Doutor é quem tem doutorado

Sim, Doutor é quem tem doutorado!
Assisto um erro muito comum que foi disseminado por um “engano” histórico que é chamar médico e advogado de Doutor. Quem faz uma graduação