente precisos, mas isso nem sempre é verdade. Quando eles estão errados, os mapas podem causar problemas para os indivíduos, as comunidades e mesmo nações inteiras. Erros em mapas resultaram em casas perdidas, cancelamentos de seguros, perigo da vida selvagem protegida, ameaças à vida humana, uma invasão militar e a vitória (ou a derrota) em campos de batalha americanos e europeus.

Estes erros em mapas mostraram como é vital ter mapas em que podemos confiar.

Psicologia do poker online: entenda como as emoções podem influenciar na performance do jogador

Inteligência emocional é indispensável para vencer no poker online, mas poucos jogadores sabem como “treinar” essa habilidade
Ter sucesso no poker não depende apenas de estratégias matemáticas, mas também do equilíbrio entre razão e emoção. Afinal, o jogo acaba despertando sentimentos como raiva, desespero, frustração, receio e orgulho, exigindo do jogador uma sólida “inteligência emocional” para sair vencedor.

Mas não se engane: ter inteligência emocional no poker online não significa desligar-se completamente de suas emoções. Na verdade, trata-se de saber reconhecê-las e não permitir que elas controlem suas decisões nem dificultem seu raciocínio. Um jogador com alta inteligência emocional consegue também identificar suas forças e fraquezas de forma realista, além de expandir sua capacidade de “ler” as emoções dos oponentes.

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Para que você entenda um pouco mais sobre o assunto, vamos exemplificar algumas situações corriqueiras no poker que têm relação direta com o seu grau de inteligência emocional:

Situação A:

Já faz algumas horas que você está jogando poker e as coisas não estão saindo como o esperado. Você fez muitos rebuys, não construiu nenhum grande stack, e devido às más decisões acabou sendo eliminado do torneio.  Já é tarde da noite e você sente sua mente exausta, mas o seu orgulho não aceita a derrota e te leva para um cash game. É aí que você começa a triplicar seus prejuízos.

Esse é um exemplo de quem possui pouca ou nenhuma inteligência emocional no jogo de poker online. Para aqueles que conseguem manter a cabeça fria diante de uma derrota, o mais correto seria desligar o computador, ir dormir e só retornar no dia seguinte ou depois de alguns dias.  Sem dúvidas, essa seria a atitude mais sensata para evitar o excesso de perdas.
Situação B:

Você está jogando contra um adversário que tem estratégias muito fracas. Ele toma as piores decisões e ainda assim você não está levando todo o dinheiro. Parece que a sorte está ao lado dele, pois mesmo jogando mal, ele ganha quase todos os potes.

Diante dessa “ironia do poker” vem uma onda de nervosismo e, em vez de jogar de maneira racional, pensando apenas nos ganhos, você projeta uma espécie de vingança e continua jogando para fazer seu oponente pagar caro.

Novamente, essa é uma típica atitude de quem não possui equilíbrio emocional. Deixar-se levar por sentimentos de vingança é sempre prejudicial não só para o seu bankroll, mas também para sua performance, já que os sentimentos negativos “embaçam” sua razão e te impedem de tomar decisões inteligentes.

Situação C

Você não pretendia jogar poker, afinal havia diversas coisas para fazer em casa e compromissos que não deveriam ser adiados. No entanto, alguma coisa acabou te empurrando para o jogo. Você até considerou fazer outras coisas, mas um impulso inconsciente o fez ligar o computador para jogar poker online.

Permitir que o poker comprometa sua vida pessoal e social, é um grave sinal de que você está deixando o jogo te controlar. Jogadores com inteligência emocional sabem que é necessário ter momentos de “vida normal” que incluem trabalho, lazer e ocasiões sociais, afinal o poker é apenas um jogo e jamais deve ser a coisa mais importante da sua vida.

Se você já passou por situações similares aos exemplos acima, é hora de começar a desenvolver sua inteligência emocional no poker. Pare e pense sobre os sentimentos que te impedem de manter a ponderação durante o jogo e a sensatez nas decisões. Pense também em quantas vezes você ficou tempo demais jogando ou continuou jogando mal mesmo sabendo que a melhor opção era parar.

Depois de refletir sobre essas situações, comece a ‘treinar’ seus sentimentos em cada sessão de poker online.  Busque analisar também suas decisões, de modo a perceber em quais circunstâncias você se torna mais “reativo” e perde a clareza de raciocínio. Com foco e prática, você conseguirá melhorar os aspectos emocionais do seu jogo e, consequentemente, sua capacidade estratégica.

As fobias mais estranhas que existem

Você tem medo de alguma coisa? Mas medo de verdade? Aquele que é o suficiente para fazê-lo pular de histeria e sair correndo exatamente como um louco? Se sim, é muito provável que você seja portador de uma fobia, um medo incontrolável de alguma coisa (ou até mesmo alguém), seja isso perceptível para as outras pessoas ou não.

Podemos dizer que a fobia é um tipo de perturbação da ansiedade. Um dos medos mais comuns que encontramos por aí é o de aranhas, caracterizado pela aracnofobia. Aqueles que assistiram ao filme de mesmo nome provavelmente sabe do que eu estou falando.

A fobia é caracterizada por um medo ou repulsa persistente de um objeto ou situação. Elas geralmente causam súbitos episódios de histeria que pode parecer exagerada para muitas pessoas. A pessoa que sofre com algum tipo de fobia tenta se esforçar ao máximo para evitar aquele objeto ou situação, empregando meio que até mesmo podem parecer exagerados para alguns.

Fobias mais estranhas

Para matar a curiosidade daqueles que vieram em busca das fobias mais estranhas que existem, preparamos uma lista gigantesca com as que achamos mais bizarras. Além de curiosas, esses medos paralisantes também são bem raros. Portanto, não espere encontrar todos os dias pessoas com essas fobias pra lá de estranhas.

Abissofobia

Algumas pessoas têm medo de altura. Outros, porém, tem medo de abismos e precipícios. Esses com certeza não pode trabalhar em grandes prédios ou na construção civil;

Ablepsifobia

Você já imaginou como seria ficar cego? Não? E essa sensação de deixa ansioso ou com medo? Então é muito provável que você seja portador dessa fobia, o medo incontrolável de ficar cego;

Ablutofobia

Essa é para os porquinhos de plantão. Sim, acredite, existe uma fobia que descreve as pessoas que tem medo de tomar banho. Mais parece uma desculpa para quem não quer se lavar;

Aeronausifobia

Quando você viaja de avião, costuma passar mal? Algumas pessoas, assim como eu, geralmente sentem um mal-estar durante longos períodos de voo. Alguns, entretanto, sentem isso até mesmo em trechos curtos. Porém, outros não apenas sentem isso, mas como têm pavor de experimentar essa sensação. Esses são os portadores de aeronausifobia.

Afobia

Depois de conhecer algumas dessas fobias, você tem receio de apresentar o sintoma de alguma delas? Acredite: há pessoas que ficam amedrontadas só de pensar em não possuir uma fobia. Essas são as portadoras da afobia, o medo da falta de fobias.

Ailurofobia (ou galeofobia ou gatofobia)

Gatos são animais geralmente dóceis e bastante amáveis com os donos que os tratam bem. Sou o dono de três bichanos e posso dizer que são criaturas realmente apaixonantes. Contudo, acredite você ou não, há pessoas que morrem de medo de gatos. Aqueles que são diagnosticados com ailurofobia (ou galeofobia ou gatofobia) não suportam ver um bichano por perto.

Balistofobia

Com tantos acontecimentos envolvendo mísseis nucleares, é normal temer a possibilidade de uma nova guerra entre nações do globo. Mas e se esse medo for extremo? Isso é o que acontece com quem tem Balistofobia, o medo sem controle de mísseis.

Botanofobia

É normal encontrarmos pessoas que não gostam de plantas. Afinal, elas podem fazer certa sujeira e até atrapalhar a decoração de um ambiente. Mas e no caso da botanofobia? Esse é o caso de pessoas que possuem um medo extremo de qualquer tipo de planta, não suportando vê-las ou estar perto de um. Que bizarro, não?

Biofobia

A vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo? Esse é um problema grave para os portadores da biofobia, aqueles que possuem um medo extremo da própria vida. Para eles, a existência é algo que causa angústia e preocupação. Será que para eles a morte seria um fim para esse sentimento de medo?

Catoptrofobia

Além de narcisistas, aqueles que adoram ficar se admirando no espelho, há aqueles que não suportam ver esse objeto reflexivo por perto. Esses são os portadores da catoptrofobia, ou o medo exagerado e sem controle de espelhos. Como será que essas pessoas se arrumam para sair todos os dias?

Catsaridafobia ou katsaridafobia

As baratas são insetos asquerosos. É muito normal encontrar aqueles que não suportam ver uma nem de longe.  É por isso que não é surpresa nenhuma saber que há uma fobia específica para quem morre de medo de barata, a catsaridafobia ou katsaridafobia. Será que você é um dos portadores dessa fobia?

Corofobia

Eu provavelmente sou um portador da corofobia. Afinal, poucas coisas me assustam mais do que dançar. Não assustar no sentido de espanto, mas de causar um medo sem explicação. Felizmente eu não apresento quadros de histeria ou algo do tipo, mas prefiro passar longe de um grupo que está dançando para não correr o risco de ser convidado para participar.

Coulrofobia

Aqui está outra fobia que muitos provavelmente também devem ter desenvolvido na infância. Afinal, quando somos jovens, um dos objetos mais assustadores são os palhaços, que ironicamente foram criados para nos entreter. As vítimas de coulrofobia não suportam ver e detestam palhaços. Bom, eu também não gosto deles, mas acho que não o suficiente para desenvolver uma fobia.

Demonofobia

Agora se o medo de palhaços parece ser extremo para você, imagina só o que não significa ter medo de demônios. Sim, a demonofobia é a condição de pessoas que morrem de medo de seres das trevas, o que provavelmente pode ser muito reforçado por filmes ou algo desse tipo. E aí, você gosta de ver demônios por aí?

Eleuterofobia

Muito povos e nações procuram a liberdade acima de qualquer coisa. Outro, entretanto, fogem dela como o diabo foge da cruz. Esses são os portadores da eleuterofobia, o medo extremo da liberdade? Esse tipo de condição se manifesta em pessoas que gostam de estar sempre sob o controle de alguém ou alguma entidade governamental. É ou não é estranho?

Falacrofobia

Eu me orgulho do meu cabelo e não gostaria de ficar careca. Porém, com certeza não morro de medo de perder as minhas madeixas assim como os falacrofóbicos que possuem um medo extremo de ficar carecas. Será que isso afeta somente a autoestima dessas pessoas? Ou há algum motivo maior por trás desse receio? Bom, provavelmente só descobriremos se encontrarmos alguém com falacrofobia.

Fotofobia

Algumas pessoas adoram ficar no escuro. Alguns argumentam que a penumbra ajuda na concentração e evita distrações constantes. Mas e se eu dissesse que é possível ter um medo extremo da luz e de qualquer fonte de luminosidade? Sim, esses são os portadores da fotofobia, o medo incontrolável da luz. Como será que essas pessoas vivem? Em total e completa escuridão?

Geliofobia

Rir é bom. Há quem diga que é uma das melhores coisas do mundo. Entretanto, acredite você ou não, há aqueles que morrem de medo de rir. Os geliofóbicos não suportam a possibilidade de darem umas boas gargalhadas. Como será a reação a uma piada de uma pessoa dessas? Ela sairia correndo ou simplesmente tamparia os ouvidos?

Hadefobia

O medo de morrer, em certa medida, é uma característica inerente ao ser humano. Mas o que dizer do medo extremo de ir para o inferno? Acredite você ou não na invenção desse submundo dos mortos, há aqueles que simplesmente não conseguem suportar a ideia de visitar o capiroto em sua própria casa. Para essas pessoas, o inferno é pior do que a própria morte.

Iatrofobia

Eu definitivamente não gosto de ir ao médico. Mas isso não significa que eu seja ou portador da iatrofobia, ou o medo extremo de visitar o seu doutor. Algumas pessoas provavelmente preferem não descobrir quais são as mazelas que afligem seu corpo e acabam descuidando da saúde para não precisar ir ao médico. Bizarro, não é mesmo? Se fosse um caso de vida ou morte (ou nem tanto, na verdade), eu com certeza visitaria o médico com um sorriso na cara.

Logofobia

Se você está lendo esse texto até agora, com certeza não sobre da logofobia. Essa fobia descreve as pessoas que não suportam ver, enxergar ou imaginar palavras. Sim, palavras. Isso significa que as vítimas dessa fobia morrem de medo de textos, livros ou até mesmo letreiros com palavras gigantes. Para elas, essas palavras devem ser pior do que baratas.

Mictofobia

Eu já falei aqui sobre o medo da luz. Mas você sabia que há o medo oposto a esse? Sim, algumas pessoas não suportam viver ou presenciar a escuridão. Não se trata apenas do medo de escuro, mas da completa ausência de luz. Quando eu era pequeno (e ainda hoje, confesso), tinha realmente muito medo de lugares que permaneciam na completa penumbra. Afinal, é impossível dizer que tipo de monstros habitam a mais densa escuridão.

Narigofobia

Essa com certeza é uma das fobias mais bizarras da lista. Afinal, como é possível manifestar um medo terrível de narizes? E como suportar a existência do seu próprio órgão “cheirador”? É realmente difícil imaginar como essa fobia se manifesta e como as suas vítimas podem controlar o medo terrível de narizes, mesmo possuindo um em seu próprio rosto. Será que isso está restrito aos narizes mais feios?

Oclofobia

Se você é como eu, provavelmente também gosta de evitar lugares muito movimentados. Afinal, a multidão sempre é um problema para quem quer se manter seguro e longe de bagunças. Porém, as pessoas que levam isso ao extremo são chamadas de oclofóbicas, ou seja, aquelas que possuem um medo extremo de multidão e aglomerações.

Pedofobia

É normal algumas pessoas não gostarem de crianças. No final das contas, estamos falando de pequenos seres humanos que podem ser verdadeiras pestes dependendo da forma como elas se comportam. Mas e aqueles que morrem de medo de crianças? Esses são aqueles que sofrem de pedofobia, a extrema aversão a essas pequenas criaturas.

Ripofobia

Você provavelmente já deve ter rido de alguém que falou que não gosta de fazer o “número 2” fora de casa. Mas e se eu dissesse que há aqueles que não suportam a ideia de sequer defecar? Como será que essas pessoas eliminam suas vezes? Será que elas o fazem com medo mesmo?

Rupofobia

Eu não gosto de sujeira. Mas isso não significa que eu tenha aversão a lugares que não estejam limpos. Esse é o caso de quem tem rupofobia, o medo extremo de sujeira. Já imaginou a histeria dessas pessoas se elas estivessem em um lixão ou na casa de alguém realmente porca? É melhor nem imaginar!

Tacofobia ou Tachofobia

Se os limites forem extrapolados, a velocidade pode ser realmente perigosa. Para alguns, qualquer nível pode ser assustador. Os tacofóbicos não suportam a ideia de estarem em alta velocidade em qualquer situação. O melhor mesmo é manter a monotonia e andar de forma bem lenta e constantemente devagar. Estranho, não é mesmo?

Tecnofobia

Eu amo tecnologia e há aqueles que não há suportam. Esses são os portadores da tecnofobia, o medo incontrolável da tecnologia. Você consegue hoje se imaginar com esse medo? Ainda mais usando o smartphone com a frequência que o fazemos hoje em dia? É muito provável que não.

Unatractifobia

E se eu dissesse que há pessoas que não suportam estar perto daqueles que são considerados feios? Mas o quê? A beleza não é uma questão de opinião? Bom, não para essas pessoas que simplesmente não aguentam ficar próximo daqueles que elas consideram feios. Imagina só que situação engraçada um portador dessa fobia enquanto ela anda em uma rua qualquer. Ia ser cômico se não fosse trágico.

Zelofobia

Você é uma pessoa ciumenta? Mas muito ciumenta mesmo? Se sim, é provável que você seja portadora da zelofobia, o medo irracional do ciúme. Essas pessoas não suportam experimentar esse sentimento de desconfiança e fariam de tudo para evitar a infidelidade de seu/sua parceiro (a).

Fobias têm cura?

De acordo com o psiquiatra Antônio Carlos Reiners, não. As pessoas que são portadoras de uma fobia precisam apenas aprender a controlar a situação que a leva a ter medo. Com pequenas doses de exposição aos fatores que despertam a fobia, é possível adquiri certa capacidade de ligar com as sensações de pânico despertadas pela condição.

A fobia ela é uma doença caracterizada como patologia psiquiátrica, e deve ser tratada com terapia e medicação. Portanto, muito embora tenhamos tentado trazer uma lista curiosa e cheio de fobias diferentes, vale a pena atentar par ao fato de que esse é um assunto sério e que pode trazer uma série de problemas para várias pessoas.

E você, conhece mais alguma fobia ou medo irracional bastante curioso? Compartilhe essa informação com a gente? Quem sabe não fazemos uma segunda parte deste artigo!

Como funcionam as caixas-pretas dos aviões?

Depois de um acidente de avião, o que as autoridades mais estão interessadas em achar – depois de sobreviventes – é a caixa-preta. Esse pequeno instrumento pode revelar detalhes importantes a respeito do que aconteceu. Mas você sabe como as caixas-pretas funcionam? E sabe porque ainda precisamos delas?

Neste artigo iremos tratar exatamente desse assunto. Vamos tentar explicar o funcionamento das caixas-pretas e porque elas são tão importantes para a aviação. É verdade que quedas de aviões são raras hoje em dia, especialmente quando comparado a outros tipos de acidentes, como as batidas de carro. Porém, quando acontecem, eles muitas vezes não terminam bem e o resultado é quase sempre catastrófico.

As caixas-pretas são dispositivos que custam entre US$ 10 mil e US$ 15 mil cada, o equivalente a R$ 30 mil a R$ 45 mil. O objetivo desses aparatos é entender o que ocasionou a queda do avião e ajudar os pesquisadores a evitarem novos acidentes do mesmo tipo.

O início das caixas-pretas

O uso de gravadores para a aviação não começou antes da era pós-Segunda Guerra Mundial. Desde então, a mídia de gravação de caixas-pretas evoluiu, a fim de registrar muito mais informações sobre a operação de uma aeronave.

Mais caixas-pretas velhas usavam fita magnética, uma tecnologia que foi introduzida pela primeira vez na década de 1960. A fita magnética funciona como qualquer gravador, mas tem seus problemas. A chamada fita de Mylar é puxada através de uma cabeça eletromagnética, o que deixa um pouco de dados registrado na fita. Nos dias atuais, as caixas-pretas usam placas de memória de estado sólido (os chamados SSD), que vieram somente na década de 1990.

Gravadores de estado sólido são considerados muito mais confiáveis do que os seus homólogos de fita magnética. O armazenamento de estado sólido utiliza matrizes empilhadas de chips de memória, de modo que eles não têm partes móveis. Sem partes móveis, há menos problemas de manutenção e uma chance menor de algo quebrar durante um acidente.

Os dados de voz da cabine (CVR) e dados do voo (FDR) são armazenados em placas de memória empilhadas no interior da unidade de memória conhecida pela sigla CSMU. As placas de memória têm espaço de armazenamento digital suficiente para acomodar duas horas de dados de áudio CVR e 25 horas de dados de voo para FDR.

Aviões são equipados com sensores que recolhem dados, tais como a aceleração, velocidade, altitude, configurações de voo, a temperatura exterior, o desempenho do motor, e a temperatura da cabine e pressão. Gravadores de fita magnética conseguem rastrear cerca de 100 parâmetros, enquanto os gravadores de estado sólido podem controlar muito mais.

No Boeing 787, por exemplo, as unidades podem registrar a quantidade inimaginável de 146.000 parâmetros, resultando em vários terabytes de dados para cada vo. Essa carga incrível de dados é uma faca de dois gumes: é ótimá para monitorar a aeronave, mas pode sobrecarregar engenheiros e o pessoal de manutenção. Para gerenciar todos esses dados, eles precisam de softwares de gerenciamento de dados sofisticados.

Se o sistema é uma versão mais antiga ou totalmente moderna, todos os dados coletados pelos sensores do avião são enviados para a unidade de aquisição de dados de voo (FDAU) na parte da frente da aeronave. Este dispositivo geralmente é encontrado no compartimento de equipamento eletrônico sob o cockpit. A unidade de aquisição de dados do voo é o gerente de nível médio de todo o processo de gravação de dados. Ele leva as informações dos sensores e os envia para as caixas-pretas.

Ambas caixas pretas são alimentadas por um dos dois geradores de energia que recebem a energia de motores do avião. Um gerador é uma fonte de alimentação de 28 volts CC, e a outra é uma fonte de energia de CA 115 volts, 400 hertz (Hz).

Gravadores de voz do cockpit

Em quase todos os aviões comerciais, existem vários microfones embutidos na cabine que ouvem a conversa da tripulação. Esses microfones também acompanhar qualquer ruído ambiente na cabine do piloto, tais como interruptores ligados ou quaisquer choques ou pancadas. Pode haver até quatro microfones na cabine do piloto do avião, cada um ligado ao gravador de voz da cabine.

Microfones enviam áudio para o CVR, que digitaliza e armazena os sinais. Na cabine, há também um dispositivo chamado de unidade de controle associado, que fornece pré-amplificação para áudio que vai para o CVR. Os quatro microfones estão no lugar do fone de ouvido do piloto, fone de ouvido do copiloto, fone de ouvido de um terceiro membro da tripulação (se há um terceiro membro da tripulação) e perto do centro da cabine, para pegar alertas de áudio e outros sons.

A maioria das CVRs de fita magnética armazenar os últimos 30 minutos de som. Eles usam um ciclo contínuo de fita que completa um ciclo a cada 30 minutos. Como novo material é gravado, o material mais antigo é substituído. CVR que usam armazenamento de estado sólido pode gravar duas horas de áudio. Similar aos gravadores de fita magnética, gravadores de estado sólido também gravam mais material antigo.

Gravadores de dados do voo

O gravador de dados de voo (FDR) é projetado para gravar os operacionais de dados de sistemas do avião. Existem sensores com fios de diversas áreas no plano para a unidade de aquisição de dados de voo, que é ligado ao FDR. Assim, sempre que o piloto aciona um interruptor, um botão, o FDR registra cada ação.

Nos EUA, a Federal Aviation Administration (FAA) exige que as companhias aéreas comerciais gravem um mínimo de 11 a 29 parâmetros, dependendo do tamanho da aeronave. Gravadores de fita magnética têm o potencial de gravar até 100 parâmetros. FDRs de estado sólido pode gravar centenas ou mesmo milhares a mais.

Em 17 de julho de 1997, a FAA emitiu um código de regulamentos federais que exige o registro de pelo menos 88 parâmetros em aviões fabricados após 19 de agosto de 2002. Aqui estão alguns dos parâmetros registrados pela maioria dos FDRs:

  • Tempo
  • Altitude de pressão
  • Velocidade do vento
  • Aceleração vertical
  • Rumo magnético
  • Posição Controlo-coluna
  • Posição do leme de pedal
  • Posição controle rodas
  • Estabilizador horizontal
  • Fluxo de combustível

Gravadores de estado sólido pode controlar mais parâmetros do que a fita magnética porque permitem um fluxo de dados mais rápido. FDRs de estado sólido pode armazenar até 25 horas de dados de voo. Cada parâmetro adicional registrado pelo FDR dá aos investigadores mais uma pista sobre a causa de um acidente.

Construído para sobreviver

Acidentes de avião são violentos. Em muitos desses acidentes, os únicos dispositivos que sobrevivem são as unidades de memória (CSMUs) dos gravadores de dados de voo e gravadores de voz da cabine. Tipicamente, o resto do chassis e componentes internos dos gravadores são destruídos. O CSMU é um grande cilindro de parafusos para que a parte plana do gravador. Este dispositivo é construído para resistir a condições extremas de calor, falhas e toneladas de pressão. Em gravadores de fita magnética mais velhos, a CSMU está dentro de uma caixa retangular.

Usando três camadas de materiais, o CSMU em uma caixa preta de estado sólido isola e protege a pilha de placas de memória que armazenam os dados digitalizados. Aqui está um olhar mais de perto os materiais que proporcionam uma barreira para as placas de memória, começando da barreira interna e caminhando para o lado de fora:

  • Carcaça de alumínio – Há uma fina camada de alumínio ao redor da pilha de cartões de memória.
  • Isolamento de alta temperatura – Este material de sílica seca de 2,54 centímetros de espessura e fornece proteção térmica de alta temperatura. Isto é o que mantém as placas de memória seguros durante incêndios pós-acidente.
  • Concha de aço inoxidável – – O material de isolamento de alta temperatura está contido dentro de uma concha de aço inoxidável, que é de cerca de 0,64 centímetros de espessura. O titânio pode ser usado para criar esta armadura exterior também.

Estas caixas endurecidas são extremamente importantes. Sem proteção adequada, todos os dados de voo seriam destruídos. Então, para se certificar de que os dados permanecem seguros, engenheiros criam suas caixas pretas com prestreza para ver se seus produtos podem suportar condições extremas.

Testando as caixas

Para garantir a qualidade e capacidade de sobrevivência das caixas pretas, os fabricantes testam exaustivamente o CSMUs. Lembre-se: apenas o CSMU tem que sobreviver a um acidente – se investigadores de acidentes possuem isso, eles podem recuperar as informações de que necessitam. A fim de testar a unidade, engenheiros carregar dados de amostra para as placas de memória dentro do CSMU. Este padrão é revestido de leitura para determinar se algum dos dados foi danificado por impacto acidente, incêndios ou pressão.

Existem vários testes que compõem a sequência de acidente/sobrevivência:

  • Impactos – Pesquisadores filmam o CSMU em baixo um canhão de ar para criar um impacto de 3.400 Gs (1 g é a força da gravidade da Terra, que determina quanta coisa pesa). Em 3.400 Gs, o CSMU atinge um alvo de favo de mel de alumínio a uma força igual a 3.400 vezes o seu peso. Esta força de impacto é igual ou em excesso do que um gravador pode experimentar em um acidente real.
  • Pressão – Para testar a resistência à penetração da unidade, os investigadores cair um peso de 500 libras (227 kg) com um pino de aço de 0,25 polegadas (0,64 centímetros) que sobressai a partir do fundo para o CSMU a partir de uma altura de 10 pés (3 metros). Este pino, com 500 libras por trás dele, impactos eixo mais vulneráveis do cilindro CSMU.
  • Pane elétrica – Por cinco minutos, os pesquisadores aplicam 5.000 libras por polegada quadrada (psi) da força de esmagamento a cada um dos seis pontos de eixo principal da unidade.
  • Teste de fogo – Pesquisadores colocar a unidade em uma bola de fogo de propano, cozinhá-lo usando três queimadores. A unidade fica dentro do fogo a 2000 graus centígrados (1100 graus Celsius) durante uma hora. A FAA exige que todos os gravadores de estado sólido ser capaz de sobreviver, pelo menos, uma hora a esta temperatura.
  • Submersão em alto mar – O CSMU é colocado num tanque pressurizado de água salgada, durante 24 horas.
  • Submersão de água salgada – O CSMU deve sobreviver em um tanque de água salgada por 30 dias.
  • Imersão em fluido – Vários componentes CSMU são colocados em uma variedade de fluidos de aviação, incluindo combustível para motores, lubrificantes e produtos químicos extintores de incêndios.

Durante o teste de fogo, o cabo de interface de memória que atribui as placas de memória para a placa de circuito está queimado. Depois que a unidade esfria, os pesquisadores desmontá-lo e puxe o módulo de memória. Eles empilhem novamente as placas de memória, instalar um novo cabo de interface de memória e anexar a unidade a um sistema de leitura para verificar se todos os dados pré-carregado é contabilizado.

Caixas pretas são geralmente vendidos diretamente para e instalado pelos aviões fabricantes. Ambas as caixas pretas são instaladas na cauda do avião – colocá-los na parte de trás da aeronave aumenta suas chances de sobrevivência. A localização exata dos gravadores depende do plano individual. Às vezes, eles estão localizados no teto da cozinha, no porão de carga traseira ou no cone de cauda que cobre a parte traseira da aeronave.

Depois de uma aterrissagem forçada

Embora eles são chamados de “caixas-pretas”, gravadores de aviação são realmente pintado laranja brilhante. Esta cor distinta, juntamente com as tiras de fita reflexiva anexado ao exterior dos gravadores, ajudar os investigadores a localizar as caixas-pretas após um acidente. Estes são especialmente úteis quando um avião aterra na água. Há duas possíveis origens do termo caixa preta: Alguns acreditam que é porque os primeiros gravadores estavam pintados de preto, enquanto outros pensam que se refere à carbonização que ocorre em incêndios pós-acidente.

Além da pintura e fita refletiva, caixas pretas são equipadas com um farol localizador subaquático (ULB). Se você olhar para a imagem de uma caixa preta, você quase sempre ver um objeto pequeno, cilíndrico ligado a uma extremidade do dispositivo. Enquanto ele funciona como uma alça de transporte, este cilindro é realmente um farol.

Se um avião cai na água, a baliza emite um impulso de ultrassons que não pode ser ouvido por humanas orelhas, mas é prontamente detectável por sonar e equipamento de localização acústica. Há um sensor de submersão no lado do farol que se parece com um olho de boi. Quando a água atinge este sensor, a baliza é ativada.

O farol envia pulsos de 37,5 quilohertz (kHz) e pode transmitir som tão profundo quanto 14.000 pés (4.267 metros). Uma vez que o farol começa ping, sibila uma vez por segundo por 30 dias. Este farol é alimentado por uma bateria que tem uma vida útil de seis anos. Em casos raros, o farol pode ficar agarrado fora durante uma colisão de alto impacto.

Nos EUA, quando os investigadores localizar uma caixa preta, é transportado para os laboratórios de informática do National Transportation Safety Board (NTSB). Tomado especial cuidado no transporte destes dispositivos, a fim de evitar qualquer dano para o meio de gravação. Em casos de acidentes de água, gravadores são colocadas em um refrigerador de água para evitar que sequem.

Entenda o que é a Deep Web e quais são os riscos de acessá-la

Quando você faz buscas pela internet, geralmente utiliza o Google para obter resultados. Como consequência, muitos afirmam que, se não está no Google, não existe na internet. O mesmo vale para outros buscadores, como os não tão conhecidos e utilizados Bing e Ask.fm.

Porém, os dados que percorrem a rede mundial de computadores vão além do que é mostrado nessas ferramentas conhecidas como “Crawlers” (motores de busca). Muito do que não aparece nos resultados de busca, desde arquivos científicos, livros raros ou até mesmo novos vírus estão presente na “Deep Web” (Web Profunda).

No mundo online, existe um grande receio de que a Deep Web seja um espaço arriscado, com conteúdos ilegais e que atentam contra os direitos humanos. Para explicar como funciona esse “lado B” da web, o Portal EBC ouviu ciberativistas e membros de associações que lutam pelo uso seguro da internet. Eles desmitificam o ambiente, mas não deixam de alertar para os usos indevidos que ocorrem nas profundezas da internet.

A internet é formada por computadores com conteúdos conectados entre si por meio de uma rede de cabos espalhados pelo mundo. Por essa rede, pode-se chegar a qualquer máquina desde que se conheça o endereço da outra máquina. Na web, esse endereço é um protocolo chamado TCP/IP. O IP dá um número único a um computador (ou roteador) como se fosse um CEP.

Mas afinal, o que é a Deep Web?

Mas, em vez de decorar números, optou-se pelo uso de servidores de nomes (servidores de DNS), máquinas que possuem uma lista com as correspondências entre o IP e um endereço nominal. Por exemplo, o site da Receita Federal está hospedado em uma máquina com o IP 161.148.25.177, mas quem quer encontrá-la não precisa digitar os números e sim o endereço www.receita.fazenda.gov.br, que aponta para o IP 161.148.25.177.

Assim, os buscadores web acessam esses servidores de nome e rastreiam (detalhadamente) todos os conteúdos com permissão para serem acessados. Em síntese, a Deep Web seria, então, tudo aquilo que está disponível em máquinas e que não estão identificadas com um DNS, nem pelos motores de busca. Ao mesmo tempo, é comum ouvir que o que pode ser acessado facilmente está na superficie da internet.

Rodrigo Troian, integrante da Associação Software Livre Brasil, desmente a ideia da Deep Web ser uma segunda rede. Troian explica que o conteúdo da Deep Web está ligado diretamente na Internet, mas que somente são acessados se a pessoa souber o endereço da máquina. “A Deep Web não é nada mais que um gueto. Para você entrar, tem que fazer parte, tem que ter características específicas”, compara.

Uma pesquisa de 2000 da empresa internacional BrightPlanet, especializada no assunto, apontou que 95% dos dados disponíveis nesse lado oculto da Web são páginas públicas, normalmente oriundas de órgãos públicos, universidades e empresas – que guardam na rede documentos públicos, artigos científicos etc.

Navegação anônima

Uma das formas mais comuns de se navegar em parte da Deep Web é a feita pelo navegador Tor, que dificulta a embaralha a identificação dos computadores ao acessarem determinado conteúdo. O site foi criado pela Marinha dos Estados Unidos em 1996 e é mantido, atualmente, por voluntários pelo mundo.

Rodrigo Troian explica que o Tor dificulta o rastreamento, pois utiliza várias máquinas que ficam no meio do caminho. “Se eu quero ir de A para B, eu passo primeiro de A para D, de D para Z, etc”. O ativista alerta, entretanto, que os dados e a identidade da máquina de quem acessa não são invioláveis. “As pessoas confundem muito o Tor com navegação anônima. Ele tem o objetivo de dificultar a identificação do IP de onde você está. Em tese seria anônima, mas a navegação não é criptografada e pode ser rastreada na volta”, destaca.

Riscos da Deep Web

Por não ser encontrada em buscadores, a Deep Web traz diferentes conteúdos como livros raros, artigos científicos  e fóruns de discussões específicas. Mas também pode ter computadores com propagandas para venda ilegal de drogas, textos preconceituosos e crimes diversos.

“A Deep Web era um incógnita até o ano passado. Mas esse ano caiu na boca do povo com tutoriais, fóruns e reportagens sobre o tema”, conta Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, organização sem fins lucrativos que atua pelo uso seguro da internet.

A ONG realiza ações de conscientização e atendimento psicológico para combater a crimes de pedofilia e de ódio racial que acontecem na rede, o que se torna mais difícil de identificar quando não pode ser pesquisada. De acordo com Thiago Tavares, a SaferNet já recebeu denúncias e identificou links de crimes na Deep Web. A organização possui uma parceria com a Polícia Federal e 17 ministérios públicos, para quem encaminha todas as denúncias.

Contudo, Tavares ressalta que é preciso entender melhor a Deep Web. “Ela foi criada, inclusive, para a defesa dos direitos humanos. Mas, como qualquer ferramenta, pode ser usada para o bem ou para o mal”. Sobre os possíveis uso do espaço, ele aponta que ela é “usada também por jornalistas investigativos, militantes de direitos humanos, pessoas que precisam se comunicar sem o risco de serem monitoradas”, aponta.

Tavares cita, por exemplo,o caso do WikiLeaks, que divulgou vários conteúdos secretos do governo-americano e que começou na Deep Web. “Todo o ativistmo digital utiliza conexões seguras”.

Já Troian, integrante da Associação Software Livre, lembra o ditado “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose” ao citar os riscos da Deep Web. Ele destaca que existem várias pessoas fazendo a manutenção de máquinas e alimentando o conteúdo para fins diversos e que tanto a Polícia Federal quanto o FBI ou outras polícias do mundo estão infiltradas “analisando o que está sendo publicado”.

Mesmo com as diferenças, o presidente da Safernet alerta que a Deep Web não é um lugar interessante para adolescentes e crianças. “A dica que dou é se o seu filho anda por lá, você precisa conversar com ele porque não tem nada de interessante pra ele”, coloca. Ele explica que muitas organizações criminosas perceberam que esse ambiente era um lugar de difícil investigação por causa do anonimato e criptografia.

Além disso, Tavares afirma que, independente de ser na superficie ou nas profundidades da internet, é importante avaliar bem o que se coloca na internet. “Tudo que se coloca na rede é para sempre e o que você coloca dificilmente pode ser retirado”, conclui.

As principais dúvidas sobre a Deep Web

1. O que é a deep web?

O termo “deep web” (“web profunda”) tornou-se um termo geral para se referir a todo um conjunto de sites e servidores de internet. Explicar o termo, portanto, não é mais tão simples.

Originalmente, a “deep web” eram os sites “invisíveis” – páginas que, por qualquer motivo, não apareciam em mecanismos de busca, especialmente no Google. Eram páginas que, para serem encontradas, necessitavam do uso de diversos mecanismos de busca em conjunto, além de ferramentas adicionais e ferramentas de pesquisa individuais de cada site.

O termo se popularizou com uma definição mais compacta para se referir aos sites que necessitam do uso de programas específicos para serem acessados. O mais popular entre eles é o Tor, mas existem outros softwares, como Freenet e I2P. O emprego do termo “deep web” é incorreto neste contexto – o termo certo seria “dark web” (web escura).

Porém, como esses sites precisavam de ferramentas especiais para serem acessados, eles não apareciam em mecanismos de pesquisa e, assim, as duas definições não eram incompatíveis. No entanto, com o passar do tempo, parte desses sites de acesso exclusivo via Tor foi disponibilizada (via “pontes de acesso”) na web normal – que não necessita de software especial. Com isso, o conteúdo que antes era dessa web “inacessível” foi parar até mesmo no Google. Acessar esse conteúdo, portanto, é tão fácil quanto acessar qualquer outro site.

É muito difícil saber com certeza se o termo deep web está sendo usado para se referir a um canal de acesso via Tor ou a páginas e serviços de acesso realmente limitado e restrito, independentemente da tecnologia.

2. Qual a diferença entre deep web e dark web?

Com base nas definições mais puras, um site da “deep web” não tem seu conteúdo disponibilizado em mecanismos de pesquisa e, portanto, não pode ser encontrado, exceto caso por quem conhece o endereço do site.

A “dark web” consiste dos sites que existem primariamente em redes anônimas e que necessitam de programas especiais. O Facebook, por exemplo, tem uma versão de seu serviço na dark web. No entanto, o meio de acesso principal não é este. Mas há outros sites que existem exclusivamente nessa dark web e não podem ser acessados sem o uso de programas como Tor, I2P e Freenet.

3. Que tipo de conteúdo há na deep web?

Como a “deep web” se refere a qualquer conteúdo fora dos mecanismos de pesquisa, a definição é bastante ampla. Existe muito conteúdo legítimo disponível na web e que nem sempre pode ser encontrado com uma pesquisa em mecanismos de pesquisa geral. Um exemplo disso são decisões judiciais, que muitas vezes exigem pesquisas diretas nos tribunais onde tramitaram.

A deep web também pode consistir de sites com conteúdo pessoal, páginas cujos donos decidiram não incluir em mecanismos de pesquisa por qualquer motivo, páginas que nunca receberam links de outros sites (porque só foram compartilhadas por e-mail, por exemplo) e também espaços para a troca de conteúdo ilícito, como pirataria. Como esses sites muitas vezes fornecem arquivos grandes para download, não é sempre prático manter esse conteúdo na “dark web”, onde as velocidades costumam ser menores.

4. Que tipo de conteúdo há na dark web?

A dark web, por fornecer mecanismos de anonimato, é atraente para ativistas políticos, hacktivistas e criminosos virtuais, além pessoas que buscam compartilhar conteúdo que foi censurado. Com ações policiais que derrubaram sites de abuso sexual infantil da web comum, parte desse conteúdo também passou a ser disponibilizado pela dark web.

A dark web também é notória por oferecer lojas virtuais de mercadorias proibidas ou de difícil acesso, inclusive drogas (lícitas e ilícitas) e armas.

Como a dark web também serve como meio anônimo para acesso à web comum, ela pode ser usada para burlar bloqueios de rede (como os que existem na China). Em outras palavras, nem todo mundo que utiliza a tecnologia da dark web pode estar interessado nos conteúdos que estão presentes nela, mas sim no anonimato que ela fornece para o acesso a qualquer conteúdo.

5. Por que alguns sites ficam fora dos mecanismos de busca?

Os mecanismos de busca, como o Google, precisam, em primeiro lugar, encontrar um site. Isso normalmente ocorre com links. Quando uma página que o Google já conhece coloca um “link” para outra página, o Google segue esse link e passa a incluir essa página em sua busca (um processo chamado de “indexação”).

Porém, mesmo que haja um link para a página, ela pode ainda bloquear mecanismos de pesquisa. Isso pode ser feito via rede (bloqueando os endereços IP da rede dos mecanismos de pesquisa) ou utilizando mecanismos oferecidos pelos próprios sites de busca que permitem a um site indicar qual conteúdo pode ser indexado. Um site pode facilmente determinar que a indexação de suas páginas é proibida e, nesse caso, elas não aparecerão nos mecanismos de busca mais comuns, que honram essas configurações.

Alguns conteúdos exigem buscas específicas. As decisões Judiciais, por exemplo, só podem ser encontradas por alguém que sabe um número de processo ou a OAB de um advogado para pesquisar nos sites dos tribunais. Os mecanismos de pesquisa não têm essas informações e não “sabem” preencher o formulário. Por isso, esse conteúdo tende a ficar fora do alcance.

Certos conteúdos também não podem ser indexados por causa do formato em que estão armazenados. Um conteúdo pode existir na web como um arquivo de áudio ou vídeo que o mecanismo de busca não consegue transcrever para texto. Nesse caso, o conteúdo também não vai ser encontrado, a não ser que você saiba especificamente o nome do arquivo ou título do arquivo multimídia.

6. Por que a dark web necessita de programas específicos?

A internet só funciona graças a um grande acordo que existe na web: todos os sites, navegadores e sistemas operacionais “falam” um conjunto de “línguas” em comum. Esses são os “protocolos de rede”.

A dark web estabelece uma camada de protocolo nova que o computador não conhece. E, com isso, automaticamente esses sites se tornam incomunicáveis.

O objetivo dessa camada adicional é normalmente a garantia do anonimato dos usuários. Os detalhes técnicos variam em cada protocolo, mas a maioria estabelece uma série de intermediários em cada conexão. Certos participantes da rede (que podem ser todos ou só alguns) tornam-se intermediários das conexões dos demais usuários e, com isso, qualquer visita ou acesso fica em nome desses usuários e não em nome do verdadeiro internauta.

7. É possível quebrar o anonimato da dark web?

De modo geral, sim. Mas as técnicas exigem certos recursos tecnológicos avançados e, às vezes, um pouco de sorte.

Uma delas é conseguir controlar um grande número de sistemas intermediários na rede. Se o número de sistemas controlados for grande o bastante, o interessado pode conseguir fazer alguma ligação entre o usuário e o conteúdo acessado. Essa é uma operação de médio prazo, já que é preciso monitorar os acessos por um bom tempo até que as ligações possam ser feitas sem depender da sorte.

Outro meio, que vem sendo bastante empregado pelo FBI, é a instalação de programas espiões. A autoridade policial faz isso após conseguir uma autorização da justiça para tomar o controle de um serviço disponibilizado na rede anônima (a identificação deste depende de outros métodos, como o mencionado acima ou então cooperação de um delator). Uma vez podendo controlar o site, um código especial é colocado na página para tentar contaminar os usuários com vírus e relatar as informações ao FBI. Isso, no entanto, depende de vulnerabilidades no software do possível investigado, o que nem sempre pode ser fácil de explorar.

Essa técnica foi utilizada em um site com imagens de pornografia infantil, por exemplo. O FBI foi criticado por temporariamente ter mantido o site no ar em vez de retirá-lo imediatamente, mas a Justiça americana entendeu que a medida foi necessária para colher mais informações sobre os visitantes da página.

10 execuções que inauguraram novas formas de matar pessoas

Cadeira elétrica, guilhotina, forca… você muito provavelmente já ouviu falar sobre esses métodos de execução. Também é bem possível que você já tenha visto ou assistindo uma dessas exibições em algum filme, documentário ou (quem sabe) em uma execução ao vivo. Isso se por acaso você morar em um país em que esse tipo de execução é permitida.

No passado, outro método bastante “eficaz” para matar pessoas era a queima até a morte. Na Idade Média, diversas pessoas sofreram essa punição sendo acusadas de feitiçaria ou pacto com o diabo. Ainda no mesmo período da história, um incontável número de pessoas experimentou o seu fim sem um julgamento justo e digno. Será que um dia corrigiremos essas injustiças?

Deixando de lado essa reflexão filosófica, retornemos ao assunto das execuções. Ou melhor, dos métodos pelos quais as pessoas perderam a vida. O foco desse artigo vai ser contar quais foram as pessoas que estrearam os métodos mais conhecidos de execução. Se você tem um estômago fraco, sugiro fortemente que você não siga com a leitura. Alguns relatos são realmente fortes e podem despertar uma sensação nada confortável para você.

Porém, se o tema lhe interessa e você acha interessante essa parte histórica e aterrorizante do nosso passado, continue a leitura. Você provavelmente não vai se arrepender ao conhecer um pouco a respeito dos métodos mais conhecidos de execução e suas primeiras vítimas.

Você já conhecia esses mistérios a respeito das pirâmides do Egito?

As antigas pirâmides de Gizé fascinaram a humanidade durante séculos. Elas se elevam sobre a paisagem do deserto, com a maior delas com um total de 139 metros de altura. Por muitos anos, a Grande Pirâmide, que se acreditava ter sido construída pelo faraó Khufu em torno de 2550 a.C., foi a maior estrutura na Terra.

Acredita-se que a segunda pirâmide possa ter sido construída pelo filho de Quéops, Quéfren, por volta de 2520 a.C. A segunda pirâmide também inclui o Sphinx, um monumento de pedra calcária com o corpo de um leão e com a cabeça de um faraó. A terceira pirâmide é muito menor do que as duas primeiras e acredita-se que ela tenha sido construída pelo faraó Miquerinos em torno de 2490 a.C.

Algumas análises científicas determinaram que estas pirâmides poderiam ser muito mais velhas do que geralmente se pensa, sugerindo que Khufu simplesmente reivindicou as estruturas maciças que já estavam no lugar para si mesmo. Muitos cientistas concluíram que levou “apenas” 20.000 trabalhadores e um período de 20 anos para construir a Grande Pirâmide.

Isto é bastante surpreendente, quando nossa história diz que nós só utilizamos materiais de madeira com cordas e polias. Com todos os detalhes e alinhamentos precisos, é difícil acreditar que tal magnificência pode ter sido construída em um período de 20 anos por tão poucos trabalhadores com tais ferramentas e recursos limitados.

Apesar de todo o estudo dessas maravilhas do mundo antigo, os cientistas ainda não podem confirmar exatamente como as pirâmides foram construídas. Nós não somos capazes recriá-las, mesmo em menor escala, com a mesma precisão que os nossos antepassados. A tecnologia para fazê-las de volta, naquela época, simplesmente não existia, segundo os atuais ensinamentos históricos.

Não deveria ter sido possível erguer as pirâmides. Por conta disso, a Grande Pirâmide é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo a sobreviver. Com alguma evidência sugerindo que estas pirâmides poderiam anteceder os egípcios, há aqueles que acreditam que as pirâmides pode ser uma marca deixada por uma civilização mais antiga ainda, muito mais velha que 4.500 anos. Estes são os dez principais motivos que nos fazem acreditar que as pirâmides de Gizé poderiam provar que a tecnologia antiga avançada realmente existiu.

10. Tamanho e peso de materiais

As pirâmides são enormes por si só para cria um argumento muito persuasivo de que havia alguma tecnologia desconhecida envolvida na sua construção. A Grande Pirâmide, a maior das três e a maior do mundo, é composta por 2,3 milhões de blocos de pedra que pesam de 2,5 a 15 toneladas cada.

Segundo os arqueólogos, eles foram extraídos de uma fonte próxima. Com um peso tão gigantesco, como é que os trabalhadores moveram esses blocos? Acredita-se que grandes grupos de trabalhadores teriam empurrado esses blocos maciços sobre rampas de madeira. Isso parece muito improvável, já que não parece ter havido qualquer material, muito menos qualquer tipo de madeira, que poderiam ter resistido ao peso destas pedras maciças.

Quando você faz a matemática para o período de construção da Grande Pirâmide, o resultado é que cada um dos trabalhadores deveria definir um bloco a cada dois minutos e meio. Parece bastante incrível, se não impossível.

9. Sistemas de túneis interligados

Novas descobertas são feitas regularmente sob as pirâmides de Gizé. Os sistemas de túneis encontrados abaixo delas realmente fazem alusão a uma civilização avançada. Esculpida em rocha calcária, esses labirintos se sobressaem nas profundezas do deserto e ainda deixam muito a ser descoberto.

As passagens estão sempre revelando novas verdades e câmaras ocultas, desconhecidas para o homem há milhares de anos. A recente descoberta pelo arqueólogo Brien Foerster só reforça a noção de que antigas tecnologias avançadas existiram uma vez, muito antes de nosso tempo. Ao explorar mais profundamente os labirintos sob as pirâmides, Foerster descobriu 20 caixas cortados com precisão a partir do granito.

Cada caixa pesava 100 toneladas por peça. Os especialistas acreditam que essas grandes caixas foram sepulturas para touros premiados. O único problema com essa crença é que há os touros nunca foram encontrados. A função das caixas permanece um mistério. Alguns pensam que talvez tenham sido usadas para armazenar uma antiga forma de energia. Isso poderia fazer mais sentido do que os enterros de touros.

8. Alinhamento com o Polo Norte

Há uma série de teorias que circulam sobre o alinhamento das pirâmides, especificamente a Grande Pirâmide. Todos concordam que elas não podem conclusivamente dizer como os antigos egípcios foram capazes de construir a Grande Pirâmide com tal precisão que se alinhe com as direções cardeais. O eixo norte-sul está alinhada aproximadamente a 0,15 graus do verdadeiro norte-sul.

Os antigos egípcios não tinham a referência da Estrela do Norte, como fazemos hoje como um guia para o norte verdadeiro. Uma das únicas maneiras para que eles construíssem as pirâmides com tal precisão teria sido usando algoritmos complexos. Esses algoritmos teriam só trabalhado perto do solstício sazonal, quando o alinhamento do Sol é mais facilmente visto.

Para complicar ainda mais o processo, é necessário levar em consideração as condições atmosféricas, a obstrução do ponto de vista, etc. Historicamente, registros nunca foram encontrados do processo os egípcios usaram. A Grande Pirâmide, construída há milhares de anos, é mais precisa em alinhamento do que o nosso edifício Meridian construído no Observatório de Greenwich, em Londres.

7. Materiais de origem desconhecida

Amostras da argamassa usada para a construção das pirâmides foram analisadas muitas vezes, e embora a composição tenha sido determinada, nossa tecnologia moderna ainda não é capaz de recriá-la.

A argamassa é composta principalmente do processamento de gesso e não foi usada como o cimento que usamos para nossos tijolos modernos. A argamassa do egípcio antigo foi usada para apoiar as articulações das enormes pedras como quando elas foram colocadas.

Estima-se que 500.000 toneladas de argamassa foram utilizadas durante a construção da Grande Pirâmide. Surpreendentemente, esta argamassa de gesso é mais forte do que as próprias pedras e permaneceu no local por milhares de anos.

6. Eixos Misteriosos

Tem havido muita especulação sobre os eixos no interior da Grande Pirâmide. Das três pirâmides de Gizé, ela é a única que a ser construída com eles. Os ângulos destes eixos parecem corresponder com corpos celestes. Eles ainda levantam a questão: qual tecnologia desconhecida que eles estavam usando para obter esses alinhamentos precisos, e por que passar por todos esses problemas?

Assim como o alinhamento da pirâmide com os polos, não há registros encontrados dentro da cultura egípcia que revelam como eles foram capazes de obter esses alinhamentos. Há outras teorias que afirmam que estes eixos eram simplesmente para ventilação, embora a maioria deles nem sequer quebre a superfície da pirâmide para alcançar o ar exterior.

5. Porta de 20 toneladas

Algumas pirâmides tinham enormes portas giratórias. Estas portas maciças foram indetectáveis porque elas se encaixam muito perfeitamente nas aberturas dentro das pirâmides. Uma porta giratória como foi descoberta quando a Grande Pirâmide começou a ser explorada.

Pode-se abrir a porta por dentro com uma força mínima, devido à forma como ela perfeitamente se equilibrava ali. Estamos falando de um peso estimado de 20 toneladas sendo movido com facilidade por uma única mão. Como os egípcios foram capazes de cortar e colocar essas portas com tal precisão ainda permanece um mistério. Como eles foram capazes de equilibrar esse enorme peso?

4. Pedras de revestimento

A Grande Pirâmide uma vez estava coberta de calcário branco, polido e chamado de pedras de revestimento. Este material teria feito o brilho da pirâmide como uma joia no meio do deserto. As pedras refletem a luz do Sol como um espelho. Os cortes feitos nesta pedra reflexiva formam um ângulo perfeito, por isso, quando a Grande Pirâmide foi coberta por esse material, tinha uma aparência lisa e plana.

Um grande número dessas pedras foi cortado a partir de uma pedreira através do Nilo e, em seguida, transportados por meio da água. Depois de atravessar o rio, as pedras foram colocadas com uma precisão incrível. Um grande terremoto em 1303 a.C. fez muitas dessas pedras de revestimento se soltar. Eles foram então usadas para construir mesquitas e fortalezas. Hoje, tudo o que resta é o núcleo interno da pirâmide.

3. Precisão de oito lados

A primeira vista, a Grande Pirâmide de Gizé parece com um monumento de quatro lados da pirâmide. Mas a partir da vista superior, você pode ver que cada travessão lateral, torna-se uma estrutura de oito lados. Acredita-se que talvez esses recuos foram parte do projeto, a fim de manter as pedras de revestimento no lugar.

Outros tem a alegação de que os lados são o resultado da erosão. Seja qual for a razão, a precisão é incrível. Os lados recuam por um grau de um meio grau. Mesmo no mundo de hoje, seria difícil para fazer algo igual. Para negar a intenção por trás desses recortes, credita-se ao vento com a sua existência destruidora e a habilidade que levou para esculpir esses lados.

2. Caixão de Khufu

Diz-se que Khufu teve a grande pirâmide construída, embora ainda hava uma pergunta. Quando seu sarcófago foi encontrado e analisado, ele levantou muitas questões. Ele era enorme, pesando um número estimado de 3,75 toneladas, e as suas dimensões tornaram-se grande demais para ter sido trazido para a câmara.

Em seguida, deve ter sido colocado, enquanto o pirâmide estava sendo construída. O sarcófago foi feito a partir de uma peça sólida de granito, escavado para fora a partir de dentro. Ele também possui buracos que parecem ter sido feitos com alguma forma de broca.

Há muito a questionar a respeito de como em um momento tão primitivo os egípcios poderiam produzir tais coisas. O esforço que teria levado para escavar e penetrar nesse granito levanta diversas questões de como foi possível realizar isso. Você pode imaginar uma picareta de madeira sendo tudo o que tinha de trabalhar?

1. Pontos estranhos nas pirâmides

Em 2015, uma varredura térmica das pirâmides revelou que a Grande Pirâmide tem três áreas ao longo da parte inferior que geram alguma forma de calor. A especulação sobre o que poderia ser a causa para estes deslumbrantes anomalias começou rapidamente.

Alguns dizem que há pequenas passagens por baixo desses pontos de calor, que poderia levar a câmaras ocultas. Outros acreditam que o calor está sendo gerado pela tecnologia antiga sobra o qual as pirâmides foram erguidas. Há certeza razão de ser mais investigação desta descoberta, à medida que mais focos de calor também têm sido encontrados ao longo da metade superior da Grande Pirâmide.

Talvez a Grande Pirâmide de Gizé seja realmente uma antiga nave alienígena, preparando-se para a decolagem depois de milhares de anos em repouso, absorvendo a energia do Sol. Os focos de calor são os motores começando a ativar. É uma possibilidade, certo?

11 acessórios de detetive que você pode ter

A vida de um detetive hoje não é mais a mesma em razão das inúmeras tecnologias que existem. Escritórios de detetives particulares vivem antenados em tudo aquilo que aparece no mercado, sempre tendo como objetivo ser o mais discreto possível na obtenção de informações. Obviamente, é preciso também ter muito estudo, paciência e técnica. Afinal, é por isso que você sempre vai precisa do auxílio de um profissional.

Entretanto, ainda que você não seja um detetive particular é possível usar alguns acessórios que vão fazer com que você se sinta como se fosse um. As lojas online vendem uma infinidade de itens para facilitar a captura de imagens, de fotos ou de áudio. A faixa de preço desses acessórios varia bastante, mas os itens mais simples chegam a custar menos do que R$ 100.

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Se você está querendo se divertir com alguns itens ou ainda quer entrar para o mundo da espionagem, vale a pena ficar de olho em alguns desses acessórios de detetive que você pode ter. Escolha aquele que mais se adapta ao seu perfil e boa sorte na sua espionagem.

1 – Tomada com câmera

Quando as pessoas sabem que há uma câmera no ambiente a tendência é que elas fiquem inibidas e não cometam certos atos ilícitos que cometeriam se estivessem sozinhas. A solução é a camuflagem, algo perfeitamente plausível com esse espelho de tomada que embute uma câmera. Ela transmite imagens em tempo real via WiFi para o seu celular.

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2 – Ponto eletrônico

Esse item é um pouco menos discreto, mas com algum treinamento ele pode ser útil em diversas situações para um detetive. Trata-se de um ponto eletrônico que permite que você ouça instruções e um interlocutor ao mesmo tempo em que a sua conversa é captada a partir de um microfone. Item perfeito para quem precisa fazer algum tipo de negociação.

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3 – Câmera noturna

Essa pequena câmera é capaz de gravar imagens em Full HD, salvando-as em um cartão de memória. Seu principal diferencial é o fato de ela gravar boas imagens noturnas, momento em que muitas vezes fica difícil identificar a ação de pessoas mal-intencionadas. Ela permite gravação de imagens em um tempo que varia de 40 minutos a 1h30. Ótima para detetives particulares.

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4 – Pendrive espião

Joesley Batista, dono a JBS, ficou famoso por gravar o presidente Michel Temer usando um discreto gravador similar a um pendrive. Esse modelo aqui, além de gravar áudio, grava ainda imagens e tira fotos. Por fim, ele pode ser usado como um pendrive normal para armazenar seus arquivos no dia a dia.

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5 – Relógio espião

Aos olhos dos outros você estará usando um belo relógio de pulso, mas na verdade trata-se de um relógio espião, com 8 GB de espaço de armazenamento. Ele tira fotos, grava vídeos e permite ainda que você grave as conversas onde você está. Um item discreto e elegante que certamente vai passar despercebido como item de espionagem. Você será um detetive com estilo.

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6 – Óculos espião

Pode ser que no lugar onde você vá exista alguma restrição para a entrada com eletrônicos, relógios e outros acessórios, mas certamente ninguém vai pedir para que você tire os seus óculos. Esses óculos espião grava vídeos no formato AVI com resolução de 720×480 pixels em até 30 frames por segundo. A autonomia de bateria é de 1 hora.

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7 – Relógio espião de mesa

Esse é mais um item para compor um ambiente e que certamente vai passar despercebido pela maioria das pessoas. O Spy Hidden Camera Alarm Clock Video Recorder é capaz de detectar movimentos e tirar fotos ou gravar vídeos. Os disparos podem ser feitos à distância por controle remoto ou – se você preferir – é possível deixa-lo no modo de gravação contínua.

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8 – Binóculo espião

Por si só um binóculo não é uma peça tão discreta, mas as pessoas sabem que enquanto você está usando um certamente não está com uma câmera nas mãos gravando, não é mesmo? Bem, no mundo moderno é preciso duvidar de tudo, mas se o binóculo estiver em suas mãos você poderá gravar imagens, ampliando-as com zoom digital de até 10x.

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9 – Escuta filtro de linha

Absolutamente ninguém vai desconfiar que um simples filtro de linha, local onde você põe as tomadas para ligar os seus eletrônicos, é um gravador disfarçado. Ele pode ficar ativo durante até 5 dias e transmite os dados em tempo real via GSM. A diferença é que, por ter uma tomada embutida, se ele estiver ligado na energia não vai desligar nunca. Facilita bastante o trabalho de um detetive, não é mesmo?

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10 – Caneta espiã

Até mesmo uma simples caneta pode ser uma peça fundamental para a sua espionagem. As canetas espiãs estão entre os itens mais comuns em sites de compra online. Elas são baratas, discretas e conseguem armazenar até 32 GB de áudio e vídeo. A maioria dos modelos também tira fotos.

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11- Gravador espião biônico

Esse item é uma mistura de gravador com amplificador e o resultado pode surpreender você. Ele permite a captura de áudio a uma distância de até 100 metros (sons altos) ou 20 a 30 metros em casos de desmaios, por exemplo. A frequência é ajustável e esse acessório é ideal não apenas para espionagem, mas também para aqueles que querem ouvir melhor.

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Fonte: Agência Líder Detetives

 

Como o preconceito se desenvolve na sociedade?

Um quadro de mau comportamento na escola pode colocar uma criança em mal lençóis. Mas o quanto isso pode ser prejudicial? Em muitos casos, isso depende da cor da pele do estudante. Acredite ou não, estudantes negros com mais frequência pegam detenção por atrapalharem e perturbarem a sala de aula. Estudantes brancos que agem da mesma forma são mais propensos a sair com apenas um aviso de uma enrascada.

Isso não significa que os professores e diretores são racistas. Pelo menos, a maioria não pretende ser injusto com os alunos. A maioria quer o que é melhor para todos os alunos, independentemente da sua raça ou etnia. E eles geralmente acreditam que eles tratam todos os estudantes de forma igual.

Mas todas as pessoas guardam crenças e atitudes sobre grupos de pessoas com base em sua raça ou etnia, sexo, peso corporal e outros traços. Essas crenças e atitudes sobre os grupos sociais são conhecidos como preconceitos. Preconceitos são crenças que não são fundadas por fatos conhecidos sobre alguém ou sobre um grupo específico de indivíduos. Por exemplo, um viés comum é que as mulheres são fracas (apesar de muitos serem muito forte). Outra é que os negros são desonestos (quando a maioria não é). Outro preconceito é o de que as pessoas obesas são preguiçosas (quando o seu peso pode ser devido a qualquer outro fator, incluindo uma doença).

Muitas vezes as pessoas não estão cientes de seus preconceitos. Isso é chamado de “preconceito inconsciente” ou “viés implícito”. E tais preconceitos implícitos influenciam nossas decisões.

Nós nascemos com o preconceito

Ter preconceitos implícitos não torna alguém bom ou ruim, diz Cheryl Staats. Ela é uma pesquisadora sobre raça e etnia na Universidade Estadual de Ohio, em Columbus. Em vez disso, preconceitos se desenvolvem em parte com os nossos cérebros tentando fazer sentido do mundo.

Nossos cérebros processam 11 milhões de pedaços de informação a cada segundo. Mas só podemos processar conscientemente 16 a 40 bits. Para cada bit que estamos cientes, nossos cérebros estão lidando com centenas de milhares de pessoas nos bastidores. Em outras palavras, a grande maioria do trabalho que nosso cérebro faz é inconsciente. Por exemplo, quando uma pessoa percebe um carro parando em uma faixa de pedestres, essa pessoa provavelmente percebe o carro, mas não está consciente do vento, pássaros cantando ou outras coisas acontecendo nas proximidades.

Para nos ajudar a passar rapidamente através de toda essa informação, os nossos cérebros procuram atalhos. Uma maneira de fazer isso é resolver as coisas em categorias. Um cão pode ser classificado como um animal. Ele também pode ser categorizado como fofo ou perigoso, dependendo das experiências dos observadores ou mesmo das histórias que ouviram.

Como resultado, as mentes das pessoas acabam agregando conceitos diferentes todos juntos. Por exemplo, eles podem vincular o conceito de “cão” com um sentido de “bom” ou “ruim”. Esse processamento cerebral acelera o pensamento para que possamos reagir mais rapidamente. Mas também pode permitir que preconceitos injustos comecem a se enraizar.

Há esperança?

“Preconceitos implícitos desenvolvem-se ao longo de sua vida através da exposição a mensagens”, diz Staats. Essas mensagens podem ser diretas, como quando alguém faz um comentário sexista ou racista durante um jantar em família. Ou eles podem ser indiretos – estereótipos que são transmitidos aoassistir TV, filmes ou outras mídias. Nossas próprias experiências irão adicionar os nossos preconceitos.

A boa notícia é que as pessoas podem aprender a reconhecer seus preconceitos implícitos através de um teste simples.

“As pessoas dizem que elas não ‘vem’ a cor, sexo ou outras categorias sociais”, diz Amy Hillard. No entanto, ela observa, estamos todos enganados. Hillard é um psicólogo de Adrian College, em Michigan. Estudos suportam a ideia de que as pessoas não podem ser verdadeiramente “cegas” a grupos minoritários. O cérebro de todo mundo toma nota automaticamente de qual grupos sociais as outras pessoas fazem parte. E ele leva apenas pistas pequenas para as nossas mentes para chamar, ou ativar , estereótipos culturais sobre esses grupos. Esses sinais podem ser de sexo ou cor da pele de uma pessoa. Mesmo algo tão simples como o nome de uma pessoa pode desencadear estereótipos, diz Hillard. Isso é verdade mesmo em pessoas que dizem acreditar que todas as pessoas são iguais.

Muitas pessoas não estão cientes de que os estereótipos podem vir à mente automaticamente, Hillard explica. Quando eles não sabem, eles estão mais propensos a deixar esses estereótipos guiar os seus comportamentos. Além do mais, quando as pessoas tentam fingir que todo mundo é igual – e agir como se eles não tivessem preconceitos – isso não funciona. Esses esforços normalmente saem pela culatra. Em vez de tratar as pessoas de forma mais igualitária, as pessoas caem ainda mais fortemente em seus preconceitos implícitos.

A raça importa?

Raça é uma grande área em que as pessoas podem apresentar viés implícitos. Por outro lado, algumas pessoas são explicitamente preconceituosas contra os negros. Isso significa que são sabidamente racistas. A maioria das pessoas não são. Mas até mesmo os juízes que decidem o rumo de suas vidas podem mostrar viés implícito contra os negros. Eles tendem, por exemplo, a proferir sentenças mais duras para homens negros do que aos homens brancos que cometem o mesmo crime.

E os brancos não são as únicas pessoas que têm um preconceito contra os negros. As pessoas negras também possuem e não é apenas uma forma de punição.

Considere este estudo de 2016: foi encontrado professores que esperam que os estudantes brancos se saiam melhor do que os negros. Seth Gershenson é um pesquisador de política de educação na Universidade Americana em Washington. Ele fazia parte de uma equipe que estudou mais de 8.000 estudantes e dois professores de cada um desses alunos.

Eles analisaram se o professor e o aluno eram da mesma raça. E cerca de um em cada 16 estudantes brancos teve um professor não-branco. Seis em cada 16 estudantes negros tinham um professor que não era negro. Gershenson, em seguida, perguntou se os professores esperavam que seus alunos iriam para a graduação e pós-graduação.

Os professores brancos tinham expectativas muito mais baixas para estudantes negros do que os professores. Professores brancos disseram acreditar que um estudante negro teve uma chance em três de se formar na faculdade, em média. Professores negros desses mesmos alunos deram uma estimativa muito maior; eles achavam que quase metade iriam se formar. Em comparação, quase seis em cada 10 professores – tanto de negros quanto de brancos – esperavam estudantes brancos para completar um grau universitário, diz Gershenson. Em suma, ambos os conjuntos de professores mostraram algum tipo de viés.

“Achamos que os professores brancos seriam significativamente mais inclinados do que os professores negros”, observa ele. No entanto, os professores não estavam cientes de que eles estavam sendo tendenciosos desta forma.

O gênero importa?

O viés implícito é um problema para as mulheres também. Tomemos, por exemplo, a alegação infundada de que as mulheres não são boas em ciência, tecnologia, engenharia ou matemática. As mulheres podem (e frequentemente conseguem) se sobressair em todas essas áreas. Na verdade, as mulheres ocupam cerca de 42% dos doutorados em ciências e engenharia. No entanto, apenas 28% das pessoas que recebem empregos nesses campos são mulheres. E as mulheres que trabalham nessas áreas tendem a ganhar menos do que os homens de igual valor. Elas também recebem menos honras e são promovidas com menos frequência do que os homens com quem trabalham.

Esta diferença de gênero na contratação e promoção pode ser devido, em parte, a um viés na forma como cartas de recomendação são escritas. Tais cartas ajudam os empregadores a saber o quão bem uma pessoa tem feito um trabalho passado.

Em um outro estudo de 2016, pesquisadores da Universidade de Columbia em Nova York sondaram o que foi dito nessas cartas de recomendações. A equipe examinou 1.224 cartas de recomendação escritas por professores em 54 países diferentes. Em todo o mundo, homens e mulheres eram mais propensos a descrever os estudantes do sexo masculino como “excelente” ou “brilhante”. Em contraste, cartas escritas por estudantes do sexo feminino os descreveram como “muito inteligente” ou “muito experiente”. Ao contrário dos termos usados ​​para homens, essas frases não definem mulheres além da sua concorrência, dizem os pesquisadores.

Preconceitos contra as mulheres não só acontecem nas ciências. Uma pesquisa feita por Cecilia Hyunjung Mo descobriu que as pessoas são tendenciosas contra as mulheres em posições de liderança também. Mo é um cientista política da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tenn.

As mulheres constituem 51% da população dos EUA. No entanto, eles representam apenas 20% das pessoas que trabalham no Congresso dos EUA. Isso é uma grande diferença. Uma das razões para a diferença pode ser que menos mulheres do que homens concorrem a um cargo político. Mas há mais do que isso, Mo comenta.

Em um estudo de 2014, ela pediu a 407 homens e mulheres para fazer um teste computadorizado de preconceito implícito. É o chamado teste de associação implícita, ou IAT. Este teste mede o quão forte as pessoas apontam certos conceitos, como “homem” ou “mulher”, com os estereótipos, como “executivo” ou “assistente”.

Durante o teste, as pessoas são convidadas a classificar rapidamente palavras ou imagens em categorias. Eles classificam os itens pressionando duas teclas do computador, um com a sua mão esquerda e direita. Para o teste de Mo, os participantes tinham que pressionar a chave direita cada vez que viam uma foto de um homem ou uma mulher. Eles tiveram que escolher entre as mesmas duas chaves quando viam as palavras que têm a ver com os líderes contra os seus seguidores. No meio dos testes, os pesquisadores colocavam conceitos que foram colocados juntos na mesma tecla no teclado.

As pessoas tendiam a responder mais rapidamente quando as fotos de homens e palavras que têm a ver com liderança compartilhavam a mesma chave, Mo comenta. Quando fotos de mulheres e palavras relacionadas com a liderança foram emparelhados, levou mais tempo para a maioria das pessoas responder. “As pessoas geralmente acham mais fácil emparelhar palavras como ‘presidente’ ‘governador’ e ‘executivo’ com homens, e palavras como ‘secretário’ ‘assistente’ e ‘assessor’ com as mulheress”, diz Mo. “Muitas pessoas tinham muito mais dificuldade em associar as mulheres com a liderança”. Não foi apenas os homens que tiveram problemas para fazer essa associação. Mulheres também.

Mo também queria saber como esses preconceitos implícitos podem ser relacionados à forma como as pessoas se comportam. Então ela pediu que os participantes do estudo para votar em candidatos fictícios para um cargo político.

Ela deu a cada participante informações sobre os candidatos. Em alguns, o candidato homem e mulher do candidato foram igualmente qualificados para a posição. Em outros, um candidato foi mais qualificado do que o outro. Os resultados de Mo mostraram que preconceitos implícitos das pessoas estavam ligados ao seu comportamento de voto. Pessoas que mostraram viés mais forte contra as mulheres na IAT eram mais propensos a votar no candidato do sexo masculino – mesmo quando a mulher era mais qualificada.

O peso importa?

Uma das mais fortes tendências sociais é contra a obesidade. As possibilidades são de que você abrigue uma aversão contra pessoas que estão gravemente com sobrepeso, diz Maddalena Marini. Ela é um psicóloga da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts. Viés implícito contra o peso parece universal, diz ela. “Todo mundo possui. Mesmo as pessoas que estão com sobrepeso ou obesos“.

Para chegar a essa conclusão, ela e sua equipe usaram dados de um projeto de Harvard. Este site permite que as pessoas a fazer um teste IAT. Atualmente, 13 tipos destes testes de viés implícito existem no site. Cada escolha para um tipo diferente de polarização. Mais de 338.000 pessoas de todo o mundo completaram o teste peso-polarização entre maio de 2006 e outubro de 2010, o período que antecedeu o estudo de Marini. Este IAT foi semelhante que ocorreu em Harvard. Mas pediu aos participantes para categorizar palavras e imagens que estão associadas com bom e mau, e com fino e gordo.

Depois de tomar o IAT, os participantes responderam a perguntas sobre o seu índice de massa corporal. Esta é uma medida utilizada para caracterizar se alguém está em um peso saudável.

Marini descobriu que as pessoas mais pesadas têm menos preconceito contra as pessoas que estão com sobrepeso ou obesos. “Mas eles ainda preferem pessoas magras, em média”, observa ela. Eles simplesmente não se sentem assim tão fortes como as pessoas magras costumam fazer. “As pessoas com sobrepeso e obesas tendem a se identificar com o que preferem em seu grupo de peso”, diz Marini. Mas eles podem ser influenciados pela negatividade do nível nacional que os leva a preferir as pessoas magras.

Pessoas de 71 nações participaram do estudo. Isso permitiu Marini examinar se um viés implícito contra as pessoas obesas ​​estava ligado de alguma forma com problemas de peso e foram mais comuns em qual nação. Para fazer isso, ela afunilou as bases de dados públicas para medições de peso de cada país. E nações com altos níveis de obesidade tinha o viés mais forte contra os obesos, ela descobriu.

Ela não tem certeza por que as nações obesas têm um forte viés implícita contra as pessoas com excesso de peso. Poderia ser porque essas nações têm mais discussões sobre os problemas de saúde associados à obesidade, diz Marini. O preconceito também pode vir de pessoas vendo mais anúncios de “planos de dieta, alimentos saudáveis ​​e ginásio, associações destinadas a diminuir a obesidade”, observa ela. Ou talvez as pessoas nesses países simplesmente veem que as pessoas com elevado estatuto social, boa saúde e beleza tendem a ser magras.

O viés de peso parece ser mais comumente aceito do que o de raça e o preconceito de gênero. Em outras palavras, as pessoas tendem a se sentir mais livres para expressar verbalmente seu preconceito contra obesos. Isso acontece de acordo com um estudo 2013 conduzido por Sean Phelan. Ele é um pesquisador de política na Clínica Mayo, em Rochester, Minn. Os estudantes de medicina muitas vezes expressam viés contra obesos abertamente. E isso pode se traduzir em cuidados de saúde mais pobres para pessoas que estão gravemente em sobrepeso. “Aqueke que cuidam da saúde mostram menos respeito por pacientes obesos”, relata ele. Ele também observa que a pesquisa mostra que “os médicos gastam menos tempo educando os pacientes obesos com sua saúde” do que eles fazem com os pacientes que não são obesos.

10 formas bizarras que o cérebro te engana

O nosso cérebro é uma das ferramentas mais poderosas que existe. Afinal, o ser humano ainda não foi capaz de criar um computar que tenha as mesmas capacidades desse órgão dão espetacular.

Muito embora já existam relatos de máquinas que superem o homem em partidas de xadrez, velocidade em realizar cálculos e até mesmo atividades mecânicas, nenhuma criação humana superou o próprio homem em todos os aspectos.

Tudo isso acontece graças ao nosso poderoso cérebro. Porém, embora seja realmente espetacular, o órgão central do nosso organismo também é capaz de fazer algumas pegadinhas bem inteligentes para enganar o nosso próprio corpo.

Acredite ou não, você pode, neste exato momento, estar sendo enganado pelo seu próprio cérebro. Dúvida? Então venha entender 10 formas bizarras que o cérebro engana você e você nem desconfia.

Qual é o mistério por trás do Stonehenge?

A uma distância de 13 quilômetros ao norte de Salisbury, uma pequena cidade da Inglaterra, no Reino Unido, encontramos o que é chamado de Stonehenge, um grande círculo de pedras que poucos sabem o que significa. Esse é um monumento antigo que foi de grande importância para as pessoas que o ergueram. Infelizmente, não sabemos qual é o seu significado, tampouco informações sobre o povo que o construiu.

O mistério de Stonehenge tem nos deixado intrigados durante séculos, mas até o século XX nós nem sequer sabíamos quantos anos toda aquela estrutura tinha. Mas cada visitante – e nós também – sabemos o óbvio: a sociedade responsável por erguer aquelas pedras tiveram um monte de problemas para colocá-las naquele lugar. Claramente foi necessário muito planejamento, organização, cooperação e mão de obra.

Os arqueólogos estimam que uma sociedade antiga tenha transportado as pedras por uma grande distância e ergueu as pedras maiores entre 2620 e 2480 a.C. Ainda é um mistério como estes “pré-britânicos” transportaram essas pedras gigantescas, especialmente antes da invenção da roda. Os especialistas supõem várias teorias sobre a forma como os seres humanos poderiam ter levado essas estruturas tão longe, incluindo o uso de rolos de madeira, esferas de pedra ou pequenas rochas em formato circular.

A origem do Stonehenge

Além de todos esses mistérios, ainda nem sabemos ao menos se estas pedras são apenas uma peça de um quebra-cabeça. O Stonehenge fica no meio de um sítio arqueológico bem antigo que consiste basicamente de uma vala e banco de terra. Naquele lugar, os arqueólogos encontraram restos cremados de mais de 60 homens, além de alguns ossos humanos não queimados e muitos restos de animais. Será que foram usados para o sacrifício?

Além disso, este local é apenas um dos muitos achados antigos importantes em toda a paisagem ao redor, que foi encontrada com outros monumentos séculos atrás. Para colocar a história no contexto, tenha em mente que os egípcios ergueram suas famosas pirâmides durante os mesmos séculos em que os britânicos levantaram o Stonehenge.

Civilizações floresceram no Oriente Médio, mas os britânicos permaneceram na Idade da Pedra (especificamente, o Neolítico, ou seja, Nova Idade da Pedra) com a tecnologia da metalurgia lentamente se arrastando mais para dentro Europa. Embora estes britânicos não fossem primitivos caçadores-coletores – eles eram agricultores que viviam da cevada e do trigo –, eles provavelmente valorizavam o vale aberto onde Stonehenge permaneceu como um terreno de caça conveniente e seguro.

O que é o Stonehenge?

A quantidade de novas pesquisas ao longo dos últimos 15 anos tem desvendado novos segredos sobre o Stonehenge e seu lugar entre os outros monumentos há muito tempo desaparecidos. Primeiro, vamos examinar o próprio monumento em si.

A parte mais notável de Stonehenge são as suas maiores pedras verticais, chamadas de “sarsens”. Sarsen é um tipo particular de arenito e a fonte mais próxima de tal pedra é Marlborough Downs, a cerca de 32 quilômetros de distância de onde está o Stonehenge. Os “lintéis” são as rochas sarsen longas que se encontram horizontalmente no topo de dois sarsens verticais.

Quando estão todas em pé, as sarsens do interior teriam um formato de ferradura formada com cinco outras estruturas, que consistem de duas sarsens verticais coberto com uma sarsen lintel (horizontal). A maior pedra (com 9 metros de altura) teria ficado no fundo do desenho de ferradura, mas agora está parcialmente em colapso. O peso médio de uma dessas sarsens é mais do que 22,6 mil toneladas, o que intriga ainda mais os pesquisadores.

Os antigos bretões tiveram um cuidado excepcional com essas pedras duras. Eles esculpiram furos de encaixe para o lado de baixo dos lintéis que encaixam confortavelmente nos pontos de encaixes entalhados na parte superior das sarsens verticais. Furos de encaixe são tipicamente usados apenas em madeira, o que sugere uma característica simbólica para toda a obra.

Estruturas anexas

As pedras ao longo do círculo exterior, do mesmo modo, se encaixem com uma ligação semelhante entre si. Este círculo exterior está longe de estar completo, mas muitas pedras podem mostram o que o planejamento pretendia: um círculo completo cerca com cerca de 33 metros de largura, constituído por 30 sarsens verticais e 30 pedras horizontais (lintéis). Mais quatro pedras sarsen, conhecidas como Slaughter Stone, a enorme Pedra do Calcanhar e duas pedras chamadas Station, encontram-se fora do círculo Sarsen exterior.

As pedras menores que ficam dentro do círculo Sarsen são chamados de pedras azuis, porque elas ficam azuis quando molhado ou são recém-cortadas, e cada um pesa de 2 a 5 toneladas. As pedras azuis não são apenas um tipo de rocha: 30 são dolerito basáltica, cinco consistem em rhyolite ígnea, cinco são outros tipos de rocha vulcânica e três são de arenito. Como o restante da estrutura, elas também vieram de diferentes fontes. Análises geológicas sugerem que pelo menos 11 vieram do Preseli Hills no oeste do País de Gales (225 quilômetros de distância), mas outros possivelmente tenham vindo de mais fontes locais próximas.

Muitos dessas pedras formam um círculo entre a ferradura principal e o círculo exterior, enquanto um outro conjunto está disposto em uma forma oval no interior da ferradura. O “Altar de Pedra”, feitos de arenito Welsh (um composto diferente dos sarsens), pesa mais de 8 toneladas e encontra-se debaixo das Sarsen.

As teorias do Stonehenge

Especialistas acreditam que os antigos bretões valorizavam a Salisbury Plain como um terreno de caça conveniente e seguro. Além disso, uma ponte natural criada pelo descongelamento formaram uma “avenida” com ranhuras que concidiriam com a ascensão do solstício de verão do sol, pois levava até o local atual Stonehenge. Embora hoje nós entendamos isso como uma coincidência natural, esses povos antigos poderiam ter considerado o lugar como sagrado e divinamente projetado.

Durante a primeira fase da construção de Stonehenge, em cerca de 3000 a.C., os antigos britânicos utilizavam chifres de veado para escavar uma vala ao longo do perímetro de um buraco circular com aproximadamente 100 metros de diâmetro, com um banco alto no interior do círculo e um baixo do lado de fora. O “henge” em Stonehenge se refere a este buraco de barro que era único na antiga Bretanha.

Sabemos que cerca de 50 henges existiram na terra. No entanto, o fosso que circunda Stonehenge não é um verdadeiro henge. Muito pelo contrário; um verdadeiro henge tem uma vala no interior de um banco.

Construção complexa

Os designers do Stonehenge deixaram uma entrada mais larga na extremidade nordeste do círculo, levando para a avenida, e uma entrada estreita no lado sul. No século XVII, o antiquário John Aubrey identificou 56 buracos ao longo do perímetro interior do círculo. Estes buracos poderiam ter sido criados para hospedar postes de madeira ou talvez aquelas pedras azuis menores.

Outros arqueólogos descobriram restos humanos cremados em torno desses buracos – provavelmente colocados lá ao longo dos vários séculos seguintes após depois que a vala foi escavada. Arqueólogos também descobriram outros buracos no interior da vala, sugerindo talvez que outras estruturas de madeira estivessem ali ou que as fossem próprias mensagens mapeadas pelos movimentos astronómicos. Os arqueólogos acreditam que os britânicos poderiam ter erguido a Pedra do Calcanhar durante esta primeira fase ou talvez ainda mais cedo.

A próxima etapa do desenvolvimento do Stonehenge ocorreu entre 2620 e 2480 a.C., quando os antigos britânicos ergueram a ferradura e o círculo exterior. Eles montaram meticulosamente em forma as pedras sarsen para se ajustar ao desenho desejado do monumento, com sarsens verticais cónicas e uma superfície de nível notavelmente ao longo do topo dos lintéis no círculo sarsen exterior.

Perto de 2300 a.C., os britânicos antigos também cavaram valas e bancos altos ao longo das fronteiras da avenida que leva ao Stonehenge. A via possuía cerca de 12 metros de largura e 2,8 km de comprimento, e seguiam uma via indireta para o rio Avon próximo ao local. Ao longo dos séculos seguintes, as pedras azuis foram reposicionadas para onde estão agora, provavelmente para proporcionar novos efeitos de uma sociedade em mudança.

Apesar do próprio Stonehenge ser a relíquia mais conhecido do Neolítico, a Grã-Bretanha – e especialmente a paisagem que rodeia imediatamente o local – é rica em descobertas arqueológicas.

Outras descobertas arqueológicas da região

Em preparação para a colocação de estacionamento para os visitantes do Stonehenge, na década de 1960, os arqueólogos descobriram três outras estruturas – possivelmente totens – construídos no oitavo milênio a.C., a cerca de 200 metros a partir do local do Stonehenge. Especialistas se maravilharam com a ideia de o Mesolítico proporcionar a sobrevida para caçadores e sociedades que erguiam monumentos.

Durante o quarto milênio a.C. em Salisbury Plain, antigos bretões construíram 17 longos “carrinhos de mão”, uma espécie de caixa de barro de madeira ou pedra, para abrigar os mortos. Milhares de anos mais tarde, entre 2200 e 1700 a.C., a área permaneceu importante, pois os antigos bretões construíram mais de 1.000 túmulos redondos adicionais para enterrar os mortos.

Também no quarto milênio a.C., as pessoas estavam construindo caixas de 4 quilômetros a noroeste do que se tornaria o local de Stonehenge. Esses recintos consistem em uma vala de barro e banco com entradas, o que provavelmente marcou pontos de encontro para cerimônias da sociedade da época.

No século 18, o Antiquarian William Stukeley descobriu o que ele pensava ser uma pista do povo Romano, então ele chamou de Cursus. A Cursus é um vale longo (2,8 km) consistindo de um banco e vala exterior (como Stonehenge). Outra cursus muito menor, chamada Lesser Cursus, encontra-se por perto no nordeste da Grande Cursus. Os arqueólogos também datam estes locais para o quarto milênio a.C., mas ainda não têm certeza de sua finalidade.

Durrington Walls é uma estrutura antiga que abrange 0,17 quilômetros quadrados a apenas 3,2 quilômetros a nordeste de Stonehenge. O banco e vala possuem em torno de 3 metros de altura e 5,5 metros de profundidade. Ele continha dois círculos de madeira com mais ou menos o tamanho de Stonehenge que os arqueólogos acreditam ter sido assentamentos temporários para os construtores da Stonehenge. Logo ao sul de Durrington Walls estava outro círculo de madeira chamado Woodhenge, pouco conhecido pelos turistas.

Cerca de 30 quilômetros ao norte é Avebury, uma enorme estrutura contendo um círculo de pedras sarsen construído por volta de 2850-2200 a.C. também foi localizado. Em 2008, arqueólogos escavaram o final da estrada que leva a Stonehenge antes do rio. O que eles descobriram foi Bluestonehenge, uma pedra de 10 metros de largura com buracos que provavelmente eram as casas originais para os construtores da Stonehenge.

Muitas perguntas ainda cercam o Stonehenge, inclusive se ele nunca foi acabado e que fim teve ao longo do tempo. Mas os arqueólogos foram capazes de desmascarar muitas das antigas teorias populares que circundavam essa estrutura misteriosa.

Mais teorias antigas do Stonehenge

Uma das histórias mais antigas de origem que conhecemos vem do século XII quando o clérigo Geoffrey de Monmouth, em seu livro “Historia de Regum Britanniae” (“História dos Reis da Grã-Bretanha”). Ele escreve que os gigantes originalmente trouxeram as pedras da África e as ergueram na Irlanda, lugar que era conhecido como “Dança do Gigante”, com poderes especiais de cura.

Para comemorar a morte de 460 britânicos que morreram na batalha contra os saxões, o assistente lendário Merlin sugeriu roubar a “Dança do Gigante”. Merlin trouxe 15.000 homens na missão, mas depois de terem derrotado a defesa irlandesa, os homens não podiam mover as pedras. Naturalmente, Merlin empregou mágica para carregá-las nos barcos.

Alguns estudiosos acreditam que Geoffrey de Monmouth não inventou essa história, mas simplesmente contou o conhecido conto folclórico enquanto muitos outros especialistas duvidam da lenda, que poderia ter sobrevivido desde o Neolítico. Independentemente disso, a história se alinha com a teoria de que Stonehenge era para honrar os mortos e que as pedras foram inicialmente erguidas para ter poderes de cura únicos.

No início do século XVII, o Rei James I encomendou uma escavação no centro de Stonehenge, mas seus trabalhadores encontrados apenas ossos de animais e carvões queimados. Um arquiteto Inigo Jones examinou o monumento e acreditou que o trabalho era dos romanos. Mais tarde, naquele mesmo século, no entanto, John Aubrey (descobridor mencionado anteriormente) teorizou que a Stonehenge era um templo pagão, e, portanto, atribuiu sua autoria aos druidas. Os druidas eram um culto celta secreto dos sacerdotes pagãos que prosperaram a partir do terceiro século a.C. até os romanos destruí-los décadas depois.

No século 18, o antiquário William Stukeley ofereceu algumas dicas que apoairam a teoria Druid de Aubrey. Ele se tornou o primeiro a notar o alinhamento de Stonehenge com o nascer do sol no verão solstício (o dia mais longo do ano), e, portanto, o pôr do sol no solstício de inverno (o dia mais curto do ano). Para muitos, esta revelação lança uma luz sobre o propósito original de Stonehenge, o que poderia ter sido um templo para o sol. Afinal, os druidas tinham estudado astronomia. No entanto, técnicas modernas de datação empregadas no século XX concluíram que a Stonehenge nasceu bem antes dos druidas.

Em 1963, Gerald Hawkins publicou um best-seller declarando Stonehenge era para ser um calendário e previsão de eclipses. Especialistas arqueológicos aceitaram a teoria de que a estrutura marca solstícios de forma intencional, mas permanecem céticos de que o monumento tenha sido construído com capacidades astronômicas além das que eles conhecem.

10 parques mal-assombrados nos Estados Unidos

Quando visitamos um novo país, uma das atrações mais interessantes são os parques. Afinal, a forma como a nação cuida de seus espaços públicos diz muito a respeito de sua população. Parques bem cuidados geralmente são um indício de que o povo é feliz e costuma passear bastante por esses espaços. Por outro lado, quando os parques estão caindo aos pedaços, isso significa que a liderança não está muito preocupada com os cidadãos.

Os Estados Unidos são um bom exemplo de país que cuida bem de seus parques. O Central Park é o maior exemplo disso, uma grande extensão de área verde localizada no meio de Nova York, uma das principais cidades americanas. Lá, diversos turistas e moradores locais costumam passear e apreciar a natureza. Porém, nem todos os parques dos Estados Unidos são bem vistos como o Central Park.

Neste artigo, viemos trazer uma lista digna da seção TERROR aqui do Ah Duvido. Trata-se dos 10 parques mal-assombrados nos Estados Unidos e a história macabra por trás desses contos. Também dá para encarar essa lista como os lugares que você não deve visitar em sua passagem pela América. Afinal, estamos falando de parques que realmente assustam até mesmo os moradores locais e pessoas que se propõem a investigar os casos.

10 guerras que os Estados Unidos não precisariam ter participado

Não há dúvidas de que os Estados Unidos é o país mais encrenqueiro do globo. Quando estamos falando de guerras, é normal lembrar da terra do Tio Sam, que se envolveu em diversos conflitos ao redor do mundo.

Guerra de Trípoli, Guerra de Tecumseh, Segunda Expedição Sumatra, Guerras Apache, Guerras Rogue River, Guerra da Melancia, Guerra da Reforma, Guerra de Secessão, Bombardeio de Shimonoseki, Segunda intervenção francesa no México, Expedição dos Estados Unidos na Coréia, Guerra Rio Vermelho, Massacre de Wounded Knee, Segunda Guerra Civil da Samoa, Levante dos boxers… De acordo com os registros mais confiáveis, os Estados Unidos contabilizam mais de 50 conflitos desde que o país se estabilizou oficialmente.

Isso sem falar nos diversos conflitos que não foram documentados. Ou aqueles que, por algum motivo obscuro, não foi revelado ao público. Dentro dessa gigantesca lista também há as guerras que os Estados Unidos entraram de intrometido. São embates em que o país simplesmente não foi convidado a participar e simplesmente apareceu por lá. Preparamos um artigo com 10 exemplos que você confere logo abaixo.

O que a garota mais bonita do mundo está fazendo agora

Hoje com 19, ela foi considerada a menina mais bonita do mundo quando ela apareceu na cena fashion quando ela tinha apenas 4 anos de idade. Na ocasião, ela desfilava para ninguém menos do que o estilista francês Jean Paul Gaultier.

Depois desse primeiro burburinho, a modelo Thylane Lena-Rose Blondeau voltou à tona com mais discussão e debate quando apareceu na Vogue francesa seis anos depois, antes mesmo de atingir sua adolescência.

 

Com apenas 10 anos de idade, as fotos criaram controvérsia pois mostravam a modelo infantil com maquiagem pesada e roupas de adulto.

Thylane Lena-Rose Blondeau drew comparisons with French actor Brigitte Bardot.Model Thylane Loubry Blondeau in an issue of French Vogue.

Mas o alcance da revista só fez bem à modelo. Ela acabou se firmando no mundo da moda.

Depois das fotos da revista, a beleza dos cabelos loiros e olhos azuis ganhou rapidamente o status de ser a próxima grande modelo e gerou comparações com a atriz francesa Brigitte Bardot, que apareceu na Elle com 15 anos de idade.

Thylane Blondeau still works as a model today. Picture: Gareth Cattermole/Getty Images for L'Oreal Paris.

A filha do jogador de futebol francês Patrick Blondeau e a apresentadora de TV Veronika Loubry, Blondeau foi fotografada brincando com seus coelhos e passando batom no espelho.

 

Desde o famoso filme da Vogue, Thylane, agora com 16 anos, passou de força a força com sua carreira de modelo.

At 16, the stunning model still has a slight resemblance to her childhood self. Picture: Neilson Barnard/Getty Images.Thylane was dubbed the most beautiful girl in the world.

Aos 13 anos, ela conseguiu sua primeira capa, quando ela estampou a capa da revista francesa Jalouse, que a chamou de “nova Kate Moss”.

Agora, ela é representada por modelos IMG, a mesma agência que representa as irmãs Gigi e Bella Hadid, bem como a filha de Cindy Crawford, Kaia Gerber.

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Ela também conseguiu trabalhar com a empresa de beleza LÓreal e foi vista assistindo a desfiles de moda durante a Milan Fashion Week no ano passado.

Mês passado, Thylane saiu com um impressionante vestido de champanhe para o 70º Festival de Cinema de Cannes, onde usou o mesmo vestido da atriz russa Svetlana Ustinova.

Svetlana Ustinova in the same Dior dress as Thylane. Picture: Pascal Le Segretain/Getty Images.Thylane Blondeau wore the same dress as Russian actor Svetlana Ustinova to the Cannes Film Festival in May. Picture: Pascal Le Segretain/Getty Images.

Em uma entrevista à revista W no ano passado, Thylane nomeou Cara Delevingne, Gigi Hadid e Barbara Palvin como ícones de estilo e inspirações.

Nascida em Aix-en-Provence e atualmente com morando no sul da França com sua família, Thylane diz que seu segredo de beleza é “muito sono” e sempre “lavar a maquiagem ao final do dia”. Thylane é popular nas mídias sociais, com mais de 1,2 milhões de seguidores.

Como e por que doar o seu corpo para a ciência?

Para alguns, a ideia de doar o corpo para ciência soa bastante desagradável ou até mesmo horripilante. Afinal, quem teria coragem de fazer uma coisa dessas? Imagens de pessoas fatiadas e com pedaços espalhados por todos os lados não são divertidas nem um pouco divertidas. E esse nem é o pensamento dos estudantes de medicina ou pesquisadores que, possivelmente, riem sobre os corpos doados.

Outras pessoas, no entanto, veem a doação do corpo para a ciência como um esforço nobre – possivelmente o mais nobre que existe. Deixar aqueles estudantes e cientistas usarem cada músculo, osso e fibra do seu corpo, sabendo que esse estudo vai melhorar a vida de todos aqueles que virão depois de você. Talvez o seu humilde corpo vá ser o único a produzir as pistas necessárias para descobrirmos a cura para o câncer. Já pensou nisso?

Quantos corpos são doados anualmente?

Quaisquer que sejam seus pensamentos sobre o ato de doar o corpo a ciência: saiba que há uma necessidade crítica de cadáveres para estudos e pesquisas. Não existem estatísticas precisas sobre o assunto já que não há uma organização reguladora ou uma central de monitoramento, mas especialistas estimam que entre 10 mil e 15 mil corpos são doados anualmente para escolas médicas apenas nos Estados Unidos. O número cresce ainda mais com doações adicionais vindas de entidades privadas, corporações e agências governamentais.

Um artigo de 2009 escrito por um professor da Universidade de Harvard disse que o número anual de corpos doados nos Estados Unidos para todos os grupos foi de cerca de 20.000, um número que parece bastante representativo. Porém, para que você não ache que essa quantidade representa uma verdadeira riqueza de corpos, uma associação de Illinois (EUA) estima que esse número poderia ser de cerca de 425 mil cadáveres por ano.

O que a religião diz sobre o assunto?

Você está interessado, mas preocupado se a suas crenças religiosas permitiram tal doação? Saiba que a maioria das religiões realmente apoiam a doação de corpos para a ciência, com o propósito claro de ajudar o próximo. Os batistas, por exemplo, veem a doação do corpo como um ato de caridade. Já o catolicismo diz que doações de órgãos e tecidos são um ato de amor

O Hinduísmo diz que doar o corpo não é proibido por nenhuma lei religiosa – a decisão cabe inteiramente a você. Todos os quatro ramos do judaísmo encorajam as doações de corpo para a ciência. E, embora as Testemunhas de Jeová tenham regras restritas quanto a transfusões de sangue, a religião não se opõe a doação de corpos desde que o sangue seja removido dos órgãos e tecidos. A maioria dos estudiosas islâmicos também dizem que a doação de órgãos é permitida, mas não do corpo todo.

Como o seu corpo será tratado nos hospitais?

Os hospitais geralmente tratam os corpos doados com muito respeito. Na Universidade do Kansas, por exemplos, os estudantes de medicina são informados com o nome dos falecidos e também como eles morreram antes de os alunos começarem a usar os corpos como parte dos estudos.

Boa parte das universidades que recebem corpos doados realizam um serviço anual para homenagear os doadores. Preocupada com a parte ambientam, uma organização até que conecta doadores de corpo inteiro com instituições médicas, comprometendo-se a plantar uma árvore para cada corpo doado.

Porém, antes de você se decidir de forma definitiva com relação a doação de corpo para a ciência, vale a pena continuar a leitura e descobrir mais sobre esse assunto.

Como exatamente funciona a doação do corpo para a ciência?

Não há um processo mundialmente estabelecido para a doação e corpos uma vez que cada organização realiza o procedimento de acordo com um conjunto próprio de regras. No entanto, o processo geralmente funciona da seguinte maneira: primeiro você deve decidir para onde você quer que o seu corpo vá depois da morte. São muitas opções. Uma escola particular, uma universidade médica (a opção mais comum), uma organização privada ou uma agência do governo?

Depois, você precisará preencher um formulário de consentimento antes de se manifestar para a instituição. Também é recomendado deixar a família ciente de sua decisão e fazer anotações a respeito desse assunto em seu testamento. Porém, também é possível que a sua família tome essa decisão de doar o seu corpo – caso você já não tenha feito isso – no momento da sua morte.

Depois que você morrer, a instituição escolhida irá determinar se ela vai aceitar o corpo ou não. Sim, acredite: não há garantias de que isso vá de fato acontecer, muito embora seja raro. Embora alguns fatores como idade e a etnia não sejam tão importantes, portadores de HIV ou que tenham a morte relacionada a AIDS, hepatite B ou C, sífilis, insuficiência renal, infecção bacteriana ou viral, ou um trauma muito grande geralmente são recusados por instituições. Cadáveres que possuam mais de 136 kg também acabam sendo recusados.

Portanto, considerando que isso pode acontecer, é muito bom preparar opções alternativas para caso a instituição de destino recuse o seu corpo na hora da doação. Você não vai querer ver (mesmo que morto) os seus entes queridos de repente encalhados com o seu corpo nas mãos.

Corpo aceito

Se o seu corpo for aceito pela instituição escolhida, a organização geralmente cobre todos os custos envolvidos no processo. Isso inclui o transporte, apresentação do atestado de óbito, a cremação após o uso (caso seja breve) e o retorno dos restos cremados. Contudo, algumas instituições exigem que você providencie a entrega do corpo para eles, especialmente se estiver localizado em outro estado.

Mas o que acontece se o seu corpo estiver na mão de uma instituição particular? Aí vai depender de onde o seu corpo foi doado e qual é a missão dessa organização. A maioria dos lugares vai deixar o seu corpo para uma finalidade específica – eles geralmente querem usufruir o máximo possível do novo material de estudo.

Instalações médicas em geral exigem que o corpo venha com todos os órgãos. Ou seja, você não pode doar o seu corpo se ele não vier com todo o conteúdo interno. Outros grupos médicos nem aceitam a doação de órgãos ou mesmo a doação do corpo todo. Quando todo o estudo é finalizado, o corpo é cremado e as cinzas mortais são devolvidas para a família. Vale ressaltar que é ilegal cobrar pela doação de corpos. Essa é uma prática estritamente ilegal.

Pontos positivos

Você está em cima do muro sobre se deve ou não deve doar o seu corpo para a ciência? Talvez você possa chegar a uma conclusão depois de conhecer alguns pontos positivos e negativos da doação de corpos.

O maior ponto positivo de doar o seu corpo é que você estará ajudando o avanço da ciência, medicina e potencialmente outros campos também. Os cadáveres são usados para ensinar os alunos sobre anatomia; eles também são usados por estudantes e médicos para praticar e treinar várias cirurgias. Além disso, os corpos também são usados em diversas experiências médicas para estudar doenças como a de Parkinson e de Alzheimer.

Outra vantagem de doar o corpo para a ciência e a possibilidade de poupar uma boa grana no processo. Afinal, funerais e toda a preparação para o enterro ou cremação não são baratos. Em 2012, o custo médio de um funeral com caixão nos Estados Unidos estava em torno de R$ 18 mil. Mesmo uma cremação não sai por menos de R$ 4 mil e pode chegar facilmente aos R$ 15 mil se for executado com algumas regalias a mais.

A doação do corpo geralmente é um ato que não despende nenhum custo, mas isso pode ser diferente dependendo da empresa ou instituição que esteja recebendo essa doação. Outra vantagem de quem escolhe doar o corpo é a possibilidade de você não precisar escolher um caixão, uma lápide e todas essas outras coisas.

Pontos negativos

Como pontos negativos, é preciso dizer que nem todos os corpos podem ser aceitos. E isso por conta de razões médicas. Se você não tiver um plano alternativo, seus entes queridos terão que sofrer para organizar um funeral às pressas assim que você se for. O pior de tudo é lembrar os custos exagerados que um processo desses exige de todo mundo – ainda mais em um momento tão doloroso.

Se você é adepto a doação de órgãos, saiba que algumas organizações também aceitam o corpo inteiro como parte da doação. Grande parte das escolas médicas, inclusive, só aceitam os corpos com todos os órgãos internos, que serão utilizados para pesquisas. Se a doação de órgão é importante para você, certifique-se de saber como a instituição para a qual você está doando trabalha com essa questão.

Por último, é importante destacar que após a morte o seu corpo precisa ser entregue para doação rapidamente. Isso significa que a sua família não poderá experimentar um funeral completo com o seu corpo, podendo apenas fazer uma reunião com as cinzas depois da cremação. Por conta disso, muito desistem da doação de corpos porque preferem fazer uma despedida mais sentimental do corpo do falecido.

Formas criativas de Doação de corpo

Cada país que permite a doação de corpo tem as suas próprias regras que regulam essa prática. A maioria – não todos – são nações que permitem a utilização de cadáveres para treinar e ensinar estudantes de medicina a realizar pesquisas em várias doenças, tal como a já mencionada Alzheimer. Porém, outros países permitem que os corpos doados sejam usados de outras maneiras. Os seguintes usos, todos permitidos nos Estados Unidos, talvez possa despertar sua atenção mais do que a doação do corpo para a ciência.

Teste de velocidade: você gosta de viver experiência emocionantes, mesmo após a sua morte? Então o seu cadáver pode ser usado em testes de colisão. Apesar de a simulação em computadores e o uso de manequins já serem constantemente utilizados, nada se compara ao comportamento do corpo humano de verdade durante vários tipos diferentes de acidentes de carro.

Essa prática começou a década de 1930 na Universidade Wayne, em Indiana. Hoje as montadoras recebem os cadáveres a partir de um centro de ensino que não utiliza mais os corpos para estudos.

Estudos forenses: nem sempre é fácil definir há quanto tempo um corpo está morto ou concluir as verdadeiras condições de morte de determinada pessoa. Porém, graças a “fazenda de corpos” organizada pelo Centro de Antropologia Forense de Tennessee, essa tarefa pode se tornar um pouco mais fácil de ser concluída. Cerca de 650 cadáveres estão aguardando em um campo de concentração onde pesquisadores e estudantes chegam para estudar os vários estágios de decomposição.

Turnê bizarra: se você gosta de exibições extremamente bizarras, pode doar o seu corpo para corporações que usam os cadáveres para exposições ao redor do globo. Essas empresas pegam os corpos e tiram a gordura e água e inserem silicone para enrijecer o corpo. Nesse caso, os corpos não são simplesmente expostos para o público, mas algumas escolas podem fazer visitação para aprender mais sobre o corpo humano. É mais ou menos como doar o corpo para a ciência, mas sem a parte benéfica do ato.

Estudo sobre a formação do esqueleto: a Universidade do Novo México, que funciona em parceria com um museu de antropologia, está sempre a procura de corpos para expandir as pesquisas sobre a formação óssea. Não, os esqueletos não ficam em exposições, mas pesquisadores o utilizam para entender melhor como um dos órgãos mais resistentes do corpo humano funciona.

Ladrões de túmulos

Para encerrar, precisamos falar sobre os ladrões de túmulos que roubam corpos para vende-los no mercado negro. No início do século XIX, os estudantes de medicina de uma universidade britânica foram treinados utilizando cadáveres de criminosos que haviam sido sentenciados à morte. Os seus corpos haviam sido roubados de seus túmulos e foram escolhidos pois provavelmente ninguém os visitaria para prestar homenagem.

Felizmente, esse crime tem caído em desuso, mas ainda há casos de ladrões de túmulos. Alguns estudantes de medicina perceberam que era muito lucrativo desenterrar cadáveres e vende-los em escolas de medicina e outras instituições, como clínicas odontológicas que estavam à procura de arcadas dentárias.

Como funcionam os sonhos?

Quem não gosta de sonhar? Sonhar é uma das experiências mais incríveis do mundo e abre as portas para um mundo sem limites de imaginação. Quem nunca sofreu para acordar de um sonho gostoso para descobrir que tudo não passava de mera ilusão?

Os nossos sonhos combinam estímulos verbais, visuais e emocionais em histórias absurdas, mas muitas vezes divertidas. Às vezes podemos até mesmo resolver problemas durante o nosso sono. Não acredita? Muitos especialistas até discordam dos propósitos exatos dos nossos sonhos. Afinal, eles são impulsos cerebrais estritamente aleatórias ou são os nossos cérebros realmente trabalhando através de questões da nossa vida diária enquanto dormimos, como se fosse uma espécie de mecanismo de defesa? Devemos nos preocupar em interpretar os nossos sonhos? Muitos dizem que sim, que temos muito a aprender com nossos sonhos.

Neste artigo, vamos falar sobre as principais teorias do sonho, do ponto de vista de Freud até as hipóteses que afirmam que nós podemos controlá-los livremente. Nós vamos descobrir o que os cientistas dizem que está acontecendo em nossos cérebros quando sonhamos e por que temos dificuldade em lembrar essas histórias noturnas – às vezes bem malucas.

Controle do sonho?

Também vamos falar sobre como você pode tentar controlar seus sonhos – tanto o que você está sonhando, quanto o que você faz uma vez que você está “dentro” do sonho. Também vamos descobrir o que especialistas dizem sobre sonhos específicos e o que esses cenários significam. Sonhar que você está no trabalho totalmente sem roupa pode não significar nada do que você realmente acha que é!

Durante séculos, nós tentamos descobrir exatamente por que nossos cérebros brincam com esses espetáculos noturnos para nós. Civilizações antigas pensaram que os mundos de sonho eram mundos reais, físicos que eles poderiam entrar apenas a partir de seu estado de sono. Os investigadores continuam a atirar para todos os lados e levantando muitas teorias sobre o assunto. Essas teorias essencialmente se dividem em duas categorias:

  • A ideia de que os sonhos são apenas estímulos fisiológicos;
  • A ideia de que os sonhos são psicologicamente necessários.

Teorias fisiológicas são baseadas na ideia de que nós sonhamos para exercitar várias conexões neurais que alguns pesquisadores acreditam afetar certos tipos de aprendizagem. As teorias psicológicas, por outro lado, são baseadas na ideia de que os sonhos nos permitem classificar através de problemas, acontecimentos do dia ou coisas que estão exigindo muito da nossa atenção.

Alguns desses teóricos acreditam que os sonhos podem até ser proféticos. Muitos pesquisadores e cientistas também creem que o sonho talvez seja uma combinação das duas teorias. Nos próximos parágrafos, vamos dar uma olhada em algumas das principais teorias do sonho e que elas dizem sobre por que sonhamos.

Desejos reprimidos

O primeiro a propor uma teoria a respeito do sonho é Sigmund Freud. Indo para o campo psicológico, as teorias do Dr. Freud baseiam-se na ideia do desejo reprimido – os desejos que não podem ser expressados em um ambiente social.

Sonhos permitem que a mente inconsciente possa trabalhar com esses pensamentos e desejos inaceitáveis dentro da sociedade. Por essa razão, a teoria de Freud sobre os sonhos se concentra principalmente em desejos sexuais e simbolismo.

Por exemplo, qualquer objeto cilíndrico em um sonho representa um pênis, enquanto uma caverna ou um objeto fechado com uma abertura representa uma vagina. Portanto, ao sonhar com um trem entrando em um túnel, isso representaria a relação sexual.

De acordo com Freud, esse sonho indica um desejo reprimido para o sexo. Freud viveu durante a era vitoriana, que era sexualmente reprimida, o que de alguma forma explica o seu foco.

Freud & Carl Jung

Carl Jung, outro estudioso contemporâneo de Freud, estudou junto com o psicólogo, mas logo decidiu criar suas próprias ideias que diferiam das de seu colega na medida em que ia em outra direção. Ele concordou com a origem psicológica dos sonhos, mas ao invés de dizer que os sonhos se originam a partir de nossas necessidades mais básicas e desejos reprimidos, ele concluiu que os sonhos nos permitem refletir sobre o nosso eu e até resolver nossos problemas, ou pensar através dessas questões durante o sono.

Mais recentemente, por volta de 1973, os pesquisadores Allan Hobson e Robert McCarley estabeleceram uma outra teoria que jogou fora as velhas ideias psicanalíticas. Sua pesquisa sobre o que estava acontecendo no cérebro durante o sono lhes deu a ideia de que os sonhos eram simplesmente o resultado de impulsos elétricos aleatórios que puxaram as imagens a partir de vestígios de experiência armazenados na memória.

Eles levantaram a hipótese de que essas imagens não formam as histórias que nos lembramos em nossos sonhos. Em vez disso, nossa mente fica de vigília na tentativa de fazer sentido para as imagens, criando as histórias sem nos darmos conta – simplesmente porque o cérebro quer fazer que tudo faça sentido no que experimentamos.

Embora essa teoria, conhecida como a hipótese de ativação-síntese, tenha criado uma grande fenda no meio de pesquisa sobre o sonho por causa de seu salto das teorias aceitas, ele tem resistido ao teste do tempo e ainda é uma das teorias sobre o sonho mais proeminentes.

Vamos dar uma olhada um pouco mais profunda no que realmente acontece no cérebro quando sonhamos.

O sonho e o cérebro

Quando dormimos, passamos por cinco fases do sono. O primeiro estágio é um sono muito leve a partir do qual é bem fácil acordar. A segunda etapa vai de um sono um pouco mais profundo, e os estágios três e quatro representam os nossos sonos mais profundos. Nossa atividade cerebral ao longo destes estágios está gradualmente diminuindo para que, através do sono profundo, nós não sintamos nada além das ondas cerebrais delta – as ondas mais lentas do cérebro. Cerca de 90 minutos depois de nos deitarmos, depois do quarto estágio do sono, começamos o sono REM.

O sono REM (Movimento Rápido dos Olhos, na sigla em inglês) foi descoberto em 1953 por pesquisadores da Universidade de Chicago Eugene Aserinsky. O autor da descoberta foi um estudante graduado em fisiologia, Nathaniel Kleitman, Ph.D. e presidente do departamento de Fisiologia. O sono REM é caracterizado principalmente pelos movimentos dos olhos e é o quinto estágio do sono.

Durante o sono REM, várias alterações fisiológicas também acontecem. A frequência cardíaca e a respiração se aceleram, a pressão sanguínea aumenta, e há dificuldade para regular a temperatura do corpo, bem como a nossa atividade cerebral aumenta para o mesmo nível (alfa) como durante a vigília, ou mesmo para níveis mais elevados. O resto do corpo, no entanto, fica essencialmente paralisado até deixar o sono REM.

Essa paralisia é causada pela libertação de glicina, um aminoácido, a partir do tronco cerebral para os moto neurônios (neurônios que conduzem impulsos para fora do cérebro ou da medula espinal). Já que o sono REM é a fase em que a maioria dos sonhos acontece, essa paralisia poderia ser a maneira da natureza se certificar de que não agiríamos conforme os nossos sonhos. Caso contrário, se você estivesse dormindo ao lado de alguém que estivesse sonhando sobre jogar bola, você poderia muito bem estar chutado repetidamente a outra pessoa enquanto você dorme.

As quatro fases fora do sono REM são chamados de sono não-REM (NREM). Embora a maioria dos sonhos ocorram durante o sono REM, pesquisas mais recentes mostram que os sonhos também podem ocorrer durante qualquer outra das fases do sono. Tore A. Nielsen, Ph.D. do Laboratório do Sonho e Pesadelo em Montreal, refere-se a esses casos como “sonos REM dissimulados” fazendo uma ligação com o sono NREM. A maioria dos sonhos NREM, no entanto, não tem a intensidade dos sonhos REM.

Ao longo da noite, passamos por estas cinco etapas várias vezes. Cada ciclo subsequente, no entanto, inclui mais do sono REM e menos sono profundo (fase três e quatro). Pela manhã, nós estamos experimentando quase todos estágios, especialmente o um, dois e cinco do sono (REM).

Sonhos fora da fase REM

Mas o que acontece se você não atingir o fase do sono REM? Originalmente, os pesquisadores pensavam que o sono REM não significava necessariamente sonhos. Eles teorizaram que os sonhos eram uma espécie de válvula de segurança que ajuda seu cérebro a desabafar o que você não poderia expressar durante o dia.

William Dement, pesquisador da Stanford University School of Medicine, fez um estudo em 1960 no qual os indivíduos foram acordados cada vez que entravam no sono REM. Suas descobertas incluíram distúrbios psicológicos leves, como ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração. Ele também observou um aumento no apetite. Enquanto alguns estudos se apoiaram nessas ideias, mais e mais estudos consideraram o método impreciso.

Estudos adicionais tentaram fazer uma conexão entre a dificuldade em lembrar as coisas e falta de sono REM, mas esses estudos também têm sido refutados com mais pesquisas. Um empecilho indiscutível na teoria de perda de função de memória era um homem que tinha experimentado uma lesão cerebral que resultou em uma experiência de sono REM sem qualquer prejuízo. Ele até finalizou a faculdade de direito e não tinha problemas em sua vida do dia-a-dia.

As últimas pesquisas sobre o sono REM estão associadas com a aprendizagem. Os pesquisadores estão tentando determinar os efeitos que o sono REM e a falta de sono REM têm no aprendizado de certos tipos de habilidades – habilidades normalmente físicas ao invés de memorização. Essa conexão parece forte em alguns aspectos devido ao fato de que bebês e crianças experimentar muito mais sono REM do que os adultos, o que explicaria a necessidade de aprender vários novos mecanismos de movimentação.

Recordação do sono

Comenta-se que cinco minutos após o fim de um sonho, esquecemos 50% do conteúdo do sonho. Dez minutos mais tarde, nós esquecemos de 90% do seu conteúdo. Por que isso acontece? Afinal, nós não nos esquecemos as coisas do dia-a-dia tão rapidamente. O fato de que os sonhos são tão difíceis lembrar torna faz a sua importância parecer menor.

Freud teorizou que nos esquecemos de nossos sonhos porque eles contêm os nossos pensamentos e desejos reprimidos, e por isso não devemos querer nos lembrar deles de qualquer forma. Outros pontos de pesquisa apontam para o simples fato de que outras coisas acabam ficando no caminho, reforçando o “esquecimento”. Estamos com uma visão de futuro por natureza e, por isso, lembrar de algo quando acordamos é realmente difícil.

Strumpell, pesquisador contemporâneo de Freud, acreditava que várias coisas contribuem para o fato de não sermos capazes de lembrar dos sonhos. Por um lado, ele disse que muitas coisas são rapidamente esquecidas quando você acorda pela primeira vez, como sensações físicas e outras experiências sensoriais. Ele também considerou o fato de que muitas imagens do sonho não são muito intensas e, portanto, seria fácil esquecer delas.

Outra razão, e provavelmente a mais forte entre as teorias, é que nós tradicionalmente aprendemos a lembrar por meio da associação e da repetição. Como os sonhos são geralmente únicos e um tanto vagos, é lógico que lembrar deles pode ser difícil. Por exemplo: se alguém fala uma frase para você que não desperta um clique imediatamente com qualquer coisa na sua vivência, pode ser necessário que a pessoa tenha que repeti-lo fazer você se lembrar ou até mesmo entender. Como não podemos voltar para os nossos sonhos e experimentar a sensação novamente, detalhes que estão fora do nosso campo de experiência muitas vezes acabam escapando.

Como se lembrar dos seus sonhos

Há muitos recursos tanto na internet quanto impressos que lhe dão dicas sobre como melhorar a sua capacidade de se lembrar dos sonhos. Aqui estão alguns passos que podem ajudar:

  • Quando você for para a cama, diga a si mesmo que você vai lembrar de seus sonhos;
  • Defina o seu alarme para disparar a cada hora e meia para que você acorde cerca de duas durante o sono REM – momento em que é mais provável que você se lembre de seus sonhos;
  • Mantenha um bloco de anotação ao lado de sua cama;
  • Tente acordar lentamente para permanecer dentro do “sentimento” do seu último sonho.

Controlando os sonhos

Há muita pesquisa sendo realizada com o objetivo de controlar os sonhos, particularmente nas áreas de sonhos lúcidos. O sonho lúcido é uma habilidade aprendida e acontece quando você está sonhando, mas ainda assim percebe que está sonhando, sendo capaz de controlar o que acontece em seu sonho – tudo isso enquanto você ainda está dormindo.

Ser capaz de controlar os sonhos seria muito legal, mas é uma habilidade difícil e que geralmente leva muito tempo de treinamento. Estima-se que menos de 100.000 pessoas nos Estados Unidos têm a capacidade de ter sonhos lúcidos, o que é bem pouco se considerarmos que toda a população norte-americana sonha em algum momento do dia.

Embora o sonho lúcido tenha sido mencionado ao longo da história, foi somente em 1959 que Johann Wolfgang Goethe desenvolveu uma técnica eficaz para induzir sonhos lúcidos. Em 1989, Paul Tholey, pesquisador alemão escreveu um artigo sobre uma técnica que ele estava estudando para induzir sonhos lúcidos, o que complementou ainda mais essa pesquisa.

Ela foi chamada de técnica de reflexão, e envolvia a prática de perguntar-se durante todo o dia se você estava acordado ou sonhando. Mais pesquisas indicaram a necessidade de praticar o reconhecimento de ocorrências estranhas, ou sonhar sinais. Isso seria um sinal de que “este é um sonho”, em vez de realidade.

Enquanto o sonho lúcido pode parecer apenas uma forma legal de entrar na “terra da fantasia”, ele também tem várias aplicações fora do entretenimento. De acordo com alguns pesquisadores, o sonho lúcido pode ajudar no desenvolvimento pessoal, aumentar a autoconfiança, superar pesadelos, melhorar a saúde mental (e talvez até física) e facilitar a resolução criativa de problemas. LaBerge, pesquisador da área, afirma:

“O sonho lúcido poderia fornecer às pessoas com deficiência e outras com problemas parecidos uma forma de alcançar seus sonhos impossíveis. Paralíticos poderiam andar de novo em seus sonhos, para não dizer a capacidade de dançar e até voar. Eles até poderiam experimentar fantasias eróticas que seriam impossíveis na vida real. Tal prática sensorial poderia facilitar a recuperação de acidente vascular cerebral”.

Assim, o sonho lúcido poderia funcionar como um “simulador de mundo”. Da mesma forma que um simulador de voo permite que as pessoas aprendem a voar em um ambiente seguro, o sonho lúcido poderia permitir que as pessoas aprendam a viver em qualquer mundo imaginável. Afinal, a experiência é melhor escolha entre os vários futuros possíveis.

10 ilhas perdidas e misteriosas

Desde o início da civilização oriental como a conhecemos hoje, as ilhas sempre despertaram a curiosidade do ser humano. Seja por conta dos mistérios que elas reservam, seja pelo apelo descobridor que elas oferecem, essas porções de terras espalhadas pelo globo ainda permanecem no imaginário de muitas pessoas.

Algumas ilhas são muito famosas e merecem atenção aqui no Ah Duvido. A misteriosa Atlantis, por exemplo, é um continente que supostamente existiria no Oceano Atlântico e teria desaparecido depois de acontecimentos ainda não conhecidos pela humanidade. Outras ilhas da ficção também ocupam espaço no imaginário da sociedade, como a ilha misteriosa de Lost e as muitas ilhas do tesouro em filmes de piratas.

Mas não é só na ficção que existem ilhas misteriosas. Na vida real também encontramos (ou não) alguns exemplos de porções de terras que despertam a curiosidade dos navegantes. Será que um dia seremos capazes de visitar todas as ilhas do planeta? E será que essas ilhas misteriosas algum dia serão descobertas ou desvendadas pelo homem?

Entenda por que é impossível criar zumbis

Os zumbis são criaturas que dominaram o imaginário da nossa geração. Diversas produções já foram realizadas usando essas criaturas aterrorizantes como protagonistas, incluindo filmes, séries, quadrinhos e jogos. Quem por acaso nunca ouviu falar (ou até mesmo é um fã assíduo) do seriado The Walking Dead, uma série que traz os zumbis como o maior perigo da humanidade.

Porém, embora estejamos acostumados a ver esses mortos-vivos nas telas, é difícil imaginar como seria se eles existissem de verdade em nosso mundo. O planeta entraria em caos? Estaríamos enfrentando um apocalipse sem precedentes? É realmente complicado entender como o ser humano reagiria a presença de zumbis em nosso meio.

No final das contas, você não precisa ficar tão preocupado. Afinal, alguns cientistas já se adiantaram e tentaram entender porque a existência de zumbis é fisicamente impossível. Longe de querer estragar a sua experiência com os mortos-vivos, o nosso objetivo aqui é te tranquilizar mostrando que, felizmente (ou não, para alguns), jamais teremos que enfrentar esse perigo aterrorizante que são os zumbis.

10. Temperaturas extremas

Você já foi para algum lugar com bastante umidade e quente ao mesmo tempo? A palavra “sufocante” não chega a descrever com precisão as temperaturas altas acompanhadas de altos níveis de umidade níveis que nos faz lembrar uma estufa. Por outro lado, lugares muito frios e úmidos também são problemáticos, podendo congelar o tecido vivo em minutos e matar qualquer coisa que esteja passeando ao ar livre sem proteção.

Os dois extremos do clima implacável da Terra iriam tornar um sofrimento a “vida” dos zumbis por aqui. O calor elevado e a humidade acelerariam a deterioração da carne podre, oferecendo perfeitas condições para a proliferação de insetos e bactérias que decompõem tudo o que anteriormente estivesse vivo. O calor seco de uma deserto seria um desafio muito grande para qualquer zumbi, que se transformaria em uma casca em uma questão de horas.

As temperaturas extremas causariam problemas graves para os ossos dos zumbis, que se tornariam ainda mais frágeis e quebradiços. Mesmo o menor sopro ou tropeço poderia fazer o esqueleto dos mortos-vivos simplesmente entrarem em colapso, talvez até mesmo sob o seu próprio peso.

Isso sem mencionar a deterioração causada por raios solares ultravioleta, ventos com força de furacão, folhas de chuva e granizo, ou até montanhas de neve. Por causa dos problemas com o mau tempo, essa pode ser a explicação para tantos zumbis preferirem a segurança dos porões, masmorras e prisões abandonadas.

9. Movimentos impossíveis

Do ponto de vista evolutivo, somos animais sortudos quando o assunto é a engenharia mecânica por trás dos nossos movimentos. A nossa locomoção só é possível graças às ligações entre os músculos, tendões, ossos e muito mais. Quando há algo de errado com alguma parte desse sistema, nós não conseguimos nos mexer muito, ou até ficamos parcialmente paralisados. Essa constatação torna ainda mais intrigante o fato de os zumbis modernos serem perfeitamente capazes de se movimentar mesmo quando a sua carne e ossos estão pendurados e totalmente expostos.

E, no entanto, estamos diante de todos esses zumbis cambaleando (às vezes com velocidade assustadora) e aparentemente alheios à toda física que tornaria impossível impulsionar seu todo o seu apodrecimento, músculos rasgados e ossos quebrados. E isso mesmo antes de mencionar a sua falta de cérebros, o que tornaria tudo ainda mais impossível.

O Sistema Nervoso Central do ser humano controla toda a nossa atividade muscular, disparando sinais elétricos do cérebro para as células musculares, que contraem os músculos em resposta aos comandos da massa cinzenta. Muitos zumbis parecem sofrer de feridas gravíssimas na cabeça, o que tornaria qualquer cérebro completamente inútil, fazendo com que a simples ideia de movimento para a frente seja ainda mais difícil de acreditar.

8. Zumbis não são imunes

Vírus, fungos, bactérias e outros invasores microscópicos têm atormentado a humanidade desde o início dos tempos, encurtando a nossa expectativa de vida e muitas vezes tornando a nossa vida uma miséria. No entanto, não foi até 1800 que finalmente descobrimos que o mais ínfimo dos invasores, como a varíola ou o HIV, são muitas vezes mais perigosos do que os nossos inimigos biológicos.

Nosso sistema imunológico, repleto com de armas biológicas como os glóbulos brancos, lançam resíduos para combater infecções e nos manter vivos – pelo menos por um curto período de tempo. Pessoas que sofrem de deficiências no sistema imunológico lutam com todos os tipos de problema o tempo todo.

Essa também é a situação dos zumbis porque eles não têm sistemas imunológicos para lutar por eles. Sem essas defesas, os zumbis são um terreno fértil perfeito para um número incontável de bactérias, fungos e vírus que iriam fazer o trabalho de seus hospedeiros, devorando-os de dentro para fora. E já que estamos falando de zumbis, isso é provavelmente uma coisa boa.

7. Sem metabolismo

Nós seres humanos comemos alimentos para que possamos converter energia química em atividades que nos mantêm vivos, desde a respirar até a reprodução. É o nosso metabolismo que mantém esses processos em funcionamento. O metabolismo é um termo abrangente que engloba todas as reações químicas que acontecem dentro de nossos corpos.

Em teoria, zumbis comem cérebros porque eles também precisam de energia que sustente a sua capacidade de funcionar como algo vivo. Só há um problema: zumbis não estão realmente vivos. Como membros do grupo dos mortos-vivos, eles não têm capacidades metabólicas iguais ao dos seres humanos vivos.

Os nutrientes que os humanos consomem começam se quebrar no momento em que começamos a mastigar um pedaço de pizza ou qualquer outro alimento. Nossos estômagos assumem o controle partir daí, convertendo esses nutrientes em calorias que precisamos para permanecer vivos.

Os zumbis, por outro lado, não possuem esse metabolismo complexo. Mesmo que pudessem magicamente absorver energia depois de morder alguns cérebros saborosos, seus estômagos (se eles ainda tiverem um) não poderiam fornecer uma via química para os nutrientes para se converterem em energia, deixando os mortos-vivos (desculpe a piada) sem vida.

6. Comendo zumbis

Hienas, lobos, ursos, coiotes, raposas e cães são, em sua natureza mais primitiva, animais selvagens. Quando o apocalipse estiver acontecendo, você deve temer esses bichos tanto quando os zumbis. Eles são rápidos, às vezes ferozes, e quando eles estão nervosos se tornam mais perigosos e muito mais dispostos a atacar os seres humanos saudáveis do que os mortos-vivos.

Então como é que esses animais reagem à visão e ao cheiro dos mortos reanimados, que estão essencialmente andando como sacos de carne? Em um ecossistema destruído pelo caos de uma invasão de zumbis, a fome com certeza será um desafio não apenas para os humanos restantes, mas também para os seus animais selvagens. E como os humanos, os animais vão fazer praticamente qualquer coisa para sobreviver, mesmo que isso signifique mordicar um zumbi que esteja rastejando com o que sobrou de seu corpo.

Ataques de animais não estariam limitados aos predadores de nível superior também, como aqueles que mencionamos. Pequenos animais como ratos, guaxinins e gambás também ficariam felizes ao ver mortos-vivos dando sopa, como um zumbi sem as pernas e sem os braços esparramado em uma poça de lama, aguardando sua “última refeição”.

5. Sem sentidos

Visão, audição, tato, paladar e olfato são sentidos chaves para a nossa sobrevivência. Sem os nossos cinco sentidos, nós vagaríamos por esta Terra sem rumo e por um tempo muito curto, sendo incapazes de reconhecer plantas venenosas e batendo a cabeça em cada moldura da porta. Isso sem falar na possibilidade de arrancar os dedos do pé em cada mesa que houver pelo caminho.

Uma vez que os zumbis estão em completa desintegração, é difícil entender como eles executam qualquer uma das ações vitais necessárias para caçar cérebros saborosos. Quando começaram a apodrecer, o tecido mole de seus olhos estaria entre os primeiros órgãos a desmoronar, deixando os zumbis completamente cegos para qualquer um que tivesse o azar o suficiente para passar na frente de um.

Seus tímpanos iriam deformar, rasgar e cair em pedaços, algo que também aconteceria cm o restante do sistema auditivo. Surdos e cegos, os zumbis também não possuiriam a capacidade de sentir cheiro, sentido que provavelmente seria destruído pelo cheiro de podridão da própria carne de seus órgãos que estariam totalmente expostos.

Isso significa que os zumbis precisariam sentir o seu caminho através do mundo para poder caminhar por aí. Em grandes quantidades, alguns certamente se transformariam em vítimas de vez em quando, mas humanos funcionais seriam capazes de evitar esses monstros na maioria das situações.

4. Forma nada inteligente de propagação

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A natureza criou algumas maneiras engenhosas e horripilantes para espalhar germes por aí. Considere a sarampo, por exemplo, que se espalha através da tosse e de espirros. Essa é uma doença tão contagiosa que cerca de 90% das pessoas que entram em contato com uma pessoa infectada também vai ficar doente. Esse é um vírus perigoso porque ele também pode viver por cerca de duas horas fora do corpo, pairando no ar, aguardando uma pessoa infeliz que vai inalá-lo e começar novamente o processo de replicação do vírus.

Depois disso, há zumbis, que precisam morder as pessoas para espalhar a sua contaminação. Há uma série de problemas com este tipo de propagação, a começar pelo fato de que é terrivelmente ineficiente.

Primeiro, o zumbi tem que agarrar de alguma forma uma pessoa tempo suficiente para dar uma bela de uma mordida. Esta é uma tarefa difícil para uma criatura que pode estar sem um braço ou uma perna, virando um verdadeiro desafio para perseguir presas apavoradas. Em segundo lugar, o ato de morder consome grandes quantidades de tempo e energia, duas coisas que zumbis podres não têm de sobra. E, em terceiro lugar, morder exige contato físico íntimo com uma vítima. Em um tempo que os sobreviventes vão estar sempre vigilantes e difíceis de encontrar, os zumbis frios e lentos serão pressionados a se aproximar de forma doce dos humanos, o que com certeza não iria acontecer.

3. Incapacidade de se curar

Antes do advento dos antibióticos e pílulas, simples arranhões e cortes eram perigos mesmo para os seres humanos saudáveis. Esses machucados permitiram que sujeira e germes entrassem chegassem até o interior do corpo humano. Mas com uma higiene adequada, incluindo lavar a ferida e as mãos, a maioria das pessoas (especialmente aquelas recuperadas a partir desse tipo de lesão), teriam um processo de cicatrização normal, mesmo que ele demorasse um pouco mais para acontecer.

Considerando que os seres humanos possuem tecidos que pode se regenerar e se curar, os zumbis simplesmente não possuem esse mecanismo por não estarem mais vivos. Suas feridas, não importa se ela é leve ou grave, são permanentes. Imagine um corte de que não só não cura, mas, se torna cada vez mais ampla e profunda a cada dia. Como a carne continua a se dividir, o osso é exposto, e, eventualmente, os últimos pedaços de carne começariam a cair no chão.

Um pequeno arranhão seria o bastante para fazer a pele cair como uma casca, deslizando para fora do corpo do zumbi. A pele queimada por queimaduras poderia simplesmente apodrecer. E tudo isso aceleraria a decomposição, o que faria com que ninguém fosse um zumbi por muito tempo.

2. Barriga cheia

Seu estômago é (praticamente) um saco muscular que tem uma capacidade de carregar vários litros de matéria líquida e sólida. As pessoas que comem grandes refeições regularmente podem estender essa capacidade em certo grau (o que é bom para os gulosos). E aqueles que se aventuram em dietas rígidas pode até diminuir seus estômagos.

Zumbis são os comedores compulsivos do mundo dos monstros, muito mais propensos a encher a pança em um buffet livre do que qualquer outra criatura. Porém, existem alguns problemas com esse estilo de consumo, e não tem nada a ver com o fato de o zumbi não pagar a conta. Em vez disso, o problema tem mais a ver com o fato de a comida uma hora acabar.

Uma vez que os zumbis possuem lacunas importantes em seus sistemas digestivos – como a falta de órgãos ou até perfurações graves –, é muito provável que a comida não consiga fazer o caminho completo da boca até o ânus. Esses buracos tornariam impossível a capacidade de os zumbis tirarem qualquer proveito de suas refeições.

É claro que, já que tão poucas partes dos corpos dos zumbis trabalham, há uma boa chance de que os cérebros que eles comem só vão bater um beco e sair pelo outro lado. Porém, como o zumbi come cada vez mais e mais cérebros, tudo o que ele engole apenas ocuparia espaço em seu estômago até que ele explodisse por excesso de capacidade. Afinal, não há digestão envolvida ali.

1. Dentes podres

O esmalte dos dentes é a substância mais dura do corpo humano. Essa casca dura protege seu sorrido de alimentos, e com bom acompanhamento odontológico ela poderá durar a vida toda. A ponto chave está exatamente sobre o cuidado adequado dos dentes. Beberrões de refrigerantes com açúcar e aqueles que não usam o fio dental corretamente preparam os dentes para problemas sérios.

Os zumbis normalmente não escovam os dentes duas vezes por dia, mesmo que eles tivessem todos os dentes. Como suas gengivas apodreceram e o esmalte do dente desapareceu, a parte óssea dos dentes fica exposta, causando o inevitável: dentes quebradiços e que caem com facilidade. No final das contas, os zumbis que mordem seriam todos banguelas.

Porém, mesmo assim, os dentes dos zumbis são a última parte de seus corpos a apodrecer totalmente. Mesmo que as presas estejam quebradiças, eles ainda seriam armas formidáveis, especialmente se você for descuidado e ficar tropeçando por aí em frente de zumbis.

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Os amantes de zumbis geralmente possuem uma visão romântica de como seria a vida depois de um apocalipse desses. Eu apenas me pergunto quanto tempo eu iria durar a alegria em um cenário do mundo fim como esse. Depois de algumas semanas de mortos-vivos andando por aí, não é difícil entender que tudo seria muito pior que tantos filmes, seriados e quadrinhos pintam por aí. Talvez fosse melhor deixar os zumbis apenas dentro dessas obras de ficção.

Duro na queda: 10 vezes que tentaram matar Adolf Hitler e ele sobreviveu

Adolf Hitler não foi o melhor ser humano a pisar nesta Terra. Na verdade, muitos o consideram o pior ser vivo que já existiu no planeta. Alguns até imaginam o que teria acontecido se o líder nazista tivesse morrido antes de ascender ao poder. Será que teríamos evitado massacres como o Holocausto e a própria Segunda Guerra Mundial?

Embora imagina como seria o mundo se ele tivesse morrido seja uma tarefa difícil, não é tão complicado assim listar pessoas que tentaram tirar a vida do nazista. Adolf Hitler foi alvo de diversos atentados enquanto estava no poder, ou mesmo quando ainda estava chegando lá. Porém, com o tempo, o líder do Terceiro Reich se mostrou uma pessoa realmente difícil de matar.

Essas são apenas alguns casos que foram esquecidos na história: muitas, muitas tentativas para tirar a vida de Hitler. Algumas são histórias de heroísmo, algumas de loucura, e algumas são simplesmente estranhas – mas, se alguma delas tivesse conseguido, o mundo teria mudado completamente. Confira 10 vezes em que Adolf Hitler foi alvo de atentados que não deram muito certo.

Verdade ou mentira? A maldição da família Kennedy

Todo mundo gosta de ler ou ouvir um pouco sobre teorias da conspiração. Afinal, essas são histórias muito provocativas e que brincam bastante com o que pode ou não ser verdade. Você provavelmente deve ter algumas boas conspirações aí na ponta da sua língua. Porém, saiba que há outras tantas que vale a pena conhecer. Quer ver só?

Por acaso você já ouviu falar em uma tal “Maldição Kennedy”? Esse é um termo bastante polêmico usado para descrever uma série e infortúnios que aconteceu com a família Kennedy nos Estados Unidos. Um dos membros da própria linhagem, Ted Kennedy, levantou o questionamento sobre uma maldição que assola a sua família. Porém, muitos acreditam que tudo o que aconteceu com as vítimas são acontecimentos normais e não representam necessariamente uma conspiração.

Neste artigo, vamos reviver esse tema intrigante e tentar entender de uma vez por todas. Será que existe mesmo uma Maldição Kennedy? Ou todas as mortes e acidentes envolvendo os membros dessa família não passam de mera coincidência? Provavelmente jamais saberemos, mas vamos levantar os questionamentos aqui da mesma forma. Por quê? Porque somos todos duvidadores!

A cronologia dos fatos

1941  – Acredita-se que Rosemary Kennedy tenha sofrido de problemas mentais. Por causa de suas intensas variações de humor e a preocupação de que ela poderia prejudicar a reputação da família Kennedy, seu pai, Joseph, organizou em segredo para que ela fosse submetida uma lobotomia, uma cirurgia cerebral de alto risco. A lobotomia, em vez disso, acabou deixando-a incapaz de andar ou falar e, como resultado, Rosemary permaneceu incapacitada até a morte em 2005.

1943 (2 de agosto) – O Tenente Junior, John F. Kennedy, capitão do avião Motor Boat PT109 foi atropelado pelo japonês IJN Amagiri do grupo terrorista Kolombangara. Dois homens foram mortos no atentado. Kennedy e o resto de sua equipe sobreviveram até serem descobertos e resgatados por um grupo de infiltrados australianos.

1944 (12 de agosto) – Joseph P. Kennedy Jr. morreu quando seu avião explodiu sobre East Suffolk, na Inglaterra, como parte do Project Anvil durante a Segunda Guerra Mundial.

1944 (9 de setembro) – William Cavendish, marquês de Hartington, marido de Kathleen Kennedy, foi morto em um tiroteio na Bélgica durante a Segunda Guerra Mundial.

1948 (13 de maio) – Kathleen Cavendish, Marchioness de Hartington, morreu em um acidente de avião na França.

1963 (9 de agosto) – Patrick Bouvier Kennedy morreu dois dias após o seu parto prematuro. Ele morreu de síndrome respiratória do desconforto infantil, uma doença rara em crianças. Ele foi enterrado em Brookline, Massachusetts.

1963 (22 de novembro) – O presidente dos EUA, John F. Kennedy, foi assassinado em Dallas, Texas, por Lee Harvey Oswald. Esse com certeza é o atentado mais conhecido dentro da família Kennedy e uma das mortes mais comentadas do mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=iU83R7rpXQY

1964 (19 de junho) – O senador Ted Kennedy, dos EUA, se envolveu em um acidente de avião em que um de seus assessores e o piloto foram mortos. Ted foi retirado dos destroços pelo colega senador, Birch Bayh, e passou semanas em um hospital se recuperando de ossos quebrados, pulmão perfurado, costelas quebradas e sangramento interno.

1968 (5 de junho) – O senador Robert F. Kennedy foi assassinado pelo terrorista conhecido como Sirhan em Los Angeles imediatamente após sua vitória na escola primária presidencial democrata da Califórnia. Sirhan declarou-se culpado do assassinato de Robert e está mantido em prisão perpétua na central presidencial de Richard J. Donovan.

1969 (18 de julho) – No incidente de Chappaquiddick, Ted Kennedy acidentalmente levou seu carro para fora de uma ponte na Ilha de Chappaquiddick, incidente que envolveu sua companheira de 28 anos, Mary Jo Kopechne. Ted declarou-se culpado de uma acusação de deixar a cena do acidente depois de causar a lesão ela. Em sua declaração na TV, uma semana depois, Ted afirmou que, na noite do incidente, ele se perguntou se “alguma maldição horrível realmente acompanha todos os Kennedys”.

1973 (13 de agosto) – Joseph P. Kennedy II foi o motorista de um carro que se envolveu em um acidente e deixou seu passageiro, Pam Kelley, paralisado.

1973 (17 de novembro) – Ted Kennedy Jr. teve sua perna direita amputada por causa do câncer de osso.

1975 (30 de outubro) – Martha Moxley (sobrinha de Ethel Skakel Kennedy) foi morta com ataques de um taco de golfe em Greenwich, Connecticut. Em 2002, Michael Skakel foi considerado culpado de homicídio, mas um novo julgamento foi realizado em 2013 confirmando a pena.

1984 (25 de abril) – David A. Kennedy morreu de uma overdose de cocaína e de petidina em um quarto de hotel em Palm Beach, Flórida.

1991 (1 de abril) – William Kennedy Smith foi preso e acusado pelo estupro de uma jovem na propriedade Kennedy em Palm Beach, Flórida. O teste atraiu ampla cobertura da mídia, mas Smith foi absolvido.

1997 (31 de dezembro) – Michael LeMoyne Kennedy morreu em um acidente de esqui em Aspen, Colorado.

1999 (16 de julho) – John F. Kennedy Jr. morreu quando seu avião, um Piper Saratoga, caiu no Oceano Atlântico perto da costa da Martha’s Vineyard devido ao erro piloto e à desorientação espacial durante uma manobra. Sua esposa e cunhada também estavam a bordo e morreram.

2011 (16 de setembro) – Kara Kennedy morreu de ataque cardíaco enquanto se exercitava em um clube de saúde de Washington, DC. Kara supostamente teria sido diagnosticada com câncer de pulmão nove anos antes, mas ela se recuperou após a remoção de parte do pulmão direito, o que só aumentou a desconfiança de sua morte.

2012 (16 de maio) – Mary Richardson Kennedy cometeu suicídio em sua casa em Bedford, Westchester County, Nova York.

2012 (13 de julho) – Kerry Kennedy acertou um trator no condado de Westchester enquanto estava sob a influência do medicamento zolpidem. Ela alegou ter confundido a medicação diária da tiroide e por isso ficou nesse estado. Ela foi absolvida de todas as acusações em 28 de fevereiro de 2014.

Uma maldição na família?

Venhamos e convenhamos: esses eventos poderiam ter acontecido com qualquer família. Porém, mesmo assim alguns se referiram ao infortúnio contínuo da família Kennedy como uma maldição. A improbabilidade de tantos casos repetidos de tragédias dentro de uma mesma linhagem, especialmente dois assassinatos políticos de alto nível, levantou questões sobre o fato de a maldição resultar de pura falta sorte ou de violência orquestrada contra a família Kennedy. Existem várias teorias sobre a origem dessa “maldição”.

De acordo as suposições mais conhecidas, há uma história de que Joseph Kennedy abriu caminho para a maldição quando era embaixador em 1937. Em uma viagem de volta aos Estados Unidos, a bordo de um navio que também trazia um rabino Lubavitcher e seis de seus estudantes de yeshiva, que estavam fugindo dos nazistas, Kennedy reclamou ao capitão do navio sobre os ruídos causados ​​pelos passageiros judeus que rezavam a bordo da embarcação.

Ele exigiu que eles fossem proibidos de continuar a exercitar sua fé e perturbar os outros passageiros. Conta a lenda que o rabino colocou uma maldição sobre Kennedy, condenando-o e toda sua prole masculina a destinos trágicos.

Há outra variação desta história, que diz que Joseph Kennedy estava visitando a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial e um refugiado judeu veio até ele e implorou ajuda para tirar seus filhos da Europa e Joseph Kennedy o ignorou. O refugiado então colocou uma maldição que envolveu os filhos de Joseph Kennedy, que teriam que enfrentar o mesmo destino que os filhos do refugiado tiveram.

Outra história semelhante afirma que Joseph Kennedy vendeu armas à Alemanha nazista. Por causa disto, uma cidade judaica descobriu e todas as pessoas da cidade oraram por uma maldição em sua família. Na Irlanda, o folclore conta que um antepassado Kennedy destruiu uma morada de fadas, condenando todas as gerações futuras.

Os críticos de todas essas teorias argumentam que, dado o tamanho da família, o número de eventos infelizes não é incomum. A “maldição” pode ser vista menos como um fenômeno sobrenatural do que simplesmente como uma operação das leis da probabilidade. Ou seja, o simples e puro acaso.

Tais eventos trágicos acontecem em menor ou menor extensão em todas as famílias, mas eles apenas se transformam em notícias de manchetes quando acontecem com uma família tão famosa. Também pode-se argumentar que a família Kennedy, devido à sua riquez, tem um estilo de vida bastante diferente da forma como a maioria das pessoas vivem (por exemplo, pilotando um avião) e, consequentemente, estão mais sujeitos a perigos do tipo. Os que acreditam na “maldição” geralmente citam os eventos elencados acima como evidência dos infortúnios da família

Os motivos que refutam a Maldição

Porém, se há eventos que sustentam a Maldição dos Kennedy, também há aqueles que o refutam completamente. Podemos dizer que são acontecimentos paralelos ou complementares aos que foram mencionados acima. Vamos conhecer alguns deles:

1941 – Rosemary Kennedy participou de uma cirurgia que não era padrão para a época e ainda seus estágios ainda eram experimentais.

1944 – Joseph P. Kennedy Jr. se ofereceu para uma missão especial, pilotando um avião carregado de explosivos.

1948 – Kathleen Kennedy Cavendish, Marchioness de Hartington, voou em condições que inicialmente provocaram o piloto original a se recusar a voar.

1961 – Joseph P. Kennedy tinha 73 anos quando morreu; essa não é uma idade incomum para um acidente vascular cerebral, especialmente em 1961.

1969 – “O Incidente de Chappaquiddick ” – Ted Kennedy estava dirigindo bêbado.

1983 – Robert F. Kennedy Jr. tinha drogas ilegais em seu carro e, portanto, trouxe sua própria prisão.

1984 – David A. Kennedy era um usuário frequente de narcóticos, e assim, provocou sua própria morte.

1986 – Patrick J. Kennedy era um usuário frequente de narcóticos, e assim, provocou seu próprio vício.

1988 – Christina Onassis era um usuário frequente de narcóticos, e assim, trouxe sua própria morte.

1997 – Michael Kennedy estava jogando futebol de esqui sem equipamentos de segurança adequados.

1999 – John F. Kennedy Jr. foi descrito por especialistas como um piloto “relativamente inexperiente”, levando seu avião a uma situação com pouca visibilidade.

2002 – Michael Skakel não é um Kennedy por sangue ou lei.

2006 – Patrick J. Kennedy não sofreu ferimentos físicos após o acidente e pôde colocar o incidente sobre uma visão positiva, afirmando publicamente sua determinação em obter ajuda para seus problemas de abuso de substâncias ilícitas.

Filmes sobre a família Kennedy

Em 2017, um filme sobre a morte mais famosa dentro da família Kennedy foi lançado. “Jackie” conta a história da primeira-dama Jacqueline Kennedy logo após a morte de seu marido, então presidente dos Estados Unidos.

https://www.youtube.com/watch?v=e_zmuGOB0Hs

Estrelada por Natalie Portman (vencedora do Oscar de melhor atriz por Cisne Negro em 2011), que inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, John F. Kennedy. O longa é dirigido por Pablo Larraín (O Clube e No) e tem entre os produtores Darren Aronofsky (Cisne Negro).

JFK – A Pergunta que Não Quer Calar” (1991) é outra produção que trata da morte do então presidente dos Estados Unidos assassinado. Confira a sinopse:

“O promotor de Nova Orleans Jim Garrison (Kevin Costner) não está convencido do parecer final da Comissão Warren, que determinou que o Presidente John F. Kennedy foi assassinado por uma única pessoa. Para provar que a comissão estava errada, o advogado resolve investigar a existência de uma conspiração responsável pela morte do político.”

O próprio filme parece tratar a morte de John F. Kennedy como uma conspiração, ainda mais considerando o que viria a acontecer com vários membros da família Kennedy. Será mesmo que estamos diante de uma maldição lançada sobre uma família? Resta a dúvida e esperar para ver o que acontece com todos os outros integrantes da linhagem Kennedy.

Os casos mais macabros de possessão demoníaca

A possessão demoníaca é a crença de que alguns indivíduos podem ser possuídos por seres malévolos, geralmente conhecidos como demônios. As obsessões e as posses do diabo são colocadas na categoria de aparições do espírito maligno entre os humanos. O fenômeno de obsessão acontece quando o demônio atua extremamente contra a quem ele ataca. Já a posse caracteriza-se pela ação interna, agitando ou excitando a pessoa a fazer o mal.

As descrições de possessões demoníacas geralmente incluem memórias ou personalidades apagadas, convulsões (ataques epilépticos ou “ataques”) e desmaios como se a pessoa tivesse morrido. Outras descrições incluem acesso a conhecimentos escondidos e línguas estrangeiras (o poder de “falar línguas”), mudanças drásticas na entonação vocal e estrutura facial, a aparência repentina de feridas (arranhões, marcas de mordida) ou lesões, além de força sobre-humana. Ao contrário da canalização (outro fenômeno bizarro que ainda vamos explicar por aqui), o sujeito não tem controle sobre a entidade possuidora e, portanto, irá persistir até ser forçado a deixar a vítima, geralmente através de uma forma de exorcismo.

Muitas culturas e religiões possuem algum conceito de possessão demoníaca, mas os detalhes variam de uma para a outra. As referências mais antigas à possessão demoníaca são dos sumérios, que acreditavam que todas as doenças do corpo e da mente eram causadas por “demônios da doença”. Os sacerdotes que praticavam exorcismos nessas nações eram chamados ashipu (palavra para “feiticeiro”) em oposição a um asu (palavra para “médico”) que aplicava bandagens e pomadas. Muitas inscrições de argila cuneiforme contêm orações a certos deuses que pedem proteção contra demônios, enquanto outros pedem aos deuses que expulsem os demônios que invadiram seus corpos.

As culturas chamâmicas também acreditam na possessão demoníaca e os xamãs realizam exorcismos. Nessas culturas, muitas vezes as doenças são atribuídas à presença de um espírito vingativo no corpo da vítima. Esses espíritos lembram frequentemente espectros de animais ou pessoas prejudicadas pelo portador. Os ritos de exorcismo geralmente consistem em ofertas respeitosas ou ofertas de sacrifício. O cristianismo sustenta que a posse deriva do diabo, ou seja, Satanás, ou um de seus demônios menores. Em muitos sistemas de crenças cristãs, Satanás e seus demônios são realmente anjos caídos.

Os estágios da possessão demoníaca

Desde o lançamento do filme Exorcismo na década de 80, diversas produções sobre possessão demoníaca já foram lançadas. Ainda neste artigo discutiremos as principais implicações na cultura, mas vamos nos demorar um pouco nos aspectos factuais desse fenômeno assustador e aterrorizante.

Você sabia que a possessão demoníaca é categorizada em alguns estágios? É lógico que essa divisão não é pautada por aspectos científicos. Afinal, estamos falando de um fenômeno que não é completamente aceito e comprovado em nenhum lugar do mundo.

Se você se considera uma pessoa sensível e não gosta muito de ler ou acompanhar textos sobre o tema, sugerimos que tome muito cuidado com o que vai ver a seguir. Tudo pode não passar de mera especulação, mas há quem diga que há muita verdade dentro do que vai ser dito.

Estágio 1 – manifestação e infestação

Esse estágio pode afetar casa, florestas, carros e até uma boneca. Você provavelmente já deve ter ouvido falar na história de Annabelle, uma boneca possuída que chega a dar arrepios. O nome dessa forma de possessão demoníaca é manifestação ou infestação e ocorre dentro de objetos ou seres inanimados.

Pense nesse estágio como uma forma de assombração, uma expressão do demônio para se apresentar ao alvo pretendido através de meios obscuros. Isso pode resultar na aparição de um fantasma de uma garota perdida ou mesmo uma sessão de placa Ouija, ou até se passar por uma força sobrenatural que simplesmente quebra diversas partes de uma casa.

Nesta etapa, o demônio está buscando aprovação. Aprovação para fica. Ele quase precisa de uma permissão para começar a revelar o seu verdadeiro eu. A possessão demoníaca começará a aumentar gradativamente com o tempo e o demônio começa a ganhar força à medida que o indivíduo escolhido começa a perder para o demônio.

Confira o trailer de Annabelle para entender o que estamos falando:

Estágio 2 – Opressão

É neste estágio que a entidade é identificada verdadeiramente pela sua forma natural e muda para uma postura de “ataque”. Essas investidas podem ser de natureza física, mental e psíquica, e é projetada para quebrar a força de vontade da pessoa afetada.

A privação do sono, o aumento da atividade paranormal, mordidas, aranhões e até agressões sexuais podem aparecer como sintomas (e consequências) da possessão demoníaca desse estágio. É neste ponto que geralmente o grupo de investigação psíquica ou paranormal é chamado. A história conta que isso pode ser muito perigoso se eles não souberem com o que estão lidando e muitas vezes podem piorar ainda mais a situação.

A depressão é outra característica bastante presente em pessoas dominadas que se encontram nesse estágio. A falta de vontade e fé da pessoa acaba sendo aproveitada pelo demônio para causar rupturas ainda maiores na pessoa, passando eventualmente para o terceiro estágio.

O estágio 2 é o que vemos em boa parte dos filmes, inclusive “O Exorcista” de 1973. Confira o trailer:

Estágio 3 – Possessão total

Neste estágio final, o demônio possui controle total e suficiente para encerrar a vida da pessoa, se assim desejar. A vítima geralmente terá pouco ou capacidade nenhuma de reagir a possessão. A entidade doente estará no controle durante maior parte do tempo e responderá aos outros de forma que bem entender e até poderá machucar outras pessoas (como no exemplo do vídeo acima).

Os casos em que o demônio age como um parasita são os mais graves. Nesses casos, os especialistas geralmente não conseguem fazer nada e apenas assistem a entidade fazer o que quiser com o corpo. O objetivo do demônio é levar a vítima a cometer suicídio e ainda levar outras pessoas junto com ele, condenando todas as almas ao inferno.

Por que os casos de possessão demoníaca estão aumentando?

No mundo todo, a Igreja Católica parece estar aumentando o número de exorcistas dentro de seu “exército”. Esse é um indicativo claro de que há um problema acontecendo: o número de casos de possessão demoníaca está aumentando. Mas por que isso está acontecendo?

De acordo com fontes do próprio Vaticano, o número de exorcismos realizados apenas em 2013 superou 160 mil. Até mesmo o Papa Francisco foi questionado o motivo desse grande aumento, que não soube responder, mas deu permissão para a realização do exorcismo para livrar as vítimas dos demônios.

Uma das possibilidades é a quantidade de informações que a internet começou a disponibilizar sobre o assunto. Além de filmes, séries e outros materiais, há até mesmo tutoriais ensinando a como invocar e chama demônios através de diversas técnicas. É claro que não vamos compartilhar tal conteúdo por aqui, mas ele pode ser facilmente encontrado na internet.

Caso emblemático 1 – Possessões em Aix-en-Provence

Em 1611, em Aix-en-Provence, no sul da França, o padre Louis Gaufridi foi queimado vivo por supostamente enviar demônios para as monjas Ursuline, em Aix. O caso forneceu o precedente legal para a convicção e a execução mais famosas de Urbain Grandier em Loudun mais de 20 anos depois.

Os acontecimentos ocorreram no auge das acusações na caça à feitiçaria da França, período durante o qual os casos envolvendo possessão demoníaca, sacerdotes e freiras, muitas vezes dominados por temas sexuais, eram particularmente comuns. A principal vítima foi Madeleine de Demandolx de la Palud.

Madeleine era uma freira Ursulina de 17 anos com história de instabilidade emocional e que muitas vezes retornava aos cuidados de seus pais para se recuperar dos ataques de depressão. O padre Louis Gaufridi era amigo da família de Madeleine, e acredita que ele e Madeleine se tornaram amantes ao redor do ano 1609.

As palavras foram transmitidas ao padre Gaufridi para que suas atenções cessassem imediatamente, e Madeleine foi admitida no convento de Ursuline em Marselha, sob a supervisão direta da Madre de Gaumer. Lá, Madeleine revelou a história completa de suas relações com o padre Gaufridi, e para evitar maiores danos e interromper qualquer outra associação com o padre Gaufridi, Madeleine foi transferida para o convento distante de Aix.

Dois anos depois, em 1611, aos 19 anos, Madeleine foi vítima do que aqueles que a rodeavam consideravam ser uma possessão demoníaca inconfundível. Seu corpo estava contorcido, e com um ataque de raiva, ela destruiu um crucifixo. Um exorcismo foi prescrito para banir os demônios, mas as tentativas iniciais se tornaram inúteis e outras tentativas trouxeram acusações condenadoras da Madeleine de que o padre Gaufridi era um adorador do diabo que tinha copulado com ela desde que tinha 17 anos.

Numa agora familiar progressão da histeria, mais três freiras foram encontradas pelos demônios e, no final do ano, esse número aumentou para oito. A Irmã Louise Capeau foi considerada a mais afligida, e seus comportamento e contorções corporais eram mais hediondos do que os de Madeleine.

Com a situação no convento de Ursuline ficando fora de controle, o padre Romillon recrutou a ajuda do grande inquisidor, Sebastien Michaelis, enquanto o exorcista flamengo, padre Domptius, continuou suas tentativas de remover os demônios das freiras possuídas.

O padre Gaufridi foi acusado de causar a posse de Madeleine, e foi convocado de sua paróquia para ajudar a exorcizar a Irmã Louise Capeau, que logo o denunciou como feiticeiro e canibal e acusou-o de ter cometido todas as formas imagináveis ​​de perversão sexual. A busca de seus quartos não encontrou nada incriminatório, e ele foi libertado.

No entanto, ele exigiu que seu nome fosse liberado e que seus acusadores fossem punidos, e ele foi levado perante um tribunal em Aix em 1611. Os procedimentos judiciais viram as Irmãs Madeline e Louise comportam-se de uma forma típica de um estado de posse avançado, e Madeleine, em particular, trouxe denúncias violentas de Gaufridi como um adorador do diabo, feiticeiro e canibal para completar as retrações de suas acusações.

Ela tentou duas vezes suicídio depois que os tribunais encontraram a marca do demônio em seu corpo. O caso foi o primeiro em que o testemunho de uma pessoa supostamente possuída foi levado em consideração. Após a tortura física e mental infligida ao padre Gaufridi durante seu tempo de prisão, um pacto com o diabo foi produzido no tribunal, alegadamente assinado no próprio sangue de Gaufridi.

Uma confissão assinada também foi produzida, extraída sob tortura, na qual ele admitiu celebrar uma Missa Negra para ganhar poder sobre as mulheres. O padre Gaufridi recuou fortemente a confissão extraída dele por tortura, mas a confissão assinada e o pacto alegado foram evidências suficientemente pesadas para condenar o padre à morte por fogo.

No final de abril de 1611, Gaufridi foi arrastado pelas ruas de Aix por cinco horas antes de chegar ao local de execução, onde recebeu a mercê do estrangulamento antes que seu corpo fosse queimado. Imediatamente após a execução de Gaufridi, Irmã Madeleine de repente apareceu livre de toda posse, embora a Irmã Louise Capeau continuasse possuída até morrer, e ambas as irmãs foram banidas do convento.

Dois anos depois, a histeria de possessão se espalhou para Lille, na França, onde três freiras alegaram ter sido enfeitiçadas por Irmã Marie de Sains em uma cópia quase idêntica do caso Aix. Trinta anos depois, em 1642, e novamente em 1652, a própria Madeleine foi acusada de feitiçaria, e apesar de ter encontrado a marca do diabo e ser condenada à prisão, ela foi finalmente libertada à custódia de um parente e morreu em 1670 na Idade de 77 anos.

Caso emblemático 2 – As possessões de Loundun

As possessões de Loudun foram um notório caso de feitiçaria em Loudun, França, em 1634. Um convento de freiras de Ursuline disse que tinham sido visitados e possuídos por demônios.

Após uma investigação da Igreja Católica, um padre local chamado Padre Urbain Grandier foi acusado de convocar os espíritos malignos. Ele foi eventualmente condenado pelos crimes de feitiçaria e queimado na estaca.

O caso contém temas semelhantes a outros casos de feitiçaria que ocorreram em toda a Europa ocidental no século XVII, como as possessões de Aix-en-Provence (França) em 1611 (que mencionamos acima) ou as bruxas de Pendle (Inglaterra) em 1612 antes de chegarem ao Novo Mundo na década de 1690.

Caso emblemático 3 – O caso de Dorothy Talbye

Dorothy Talbye era um membro respeitável da igreja em Salem, na Colônia da Baía de Massachusetts. Com o tempo e de forma inesperada, ela se tornou cada vez mais melancólica, com ataques de violência. O governador John Winthrop atribuiu o comportamento da mulher a delírios ou “problemas de mente”, decorrentes de possessões demoníacas através de revelações que ele acreditava ser de Satanás.

Ele descreveu como os membros da igreja tentaram intervir. No entanto, Talbye não ouviu as recomendações dadas pelos anciãos da igreja e foi expulsa da igreja. Ela não compareceu perante o Tribunal Trimestral por agredir o marido, conforme ordenado em abril de 1637. Assim, foi condenada a ser a reclusão até que seu comportamento mudasse.

Em julho de 1637, ela foi espancada publicamente por infrações contra seu marido. Embora ela parecesse melhorar por um tempo, ela novamente caia em um estado de desespero. Em novembro de 1638, ela matou sua filha ao quebrar o pescoço, um ato que confessou livremente depois e foi acusada de assassinato.

Em seu julgamento, Talbye não cooperou, recusando-se a falar até John Winthrop ameaçar a sentença de morte por pedras no peito, ponto em que ela se declarou culpada. Ela se recusou a se arrepender de seu julgamento ou a sua execução, e, permanecendo pouco colaborativa com o julgamento, lutou ativamente contra sua execução. Ela tirou o pano que cobriu a cabeça e colocou-o debaixo da fita para diminuir a dor e, mesmo quando ela estava balançando do laço, ela tentou agarrar uma escada para se salvar.

Filmes de possessão demoníaca

O assunto chama tanta atenção que diversos filmes e seriados já brincaram com o tema. Como não lembrar, por exemplo, da série Atividade Paranormal, uma verdadeira febre dos cinemas que fez muito sucesso nos últimos anos. O filme deu tão certo que ganhou várias sequências e trata exatamente da possessão demoníaca de pessoas que chegam a até matar outras.

Abaixo separamos todos os trailers dos filmes para você sentir o qual é o teor desses filmes demoníacos.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity) – 2007 (relançado em 2009)

Sinopse: Katie e Micah, em sua nova casa, começam a perceber estranhos eventos envolvendo uma presença demoníaca no local; quando então Micah resolve, utilizando-se de uma câmera de vídeo, monitorar o quarto do casal enquanto eles dormem em busca de respostas para o que vem aterrorizando Katie. E o que eles encontram traz à tona histórias sombrias do passado dela, envolvendo algo de que há muito ela já se esquecera.

Atividade Paranormal 2 (Paranormal Activity 2) – 2010

Sinopse: A jovem Kristi – que vive com o seu esposo Daniel e a filha dele, Ali, do seu primeiro casamento – dá à luz o seu primeiro filho, Hunter. Após terem a casa invadida e revirada, exceto pelo quarto do recém-nascido, Daniel contrata uma empresa especializada em segurança para instalar câmeras no local. O que é registrado por elas desperta o interesse de Ali, que começa a investigar o ocorrido, descobrindo um antigo pacto envolvendo Kristi e sua irmã Katie, quando ainda crianças.

Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3) – 2011

Sinopse: Final da década de 1980. As meninas Katie e Kristi vivem com a sua mãe, Julie, e o namorado dela, Dennis, em uma espaçosa e aconchegante residência. Descobrindo estranhos fenômenos ocorrendo recentemente na casa, Dennis – por sugestão de um amigo – instala câmeras por todos os lados, acabando por descortinar um estranho grupo de mulheres dispostas a fazerem de tudo em busca dos seus objetivos.

Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4) – 2012

Sinopse: A adolescente Alex, que vive em Nevada com a sua família (pai, mãe e irmão caçula) descobre um dia, com o seu namorado, que na casa da árvore do quintal da sua residência se esconde um enigmático menino chamado Robbie, vizinho das redondezas. Com a sua mãe hospitalizada, Robbie passa a frequentar a casa da família de Alex constantemente, quando então estranhos fenômenos começam a acontecer, revelando as verdadeiras identidades dele e de sua mãe.

Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) – 2014

Sinopse: Jesse e um amigo vasculham o apartamento de uma vizinha que recém falecera, e que possuía a fama de ser bruxa, na tentativa de investigar a sua inesperada morte. Ali eles descobrem itens de magia negra. Dias depois, utilizando-se de um inofensivo jogo Genius, eles tentam contato com forças sobrenaturais, levando Jesse a aparecer com uma mordida no braço, e a receber um tenebroso dom que fará com que os seus caminhos se cruzem com os de Ali (enteada da falecida Kristi). Além de ter um encontro inexplicável com Katie e Micah.

Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma (Paranormal Activity: The Ghost Dimension) – 2015

Sinopse: A casa em que Katie, Kristi e a mãe delas moravam nos anos 80 não existe mais; no local agora há uma nova residência habitada por um casal, Ryan e Emily, e sua pequena filha, Leila. Enquanto montam a decoração de Natal em 2013 Ryan e seu irmão encontram uma antiga filmadora e vídeos que explicam o envolvimento das meninas que moravam ali com as atividades ocultas que vêm dizimando inúmeras pessoas que atrapalham o seu caminho nas últimas décadas.

Muitos outros filmes também trabalham com essa temática. Confira os mais emblemáticos que encontramos por aí:

O Exorcista – 1973

Sinopse: Após brincar sozinha com uma tábua Ouija, a pequena Regan MacNeil é possuída por uma estranha força do Mal. Esgotando todas as possibilidades médicas da época a sua mãe, como última tentativa de salvá-la, recorre a uma ajuda espiritual. Sua única esperança será depositada no experiente Pe. Merrin que, através de um exorcismo auxiliado pelo recém-abalado em sua fé Pe. Karras, enfrentará não um demônio, mas o Mal em si.

O Exorcismo de Emily Rose – 2005

Sinopse: A jovem Emily Rose morre após ser submetida a um ritual de exorcismo pelo, agora encarcerado, Pe. Moore. Durante o seu julgamento o religioso – disposto a arriscar a sua reputação para revelar toda a verdade – conta com os serviços da advogada Erin Bruner. Porém inocentá-lo parece ser uma possibilidade praticamente impossível, pois ninguém acredita nas declarações que ele faz, todas envolvendo questões sobrenaturais difíceis de serem confirmadas.

O Último Exorcismo – 2010

Sinopse: O Reverendo Cotton Marcus, desde que sua mulher teve sérias complicações no dia do nascimento do seu filho, vem questionando a sua própria fé. Ao participar de um documentário sobre a sua vida ele afirma categoricamente que exorcismos são fraudulentos, mas desde que tragam bons resultados são válidos, já que quem passa por um acredita nesse tipo de procedimento. Para provar o seu ponto ele acaba se deixando filmar durante o seu último exorcismo, mas não sabe que quem será posto à prova será ele.

Possessão – 2012

Sinopse: Em um bazar de quintal uma menina compra uma pequena caixa de madeira toda trabalhada, com cara de antiguidade; porém impossível de ser aberta. Obcecada pelo objeto a garota acaba encontrando uma maneira de abrir o baú, mas acidentalmente liberta um antigo espírito maligno que estava aprisionado ali. Seu pai então busca a ajuda da comunidade judaica para salvá-la da maldição que invadiu o seu corpo.

O Exorcismo de Molly Hartley – 2015

Sinopse: Seis anos se passaram desde que Molly se graduou no Segundo Grau e agora ela se encontra sob cuidados em uma instituição para doentes mentais; e ao mesmo tempo está sendo acusada de assassinar duas pessoas. Sabendo de um pacto efetuado no passado que prometera a sua alma para o Diabo, ela espalha entre os funcionários e pacientes do local uma destruição de ordem sobrenatural. Sua única salvação pode vir de um padre excomungado que também busca por sua própria redenção.

Exorcistas do Vaticano – 2015

Sinopse: Uma jovem começa a ter nefastas experiências ao perceber que pessoas próximas a ela começam a se machucar, chegando algumas até a morrer. Suspeitando estar possuída ela se vê analisada por membros da Igreja, que acabam confirmando o seu maior medo. Porém quando um padre e dois exorcistas do Vaticano se deparam com o demônio que a atacou, eles descobrem que as forças que agem ali são mais fortes do que eles jamais imaginariam.

Cão de três cabeças: conheça a criatura que guarda a entrada do submundo

Na mitologia grega, Cérbero (também chamado de Cerburus o Kerburs) é um cão monstruoso de várias cabeças que guarda os portões do submundo. A sua principal função é prevenir a saída dos mortos e entrada de vivos nesse local. O Cérbero é fruto de uma união entre os monstros Echidna e Typhon.

Esse monstro geralmente é descrito como tendo três cabeças, uma cauda em forma de serpente e várias cobras saindo de várias partes de seu corpo. O Cérbero é geralmente lembrado por ter sido capturado pelo herói grego Héracles na história dos “12 trabalhos de Héracles”.

Em mais este artigo do Ah Duvido, vamos dissecar tudo a respeito dessa criatura misteriosa e aterrorizante. O Cérbero também já apareceu em outras produções dos cinemas e vamos relembrar suas principais participações nos filmes e outras mídias. Depois que você ler este artigo, vai ficar impressionado com a quantidade de informações existentes a respeito do cão infernal Cérbero, o guardião dos portões do submundo.

Como é o Cérbero?

As descrições dessa criatura mitológica variam bastante, especialmente considerando a quantidade de cabeças. O Cérbero geralmente é descrito como um cão de três cabeças, mas esse nem sempre é o caso. Há uma variação em que ele é descrito possuindo várias cabeças, em uma semelhança com a hidra, outra criatura mitológica da qual ainda vamos falar.

A hidra (um dragão de várias cabeças), na verdade, é o irmão do Cérbero, juntamente com o Orthus (um cão de duas cabeças) e a Chimera (um monstro com cabeças de leão, cabra e cobra). Essa são outras criaturas que ainda vão aparecer aqui na seção de mistérios do Ah Duvido.

Voltando para o Cérbero, ele é filho do monstro de várias cabeças chamado Typhon. A partir daí é possível entender porque todas essas criaturas geralmente chamam atenção por causa das várias cabeças que possuem.

Nas primeiras descrições de Cerberus, o filósofo Hesíodo o descreveu como um monstro com cinquenta cabeças. Já a descrição de Pindar, outro pensador grego do passado, conta que o cão, na verdade, é possuidor de 100 cabeças.

Porém, nas descrições que encontramos posteriormente, praticamente todos os escritores descrevem Cérbero com apenas três cabeças. Uma exceção fica por conta do monstro descrito pelo poeta latino Horace, que descreve a criatura como possuindo apenas uma cabeça de cachorro e outras 100 de cobras rodeando como se fosse jubas.

Outras descrições malucas

A presença de cobras na descrição de Cérbero começou com a história contada pelo pensador Horace. Ele conta que o cão tinha parte de seu corpo no formato de cobra. Essa descrição faz sentido se levarmos em conta seus “pais”, Typhon e Echidna, criaturas que também lembravam o que hoje conhecemos por serpentes. É por isso que Cerberus geralmente é mostrado como tendo parte de seu corpo que se assemelha a uma cobra.

Porém, mesmo com relação a parte da cobra não há consenso. Diversos pensadores gregos da antiguidade descrevem Cérbero de formas diferentes com relação a posição das cobras. Alguns diziam que ela rodeava o corpo do monstro como se fosse longos pelos ao seu rodar. Outros, entretanto, falam sobre uma cauda na forma de serpente venenosa que age e pensa por vontade própria.

Para ficar tudo ainda mais confuso, apresentamos também a descrição de Euripides, outro pensador grego de destaque da época. Segundo o filósofo, Cérbero não apenas tinha três cabeças, mas como também teria três corpos unidos em algum ponto. Ainda de acordo com a descrição de Hesíodo, Cerberus comia carne crua de humanos, tinha olhas coo chamar ardentes, três cabeças famintas e uma única calda de cobra.

Independentemente de qual seja o formato real do Cérbero, uma coisa é certa: essa criatura era amedrontadora e realmente precisava ser. Ela era a responsável por guardar os portões do submundo, o lugar para onde os mortos iam. Como tarefas adicionais, esse cão gigantesco também precisava impedir que vivos entrassem no mundo de Hádes e que os mortos voltassem para o lugar dos vivos.

Falando em tamanho, as descrições de Cérbero tratam ele como um monstro colossal, tão grande quanto os dinossauros mais ferozes dos períodos jurássicos. Comparando com parâmetros atuais, podemos dizer que o Cérbero seria tão grande quanto uma baleia azul e os quatro vezes o tamanho de um grande elefante africano, que são criaturas realmente respeitosas quando o assunto é tamanho.

Os poderes de Cérbero

Como uma criatura mítica, Cérbero possuía alguns poderes e habilidades realmente invejáveis.

  • Tamanho avantajado: Cérbero é um animal gigantesco, maior do que qualquer ser humano. Ele é comparado aos grandes dinossauros da época em que viveram nesta terra;
  • Força: por causa de seu tamanho, o cão de três cabeças era extremamente poderoso e capaz de estraçalhar qualquer coisa que caísse em seus dentes e garras. O seu poder era capaz de impedir que os humanos saíssem ou entrassem no mundo dos mortos;
  • Sentidos: de origem canina, o Cérbero tinha sentido bem aguçados. O destaque vai para a capacidade do olfato, o que era potencializado pela presença de três cabeças que poderiam sentir cheiros a distâncias incrivelmente longas;
  • Múltiplas cabeças: várias cabeças traziam muitas vantagens para o Cérbero. Além de um olfato mais aguçado, a criatura poderia estraçalhar qualquer vítima sem dificuldades enquanto as outras duas cabeças imobilizavam os movimentos da vítima;
  • Imortalidade: como uma criatura do próprio Hades, Cérbero era imortal e, embora tenha sido derrotado por Hércules, jamais poderia ser completamente destruída por qualquer força que seja.

A captura de Cérbero

Na fábula dos “12 trabalhos de Hércules” (Héracles para os gregos), a última tarefa do herói era trazer para Euristeu o monstruoso cão que guardava a entrada para o inferno. O semideus já havia enfrenado animais ferozes nos trabalhos anteriores. Hércules precisou matar o Leão de Neméia; a Hidra de Lema; capturar o veado de Enae e o javali de Erimonte; caças as aves do lago Esinfale; Capturar o touro de Creta e as éguas de Diomedes; e finalmente roubar a manada de bois de Geriones, que era guardada por Ortos, o cão de duas cabeças que era irmão de Cérbero.

Eristeu tinha ciúmes da fama e força de Hércules. Para sua tristeza, o semideus foi bem-sucedido em todas essas duras atividades, sem fracassar nenhuma vez sequer. Para acabar de uma vez por todas com o mocinho da Grécia, Eristeu estipulou que a última tarefa de Hércules seria domar Cérbero, o guardião do submundo, o Reino dos Mortos. Ele esperava que o semideus não fosse capaz de aguentar um embate com o cão monstruoso de Hádes.

Para concluir essa tarefa, a primeira coisa que Hércules precisou fazer foi descobrir como chegaria ao submundo. Uma vez lá, apresentou-se para o deus do inferno, Hades, que se recusou a ceder o seu bicho de estimação para o semideus. Depois de ter sido ameaçado, o senhor do submundo cedeu, mas colocou uma condição para que o cão pudesse ser levado: Hércules precisaria domar a fera sem usar nem um tipo de arma, apenas as mãos e revestido com a pele do leão de Neméia, que o tornava invulnerável. Esse leão, na verdade, era um dos irmãos de Cérbero.

Durante o embate, Hércules agarrou o cão pelas patas e, passando-lhe os braços pelo pescoço, manteve-o bem preso. Para se proteger, a serpente que assumia o lugar do rabo do Cérbero começou a desferir picadas venenosas no semideus. Mesmo sentindo muita dor, o herói continuou sufocando a besta até que ela finalmente desistiu e foi dominada.

Após a luta, Hércules montou sobre Cérbero e levou a criatura para a superfície. Lá, em contato com o sol, o monstro começou a vomitar e a cuspir uma baba que acabou se transformando em uma planta venenosa chamada acônito. Mesmo assim o semideus levou o monstro para Euristeu, que ficou impressionado com a façanha e até se escondeu em um jarro de bronze diante da criatura. Como eles não sabiam o que fazer com o Cérbero, resolveram devolvê-lo para o submundo e aos cuidados de Hádes.

Aparições de Cérbero

O Cérbero já fez diversas aparições em outros lugares além dos contos e histórias gregas. Uma das menções mais memoráveis é na obra Divina Comédia, de Dante Alighieri. O cão de três cabeças aparece no Inferno dos Gulosos (Canto VI), lugar onde os mortos ficam solitários na lama e sem poder comer e beber livremente.

Lá eles ficam sob uma chuva gelada e a presença constante e ameaçadora do Cérbero. O animal de três cabeças devora a todos que encontrar pelo caminho com o seu apetite insaciável. O monstro é a imagem do apetite descontrolado, uma verdadeira crítica para os glutões de todas as épocas.

O Cérbero também é um personagem na história de Persy Jackson, uma história moderna que mescla o mundo real com criaturas míticas, especialmente as de origem greco-romana. No enredo dos livros, o Cérbero aparece como um grande cachorro que deixa as almas passarem para entrarem no mundo dos mortos. Os protagonistas da história precisam amansar a fera para poderem chegar até e conversarem com Hades.

Mas a aparição mais memorável do Cérbero é na série Harry Potter. Na história do bruxo, o cão de três cabeças media aproximadamente de 7 a 13 metros de altura e serviria para cuidar da pedra filosofal que estaria sendo armazenada no castelo de Hogwarts.

O animal teria sido carinhosamente batizado de Fofo por Hagrid, o dono da besta. No filme, é mostrado que o ponto fraco da criatura era uma bela canção de ninar, o que seria o suficiente para fazer o Cérbero repousar e permitir que qualquer um passasse facilmente por sua defesa.

A origem do nome

A etimologia do nome Cerberus é incerta. O autor contemporâneo Ogden considera que essa é, na verdade, uma nomenclatura recente e de origem indo-europeia que foi dada para a criatura. Ele alega que a palavra se assemelha ao termo kérberos, que significa “manchado”. Porém, alguns autores criticam essa etimologia.

Lincoln, autor de obras sobre a cultura grega na década de 90, acredita que o Cérbero como o conhecemos hoje é uma inspiração tirada a partir do cão mitológico nórdico Garmr, relacionando ambos os nomes com uma mesma raiz.

Embora provavelmente não seja grega, as etimologias gregas para Cerberus foram muito bem aceitas pelas sociedades que passaram a conhecer esse monstro. Uma etimologia dada por Servius (o comentarista do fim do século 4 em Virgil) – mas rejeitado por Ogden – deriva Cerberus da palavra grega creoboros que significa “devorador de carne”.

Como um país inteiro foi à loucura por causa de flores

Quanto você estaria disposto a pagar por uma flor? E se eu dissesse que essa espécie é muito bonita e exibe colorações distintas, tais como uma tulipa? Se você for um amante de flores, é provável que essa oferta seja interessante para você. Porém, com certeza você não pagaria o valor de uma casa para comprar um punhado de flores.

Essa introdução pode parecer loucura, mas faz todo sentido para a região dos Países Baixos durante o século XVII. Durante esse período, um evento de proporções catastróficas causou um estrago que viria a se repetir diversas vezes na história com outros artefatos. Estou falando da “Mania das tulipas”, “febre das tulipas”, “crise das tulipas” ou simplesmente “Tulip mania”.

A febre das tulipas

A “Tulip Mania” ou “febre das tulipas” foi um período na Idade de Ouro Holandesa durante o qual os preços de contrato para bulbos da tulipa introduzidas há pouco tempo na região atingiram níveis extraordinariamente elevados para, em seguida, desmoronarem rapidamente.

Na Europa, mercados formais de contratos futuros apareceram na Holanda durante o século XVII. Entre os mais notáveis desse tipo de contrato estava o de cultivo de tulipas, que se desenvolveu durante o chamado “Tulip Mania”. No pico dessa crise, que aconteceu por volta e março de 1637, uma única unidade do bulbo de uma tulipa era vendida pelo valor 10 vezes maior do que o rendimento anual de um trabalhador da época.

Esse período geralmente é considerado como a primeira bolha especulativa da história – ou bolha econômica. Hoje, o termo “Tulip Mania” é comumente utilizado metaforicamente para se referir a qualquer bolha econômica de grandes proporções quando os preços de algum produto ou serviço dispara ou despenca de forma descontrolada.

Como tudo aconteceu?

A introdução da tulipa na Europa geralmente é atribuída a Ogier de Busbecq, o embaixador de Ferdinand I, o Imperador Romano Sagrado para o sultão da Turquia, que enviou o primeiro bulbo de tulipa e sementes para Viena em 1554 a partir do Império Otomano. Desde então, os bulbos de tulipas foram distribuídos da cidade italiana para Augsburg, Antwerp e Amsterdam, cidade localizadas na região dos Países Baixos.

A sua popularidade e cultivo na região hoje conhecida como Holanda está geralmente associada aos anos 1593 depois que o botânico Carolus Clusius realizou um trabalho para a Universidade de Leiden e criou o mundialmente conhecido hortus academicus. Essa é uma espécie de jardim que cultiva espécimes raríssimas de plantas, geralmente muito bonitas e exóticas.

Clusius plantou a sua coleção de bulbos de tulipas e descobriu que as flores eram capazes de suportar as duras condições da região dos Países Baixos. Pouco após isso, as tulipas começaram a ganhar grande popularidade.

Mas você pode estar se perguntando: por que as tulipas fizeram tanto sucesso assim? É verdade que estamos falando de uma flor verdadeiramente bonita, mas essa não foi uma reação exagerada dos holandeses? Acontece que, na Europa, era raro uma espécie de planta como a tulipa.

A aparência da tulipa conferia um símbolo de status para qualquer um. Essa mania coincidiu com a ascensão de novas classes sociais, aumentando consideravelmente o consumo de produtos e serviços. Estávamos na “Era de Ouro” para os países da região. A capital Amsterdã estava no meio do lucrativo negócio envolvendo as Índias Orientais, o que podia, na época, providenciar um lucro acima de 400%.

Preço nas alturas

Como resultado disso tudo, as tulipas rapidamente se tornaram um item de luxo e uma grande variedade das flores começou a surgir. Elas eram classificadas em grupos: as vermelhas, amarelas ou brancas eram chamadas de Couleren; as multicoloridas de Rosen; as violetas de Violetten; e as mais raras de todas, amarelas ou brancas com pontos vermelhos, e Bizarden.

As tulipas multicoloridas exibiam uma coloração única e que realmente chamada atenção para a época. Hoje, sabe-se que esse efeito se dá por conta da infecção do bulbo por uma espécie de vírus chamado “Tulip breaking virus”. Esse era o responsável por “quebrar” a cor da tulipa e produzir uma coloração dividida e tão chamativa assim.

Os produtores nomeavam as novas variedades com nomes exagerados e que remetessem a algo chamativo. Muitas das tulipas tinham nomes com prefixos como “Almirante”, geralmente combinado com o nome dos cultivadores. Admiral van der Eijck, por exemplo, era um dos nomes que encontrávamos na época e que a “Tulip Mania” estava no auge. “General” era outro prefixo comumente utilizado durante esse período.

À medida que as flores ganhavam popularidade, cada vez mais produtores entravam no negócio de plantação de tulipas. Em 1634, como parte da tentativa de atender a demanda francesa por esse produto, especuladores começaram a atuar no mercado. O preço de contratos futuros para as tulipas raras continuou a aumentar até 1636. Porém, pouco tempo depois os espécimes comuns tiveram seus valores aumentados significativamente.

Ao final daquele ano, as tulipas se tornaram o quarto maior produto de exportação da Holanda, perdendo apenas para o gin, queijo e arenques. O preço das flores explodiu de vez por causa da especulação do mercado futuro entre as pessoas que nunca havia visto um bulbo sequer da tulipa. Muitas pessoas perderam suas fortunas da noite para o dia.

A explosão da bolha

A Tulip Mania atingiu seu auge entre os anos de 1636 e 1637, quando os bulbos de tulipa chegavam a troca de mão mais de 10 vezes em um mesmo dia. Nenhum comprador chegou a de fato comprar nenhum desses contratos, porque, em fevereiro de 1637, os mercados futuros de tulipas caiu inesperadamente e fizeram os preços caírem de forma gigantesca.

O colapso começou em Haarlem, quando, pela primeira fez, compradores aparentemente se recusaram a mostrar os bulbos de tulipa em uma auditoria. Isso também pode ter acontecido porque a cidade estava passando por uma epidemia de peste bubônica. Embora a presença da doença possa ter ajudado a criar a crise da tulipa, ela também ajudou a estourar a bolha especulativa que estava se formando.

O preço das tulipas

A falta de informações consistentes com relação ao preço das tulipas na década de 1630 torna difícil medir a extensão do estrago causado pela Tulip Mania. Os dados com relação a esse período vêm de panfletos distribuídos pela “Garegoedt and Warmondt” (GW) escritos pouco tempo depois de a bolha estourar.

O economista Peter Garber coletou dados de vendas de 161 bulbos de 38 variedades entre os anos de 1633 e 1637, com 53 deles sendo registrados pela GW. Noventa e oito registros vieram do período em que a bolha estava estourando, no dia 5 de fevereiro de 1637, com preço variando bastante. Naquele período, as vendas eram realizadas de várias maneiras diferentes. O mercado futuro era o principal deles, realizado em colégios onde se reuniam os produtores e compradores.

Porém, alguns estudos alegam que o bulbo de um única tulipa poderia custar tanto quanto uma respeitosa mansão no centro da Holanda. Isso é realmente impressionante se considerarmos que estamos falando de algo que pode ser encontrado facilmente na rua hoje. Como estratégia para manter os preços nas alturas, os produtores começavam a guardar estoques das tulipas e passar a impressão de que a oferta não estava tão alta assim. Porém, quando os consumidores perceberam que eles mesmos poderiam produzir tulipas em casa, os preços dos bulbos despencaram.

A explicação racional para o ocorrido

Não há como negar que os preços dos bulbos de tulipa aumentaram e caíram drasticamente entre os anos 1636-37. Porém, mesmo essa queda brusca não a existência de uma crise ou uma bolha especulativa. Para que a Tulip Mania fosse enquadrada nessa categoria, o valor dos bulbos precisaria estar muito acima do valor intrínseco dos bulbos. Economistas modernos acreditam que já vários fatores que comprovam que isso, na verdade, não constitui uma bolha especulativa.

Os aumentos dos anos 1630 constituiu um avanço a partir da Guerra dos Trinta Anos. Entre 1634 e 1635, exércitos alemães e suecos perderam espaço ao sul da Alemanha. Foi por isso que o Cardial Ferdinand, o responsável pelas tulipas na Holanda, se moveu para o norte. Após a Paz de Praga (1635), os franceses (e os holandeses) decidiram apoiar os protestantes suecos e alemães com dinheiro e armas contra o império Habsburgo e ocupar os Países Baixos espanhóis em 1636.

Assim, os preços de mercado (pelo menos inicialmente) estavam respondendo racionalmente a um aumento da demanda. No entanto, a queda dos preços foi mais rápida e dramática do que a subida. Os dados sobre as vendas desapareceram em grande parte após o colapso dos preços de fevereiro de 1637, mas alguns outros dados sobre os preços dos bulbos após a Tulip Mania mostram que os bulbos continuaram a perder valor durante décadas.

Outros economistas acreditam que esses elementos não podem explicar completamente o aumento dramático e queda nos preços das tulipas. A teoria de Garber também foi desafiada por não explicar um aumento dramático semelhante e queda nos preços para os contratos regulares de bulbo de tulipa. Alguns economistas também apontam outros fatores associados às bolhas especulativas, como o crescimento da oferta de moeda, demonstrada por um aumento nos depósitos no Banco de Amsterdã durante esse período.

Esse vídeo, em inglês (com legenda), ajuda a explicar bem o que aconteceu durante a época do Tulip Mania.

Impactos nos dias atuais

Anne Goldgar, uma economista moderna que escreveu sobre o ocorrido em 2007, argumenta que, embora a Tulip Mania possa não ter constituído uma bolha econômica ou especulativa foi traumática para os holandeses por outras razões: “Mesmo que a crise financeira tenha afetado pouquíssimos, o choque da Tulip Mania foi considerável, e toda uma rede de valores foi posta em dúvida”.

No século 17, era inimaginável para a maioria das pessoas que algo tão comum como uma flor poderia valer muito mais dinheiro do que a maioria das pessoas ganhou em um ano. A ideia de que os preços das flores que crescem apenas no verão podem flutuar tão descontroladamente no inverno, jogou no caos a própria compreensão de “valor”.

Muitas das fontes que relatam os problemas da mania da tulipa, como os panfletos anti-especulativos foram citados como evidência da extensão do dano econômico. Estes panfletos, no entanto, não foram escritos por vítimas de uma bolha, mas foram principalmente motivados religiosamente. A turbulência foi vista como uma perversão da ordem moral – prova de que “a concentração na terra, em vez da flor celestial, poderia ter consequências terríveis”. Assim, é possível que um evento econômico relativamente menor tomou uma vida própria como um conto de moralidade.

Quase um século depois, durante o acidente da Companhia do Mississipi e da Companhia do Mar do Sul em cerca de 1720, mania de tulipas apareceu em sátiras dessas crises. Quando Johann Beckmann descreveu a mania da tulipa pela primeira vez na década de 1780, comparou-a com as loterias falhas da época.

Na visão de Goldgar, até mesmo muitos trabalhos populares modernos sobre mercados financeiros, como A Random Walk Down Wall Street de Burton Malkiel (1973) e A Breve História da Euforia Financeira de John Kenneth Galbraith (1990, escrito logo após o crash de 1987) usaram a Tulip Mania como uma lição de moralidade. A crise novamente tornou-se uma referência popular durante a bolha dot-com de 1995-2001. No século XXI, os jornalistas o compararam novamente ao fracasso da bolha especulativa pontocom e à crise das hipotecas subprime.

Em novembro de 2013, Nout Wellink, ex-presidente do Banco Central dos Países Baixos, descreveu Bitcoin como “pior do que a mania da tulipa”, acrescentando: “Pelo menos você tem uma tulipa, agora você não tem nada”. Apesar da popularidade duradoura da crise, Daniel Gross de Slate disse de economistas oferecendo explicações de mercado eficiente para a Tulip Mania, que “se eles estão corretos, então os escritores de negócios terão de apagar Tulip Mania do seu pacote prático de analogias de bolhas”.

O extraordinário é que o colapso do mercado de tulipas não diminuiu o apetite holandês por flores – na arte, pelo menos. A pintura holandesa de flores persistiu para os dois séculos seguintes. É possível ver tulipas em, por exemplo, Jan van Huysum Flores em um vaso de terracota de 1736-37.

No entanto, ironicamente, muito poucas pinturas de flores sobreviveram da década de 1630, quando a república holandesa estava presa à Tulip Mania. “Realmente há essa ruptura na produção de pinturas de flores nas décadas de 1630 e 40”, diz Betsy Wieseman, curador da Galeria Nacional de Flores Holandesas.

“Talvez, pelo menos durante alguns anos, os excessos da Tulip Mania e as memórias traumáticas que se seguiram foram tão repugnantes para os colecionadores de arte holandeses que eles não poderiam estender a ideia de olhar uma imagem de uma flor que se pendura em sua parede”.

Mais de dois séculos depois, os fatos também foram lembrados por Charles Mackay, em 1843. Ele publicou um livro intitulado “Memorando de extraordinários engodos populares e a loucura das multidões”. Porém, Mackay, assim como outros autores, não consideraram a existência da peste bubônica como um fator que pudesse ter interferido na Tulip Mania. Possuir tulipas no lar era um meio de impressionar e quando a riqueza rolava escada-social abaixo então, todos clamavam por tulipas.

E você, já conhecia a história da Tulip Mania ou Crise das Tulipas? Se ainda não, compartilhe com a gente o que você achou desse incrível relato histórico?

A sinestesia é uma das condições mais curiosas que você vai conhecer na vida

Todos os dias estamos acostumados a usar os nossos cinco sentidos para diversas atividades. Ao acordarmos, uma das primeiras coisas que fazemos é abrir os olhos e observar o mundo ao nosso redor. Em milésimos de segundo você sente a textura familiar dos lençóis da sua cama e o cheiro característico de um ambiente no qual alguém esteve repousando.

Indo para o banheiro se preparar para o dia, liga a chuveiro e ouve aquela corrente de água caindo e preparando o ambiente para você. Em menos de 15 minutos você já teve a capacidade de experimentar sensações para todos os sentidos do seu corpo. É ou não é impressionante? Na verdade, não tanto assim, não é mesmo? Mas e se eu dissesse que é possível misturar completamente essas sensações?

Você já imaginou como seria sentir o gosto de um cheiro? Ou a textura de um som? Ou que tal ser capaz de enxergar a forma com a qual uma comida é para o paladar? Essa reflexão maluca, na verdade, encontra uma contraparte no mundo real. Trata-se da sinestesia, uma condição peculiar que simplesmente se caracteriza pela mistura de planos sensoriais diferentes, incluindo os nossos cinco sentidos: o tato, audição, visão, olfato e paladar.

O que é a sinestesia?

A palavra sinestesia tem origem grega e é o resultado da fusão das palavras “união” e “sensação”. Em seu significado mais puro, podemos simplesmente dizer que se trata de aum mistura de sensações que envolvem os nossos cinco sentidos. Se você não é sinestésico, provavelmente fica um pouco difícil de entender, mas vamos nos esforçar para explicar.

Para a ciência, a sinestesia é um distúrbio neurológico raro e que se caracteriza exatamente por essa salada sensorial. Para as artes, o termo é usado para descrever uma figura de linguagem e uma série de fenômenos provocados por uma condição neurológica.

Ainda parece muito confuso? Então confere os exemplos a seguir de como um sinestésico pode enxergar o mundo:

  • O número 5 pode ser sempre de cor vermelha e ter um gosto salgado;
  • A sexta-feira tem um gosto adocicado e soa como uma melodia calma e contínua;
  • Um solo de bateria pode ser capaz de produzir imagens de bolhas fosforescentes e um gosto ácida em sua boca.

Parece uma loucura? Mas é assim que alguns sinestésicos podem interpretar até as mais simples coisas do nosso mundo.

Na maioria de nós, os estímulos externos são processador em paralelo em nosso cérebro. A visão de um objeto, por exemplo, tem uma rota específica até o seu córtex visual. Os sons captados por seus ouvidos chegam normalmente ao seu córtex auditivo. Contudo, no cérebro do sinestésico, esses caminhos se cruzam produzindo uma verdadeira salada de fruta (ou sentidos) que pode ser bastante confuso para quem nunca experimentou essa sensação.

Mais alguns exemplos

Emoções cheirosas: o cruzamento entre os receptores olfativos do sistema nervoso central e o sistema límbico, que regula as emoções, faz com que, por exemplo, o cheiro de rosas deixe o sinesteta irritado ou vice-versa, que uma pessoa irritada sinta cheiro de rosas

Sabores com temperatura: não se trata de comida quente ou fria, mas de duas sensações diferentes se misturando no sistema nervoso central. E aí o gosto de vinho pode provocar a mesma sensação de frio que uma ventania, por exemplo

Cheiros barulhentos: por causa da confusão entre o córtex auditivo e os receptores olfativos, um perfume pode fazer a pessoa literalmente ouvir coisas. Pior ainda no caso dos cheiros ruins: além de ter que aguentar o fedor, a pessoa ouve uma barulheira junto…

Sons coloridos: em vez de ir direto ao córtex auditivo, os ruídos dão uma passada pelo córtex visual. Resultado: uma nota musical fica parecendo uma bola colorida

Nomes com personalidade: outro tipo recorrente. A combinação das letras ou dos sons que formam um determinado nome interfere no sistema límbico. A pessoa passa a achar que todo José é confiável, ou que as sextas-feiras são deprimentes

Números e letras com cor: é um dos tipos mais comuns de sinestesia. Rola dentro do córtex visual, no lugar de processar apenas o sinal escrito, com a cor com que ele foi impresso, o cérebro o relaciona com outras cores específicas

“Esse é um processo cerebral involuntário”, diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No total, já foram catalogados 61 tipos de sinestesia. Porém, as causas ainda são desconhecidas, embora saibamos que a genética tem muita influência.

“A sinestesia é comum em algumas famílias e está relacionada a pelo menos três cromossomos”, confirma a psicóloga britânica Julia Simner, da Universidade de Edimburgo, na Escócia. A confusão entre os diversos estímulos sensoriais também pode acontecer por outros motivos, como a alucinação pelo uso de drogas ou entorpecentes. Porém, nesses casos, a salada de fruta entre os sentidos é aleatória, enquanto que, para um sinestésico, o nome “verde” sempre será “verde”.

A forma do som

Eu sei que a sinestesia ainda parece um conceito absurdo para quem nunca ouviu falar sobre o tema. Os próprios sinestésicos sabem disso ao tentar explicar a sensação para outras pessoas. Para tentar resolver esse impasse, o designer Pasquale D’Silva tentou explicar, por meio do vídeo acima, o que ele vê ao ouvir alguns sons de uma música.

Assim como em outros sinestésicos, a mente desse artista associa sons com cores e formas geométricas bem características da maneira que você vê no vídeo. D’Silva até mesmo há criou um aplicativo para dispositivos móveis, chamado Keezy, que ajuda a explicar melhor a sinestesia para quem não consegue entender como essa condição funciona.

A sinestesia na história

A condição da sinestesia foi descrita pela primeira vez na história em 1690 por John Locke. O famoso filósofo passou a conhecer melhor o assunto quando relatou o caso de um cego que era capaz de perceber a cor vermelha através do som de uma trompa. Porém, a medicina registrou o primeiro caso de sinestesia apenas em 1922 com uma criança de apenas quatro anos de idade.

Porém, alguns registros sugerem que a sinestesia possa ser algo ainda mais antiga. O interesse em ouvir as cores data da Grécia Antiga, quando filósofos perguntaram se uma cor de uma música era uma quantidade calculável. Centenas de anos depois, o próprio Isac Newton propôs que tons de música e tons de cores compartilham frequências semelhantes, o que poderia despertar esses tipos de sensações.

A partir dos anos 1980, a revolução do estudo cognitivo fez o assunto dos cientistas voltar para a sinestesia. Nos Estados Unidos, Larry Marks e Richard Cytowic, acompanhados dos pesquisadores Simon Baron-Cohen e Jeffrey Gray, da Inglaterra, começaram a estudar a realidade, consistência e a frequência das experiências sinestésicas. No final dos anos 90, o foco do estudo se concentrou na sinestesia das cores, a forma mais comum dessa condição.

Desde então, diversos outros estudos visaram comprovar e demonstrar formas diferentes de sinestesia. Após o surgimento da internet e a massificação de meios de comunicação mais rápidos, aumentou ainda mais o relato de pessoas com capacidade sinestésica. Testes online acabaram identificando mais e mais indivíduos com essa condição, o que levou ao surgimento de vários grupos para agrupar e orientar essas pessoas. Entre eles, podemos mencionar: a American Synesthesia Association, a UK Synaesthesia Association, a Belgian Synaesthesia Association, a Canadian Synesthesia Association, a German Synesthesia Association, e a Netherlands Synesthesia Web Community.

Sinestésicos famosos

Em um mundo em que a sinestesia é perfeitamente possível e comprovada, não é de se surpreender que algumas pessoas famosas fossem portadoras dessa condição. Na história, há o registro de vários sinestésicos mundialmente conhecidos, o que é bem interessante se pararmos para pensar que pouquíssimas pessoas já teriam ouvido falar nessa condição.

Entre eles, podemos mencionar:

  • Lady Gaga, conhecida atriz, compositora, produtora musical, modelo, ativista e dançarina estadunidense;
  • Jimi Hendrix, guitarrista, cantos e compósitos norte-americano muito famoso nos anos 50 e 60;
  • Stevie Wonder, compositivos, cantor e ativista estadunidense mundialmente conhecido;
  • Pharrell Williams, cantor, compositor, rapper, produtor musical, baterista e estilista norte-americano bastante popular nos últimos anos;
  • Marilyn Monroe, a atriz e modelo norte-americana praticamente dispensa apresentações.

Os cientistas afirmam que as associações sinestésicas podem estimular a memória. É por isso que vários artistas, músicos, escritores e outros profissionais criativos podem acabar tirando vantagem dessa condição. Outros, entretanto, podem acabar tirando vantagem da suposta sinestesia que possuem.

No século XIX, um artista podia se passar por sinestésico para ficar mais próximo do invulgar, do excêntrico e até da perfeição humana. O artista plástico russo Kandinsky sentia fascínio pelos sinestésicos, e utilizou a sinestesia entre a música e a pintura para inspirar suas obras.

Tipos de sinestesia

Sinestesia grapheme-color: esse é um dos tipos de sinestesia mais comuns e se revela quando letras individuais ou até mesmo números estão sombreados ou tingidos com uma cor específica. Embora indivíduos diferentes geralmente não relatem a mesma cor para números e letras, estudos com um grande número de sinestésicos descobriram algumas semelhanças entre os sinestésicos. A letra “A”, por exemplo, geralmente é vermelha.

Chromostesia: outro tipo de sinestesia bastante comum é a associação de cores com o som. Para alguns, barulhos do dia a dia, como portas abrindo, a ignição de um carro ou pessoas conversando, podem disparar sons específicos. Para outros, cores são disparadas quando notas musicais ou tons são tocados. Determinadas cores são despertadas por sons específicos.

Spatial Sequence Synesthesia (SSS): os portadores dessa sinestesia extremamente rara são capazes de ver sequências números como pontos no espaço. O número 1, por exemplo, pode estar bem distante do número 10, que está longe do 100 e assim por diante. Geralmente, pessoas com SSS têm uma memória acima da média.

Mapa numeral: esse tipo de sinestesia se manifesta quando um mapa mental de números aparece de forma involuntária e automática sempre que o sinestésico pensa ou imagina números. Essa condição foi documentada pela primeira vez em 1881 na obra de Francis Galton em “The Vision of Sane Persons”.

Sinestesia auditiva-tácita: para os sinestésicos portadores dessa condição, alguns sons podem induzir a sensações em algumas partes do corpo. Algumas pessoas, por exemplo, podem experimentar a sensação na pele sem terem sido tocadas. Essa também é um dos tipos mais raros de sinestesia e bastante incompreendida pelo público de um modo geral.

Misophonia: essa condição é uma desordem neurológica com efeitos negativos, tais como raiva, medo, ódio e desprezo, disparado por sons específicos. De acordo com pesquisadores, essa experiência está relacionada a diversos tipos de sinestesia diferentes.

Ainda há muitos outros tipos de sinestesia, mas eles são mais raros e estão pouquíssimos descritos na literatura. Eles associam: cor-visão, cheiro-cor, sabor-cor, gosto-cor, gosto-sabor, som-sabor, dor-cor, personalidade-cor e outros.

Sinestesia na mídia

Em 2016, a fabricante de carros Peugeot realizou uma campanha envolvendo cinco pessoas sinestésicas. A ideia era mostrar como os sentidos podem se cruzar de forma surpreende e pouco compreendida para quem não conhece essa condição. Para aproximar as pessoas desse conceito, os comerciais mostram os sinestésicos sentindo sensações diferentes ao andar com um carro da marca.

Confira os cinco vídeos da campanha a seguir:

Sinestesia e o futuro

Ainda sabemos muito pouco sobre a sinestesia. Essa condição está presente em menos de 4% da população mundial, o que torna o seu estudo ainda mais difícil. Todos os esforços para entender o que é o como se desenvolve a sinestesia ainda são muito novos e precisam avançar bastante para chegarmos a conclusões mais assertivas.

Porém, graças a descoberta da sinestesia, descobrimos que o ser humano e seu poderoso cérebro é mais poderoso do que imaginávamos. Até poucos anos atrás, muitos nem imaginavam que algo como essa condição seria possível existir. As pessoas que manifestavam a experiência sinestésica eram taxadas de loucos. Agora, entretanto, podemos entender um pouco melhor a respeito dessa condição e nos aproximar ainda mais do momento em que finalmente entenderemos todos os mistérios do corpo humano.

Entenda de uma vez por todas o que é Bitcoin, a moeda virtual que já valeu mais que ouro

Se você costuma navegar na internet, é muito provável que você já tenha se deparada com o termo Bitcoin. Mas afinal, o que isso significa? Seria mais uma gíria ou algo relevante que você deveria conhecer bem? Se eu pudesse apostar, eu diria que a segunda alternativa é mais provável.

O Bitcoin nada mais é do que uma moeda digital. Da mesma forma que o dinheiro comum, como o real ou o dólar, é possível usar o Bitcoin por pagar por serviços ou até mesmo produtos através da internet. Contudo, por conta de algumas características bem peculiares, essa moeda digital já chegou a valer mais do que o ouro e ainda teve algumas associações com o crime.

Se você sempre sentiu curiosidade para saber o que significa o Bitcoin, mas nunca teve curiosidade para perguntar, chegou a sua hora. Agora se você nunca ouviu esse termo e ficou interessado, não precisa se preocupar. Este artigo tem o propósito de ser o texto definitivo sobre o assunto. Vamos cobrir todos os aspectos importantes e detalhes associados a misteriosa e polêmica moeda virtual Bitcoin.

Afinal, o que é o Bitcoin?

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o Bitcoin não assume uma forma física em suas negociações. Podemos defini-lo como um sistema peer-to-peer (ponto-a-ponto) que realiza transações monetárias de valores que foram “minerados”. Sim, esse é o termo usado para a criação dessa moeda virtual.

Podemos dizer, portanto, que o Bitcoin pode ser “criado” pelas máquinas através de complexos sistemas de mineração. Mas uma das características mais importantes dessa moeda virtual é o seu aspecto anônimo. Todas as transações são criptografadas e acontecem em um ambiente chamado blockchain.

Funcionando de forma descentralizada, o blockchain é uma complexa rede de máquinas públicas composta por outras máquinas que se dispõem a verificar cada transação realizada. Se um número significativo de computadores e sistemas verificar uma transferência ou pagamento como verdadeiro, é provável que a transação seja aprovada.

Em 2016, um livro definitivo sobre o assunto foi publicado. Intitulado “Digital Gold: Bitcoin and the Inside Story of the Misfits and Millionaires Trying to Reinvent Money” (sem tradução para o português), de Nathaniel Popper, a obra conta um pouco da história do Bitcoin e como essa moeda virtual veio para reinventar o conceito que temos do dinheiro. A publicação foi considerada o livro do ano pelo jornal Financial Times e a escolha do editor pelo The New York Times.

Origem do Bitcoin

De acordo com as informações mais confiáveis, o Bitcoin foi criado por Satoshi Nakamoto em 31 de outubro de 2008. A ideia era que o sistema fosse usado como um sistema de transferência eletrônica de dinheiro ponto-a-ponto (peer-to-peer). Em 2009, Nakamoto liberou o código fonte do Bitcoin para que qualquer pessoa fosse capaz de minerá-lo.

Mas afinal, que é Satoshi Nakamoto? O fato é que ninguém realmente sabe se essa pessoa realmente existe ou se ainda existiu. Algumas pessoas possuem provas de que conhecem esse programador japonês, mas até hoje ninguém se pronunciou. Algumas teorias apontam para o fato de que esse nome é apenas uma fachada para esconder outra identidade.

Em janeiro de 2009, a primeira rede de Bitcoin foi criada pelo próprio Nakamoto com base no código fonte aberto liberado. Em seguida, o primeiro bloco da moeda virtual foi minerado (chamado de genesis block, liberando os primeiros Bitcoins para a existência, o que lhe rendeu um total de 50 unidades da moeda.

Um dos primeiros apoiadores dessa moeda virtual foi Hal Finney. O também programador fez o download do software de Bitcoin no mesmo dia em que ele foi liberado e recebeu a primeira transação da moeda virtual realizada no mundo. Para testar o sistema, Nakamoto transferiu a quantia de 10 Bitcoins para o seu apoiador, que passou a fazer parte da rede blockchain e ajudar na verificação de todas as transações.

Porém, apesar de todas essas suspeitas, o criado do Bitcoin pode não ser Satoshi Nakamoto. Na verdade, de acordo com uma reportagem da Wired, Craig Steven Wright, é o verdadeiro criador dessa moeda virtual. Na matéria, ele apresenta uma série de razões que comprovariam esse fato. E os argumentos são realmente convincentes:

  • Em 2008, em um postagem em seu blog, Wright fala sobre a intenção de disponibilizar uma moeda virtual por meio de uma lista de e-mail meses antes do fato realmente acontecer. O documento apresentado pela figura excêntrica data de 2005, mostrando que ele estaria pensando nessa ideia há anos.
  • Outras duas postagens no site mostram um pedido de inclusão e mensagens enviadas por meio do pseudônimo de Satochi, o que compra que ele também usava esse disfarce para realizar algumas conversas e troca de e-mails.
  • Por fim, uma mensagem arquiva descreve: “A versão Beta do Bitcoin vai ser disponibilizada amanhã. Esse é um sistema descentralizado, vamos tentar até concseguir”. Essa postagem teria sido compartilhada no dia 10 de janeiro, um dia antes do lançamento oficial do Bitcoin em todo o mundo.

Porém, ainda resta a dúvida: quem é o verdadeiro criador do Bitcoin? Até hoje ainda não descobrimos a verdade. Será que o verdadeiro Satoshi Nakamoto vai se revelar? Ou ele é realmente um pseudônimo criado por Craig Steven Wright?

Quem controla o Bitcoin?

Como já foi explicado, o Bitcoin foi criado para ser um sistema monetário totalmente descentralizado. Isso significa que não existe um órgão responsável por definir o seu valor ou até mesmo controlar a sua emissão. Tudo é controlado pela rede peer-to-peer (ponto-a-ponto) blockchain. Ela é a responsável por gerenciar as transações e confirmar a geração de novos Bitcoins.

Mas e quem é o responsável por controlar essa rede? Como você deve ter imaginado, ninguém. Ela é totalmente auto gerenciável, contando com a ajuda de todos os participantes do sistema para manter o seu funcionamento e validar cada operação, seja uma transação ou a mineração de novos Bitcoins.

No final das contas, o que qualifica uma máquina como pertencente da rede blockchain é a presença do software minerador. Qualquer um pode baixar e começar a utilizar essa máquina no intuito de criar e por tabela fiscalizar e confirmar transações e criação de Bitcoins (tarefas que são realizadas automaticamente). Porém, como eu ainda explicarei a seguir, isso não necessariamente é uma boa ideia para todos.

Outra característica que fortalece bastante a força do Bitcoin é o fato de que seu funcionamento está disponível através de uma licença de código aberto. Isso significa que qualquer pessoa poderia criar a sua própria versão modificada da moeda virtual. Entretanto, o que valida a existência (e o valor) do Bitcoin é a confirmação de outros nós do blockchain. É isso que torna essa moeda confiável e descentralizada.

Como funciona a mineração?

O processo de mineração é muito mais simples do que pode parecer. Na verdade, tudo se resume a gastar poder computacional para “gerar” blocos de Bitcoin que vão resultar em unidades da moeda virtual. O chamado “poder computacional” nada mais do que fazer o hardware trabalhar de forma exaustiva, realizado cálculos e mais cálculos, para resultar nos blocos de Bitcoin.

Porém, outro aspecto importante da rede blockchain é a validação ou confirmação. Se a sua rede de mineração estiver integrada a essa outra grande rede (e precisa estar para que tudo funcione), tudo o que você fizer será confirmado (ou não) por outros nós. Também é assim que todo o ecossistema se protege de pessoas mal-intencionadas que querem burlar os procedimentos e criar redes fantasmas de Bitcoins.

Portando, podemos dizer que a mineração de Bitcoins funciona da seguinte forma: o software, rodando em um hardware especializado, “escuta” as transações que são transmitidas por meio dessa rede P2P (peer-to-peer). Em seguida, executa tarefas apropriadas para confirmar essas transações. Esse trabalho é recompensado com comissões pagas na moeda virtual para o processamento mais rápido. Também é concedido uma quantidade de Bitcoins recém-criados e emitidos com base em uma fórmula fixa (e desconhecida por todos).

E a validação, como ela funciona? Para que cada transação ou criação de Bitcoin seja confirmada, ela precisa ser incluída em um bloco que estará acompanhada da prova matemática de trabalho. Esse é o fator que separa uma pessoa qualquer com uma máquina simples daquele que possui um hardware especializado para a mineração da moeda virtual.

O problema de consumo de energia

Essa prova matemática é muito difícil de ser criada e exige um processamento gigantesco. Bilhões e mais bilhões de cálculos são exigidos para se chegar o resultado, motivo pelo qual apenas máquinas muitíssimo poderosas são capazes de realizar isso com folga. Todo esse processo exige que os mineradores façam esses cálculos para que os seus blocos posam ser aceitos pela rede e sejam recompensados pelo trabalho.

A prova matemática de trabalho criado por esses supercomputadores é projetada para depender de informações presentes no bloco anterior. Essa obrigação acontecer para manter uma ordem cronológica de todo o processo, o que também faz com que seja extremamente difícil reverter operações anteriores ou enganar o sistema. Isso exigiria um poder de processamento muitíssimo alto para criar os blocos de Bitcoin subsequentes.

Quando acontece de dois blocos serem encontrados ao mesmo tempo, o que acontece a todo momento, a rede de mineração trabalha sobre o primeiro bloco que recebem e passam para a cadeia mais longa assim que o próximo bloco é encontrado. Esse simples fato faz com que todo o processo de mineração seja um consenso global e totalmente baseado no poder de processamento das máquinas.

Muito embora qualquer um posso modificar o código fonte do programa do Bitcoin e implementar uma versão alterada, ele dificilmente conseguirá bons resultados. A conexão com a blockchain e a validação dos nós impede que qualquer transação ou criação de Bitcoin que não respeite as regras do protocolo sejam totalmente descartadas. Se a confirmação da rede P2P, tudo o que a máquina faz é desconsiderado, mesmo que um grande poder de processamento seja gasto.

O problema de consumo de energia é o fato de que, por vezes, é normal a máquina gastar mais energia elétrica do que é capaz de produzir em Bitcoins. É por isso que existem máquinas especializadas para realizar essa tarefa, com baixíssimo consumo de energia e alto poder de processamento. Além disso, há as chamadas “fazendas de mineração”, grandes quantidades de máquinas usadas exatamente para o fim de minerar Bitcoins.

Como funcionam as transações?

Por mais incrível que pareça, realizar uma transação de Bitcoin é relativamente simples. É lógico que a sua validade, como bem explicado acima, precisa ser confirmada pela rede blockchain. Mas depois de validada, todo o processo acontece naturalmente.

Toda a operação é realizada a partir de um aplicativo de carteira chamado Bitcoin Wallet. Esse software pode ser usado tanto no computador como em smartphones. Para realizar uma transação, basta apenas digitar a conta de destino, o valor de pagamento e clicar para enviar. Alguns programas de carteira ainda permite a digitalização de código QR ou transações via NFC.

Vale ressaltar que todas as transações com Bitcoins ficam armazenadas na cadeia de blocos de maneira totalmente pública. Porém, isso não significa que podemos identificar as duas pontas de uma transação. Os donos da carteira são completamente anônimos, o que garante a segurança das operações dentro dessa grande rede. Por mais que seja possível saber de onde a operação veio e para onde ela está indo, é impossível saber que a executou e quem a está recebendo.

Se por um acaso um usuário perder o acesso a sua carteira, os Bitcoins contidos nela se perderão para sempre também. Mesmo que a moeda virtual continue existindo na cadeia de blocos, não é possível descobrir a chave privada que permite que essas moedas possam ser utilizadas novamente. Portanto se você tiver uma carteira de Bitcoin, cuide dela com carinho.

Associação ao crime

O anonimato é o principal responsável por associarmos o Bitcoins a atividades ilegais. O fato de você não poder conhecer o dono de cada carteira é o que permite que a moeda virtual seja usada para adquirir produtos ilegais. Isso acontece especialmente na Deep Web, lugar onde o anonimato também impera. Por lá, diversos serviços e produtos podem ser adquiridos por Bitcoins.

Entre eles, podemos mencionar drogas, órgãos roubados, armas, materiais nucleares e serviços como assassinato, sequestro e até mesmo ataques terroristas. Porém, vale ressaltar que o Bitcoin não é necessariamente algo ruim. Na verdade, é o seu uso que é feito de maneira inadequada, sendo utilizado para cometer crimes e comprar produtos e serviços proibidos.

A polêmica existe exatamente no anonimato, o que também é o mecanismo que permite que o sistema funcione adequadamente. Se cada um dos nós pudesse ser facilmente identificado, as transações poderiam ser validadas por interesse, diminuindo a confiabilidade da gigantesca rede de Bitcoins. Portanto, não caia na falácia de que essa moeda virtual é algo ruim. São as atitudes do ser humano que corrompem a reputação do Bitcoin.

Como comprar Bitcoins?

É simples: existem diversas empresas especializadas na compra e venda de Bitcoins para pessoas comuns, como eu e você. Essas companhias, chamadas de corretoras, atuam inclusive aqui no Brasil. Da mesma forma que outras moedas, como o euro e o dólar, é preciso trocar uma quantia de dinheiro para conseguir o Bitcoin.

Porém, um aviso para os que estão pensando em entrar nesse mercado e começar a especular. A volatilidade da moeda é muito grande e todos os dias existem saltos e quedas grandes o suficiente para deixar até mesmo os mais experientes trades preocupados com o futuro da moeda. E, assim como qualquer moeda ou ação de uma empresa, o valor de mercado do Bitcoin é determinado pela oferta e pela demanda.

O maior valor do Bitcoin aconteceu em fevereiro de 2017. Na madrugada do dia 24, uma unidade dessa moeda virtual chegou a valer US$ 1.206,60, o equivalente a R$ 3.753 na cotação atual da época. Com essa alta expressiva, o valor de mercado de todos os Bitcoins emitidos até o momento chegou a cada dos US$ 20 bilhões, uma quantia bem maior do que a economia de alguns países e cidades grandes.

Falando nelas, eis uma lista atualizada das cidades e seus respetivos países mais interessados na mineração de Bitcoins:

  1. Lagos (Nigéria)
  2. São Francisco (Estados Unidos)
  3. Amsterdã (Alemanha)
  4. Nova York (Estados Unidos)
  5. Toronto (Canadá)
  6. Cingapura
  7. Los Angeles (Estados Unidos)
  8. Viena (Itália)
  9. Melbourne (Austrália)
  10. Sydney (Austrália)

No Brasil, também há um ranking bem interessante. Ele mostra quais são os estados que buscaram mais informações sobre o Bitcoin até o momento. Você vai ficar surpreso por saber qual é o estado que encabeça o topo do ranking:

  1. Acre
  2. Distrito Federal
  3. Amapá
  4. Mato Grosso do Sul
  5. Roraima
  6. Rio Grande do Norte
  7. Mato Grosso
  8. Rondônia
  9. Santa Catarina
  10. São Paulo

Vale ressaltar que ainda há outras critomoedas em circulação. Todas elas surgiram por conta da demanda criada pelo Bitcoin e recentemente a moeda virtual mais famosa e usada ficou abaixo de 50% frente as concorrentes. Para um nome que estava dominando, trata-se de uma grande perda. Confira o nome de algumas outras moedas virtuais:

O Bitcoin é seguro?

Por mais que a fama do Bitcoin não seja das melhores, é possível afirmar que há muita segurança nas transações com essa moeda virtual. Até mesmo grandes redes do varejo aceitam pagamentos através desse método. Isso significa que até mesmo os grandes players estão interessados em montar um portfólio de Bitcoin, o que favorece o crescimento dessa moeda.

Entre elas, podemos mencionar empresas como:

Entretanto, é necessário fazer uma ressalva muito importante. Trata-se de um caso que aconteceu em 2014 e assustou muita gente que estava pensando em apostar no Bitcoin. A MtGox, conhecida então como a maior casa de câmbio de Bitcoins do mundo, simplesmente desapareceu do mercado levando consigo todo o dinheiro investido por seus clientes.

No total, foram 127 mil pessoas prejudicadas por conta da abertura da falência da empresa. O rombo estimado foi de US$ 500 milhões, o que ultrapassa a cifra de R$ 1,5 bilhão. A MtGox, uma empresa registrada no Japão, recorreu ao processo de liquidação de empresa em 24 de abril de 2014. Essa é uma prova do perigo de se apostar em uma moeda virtual que ainda é muito nova. É difícil dizer que isso com certeza vai acontecer novamente, mas é um risco bastante provável.

Como já foi dito, a rede de Bitcoin não possui uma central de controle e nem uma autoridade para fiscalização. Isso significa que, embora não tenha o rastreio, toda a validação é realizada por uma gigantesca rede de computadores que não irá falhar. Portanto, se você está pensando em apostar nesse negócio, saiba que ele pode ser bastante lucrativo e é confiável na medida do possível.

O histórico da Operação Lava Jato

O Brasil passa por um momento bastante turbulento em sua história. Está em curso a maior operação de investigação de corrupção e lavagem de dinheiro da história desse país. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a isso a expressão econômica e política dos suspeitos de participar do esquema de corrupção que envolve a companhia.

O nome do caso, “Lava Jato”, decorre do uso de uma rede de postos de combustíveis e lava a jato de automóveis para movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma das organizações criminosas inicialmente investigadas. Embora a investigação tenha avançado para outras organizações criminosas, o nome inicial se consagrou.

Nesse esquema, que dura pelo menos dez anos, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.

Linha do tempo

Para entender melhor o que tem acontecido com o Brasil nesses últimos anos, preparamos essa linha do tempo com as fases da Operação Lava Jato. Confira:

1ª fase

17/03/2014 – Operação é deflagrada pela Polícia Federal. 17 são presos, incluindo Alberto Youssef, doleiro suspeito de comandar o esquema. São apreendidos carros de luxo, entre eles um Camaro, além de relógios e joias

2ª fase

20/03/2014 – Paulo Roberto Costa, que foi diretor de abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012, é preso sob suspeita de destruir e ocultar documentos do suposto esquema de corrupção na estatal

05/04/2014 – A revista ‘Veja’ diz que o deputado André Vargas (PT-PR) atuou junto com Youssef para a assinatura de um contrato entre o laboratório Labogen, do qual o doleiro é investidor, e o Ministério da Saúde

09/04/2014 – André Vargas renuncia ao cargo de vice-presidente da Câmara; a decisão se deu após a abertura de um processo de cassação de mandato por suposta quebra de decoro parlamentar por causa de suas relações com Youssef.

3ª fase

11/04/2014 – Policiais federais vão à sede da Petrobras, no Rio, para recolher documentos

23/04/2014 – Após receber relatórios das investigações da Lava Jato, a Justiça aceita a denúncia contra Alberto Youssef e seis investigados na operação

25/04/2014 – André Vargas se desfilia do PT nove dias depois de renunciar à vice-presidência da Câmara. No mesmo dia, a Justiça aceita a denúncia contra Paulo Roberto Costa

05/05/2014 – A investigação aponta a ligação de Youssef com outro deputado federal, Luiz Argôlo (SD-BA). O doleiro é suspeito de bancar de um a dois caminhões lotados de bezerros ao deputado. O PPS pede que a Câmara investigue a denúncia

14/05/2014 – É instalada a CPI da Petrobras no Senado, presidida pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB)

19/05/2014 – Paulo Roberto Costa é solto após decisão do STF

28/05/2014 – Instalada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), também presidida por Vital do Rêgo, para investigar as denúncias contra a Petrobras

4ª fase

11/06/2014 – Paulo Roberto Costa volta a ser preso pela Polícia Federal. A prisão foi decretada por conta do risco de fuga e por supostas contas que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras mantém na Suíça, com depósitos de US$ 23 milhões

5ª fase

01/07/2014 – A PF prende João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida, suposto administrador de contas de Alberto Youssef

03/07/2014 – O juiz Sérgio Moro envia ao STF indícios de suposta relação de Youssef com o senador Fernando Collor (PTB-AL)

6ª fase

22/08/2014 – A PF faz uma busca de documentos no Rio, em empresas ligadas a Paulo Roberto Costa

24/09/2014 – A Justiça homologa o primeiro acordo de delação premiada da Lava Jato, com Luccas Pace Júnior, operador de câmbio da doleira Nelma Kodama

06/09/2014 – Segundo a ‘Veja’, após fechar acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa revelou que três governadores, seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais foram beneficiados com pagamentos de propina. O ex-diretor também citou envolvimento da Transpetro, empresa responsável pelo processamento de gás natural e transporte de combustíveis

24/09/2014 – O Ministério Público Federal e Alberto Youssef assinam acordo de delação premiada

01/10/2014 – Por conta do acordo de delação, Paulo Roberto Costa é solto e passa a cumprir prisão domiciliar

08/10/2014 – Meire Poza, ex-contadora de Youssef, diz que ele negociou R$ 25 milhões com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e que o doleiro também tinha negócios com o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte

09/10/2014 – Paulo Roberto Costa diz que parte da propina do esquema de corrupção ia para o PT, o PMDB e o PP e foi usada na campanha eleitoral de 2010

22/10/2014 – O réu Leonardo Meirelles, diretor-presidente do laboratório Labogen, afirma que Youssef fez negócios com Sérgio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB

03/11/2014 – Sergio Machado, presidente da Transpetro, pede afastamento do cargo

7ª fase

14/11/2014 – PF cumpre mandados de prisão, busca e apreensão em PE, PR, DF, RJ, SP e MG, em empresas como Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht. A suspeita é que havia um grupo de empreiteiras que formava um cartel de desvio de recursos públicos. Entre os detidos está Renato Duque

15/11/2014 – Augusto Mendonça Neto, da Toyo Setal, revela ter pagado até R$ 60 milhões em propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque

16/11/2014 – Delatores dizem ter pagado R$ 154 milhões de propina a operadores do PT e do PMDB

18/11/2014 – O lobista Fernando Soares, conhecido como ‘Fernando Baiano’, se entrega na sede da PF em Curitiba. Ele é apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras

02/12/2014 – Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, manda soltar o ex-diretor da Petrobras Renato Duque

08/12/2014 – Segundo a ‘Época’, documentos revelam que a Camargo Corrêa pagou R$ 886 mil a uma empresa do ex-ministro José Dirceu

12/12/2014 – Segundo o ‘Valor Econômico’, a ex-gerente da diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca já havia alertado a diretoria da estatal sobre irregularidades em contratos

18/12/2014 – A CPI mista da Petrobras aprova o relatório final elaborado pelo deputado Marco Maia (PT-SR) e recomenda ao MPF o indiciamento de 52 pessoas. Os políticos são poupados

07/01/2015 – Segundo a ‘Folha de S.Paulo’, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como ‘Careca’, aponta o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras

8ª fase

14/01/2015 – Ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró é preso pela Polícia Federal sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro

28/01/2015 – A presidente da Petrobras, Graça Foster, anuncia que o cálculo apresentado durante a reunião do Conselho de Administração da Petrobras aponta perda de R$ 88,6 bilhões por conta da corrupção ligada à Lava Jato

04/02/2015 – Graça Foster e mais cinco diretores renunciam a cargos na Petrobras

9ª fase – Operação “My Way”

05/02/2015 – Deflagrada a nona fase da operação da PF em quatro estados. São alvos 26 empresas, sendo que a maioria servia de fachada para a Petrobras, e 11 operadores do esquema próximos a Renato Duque, como João Vaccari Neto, tesoureiro do PT

05/02/2015 – Em depoimento, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco estima que o PT recebeu de propina em contratos da estatal uma quantia entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões

26/02/2015 – Tem início uma nova CPI para investigar a Petrobras. O presidente da comissão é o deputado Hugo Motta (PMDB-PB)

03/03/2015 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, envia ao STF uma lista com políticos a serem investigados na Lava Jato

06/03/2015 – O ministro Teori Zavascki, do STF, autoriza a investigação de 47 políticos na Lava Jato. Ele também retirou o sigilo da lista dos investigados entregue por Janot

10ª fase – Operação “Que país é esse?”

16/03/2015 – São presos o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o empresário paulista Adir Assad e Lucélio Góes, filho de Mário Góes, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do esquema de pagamento de propina envolvendo a empresa catarinense Arxo

27/03/2015 – A PF prende Dario Queiroz Galvão Filho, sócio da Galvão Engenharia, e Guilherme Esteves de Jesus, apontado pela investigação como operador do esquema

11ª fase – Operação “A Origem”

10/04/2015 – O ex-deputado André Vargas é preso. Ele é investigado por ter usado um avião alugado por Youssef e é suspeito de ter cometido tráfico de influência no Ministério da Saúde a favor de uma empresa do doleiro. Outras pessoas, como o o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), também foram detidas

12ª fase

15/04/2015 – O tesoureiro do PT João Vaccari Neto é preso sob a suspeita de receber dinheiro de propina de contratos da Petrobras

18/04/2015 – O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite, admite que a empresa pagou R$ 110 milhões em propinas para abastecer o esquema de corrupção na estatal

22/04/2015 – A Justiça condena os primeiros réus da Operação Lava Jato. São oito condenados, entre eles estão Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef

09/05/2015 – Segundo a ‘Folha de S.Paulo’, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, afirma que doou R$ 7,5 milhões à campanha de reeleição de Dilma Rousseff por medo de retaliação

13ª fase

21/05/2015 – O empresário Milton Pascowitch, apontado como um dos operadores do esquema de propina na Petrobras, é preso. De acordo com o MPF, a empresa JD Consultoria, de propriedade do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, recebeu mais de R$ 1,4 milhão em pagamentos da Jamp Engenheiros Associados LTDA., que pertence a Pascowitch.

26/05/2015 – O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró é condenado a cinco anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro

14ª fase – Operação “Erga Omnes”

19/06/2015 – A PF prende os presidentes das empresas Odebrecht e Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, respectivamente, e outros executivos das empreiteiras. Segundo as investigações, as empresas agiam de forma sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras, o que envolvia pagamento de propina a diretores da estatal via contas bancárias no exterior

15ª fase – Operação “Conexão Mônaco”

02/07/2015 – É preso o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada. Ele foi citado por delatores como um dos beneficiários do esquema de corrupção. Autoridades do Principado de Mônaco bloquearam 10 milhões de euros de Zelada

14/07/2015 – Na Operação Politeia, um desdobramento da Lava Jato, a PF cumpre mandados de busca e apreensão na casa de seis políticos: Fernando Collor (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo da Fonte (PP-PE), Mário Negromonte (PP-BA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e João Pizzolati (PP). Da casa de Collor, os agentes levaram três carros de luxo: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini

16/07/2015 – O ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo afirma que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu propina de US$ 5 milhões para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado

19/07/2015 – Nove pessoas são indiciadas pela PF no inquérito da 14ª fase da Lava Jato relacionado à construtora Andrade Gutierrez. Entre elas, está o presidente da empreiteira, Otávio Marques de Azevedo

20/07/2015 – Três executivos da Camargo Corrêa são condenados por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. São eles: Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler. É a primeira sentença contra dirigentes de empreiteiras na Lava Jato. No mesmo dia, a PF indicia o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outras sete pessoas envolvidas com a empreiteira.

24/07/2015 – Investigação aponta que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias na Suíça para pagar propina a ex-diretores da Petrobras. Pagamentos foram feitos a Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Pedro Barusco, Jorge Zelada e Nestor Cerveró, de acordo com autoridades suíças

27/07/2015 – Documento apreendido na Odebrecht aponta que funcionários do alto escalão da Petrobras recebiam presentes do ex-diretor da empresa Rogério Araújo. Entre os ‘brindes’ estavam pinturas de artistas renomados, como Alfredo Volpi

16ª fase – Operação “Radioatividade”

28/07/2015 – A PF prende o diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Ele já havia sido afastado do cargo em abril, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa, que é uma subsidiária da Eletrobras. Um executivo da Andrade Gutierrez, Flávio David Barra, também é detido

30/07/2015 – A Operação Lava Jato completa 500 dias com a recuperação de R$ 870 milhões

30/07/2015 – Em entrevista ao Jornal Nacional, a advogada Beatriz Catta Preta afirma que decidiu deixar os casos dos clientes que defendia na Lava Jato porque se sentia ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras

17ª fase- Operação “Pixulexo”

03/08/2015 – O ex-ministro José Dirceu, seu irmão e outras seis pessoas são presas. O ex-ministro é suspeito de praticar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ele é suspeito de receber dinheiro de propina de contratos da Petrobras através da sua empresa JD Consultoria

04/08/2015 – Milton Pascowitch declara que uma propina de R$ 532,8 mil paga para o PT teve origem nas obras da Usina de Belo Monte. O valor, afirma, saiu da empreiteira Engevix e foi repassado por ele ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2011

05/08/2015 – Investigação aponta que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora

18ª fase – Operação “Pixuleco 2”

13/08/2015 – O ex-vereador petista Alexandre Oliveira Correa Romano é preso. Ele é apontado pela PF como um operador do esquema, que investiga o desvio de até R$ 52 milhões em contratos no Ministério do Planejamento

17/08/2015 – A Justiça condena o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano e Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, por corrupção e lavagem de dinheiro

20/08/2015 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresenta denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) também é denunciado

04/09/2015 – O ex-ministro José Dirceu e outras 16 pessoas são denunciados por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Janot apresenta ao STF denúncia contra o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e contra o pai dele, o senador Benedito de Lira (PP-AL)

11/09/2015 – A Polícia Federal pede autorização ao Supremo Tribunal Federal para tomar depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suspeito de ter se beneficiado de esquema de corrupção

15/09/2015 – O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outras 13 pessoas viram réus por corrupção e outros crimes

19ª fase – Operação “Nessum Dorma”

21/09/2015 – A PF deflagra a 19ª fase da operação. Um dos presos é José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix. Além disso, a Justiça condena o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e outras oito pessoas por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro

22/09/2015 – A Justiça condena o ex-deputado federal André Vargas, seu irmão Leon Vargas e o publicitário Ricardo Hoffmann. Com a sentença, André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara, é o primeiro político a ser condenado em um processo da Lava Jato

16/10/2015 – Cópias do passaporte, da assinatura e de dados pessoais do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comprovam a existência de contas bancárias secretas do deputado, da mulher e da filha dele na Suíça, segundo investigadores do caso

29/10/2015 – O ex-deputado Pedro Corrêa é condenado pela Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a 20 anos e 7 meses de prisão

20ª fase – Operação “Corrosão”

16/11/2015 – A PF deflagra a 20ª fase da operação com o objetivo de buscar provas de crimes cometidos dentro da Petrobras. Roberto Gonçalves, ex-gerente executivo da petrolífera, e Nelson Martins Ribeiro, apontado como operador financeiro, tiveram a prisão temporária decretada por suspeita de participação no esquema criminoso de fraude, corrupção e desvio de dinheiro

16/11/2015 – A Justiça Federal no Paraná condena o ex-deputado federal Luiz Argôlo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é o terceiro político a ser condenado, após André Vargas e Pedro Corrêa

21ª FASE – OPERAÇÃO ‘PASSE LIVRE’

24/11/2015 – A PF prende o pecuarista José Carlos Bumlai na 21ª fase da Operação Lava Jato. O lobista e delator Fernando Baiano afirmou em depoimento que repassou R$ 2 milhões a Bumlai referente a uma comissão a que o pecuarista teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula em uma negociação para um contrato. O dinheiro seria usado para pagar uma dívida imobiliária de uma nora de Lula

25/11/2015 – O senador Delcídio do Amaral (PT), líder do governo no Senado, é preso pela PF por tentar atrapalhar as apurações da Lava Jato. Também são presos o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu Nestor Cerveró

OPERAÇÃO ‘CATILINÁRIAS’

15/12/2015 – A Polícia Federal cumpre mandados na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Também são alvos da operação os senadores Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), e outros políticos. Batizada de Catilinárias, o nome da operação remete a discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina, que planejava tomar o poder e derrubar o governo republicano

18/01/2016 – O Ministério Público denuncia o ex-diretor da Petrobras Renato Duque pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Esta é a oitava vez que Duque, que está preso no Paraná, é denunciado por conta de crimes relacionados ao esquema de corrupção investigado pela Lava Jato

27/01/2016 – A PF deflagra a 22ª fase da Lava Jato em SP e em SC. A operação tem como objetivo investigar suspeitos de abrir empresas offshores e contas no exterior para ocultar e disfarçar o crime de corrupção com o pagamento de propinas

19/02/2016 – O senador Delcídio do Amaral (PT) deixa a prisão após 87 dias. O ministro Teori Zavascki, do STF revogou a prisão preventiva e determinou o recolhimento domiciliar no período noturno e dias de folga, enquanto no pleno exercício do mandato de senador. Caso seja afastado ou cassado do mandato, Delcídio deverá ficar em recolhimento domiciliar integral até nova demonstração de ocupação lícita

23ª FASE – OPERAÇÃO ‘ACARAJÉ’

22/02/2016 – A Polícia Federal realiza a 23ª fase da Lava Jato. A operação tem como alvo o publicitário baiano João Santana, marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Investigadores suspeitam que o publicitário foi pago, por serviços prestados ao PT, com propina oriunda de contratos da Petrobras. Foi decretada a prisão temporária dele e da mulher, que se encontram na República Dominicana

03/03/2016 – O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) firma acordo de delação premiada em que diz que Lula e Dilma agiram para barrar a Lava Jato

24ª FASE – OPERAÇÃO ‘ALETHEIA’

04/03/2016 – A Polícia Federal deflagra a 24ª fase da operação. As autoridades investigam a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares com empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Lula é alvo de um mandado de condução coercitiva para prestar esclarecimentos. Houve confusão entre manifestantes pró e contra o ex-presidente em Congonhas, para onde ele foi levado, e na frente de sua casa em São Bernardo do Campo. Para o Instituto Lula, a ação é ‘arbitrária, ilegal e injustificável’

08/03/2016 – A Justiça Federal condena o empresário Marcelo Odebrecht por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Além dele, também são condenados os executivos Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, os ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Pedro José Barusco Filho e Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef

25ª FASE – OPERAÇÃO ‘POLIMENTO’

21/03/2016 – O operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, que estava foragido desde julho de 2015, é preso preventivamente em Lisboa na primeira operação internacional feita pela Lava Jato. Schimidt é alvo da 10ª fase da operação e é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas da Petrobras a Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró, que também foram presos pela Lava Jato e estão detidos no Paraná

26ª FASE – OPERAÇÃO ‘XEPA’

22/03/2016 – A PF deflagra a 26ª fase da Lava Jato para investigar um suposto setor organizado dentro da Odebrecht para fazer o pagamento de propinas a servidores públicos. São cumpridos mandados em SP, RJ, SC, RS, BA, PI, MG, PE e DF

23/03/2016 – A Polícia Federal indicia o marqueteiro do PT João Santana, a mulher dele, Monica Moura, e outros seis investigados. Para a corporação, há indícios de que Santana e Monica tenham cometido crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa por meio de depósitos no exterior não declarados

27ª FASE – OPERAÇÃO ‘CARBONO 14’

01/04/2016 – A Polícia Federal cumpre 12 mandados judiciais da 27ª fase da operação em São Paulo. Silvio Pereira, ex-secretário geral do PT, e Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC, são presos. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman são alvo de condução coercitiva. A PF investiga crimes ligados a desvios no empréstimo do pecuarista José Carlos Bumlai ao Banco Schain pela contratação como operadora do navio-sonda Vitoria 10.000 pela Petrobras em 2009. Segundo o juiz Sergio Moro, é possível que o esquema da Petrobras tenha alguma relação com a morte do prefeito Celso Daniel (PT), em 2002

28ª FASE – OPERAÇÃO ‘VITÓRIA DE PIRRO’

12/04/2016 – O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) é preso preventivamente na 28ª fase da Lava Jato. A ação investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras. Gim era membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPMI, da Câmara e do Senado. O nome dele aparece nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato

28/04/2016 – A Controladoria-Geral da União declara a construtora Mendes Júnior como inidônea, e a empresa é proibida de fazer novos contratos com o poder público por pelo menos dois anos. O MPF apresenta denúncias relacionadas à 23ª e 26ª fases da operação. Entre os denunciados estão o marqueteiro do PT João Santana e a mulher, Monica Moura

08/05/2016 – A Justiça Federal homologa acordo de leniência entre a Andrade Gutierrez e o Ministério Público Federal. Além de fornecer provas para as investigações, a empreiteira terá de pagar R$ 1 bilhão à União

29ª FASE – OPERAÇÃO ‘REPESCAGEM’

23/05/2016 – O ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu é preso em Brasília na 29ª fase da Lava Jato. Genu, que foi condenado no esquema do mensalão, também foi assessor do ex-deputado federal José Janene, morto em 2010. Ele é suspeito de distribuir dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras a políticos do PP

30ª FASE – OPERAÇÃO ‘VÍCIO’

24/05/2016 – A PF cumpre a 30ª fase da operação no Rio de Janeiro e em São Paulo para investigar a possibilidade de pagamentos de R$ 40 milhões em propina a partir de contratos fraudulentos da Petrobras com fornecedores de tubo. Os alvos da fase são executivos e sócios de empresas do setor, um escritório de advocacia, dois funcionários da Petrobras e operadores financeiros

23/06/2016 – O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, é preso em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. O objetivo da operação é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas ao Ministério do Planejamento

01/07/2016 – O doleiro Lúcio Funaro é preso em São Paulo. Segundo a Procuradoria-Geral da República e delatores da Lava Jato, Funaro é ligado ao presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além disso, a PF também cumpre mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS Friboi

31ª FASE – OPERAÇÃO ‘ABISMO’

04/07/2016 – A PF cumpre a 31ª fase da Lava Jato para investigar crimes em contratos da Petrobras, com destaque para o contrato celebrado pelo Consórcio Novo Cenpes para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro

OPERAÇÃO ‘PRIPYAT’

06/07/2016 – O ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva é preso pela PF durante a Operação Pripyat, que investiga irregularidades na empresa. Othon Luiz já cumpria prisão domiciliar

32ª FASE – OPERAÇÃO ‘CAÇA-FANTASMAS’

07/07/2016 – A PF cumpre a 32ª fase da Lava Jato com foco em um banco panamenho que atuava no Brasil sem a autorização do Banco Central. A suspeita é que o banco abria e movimentava contas no país para conseguir enviar dinheiro de origem duvidosa para o exterior

33ª FASE – OPERAÇÃO ‘RESTA UM’

02/08/2016 – A PF cumpre a 33ª fase, batizada de ‘Resta um’, mirando a construtora Queiroz Galvão. O ex-presidente da construtora Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho são presos preventivamente

OPERAÇÃO ‘IRMANDADE’

10/08/2016 – O empresário Samir Assad é preso em operação contra esquema na Eletronuclear. Assad é acusado de ser operador financeiro da construtora Delta

34ª FASE – OPERAÇÃO ‘ARQUIVO X’

22/09/2016 – O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é preso em São Paulo, mas sua prisão é revogada no mesmo dia. A fase investiga a contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal. Segundo a PF, o ex-ministro atuou junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha do PT

35ª FASE – OPERAÇÃO ‘OMERTÀ’

26/09/2016 – O ex-ministro Antonio Palocci é preso em São Paulo. As suspeitas sobre Palocci na Lava Jato surgiram na delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele disse que, em 2010, Alberto Youssef lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci

19/10/2016 – O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é preso preventivamente em Brasília, acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro

36ª FASE – OPERAÇÃO ‘DRAGÃO’

10/11/2016 – A PF cumpre a 36ª fase da Lava Jato em cidades do Paraná, de São Paulo e do Ceará. A ação apura a lavagem de R$ 50 milhões para empresas já investigadas. O empresário e lobista Adir Assad, que já está preso na carceragem da PF, em Curitiba, é um dos alvos dos mandados de prisão

37ª FASE – OPERAÇÃO ‘CALICUTE’

17/11/2016 – A PF deflagra a 37ª fase da Lava Jato, em operação conjunta com o Rio de Janeiro, intitulada Calicute, e prende o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Ele é suspeito de receber milhões em propina para fechar contratos públicos. O prejuízo estimado em obras é de mais de R$ 220 milhões

16/12/2016 – O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), a mulher e mais cinco pessoas são denunciados por envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Comperj, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão

19/01/2017 – O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki, morre aos 68 anos, após a queda de um avião em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro

30/01/2017 – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologa as 77 delações de executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht. A homologação dá validade jurídica às delações

02/02/2017  – O ministro Edson Fachin é escolhido como o novo relator da Operação Lava Jato no STF após um sorteio eletrônico. Ele ocupa a vaga de Teori Zavascki, o antigo relator, morto em um acidente aéreo. No mesmo dia, o juiz federal Sérgio Moro condena o marqueteiro João Santana, a mulher dele e mais quatro réus em um processo da 23ª fase da Lava Jato. Entre os crimes citados na sentença estão corrupção ativa e lavagem de dinheiro

10/02/2017 – O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e mais sete pessoas viram réus na Operação Eficiência

14/02/2017 – A Justiça Federal aceita denúncia e torna réu o ex-governador Sérgio Cabral Filho réu pela quarta vez em desdobramentos da força-tarefa da operação Lava Jato. São 184 crimes de lavagem de dinheiro. O ex-governador, a mulher dele, Adriana Ancelmo, e outras nove pessoas são acusados de lavar mais de R$ 39 milhões em 10 meses

38ª FASE – OPERAÇÃO ‘BLACKOUT’

23/02/2017 – A PF realiza a 38ª fase da Lava Jato, que tem como alvos dois operadores ligados ao PMDB e apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Segundo as investigações, entre os beneficiários há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras

14/03/2017 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento e nega que tenha atuado para obstruir a Operação Lava Jato. Segundo Lula, há três anos ele vem sendo vítima de um ‘massacre’. No mesmo dia, o diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior, e o atual subsecretário de Turismo do estado e ex-subsecretário de Transportes, Luiz Carlos Velloso, são presos na Operação Tolypeutes., um desdobramento da Lava Jato

OPERAÇÃO ‘SATÉLITES’

21/03/2017 – A PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Alagoas, Brasília, Bahia e Rio de Janeiro. Os mandados são os primeiros com base na delação premiada da empreiteira Odebrecht e têm como alvos pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Valdir Raupp (PDMB-RO) e Humberto Costa (PT-PE)

39ª FASE – OPERAÇÃO ‘PARALELO’

28/03/2017 – A PF realiza a 39º fase da Lava Jato no Rio de Janeiro. A fase foi batizada de Operação Paralelo em razão da ação clandestina no mercado financeiro por parte dos investigados

30/03/2017 – Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de reclusão por três crimes na Lava Jato. O ex-presidente da Câmara está preso desde outubro de 2016

11/04/2017 – O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autoriza a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 98 políticos, sendo 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. Os pedidos se baseiam na chamada lista de Janot, feita com base em delações de ex-executivos da Odebrecht

12/04/2017 – O STF libera os vídeos com os depoimentos dos delatores da Odebrecht

40ª FASE – OPERAÇÃO ‘ASFIXIA’

04/05/2017 – A PF deflagra a 40ª fase da operação com o foco em três ex-gerentes da Petrobras suspeitos de receber mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal. Os alvos são investigados pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, entre outros

A história por trás da lendária Fênix

A fênix ou fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Origem na mitologia egípcia

Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do Deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.

De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.

Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

A lenda hoje

Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.

Para os gregos, a fénix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios a tinham por “Bennu” e estava relacionada a estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

A parte chinesa da história

Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas. Roxo, Azul, Vermelha, Branco e Dourado.

No início da era cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.

No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porquê o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressureição da ave mítica das cinzas.

Citações famosas

“Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Arábia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz.” – Heródoto

“E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si” – Apolônio de Tiana.

“Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo – a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de Bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho – o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai – como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o” – Ovídio.

“Seus braços viraram longas asas vermelhas com umas penas douradas no interior, seu corpo mudou para algo indefinido, como se não houvesse vértebra. Uma enorme cauda cheia de penas vermelhas e douradas começa a encher o salão. Era uma criatura de proporções gigantescas, quase não cabendo no salão.”– Clayton De La Vie.

A Fênix entre os persas

O poeta persa sufista Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177, descreve a fênix:

“Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo.

Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira.

Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir ao espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa.

 É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.

Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora.

Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”.

Fênix na cultura popular

  • Fênix são vistas na série As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis.
  • Fawkes, é uma fênix de estimação de Alvo Dumbledore na série Harry Potter de J. K. Rowling.
  • A fênix é representada como um bruxo que tem uma mutação genética na saga de fantasia Seres do Além de Clayton De La Vie[5].
  • Fênix é uma das unidades usáveis no jogo Age of Mythology.
  • Sidtri, é uma mascote do jogo Grand Chase que se assemelha à uma Fênix.
  • No anime “Os Cavaleiros do Zodíaco”, Ikki é o cavaleiro que usa a armadura de bronze de fênix.
  • Em Megaman X6, Blaze Heatnix é um maverick em forma de fênix.
  • Phoenix é o nome de uma habilidade de summoner em alguns jogos da série Final Fantasy.
  • Em Castlevania – Curse of Darkness, existe um Innocent Devil (invocações que auxiliam os “Devil Forge Masters” Hector e Isaac), que é uma fênix.
  • No jogo Sonic Unleashed, uma fênix dominada pelo poder de Dark Gaia é um dos bosses.
  • Em X-Men Jean Grey ou Fênix e também garota Marvel é uma personagem das histórias em quadrinhos do Universo Marvel, produzidos pela Marvel Comics.
  • Na animação da Disney, Fantasia 2000, o pássaro de fogo aparece na última cena com a composição A Sagração da Primavera do Ígor Stravinski.
  • É um personagem jogável no jogo Dota 2.

Uma fênix é protagonista da novela “A Princesa da Babilónia” de Voltaire. Voltaire faz a seguinte descrição desta ave fabulosa:

“Era do talhe de uma águia, mas os seus olhos eram tão suaves e ternos quanto os da águia são altivos e ameaçadores. Seu bico era cor-de-rosa e parecia ter algo da linda boca de Formosante. Seu pescoço reunia todas as cores do arco-íris, porém mais vivas e brilhantes. Em nuanças infinitas, brilhava-lhe o ouro na plumagem. Seus pés pareciam uma mescla de prata e púrpura; e a cauda dos belos pássaros que atrelaram depois ao carro de Juno não tinham comparação com a sua.”

Como aconteceu o Big Bang?

Você acredita no Big Bang? A também chamada “Grande Explosão” é a teoria cosmológica dominante que tenta explicar a origem do universo. O termo “Big Bang” é usado pelos cientistas para explicar a ideia de que toda a existência teve início a partir de uma grande explosão. O Universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado. Desde então tem se resfriado por conta da expansão ao estado diluído atual e continua se expandindo atualmente.

A teoria clássica do Big Bang lembra, pelo menos em um aspecto, a criação bíblica: Ela diz que o tempo e o universo tiveram um começo. Será que isso é verdade? Difícil afirmar com certeza, mas as teorias modernas sobre a origem do mundo preveem a existência de um “antes”.

A Origem da Teoria

Não se trata de fantasias, de frutos da imaginação exaltada de alguns cientistas ou místicos: pistas e restos daquilo que existia antes poderiam estar escondidos no espaço, sobretudo sob a forma de ondas gravitacionais, de extremamente fracas oscilações no espaço-tempo previstas por Einstein e com grande probabilidade observados por pesquisadores do projeto Colaboração BICEP2.

O cientista Georges Lemaître foi aquele que propôs a teoria Big Bang como a conhecemos, embora ele tenha chamado como “hipótese do átomo primordial”. O quadro para o modelo se baseia na teoria da relatividade de Einstein e em hipóteses simplificadoras (como homogeneidade e isotropia do espaço).

As equações principais foram formuladas por Alexander Friedmann. Depois Edwin Hubble descobriu em 1929 que as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por Lemaître em 1927. Esta observação foi feita para indicar que todas as galáxias e aglomerado de galáxias muito distantes têm uma velocidade aparente diretamente fora do nosso ponto de vista: quanto mais distante, maior a velocidade aparente.

O Big Bang

Há quase 14 bilhões de anos, o universo em que vivemos se expandiu graças a um evento extraordinário, uma explosão de proporções inimagináveis que foi chamada de Big Bang. Calcula-se que, numa fugaz fração de segundo, o universo se expandiu exponencialmente, indo muito além dos limites que podem ser alcançados pelos nossos melhores telescópios.

Tudo isso era apenas teoria. Mas, há menos de um ano, quando os cientistas da Colaboração BICEP anunciaram a primeira evidência direta dessa inflação cósmica, o mistério das origens ficou muito mais perto de ser desvendado. Os dados obtidos representavam as primeiras imagens de ondas gravitacionais, ou ondulações no espaço-tempo. Essas ondas passaram a ser descritas como os “primeiros tremores do Big Bang”. Por fim, os dados confirmaram uma profunda conexão entre a mecânica quântica e a relatividade geral.

“Detectar estes sinais é um dos objetivos mais importantes da cosmologia hoje. Um monte de trabalho com um monte de gente levou até este ponto”, diz John Kovac (Harvard -Smithsonian Center for Astrophysics ), líder da colaboração BICEP2.

Grandes descobertas

Estes resultados inovadores vieram de observações pelo telescópio BICEP2 da radiação cósmica de fundo – um brilho fraco que sobrou do Big Bang. Flutuações minúsculas deste pós-origem fornecem pistas para conhecermos as características e condições do universo primitivo. Por exemplo, pequenas diferenças de temperatura em todo o céu mostram onde as partes do universo eram mais densas e, portanto, mais propensas a se condensarem formando galáxias e aglomerados galácticos.

Para captar esses sinais, já estão funcionando em todo o mundo detectores de ondas gravitacionais extremamente sensíveis e sofisticados como o “Ligo” e o “Virgo”, que usam raios laser para medir o comprimento das ondas com grande precisão (com uma margem de erro inferior à espessura de um cabelo em relação a todo o Sistema Solar!)

Outros instrumentos, como o próprio radiotelescópio BICEP2, já revelaram as ondas gravitacionais surgidas imediatamente após o Big Bang. Também poderão revelar aquelas ondas surgidas instantes antes, dando-nos algumas informações a mais a respeito do que existia antes do próprio Big Bang.

Cronologia do universo

Uma extrapolação da expansão do universo no passado, usando a relatividade geral, produz uma densidade e uma temperatura infinitas em um tempo finito. Esta singularidade indica que a relatividade geral não é uma descrição adequada das leis da física neste regime. Quão próximos os modelos baseados apenas na relatividade geral podem ser usados ​​para extrapolar em direção à singularidade ainda é algo que está em debate – certamente não mais próximos do que o final da Era Planck.

Esta singularidade primordial é por si só chamada de “o Big Bang”,[53] mas o termo também pode se referir a uma fase mais genérica, mais quente e densa[54] do universo. Em ambos os casos, “o Big Bang” enquanto evento também é coloquialmente referido como o “nascimento” do nosso universo, uma vez que representa o ponto da história onde o universo entrou em um regime onde as leis da física passaram a funcionar da maneira como nós as entendemos (especificamente a relatividade geral e o modelo padrão da física de partículas).

Baseado em medições da expansão usando supernovas tipo Ia e a radiação cósmica de fundo em micro-ondas, o tempo que passou desde aquele evento, também conhecido como “idade do universo”, é de 13,799 ± 0,021 bilhões de anos. Medições independentes desta idade apoiam o modelo ΛCDM, que descreve em detalhes as características do universo.

As teorias que tentam explicar o nascimento do Universo

Segundo alguns estudiosos de mecânica quântica, a nossa própria realidade se desdobra toda vez que uma partícula tem a possibilidade de se comportar de modos diversos, dando vida a dois universos paralelos: em um deles a partícula de um modo, no outro de modo oposto. De desdobramento em desdobramento são criadas todas as possíveis variáveis. Assim, existiria um mundo no qual a América não foi descoberta por Colombo, um outro mundo no qual a humanidade não surgiu na África, e sim no Alasca, e um terceiro mundo no qual o Brasil não perdeu a última Copa do Mundo, pelo contrário, venceu esse campeonato vencendo a Argentina por 7 a 1!

Parece, que teremos de nos acostumar não apenas à ideia de que a Terra não é o único planeta habitado (como parecem testemunhar o enorme número de exoplanetas descobertos até agora), mas que também a Terra não pertence ao único universo existente. De qualquer forma, as possibilidades imaginadas pelos cientistas são de dar vertigem.

1. Universos paralelos

Segundo Alan Guth, físico do Mit di Boston (EUA), o nosso universo surgiu a partir de uma instabilidade do “vazio” primordial. Esse vazio era semelhante a um fluido extremamente quente, no qual surgiam bolhas em contínua expansão… exatamente como acontece numa panela d’água em ebulição.Nosso universo era uma das bolhas, as outras bolhas eram universos “paralelos” ao nosso.

O Modelo de Guth foi superado pelo de Andrei Linde, físico da Universidade de Stanford (EUA), segundo o qual os universos não nascem de um estado primordial quentíssimo, mas sim de flutuações de certos parâmetros no vazio. Segundo Linde, a realidade última é um “multiverso”: uma espécie de fluxo eterno de universos que nascem uns dos outros.

O universo seria constituído de muitas bolhas que, por sua vez, produzem novas bolhas, em um processo infinito. As bolhas são criadas a partir de repentinas mudanças das características energéticas do vazio. As constantes físicas (como a velocidade da luz) teriam valores diferentes em cada uma das bolhas.

2. Universo-mãe

Um universo primordial genitor de si mesmo e de todos os outros universos, entre os quais o nosso. Esta é a ideia de J. Richard Gott e Li-Xin Li, físicos da Universidade de Princeton, EUA. O modelo é similar ao multiverso de Linde (hipótese precedente), mas segundo Gott e Li no princípio de tudo existe um “universo-mãe”, um mundo no qual a estrutura espaço-tempo se fecha e se completa em si mesma, como uma rosca.

Desse modo, o passado coincide com o futuro, como um trem que gire em círculo passando sempre pelos mesmos lugares. E, desse modo, continuamente fechando o círculo sobre si mesmo, como uma serpente que come o próprio rabo, o universo-mãe geraria outros universos ad infinitum, entre eles também o nosso.

3. Teoria das cordas

Segundo o físico italiano Gabriele Veneziano, um dos criadores da teoria das cordas, antes do Big Bang existia um oceano caótico de ondas no qual o tempo não tinha uma direção bem definida. “A um certo ponto a matéria começou a ficar mais densa sob o efeito da gravidade e a flecha do tempo começou a apontar para uma direção precisa”, explica Veneziano.

“A matéria se comprimiu deformando o espaço e o tempo de um modo extremo e, como consequência desse processo, foi gerado o Big Bang”. Como demonstrá-lo? “A teoria prevê, entre outras coisas, a existência de uma partícula chamada “dilaton” que teria desempenhado um papel importante naquela fase”, conclui Veneziano “e da qual seria possível encontrar-se traços graças aos reveladores de ondas gravitacionais”.

4. Teoria da membrana tridimensional

Uma hipótese recente, baseada sobre uma evolução da teoria das cordas, sustenta que o nosso universo seria uma “membrana tridimensional” suspensa em um espaço mais amplo, possuidor de 4 ou mais dimensões, no qual se encontram também outras membranas (outros universos paralelos).O Big Bang teria surgido da energia que se liberou do choque da nossa membrana com uma outra.

“Em algumas versões desse cenário, no momento do choque foi formada uma certa quantidade de “cordas cósmicas” (defeitos filiformes de enormes dimensões no espaço-tempo) que ainda poderiam ser encontradas em nosso universo”, explica Veneziano. É possível verificar isso? Talvez: tais cordas se comportariam como uma lente e desviariam a luz que nos chega proveniente de estrelas distantes.

5. Teoria dos buracos de minhoca

O físico teórico Nikodem Poplawski, da Universidade de Indiana, EUA, publicou na revista científica Physics Letters B um estudo no qual sugere uma curiosa e sugestiva eventualidade. A análise matemática dos buracos negros, dos buracos brancos, e dos pontos de Einstein-Rosen (túneis no espaço-tempo que os interligam), levou à teoria de que o nosso universo possa existir no interior de um desses pontos.

Existiriam portanto outros dois universos conectados entre si por um túnel buraco de minhoca, e nós estaríamos exatamente dentro do túnel que os conecta.A teoria vai além. O físico, com efeito, hipnotiza que todos os buracos negros do nosso universo estejam, por sua vez, conectados a pontos de Einstein-Rosen e em cada um deles teria sido gerado um universo diferente.

Segundo Nikodem Poplawski, colocar o nosso universo no interior de um buraco de minhoca poderia ajudar a resolver a questão da origem da inflação, a rapidíssima expansão introduzida pela teoria standard do Big Bang com o objetivo de explicar a homogeneidade do universo, e cuja existência foi confirmada pelo experimento BICEP2.

O fim do Big Bang?

Uma nova teoria está abalando o campo da física e poderá mudar tudo o que pensamos sobre a origem do Universo. Trata-se do Big Bounce, ou “Grande Rebote” ou ainda “Grande Salto”. A teoria sugere que o Cosmos teria sido gerado a partir do colapso gravitacional de um Cosmos muito mais antigo.

O modelo do Grande Rebote sugere que um Universo prévio entrou em colapso, dando origem ao que habitamos. Essa teoria também contempla a possibilidade de um Big Bang – não como início absoluto, mas como parte de um grande ciclo no qual um Universo antigo dá lugar a um novo.

Segundo o Big Bounce, o universo se expande e se contrai indefinidamente. O que temos hoje seria o resultado de um “salto” de uma expansão para a contração. No “rebote” desse vai e vem, nosso universo teria se formado.

Existem provas?

A teoria do Grande Rebote existe desde 1922, mas faltavam argumentos físicos e matemáticos para explica-la e coloca-la em teste. Agora, um novo estudo acaba de ser publicado na Physical Review Letters, no qual os pesquisadores Steffen Gielen e Neil Turok explicam como o Big Bounce teria ocorrido.

De acordo com os estudiosos, no início, todo o universo era uniforme e regido pelas mesmas leis. Atualmente, temos duas grandes vertentes na física: a Teoria da Relatividade de Einstein e a Teoria Quântica. A primeira consegue explicar o comportamento dos grandes corpos no universo, mas a Física Quântica explica o comportamento de partículas subatômicas.

O que os pesquisadores sugerem é que no princípio havia uma “simetria conforme” dos corpos, onde todo o universo era exatamente igual e uniforme, independente da escala – partículas, planetas, estrelas e galáxias. Assim, no início do universo, onde toda a matéria estava na forma de partículas e ainda não existiam as grandes estruturas atuais, a lei vigente era a física quântica.

A chamada cosmologia quântica de laços está acumulando argumentos a favor do Big Bounce. Quando cientistas fizeram simulações computacionais do universo descrito pelas equações da gravidade quântica, perceberam que o universo se tornava cada vez mais denso, se aproximando do momento do Big Bing. Isso já era esperado. Mas, em vez de desmoronar em um ponto de densidade infinita – a singularidade do Big Bang -, a simulação do cosmo rebateu e começou a se expandir de novo.

Se as equações estiverem corretas, nosso universo não veio da explosão de um ponto, mas do rebote de um universo anterior no processo de compressão: um Big Bounce.

Entenda o polêmico jogo da Baleia Azul e por que isso está levando a morte de pessoas

Se você não esteve vivendo dentro de uma caverna nos últimos dias, é muito provável que você já tenha ouvido falar em um tal de jogo da “Baleia Azul”. Nos noticiários, esse “desafio” tem sido considerado o responsável por diversos suicídios em todo o mundo, com reflexos negativos até mesmo aqui no Brasil.

Neste artigo, vamos explorar as origens desse jogo aparentemente demoníaco e compreender o que são os desafios propostos a quem se habilita a participar da “brincadeira”. Vale ressaltar que o blog Ah Duvido está criando esta matéria com o intuito de informar e não incentivar a prática do que é proposto por esse jogo. Destacamos o alerta aos pais que devem sempre observar o comportamento de seus filhos para entender se eles não estão se envolvendo em atividades que podem colocar em risco a sua vida e de outras pessoas.

A origem do jogo “Baleia Azul”

Como diversas histórias que nasceram ou cresceram na internet, não é possível apontar exatamente todos os seus fatos como verdadeiros. O mesmo podemos dizer sobre a origem do jogo “Baleia Azul”, que possui um pano de fundo por trás, mas que pode muito bem ser apenas isso mesmo: um pano de fundo.

De acordo com a história mais aceita entre os jornalistas e especialistas que investigam o assunto, o jogo da Baleia Azul (Blue Whale, em inglês) teve início na Rússia entre os anos de 2015 e 2016. Tudo começou com uma menina chamada Rina Palenkova. Ela teria se matado se jogando na frente de um trem.

A história começa com essa menina pois momentos antes de ela se matar ela publicou em suas redes sociais um simples “adeus”. Isso mostrou que o suicídio estava premeditado e que poderia haver algo por trás de tudo isso. Essa é uma história bastante triste. Porém, como muitos devem imaginar, a repercussão da internet acabou transformando todo o caso em um meme. Várias montagens de mal gosto também acabaram surgindo, o que tirou a atenção para o verdadeiro problema do caso.

Porém, algumas pessoas começaram a prestar mais atenção nesse caso e decidiram investigar a vida da menina tentar entender porque ela cometeu suicídio. O diagnóstico de depressão é outra causa que precisava ser investigada em Rina Palenkova. Essas pessoas começaram a visitar e entender o comportamento da menina nas redes sociais e fizeram descobertas incríveis.

Os responsáveis pelo jogo

Depois que todo esse assunto atingiu o seu auge, em março de 2016, um jornal russo fez uma reportagem que conta um pouco sobre a existência de “grupos de morte” nas redes sociais. O cerco estava armado e a investigação se aprofundou ainda mais para tentar entender porque Rina havia cometido suicídio.

Dentro dessas comunidades, um jogo era bastante conhecido. Batizado de “Wake Me Up At 4:20” (“Me Acorde Às 4:20”, em tradução livre), esse era um desafio que colocava os participantes para fazerem uma série de desafios. De acordo com especialistas, o horário era o mais propício para aqueles que estavam planejando cometer um suicídio.

O jogo também era conhecido em outros lugares como Blue Whale, ou a agora tão conhecida Baleia Azul. O mesmo jornal relatou que o jogo encarava Rina como uma espécie de símbolo, a pessoa que teria dado início a toda essa brincadeira de mal gosto. Há quem diga que o jogo foi inspirado em um livro chamado “50 Dias Antes do Meu Suicídio”, mas nada ainda foi comprovado.

A notícia se espalhou tão rápido que muitas outras pessoas começaram a investigar o caso para entender o que estava acontecendo. Relatos apontavam para outros suicídios que também estariam conectados a esse jogo da Baleia Azul. As investigações acabaram encontrando muitas outras comunidades de morte e assim tudo começou a fazer um pouco mais de sentido.

Mais grupos de morte

Um dos grupos de morte mais conhecidos usavam a hashtag #F57. Trata-se de um lugar cheio de informações a respeito de suicídio e automutilações. Nesse grupo haviam várias publicações misteriosas, mas sempre fazendo referência ao jogo Blue Whale ou sempre usando a famosa hashtag deles. Até mesmo a imagem da baleia era usada.

Até o momento, todo o caso poderia ser encarado como uma “história de internet”. Ninguém ainda se importava muito com o assunto até o momento em que uma lista com o nome de pessoas que teriam morrido por causa do jogo havia sido liberada. A partir desse momento, as investigações ficaram ainda mais sérias. Afinal, não tínhamos mais apenas números, mas nomes ligados a essa prática que estava levando crianças e adolescentes a cometerem suicídio.

Depois disso, não demorou muito para que muitos países começassem a colocar investigações para entender exatamente quem estava por trás de todos esses casos. Em outubro de 2016, um jovem chamado Filip Budeikin, também conhecido como “The Fox”, foi preso por supostamente ser um dos administradores dos grupos. Esses grupos teriam sido os responsáveis por pelo menos 15 mortes.

Porém, o jovem era astuto e desmentiu tudo. Na verdade, ele alegou que estava no grupo para desencorajar os jovens que estavam dentro do jogo. No final das contas, ele acabou não recebendo punição alguma e não foi considerado o responsável pelos suicídios que aconteceram em diversos países.

Casos em 2017

No começo de 2017, várias publicações russas voltaram com esse assunto à tona, o que também despertou a atenção de crianças e adolescentes. O jogo da Baleia Azul que não era tão conhecido assim acabou viralizando e envolvendo mais pessoas do que os seus criadores realmente “pretendiam”. E tudo isso por causa de uma grande mentira.

Através do Facebook, um texto supostamente escrito pela polícia para as escolas começou a circular. As escolas, por sua vez, desesperadas por causa das possíveis implicações do caso, começaram a alardear com os pais sobre os perigos do desafio da Baleia Azul, o que acabou servindo como um convite para cada vez mais pessoas pesquisarem sobre o assunto.

O texto dizia que um grande suicídio em massa estaria sendo planejado e envolveria mais de 5 mil jovens. Imagine só os pais nessa situação compartilhando ao máximo essa informação com outros pais e, consequentemente, com as suas crianças? Tudo isso envolveria um jogo que convidaria as pessoas a praticarem uma série de desafios que, no final, resultaria no já mencionado suicídio.

As autoridades acabaram concluindo que as informações do texto eram falsas. No final das contas, tudo acabou se mostrando uma grande mentira, mas ganhou repercussão porque no mesmo período duas meninas russas acabaram realmente se matando. Uma delas, de 15 anos, teria postado uma foto de uma baleia azul antes de tirar a sua própria vida.

A curiosidade das pessoas

Com essas informações espalhadas dessa forma, muitas crianças e adolescentes começaram a demonstrar interesse por esse tal jogo da Baleia Azul. O motivo ainda é um mistério, mas pode estar associado a casos de bullying e jovens que estão insatisfeitos com suas vidas. Porém, ao começar a pesquisar um pouco sobre o caso, elas logo descobriam que você não podia entrar nesse desafio. Você precisava ser convidado.

Esse convite é enviado por um “curador”, a pessoa responsável por propor e acompanhar os desafios. Supostamente, esse indivíduo começa a oferecer desafios mais “simples”, mas que logo vão evoluindo para atividades mais pesadas. No começo, são 28 desafios que vão se repetindo até chegar a 50. Se em algum momento a pessoa pensa em desistir, o curador começa a ameaçar a vítima dizendo que vai matar ela e toda a sua família caso ela realmente desista.

Muitos dos desafios tinham que ser comprovados. Isso era feito através de uma foto quer é enviado para o curador que acompanha a vítima.

Os 50 desafios

Esses são os 50 desafios que são propostos para as vítimas que caem essa armadilha da Baleia Azul:

1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.

2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.

3 – Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.

4 – Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.

5 – Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.

6 – Tarefa em código.

7 – Escreva “F40” em sua mão, envie uma foto ao curador.

8 – Em sua rede social, escreva “#i_am_whale” no seu status do VKontakte(Rede Social Russa) ou no Facebook. O texto significa “Eu sou uma Baleia”.

9 – Ele te dará uma missão baseada no seu maior medo, ele quer fazer você superar esse medo.

10 – Acorde as 4:20 da manhã e suba em um telhado, quanto mais alto melhor.

11 – Desenhe uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e enviar a foto para o curador.

12 – Assista filmes de terror e psicodélicos, todas as tardes.

13 – Ouça as músicas que os “curadores” te enviarem.

14 – Corte seu lábio.

15 – Fure sua mão com uma agulha muitas vezes.

16 – Faça algo doloroso, “machuque-se”, fique doente.

17 – Procure o telhado mais alto, e fique na borda por algum tempo.

18 – Suba em uma ponte e sente-se na borda por algum tempo.

19 – Suba em um guindaste ou pelo menos tente.

20 – No próximo passo o curador irá verificar se você é de confiança.

21 – Encontre outra baleia azul, “outro participante”, o curador te indicará.

22 – Pendure-se novamente em um telhado alto, e apoie-se na borda com as pernas penduradas.

23 – Outra tarefa em código.

24 – Tarefa secreta.

25 – Reunião com uma baleia azul que o curador indicará.

26 – O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.

27 – Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.

28 – Não fale com ninguém o dia todo.

29 – Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.

30-49 – Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”. Durante o intervalo dos desafios entre 30 e 49.

50 – Tire sua própria vida.

Moda entre os adolescentes

Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais.

Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças ligar o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira.

Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

Recomendações para os pais

Em conversa com especialistas, o portal G1 acabou reunindo algumas dicas para os pais e responsáveis que podem ajudar que seus filhos se envolvam em casos como esse. É muito importante prestar bastante atenção a essas informações, pois elas podem representar a diferença entre a vida e a morte de suas crianças.

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.

“Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.

“Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, afirma Elizabeth.

Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”

Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. “Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe.”

4. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth.

5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth.

Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidade da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de “contra-jogo” da Baleia Azul.

“O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la”, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.

Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral.

Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. “Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida”.

Air France AF447 : O pânico na cabine nos minutos finais, comentado por especialistas em aviação

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Por anos, o desaparecimento do Air France AF447 no meio do Oceano Atlântico, em 01 de Junho de 2009, permaneceu como um dos maiores mistérios da aviação moderna.

Como poderia o Airbus A330, na época a aeronave mais avançada tecnologicamente do mercado, simplesmente desaparecer?

O mistério durou até Abril de 2011, quando foi recuperada a caixa preta do avião.

Os áudios extraídos do equipamento, em conjunto com análise de especialistas, mostram um cenário de sucessão de erros humanos, que tirou a vida de 228 pessoas.

O retrato completo dos últimos minutos deste voo foram narrados no livro “ Erreurs de Pilotage ( vol. 5 )” do piloto e escritor Jean – Pierre Otelli.

A seguir o relato aterrorizante minuto a minuto, sobre o fatídico voo, analisado por especialistas.

————
As 1h e 36m, o avião se aproxima das extremidades de um sistema de tempestade tropical.

Diferentemente de TODOS os demais voos que passavam pela região na mesma hora, a tripulação do AF447 não alterou a rota para evitar o pior da tempestade.

A temperatura externa é muito mais quente do que a previsão inicial, impedindo a aeronave, ainda cheia de combustível, de voar mais alto evitando os efeitos da tempestade.

O Airbus entra então, em uma camada de nuvens.

As 1h51m, o cockpit da aeronave fica iluminado por um fenômeno elétrico estranho e incomum, que imediatamente chama a atenção do inexperiente co- piloto Pierre-Cédric Bonin, de 32 anos.

O que é isso? Pergunta.

O capitão, Marc Dubois, um veterano com mais de 11 mil horas de voo, explica a Bonin que se trata do fenômeno “ Fogo de São Telmo “, descargas eletroluminescentes que acompanham tempestades e relâmpagos nestas latitudes do planeta.

Aproximadamente ás 2h da manhã, o outro co-piloto, David Robert, volta ao cockpit depois de um descanso.

Aos 37 anos, Robert possui mais que dobro de horas de voo que Bonin.

O comandante levanta e cede a Robert o assento de comando do lado esquerdo.

Apesar do gap de experiência entre Robert e Bonin, o capitão Dubois deixa Bonin responsável pelos controles da aeronave.

Ás 2:02 am, o capitão deixa a cabine para tirar um cochilo. 15 minutos depois todos a bordo do Airbus estariam mortos.

02:03:44 (Bonin) La convergence inter tropicale… voilà, là on est dedans, entre ‘Salpu’ et ‘Tasil.’ Et puis, voilà, on est en plein dedans…

A convergência inter-tropical, veja, estamos nela, entre Salpu e Tasil , estamos no centro dela….

A convergência inter-tropical, ou ITC, é uma área próxima do Equador famosa por tempos consistentemente ruins.

Ela é responsável por trovoadas e tempestades enormes e agressivas, algumas chegando até a estratosfera.

Diferente das demais tripulações que faziam a mesma rota naquela noite, a do AF447 não estudou o padrão das tempestades projetadas pela ITC e solicitou um desvio da área de turbulência mais intensa.

(Salpu e Tasil são dois pontos geográficos de controle e identificação de tráfego aéreo )

02:05:55 (Robert) Oui, on va les appeler derrière… pour leur dire quand même parce que…

Sim, vamos chamá-los de volta para informá-los

Robert aciona o botão de comunicação.

02:05:59 (comissária de voo, via intercom) Oui? Marilyn.

Sim? Marilyn.

02:06:04 (Bonin) Oui, Marilyn, c’est Pierre devant… Dis-moi, dans deux minutes, on devrait attaquer une zone où ça devrait bouger un peu plus que maintenant. Il faudrait vous méfier là.

Sim, Marilyn, aqui é o Pierre, veja, em 2 minutos, entraremos em uma área de turbulência e as coisas podem se movimentar mais que o normal no avião. Pode cuidar disso.

02:06:13 (comissária de voo) D’accord, on s’assoit alors?

Ok, devemos sentar então?

02:06:15 (Bonin) Bon, je pense que ce serait pas mal… tu préviens les copains!

Bem, não é má idéia, avise o restante da tripulação.

02:06:18 (comissária de voo) Ouais, OK, j’appelle les autres derrière. Merci beaucoup.

Sim. Ok. Avisarei a todos aqui atrás. Obrigado.

02:06:19 (Bonin) Mais je te rappelle dès qu’on est sorti de là.

Te ligo assim que sairmos de lá ( da zona de turbulência )

02:06:20 (comissária de voo) OK.

Okay.

Os dois pilotos conversam sobre a temperatura externa mais quente que o normal, que impossibilitou a subida da aeronave para a altitude prevista, e mostram felicidade por estarem pilotando um Airbus 330, que tem uma performance na altitude melhor que o Airbus 340.

02:06:50 (Bonin) Va pour les anti-ice. C’est toujours ça de pris.

Vamos com o Sistema anti icing. Melhor que nada.

Como estão voando no meio das nuvens, os pilotos ligam o sistema anti icing do Airbus, que previne a formação de gelo nas superfícies da aeronave.

O gelo, quando formado, diminui a eficiência aerodinâmica da aeronave, aumenta o seu peso e em situações extremas, pode gerar até a queda do avião.

02:07:00 (Bonin) On est apparemment à la limite de la couche, ça devrait aller.

Parece que estamos no final desta camada de nuvens. Acho que estamos bem.

Neste momento, Robert, que estava analisando o sistema de radar do Airbus, descobre que o mesmo não havia sido configurado corretamente. Ele altera para o modo correto e descobre que, na verdade, estão em direção ao centro da tempestade, em sua região de atividade mais intensa

02:08:03 (Robert) Tu peux éventuellement le tirer un peu à gauche.

Você pode ir um pouco mais á esquerda.

02:08:05 (Bonin) Excuse-moi?

Desculpe, o quê ?

02:08:07 (Robert) Tu peux éventuellement prendre un peu à gauche. On est d’accord qu’on est en manuel, hein?
Você pode ir um pouco mais á direita. Parece que estamos no manual correto?

Bonin, sem dizer uma palavra, angula o avião para a esquerda. De repente, um aroma estranho invade o cockpit, como de algo queimado, e a temperatura começa a subir.

Os jovens pilotos pensam que há algo de errado com o sistema de ar condicionado, mas Robert afirma que o problema é devido ás condições climáticas ao redor da aeronave. Bonin se tranquiliza.

Entretanto, um som característico de acúmulo de gelo na fuselagem da aeronave invade a cabine e começa a ficar mais forte.

Bonin avisa que irá diminuir a velocidade do Airbus e pergunta a Robert se deve acionar um recurso que evitaria que o motor pegasse fogo em caso de congelamento extremo dos mesmos.

Logo em seguida, um alarme soa por 2,2 segundos, indicando que o modo piloto automático, o padrão de voo do Airbus, está sendo desativado.

Isso ocorreu pelo fato dos tubos “ Pitot”, sensores que medem a velocidade do avião, estarem congelados. Sem as corretas métricas de velocidade medidas pelos tubos, o desempenho do piloto automático fica comprometido.

A partir de agora os pilotos precisariam voar o Airbus em modo manual.

Até este momento, o avião não sofreu nenhum tipo de pane. Com exceção do medidor de velocidade, tudo está funcionando perfeitamente.

Bonin e Robert, entretanto, nunca receberam treinamento de como operar um avião Airbus com tecnologia de ponta, em velocidade de cruzeiro, sem o medidor de velocidade funcionando.

02:10:06 (Bonin) J’ai les commandes.

Eu tenho os controles.

02:10:07 (Robert) D’accord.

Okay.

Talvez assustado com tudo o que ocorreu em tão poucos minutos, a turbulência, o cheiro de queimado, o problema no radar que fez com que o avião estivesse direcionado para o centro da tempestade, Bonin reage pela primeira vez de maneira irracional.

Ele puxa o seu side stick –  joystick de controle do Airbus, substituto do antigo manche nos aviões mais modernos –  e posiciona o avião em uma subida íngreme, apesar de terem discutido no cockpit há pouco sobre como a temperatura externa mais quente que o normal tinha prejudicado os planos iniciais de altitude de voo.

O comportamento e ações estranhas de Bonin é um enigma para os profissionais da aviação até hoje, anos após a tragédia.
“ Se ele está com a aeronave estabilizada em linha reta, e não possui um medidor de velocidade confiável, não sei porque ele puxaria o stick e tentaria ganhar altitude neste momento.” , diz Chris Nutter, um piloto de avião e instrutor de voo.

“O procedimento lógico seria fazer uma verificação cruzada entre o indicador de velocidade no ar atual, supostamente com problema e os demais instrumentos da aeronave, como velocidade no solo, altitude e taxa de subida, antes de começar a operar manualmente os controles.”, continua Nutter.

Imediatamente após Bonin posicionar o avião para subida, o computador do Airbus reage. Um alarme avisa a tripulação de que eles estão deixando a sua altitude de voo programada.

E o alarme de stall é ativado.

Junto com o alarme de aproximação ao solo, o aviso de stall está entre os alertas de cockpit mais importantes, sinalizando que o avião se encontra em perigo.

O alarme é caracterizado por uma voz robotizada que repete “ Stall, Stall, Stall” junto com um som de alerta.

Aqui um exemplo de um alarme de stall ativado.

O stall pode ocorrer em situações de voo com baixa velocidade, quando o potencial aerodinâmico do avião começa a ser perdido, a sustentação de suas asas diminui e a aeronave pode cair em um mergulho fatal.

Em situações de stall, todos os pilotos são treinados para empurrarem os seus manches para frente, ou no caso do Airbus,, o seu stick, de modo que o nariz do avião mova-se para baixo, perdendo altitude e ganhando velocidade, devolvendo para a aeronave a sua sustentação aerodinâmica e controle pelo piloto.

O alarme de stall do Airbus é impossível de ser ignorado, e por toda a duração do fatídico voo do AF447, nenhum dos pilotos comentaria sobre o alarme, ou discutiriam a possibilidade do avião, estar de fato, “estolando”.

Até o impacto final, Bonin continuaria puxando o seu stick, o exato oposto do que deveria fazer para recuperar a aeronave.

Pierre-Cedric Bonin - Principal responsável pela queda do Airbus, af447, airfrance, acidente, queda
Pierre-Cedric Bonin – Principal responsável pela queda do Airbus

02:10:07 (Robert) Qu’est-ce que c’est que ça?

O que é isso ?

02:10:15 (Bonin) On n’a pas une bonne… On n’a pas une bonne annonce de vitesse.

Não há indicação, indicação de velocidade

02:10:16 (Robert) On a perdu les, les, les vitesses alors?

Perdemos os indicadores, de velocidade então ?

O avião, a esta altura, estava subindo á uma taxa de 7 mil pés por minuto. A medida que ganhava altitude, perdia velocidade, até chegar a perigosos 93 nós, uma velocidade que seria atribuída mais á um Cessna pequeno do que um Airbus A330, um dos maiores aviões do mercado de passageiros naquela época.

Robert nota os erros de Bonin e tenta corrigí-los.

02:10:27 (Robert) Faites attention à ta vitesse. Faites attention à ta vitesse.

Preste atenção na sua velocidade. Preste atenção na sua velocidade.

Ele provavelmente se referia á velocidade/ taxa de subida da aeronave. E continuaram subindo.

02:10:28 (Bonin) OK, OK, je redescends.

Okay, okay, Estou descendo

02:10:30 (Robert) Tu stabilises…

Estabilize..

02:10:31 (Bonin) Ouais.

Sim

02:10:31 (Robert) Tu redescends… On est en train de monter selon lui… Selon lui, tu montes, donc tu redescends.

Desça, Está dizendo que estamos subindo, subindo.. então desça.

02:10:35 (Bonin) D’accord.

Okay.

Graças ao efeito do Sistema de anti congelamento, um dos tubos Pitot começam a funcionar novamente. Os dados corretos de velocidade voltam a estar válidos no cockpit da aeronave.

02:10:36 (Robert) Redescends!

Desça!

02:10:37 (Bonin) C’est parti, on redescend.

Sim, estamos descendo.

02:10:38 (Robert) Doucement!

Gentilmente !

Bonin Alivia a pressão de puxada no stick e o avião ganha velocidade á medida que o ângulo de subida diminui, chegando a acelerar a 223 nós.

O alarme de stall silencia. Por um breve momento, os pilotos estão, novamente, em controle da aeronave.

02:10:41(Bonin) On est en… ouais, on est en “climb.”

Estamos, sim , estamos em uma subida

Ainda assim, Bonin não baixa o nariz do avião. Robert, reconhecendo a gravidade da situação, aperta o botão para chamar o Capitão Dubois á cabine.

02:10:49 (Robert) Putain, il est où… euh?

Droga, onde ele está?

O avião subiu 2.512 pés acima de sua altitude inicial, e apesar de estar agora descendo á uma taxa perigosa, ainda está voando dentro de padrões aceitáveis pelas normas da aviação.

Mas por motivos ainda desconhecidos, Bonin, novamente, aumenta a pressão na puxada de seu stick, levantando o nariz do avião mais uma vez, perdendo velocidade.

O alarme de stall dispara mais uma vez.

E novamente, os pilotos decidem por ignorá-lo. Um dos possíveis motivos para isso, ventilado entre os especialistas, é que os pilotos acreditam ser impossível estolar um Airbus A330.

Não é uma teoria maluca, pois o Airbus voa através de uma tecnologia chamada “ Fly by Wire”, os controles do avião não são mecânicos, como um cabo de aço ligado ao manche do cockpit que quando puxado, aciona fisicamente o cabo, movimentando a asa do avião.
No “Fly by Wire”, todos os sinais de controles do cockpit, como o apertar de um botão, ou uma movimentação do stick, são elétricos. Este sinal é enviado ao computador central do Airbus, que por sua vez aciona os componentes físicos da aeronave, realizando a ação desejada na fuselagem em si.

Na maior parte do tempo o computador de bordo opera sob um parâmetro chamado de “ Normal Law “ ou “ Lei Normal “, que significa que o computador do avião não realizará nenhum comando que levará a aeronave para fora do seu “ envelope de voo “.

O envelope de voo são os parâmetros máximos e mínimos de sua altitude em relação á sua velocidade, em que o avião é capaz de operar, ser controlado, ou seja voar em segurança.

Segundo especialistas, o computador de voo do Airbus , se operado no “ Normal Law” não permitirá que o avião estole.

Porém, crucial para entendermos o contexto do acidente, é que a partir do momento que o computador de voo do Airbus perdeu as informações de velocidade ( devido ao congelamento dos tubos Pitot ), ele automaticamente desconectou o piloto automático e mudou o parâmetro de voo para “ Alternate Law “ ou “ Lei Alternativa “, um regime de voo com quase nenhuma trava de segurança contra erros humanos.

No modo “ Alternate Law “, os pilotos podem estolar e até derrubar a aeronave com seus comandos manuais.

É provável que Bonin nunca tivesse voado sob os parâmetros de Alternate Law, ou mesmo entendesse as suas restrições e características. Talvez por isso o fato bizzaro de nenhum comentário na cabine sobre o alarme de stall.

Bonin não imaginou que o Airbus, automaticamente, pudesse mudar de parâmetro e retirar as salvaguardas do Normal Law contra a estolagem da aeronave.

02:10:55 (Robert) Putain!

Merda!

Outro dos tubos Pitot volta a funcionar novamente. Todos os instrumentos de voo estão, neste momento, em perfeito estado e mostrando dados corretos para a a cabine.

A tripulação possui todas as condições de pilotar o avião com segurança e os problemas que irão ocorrer deste ponto em diante são todos atribuídos a erro humano.

02:11:03 (Bonin) Je suis en TOGA, hein?

Estou em TOGA hein??
Esta frase de Bonin traz informações reveladoras sobre a sequência de erros que levaram ao desastre. TOGA é uma sigla que significa “ Take off , Go Around “.

Quando um avião está decolando ou abortando um pouso ( going around ) , precisa ganhar tanto altitude como velocidade da maneira mais eficiente possível.

Neste momento crítico de um voo, os pilotos são treinados para aumentar a velocidade do motor ao nível “ TOGA” e levantar o nariz da aeronave á uma angulação específica.

Aqui, Bonin tentava o mesmo. Ele queria aumentar a velocidade ao mesmo tempo que ganhava altitude, saindo do perigo.

Mas ele não estava no nível do mar, e sim no ar rarefeito de 37 mil pés de altura.

Nestas condições, o motor gera menor potência, as asas dão menor sustentação ao Airbus e o mais grave, posicionar o nariz do avião na angulação prevista em TOGA, neste caso não geraria um ganho de altitude. E sim uma perda.

Apesar de irracional, o comportamento de Bonin pode ser explicado. O stress psicológico tende e bloquear a parte do cérebro responsável por idéias inovadoras e criativas. Nesta situação, o ser humano tende a voltar-se para o familiar, conhecido, e no caso de Bonin, situações que ele já havia treinado.
Pilotos em geral são obrigados a pilotar aeronaves manualmente em todas as fases de voo como parte de seus treinamentos, normalmente em baixa altitude, como nas decolagens, aterrisagens e aproximações.

Não surpreende que Bonin, no meio de uma tempestade, com o Airbus fora de controle, com medo e desesperado, tenha tentado pilotar o avião como em seus treinamentos em baixa altitude.

Mesmo que sua resposta tenha sido totalmente inadequada para a situação.

02:11:06 (Robert) Putain, il vient ou il vient pas?

Merda, ele está vindo ou não ?

O avião atinge a sua altitude máxima. Com os motores em potência total, e seu nariz angulado para cima a 18 graus, ele permanece em linha reta por alguns instantes, antes de voltar a cair em direção ao oceano.

02:11:21 (Robert) On a pourtant les moteurs! Qu’est-ce qui se passe bordel? Je ne comprends pas ce que se passe.

Ainda temos motor ! O que está acontecendo? Eu não entendo o que está acontecendo!

Diferente dos manches do Boing, os side sticks do Airbus são “assíncronos” ou seja , se movem de maneira independente.
Se o piloto do assento da direita estiver puxando para trás o stick, o piloto do assento esquerdo não sentirá nada” diz Dr David Esser, professor de Ciências Aeronáuticas da Universidade Aeronáutica de Embry-Riddle

“ O stick de um lado não se move porque o outro se moveu, assim como ocorre nos aviões mais antigos, com sistemas mecânicos” diz Esser.

Robert não tem idéia de que, apesar da conversa recente na cabine, Bonin ainda continua com seu stick puxado.

Os pilotos, neste momento, perderam totalmente o controle da cabine. Não se sabe mais quem é responsável por o quê, e o que cada um está fazendo.

É um resultado previsível quando se tem dois co-pilotos voando na mesma cabine.

“ Quando se tem um capitão e um primeiro oficial, é claro quem está no comando, quem é o responsável pela aeronave “ diz Nutter

A queda do avião em direção ao oceano se acelera. Se Bonin tivesse tirado as mãos do stick, o nariz do Airbus teria caído e recuperado sua velocidade horizontal e sustentação. Mas como ele continua com o stick puxado ao máximo, o nariz continua alto e o avião continua com sua velocidade horizontal mínima, onde os efeitos dos controles e manobras realizadas pelos pilotos possuem pouco efeito. Sem sustentação não há como controlar o avião. Com a forte turbulência da tempestade, era quase impossível nesta altura dos acontecimentos, manter o simples alinhamento das asas.

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02:11:32 (Bonin) Putain, j’ai plus le contrôle de l’avion, là! J’ai plus le contrôle de l’avion!

Merda, eu não tenho o controle do avião, não tenho ! Nada !

02:11:37 (Robert) Commandes à gauche!

Assento direito tomando o controle da aeronave!

Finalmente, o mais experiente dos presentes na cabine, que parece ter uma melhor noção da gravidade da situação, assume o controle do avião.

Infelizmente, Robert também não conseguia entender que o avião estava estolando, e puxa também seu stick !

Apesar do nariz do Airbus estar angulado para cima, o avião continua perdendo altitude á um ângulo de 40 graus. O alarme de stall continua na cabine

Bonin reassume os controles !

Um minute e meio após o início da crise, o Capitão retorna a cabine. O sinal de stall contina.

02:11:43 (Captain) Eh… Qu’est-ce que vous foutez?

Que merda que vocês estão fazendo?

02:11:45 (Bonin) On perd le contrôle de l’avion, là!

Nós perdemos o controle da aeronave!

02:11:47 (Robert) On a totalement perdu le contrôle de l’avion… On comprend rien… On a tout tenté…

Perdemos totalmente o controle do avião. Nós não entendemos. Já tentamos de tudo !

Neste momento o avião já havia retornado a sua altitude inicial anterior á crise, mas agora estava caindo rapidamente. Com o nariz levantado a 15 graus, e uma velocidade horizontal de100 nós, o Airbus estava perdendo 10 mil pés de altitude por minuto, angulado a 41,5 graus.

Iria manter este padrão por todo o tempo, até o impacto fatal.

Apesar dos tubos Pitot estarem funcionando perfeitamente, a velocidade do avião era tão baixa, cerca de 60 nós, que seus comandos para “ângulo de ataque” não são mais aceitos como válidos pela aeronave, e o alarme de stall silencia temporariamente.

Isso pode ter dado a impressão para os pilotos de que a situação estava melhorando, quando na verdade, piorava rapidamente

Outro fato bizarro extraído da análise da caixa preta do avião: O Capitão Dubois, em nenhum momento, tentou assumer o controle da aeronave.

Se o tivesse feito, um Capitão do seu calibre, com milhares de horas de voo, certamente teria entendido imediatamente a loucura de manter puxado o stick em um avião estolado.

Dubois, preferiu sentar-se atrás dos pilotos na cabine, de forma a repassar suas ordens á quem já estava em controle do avião.

Porém, de onde estava, e apenas analisando o painel de instrumentos, o Capitão não conseguiu descobrir o real motivo do errático comportamento da aeronave. A informação chave de toda a tragédia: Que um dos pilotos estava, o tempo todo, com seu stick puxado.

Ninguém comentou o fato a Dubois, e ele não pensou em perguntar.

02:12:14 (Robert) Qu’est-ce que tu en penses? Qu’est-ce que tu en penses? Qu’est-ce qu’il faut faire?

O que você acha? O que você acha? O que devemos fazer?

02:12:15 (Captain) Alors, là, je ne sais pas!

Não sei!

Mesmo com o alarme de stall ativado, os três pilotos discutiam a situação sem qualquer sinal de compreensão da natureza do problema.

No meio do pânico,nenhum comentário sobre o alarme de stall e o avião continuava a ser bombardeado pela turbulência, o capitão pede a Bonin para nivelar as asas

Eles discutem brevemente sobre se a aeronave está ganhando ou perdendo altitude.

Mais uma mostra de que, até segundos antes do impacto fatal, ninguém da tripulação tinha qualquer idéia do que estava acontecendo.

Enquanto o avião se aproximava a 10.000 pés de altura, Robert tenta retomar os controles e empurra o stick ao máximo, mas como o Airbus está em modo “ dual imput “, o seu sistema fly by wire faz uma média entre os dois sinais de entrada conflitantes que partiam dos sticks dos pilotos, um empurrando na tentativa de baixar o nariz do avião e ganhar velocidade, e o outro, de Bonin, puxando para não perder altitude.

O nariz do avião permanece apontado para cima.

Cockpit Voice Recorder, a caixa preta do voo Air France AF447, recuperada em Abril de 2011.
Cockpit Voice Recorder, a caixa preta do voo AF447, recuperada em Abril de 2011.

02:13:40 (Robert) Remonte… remonte… remonte… remonte…

Suba… Suba… Suba… Suba…

02:13:40 (Bonin) Mais je suis à fond à cabrer depuis tout à l’heure!

Mas eu estava com o stick puxado o tempo todo !

Enfim, Bonin divide a informação crucial que estava com ele o tempo todo, e que todos na cabine falharam miseravelmente em entender.

02:13:42 (Captain) Non, non, non… Ne remonte pas… non, non.

Não, não, não…. Não suba.. não, não..

02:13:43 (Robert) Alors descends… Alors, donne-moi les commandes… À moi les commandes!

Desça então, me dê os controles, me dê os controles !

Robert finalmente assume o controle manual do avião e posiciona o nariz do avião para baixo.

O avião começa a ganhar velocidade, mas ainda está perdendo altitude á um ângulo de inclinação irreparável.

Ao se aproximarem de 2 mil pés de altura, os sensores do Airbus detectam o solo marítimo se aproximando e disparam um novo alarme.

Não há tempo suficiente para ganhar velocidade empurrando o nariz da aeronave para um mergulho.

Novamente , sem avisar seus colegas, Bonin reassume os controles de seu assento e puxa ao máximo seu stick.

02:14:23 (Robert) Putain, on va taper… C’est pas vrai!

Que merda, nós vamos colidir. Isso não pode estar acontecendo!

02:14:25 (Bonin) Mais qu’est-ce que se passe?

Mas o que está acontecendo?

02:14:27 (Captain) 10 degrès d’assiette…

10 graus de pitch……

Exatamente 1,4 segundos depois, o gravador da cabine para, provavelmente devido ao impacto fatal da aeronave no oceano Atlântico.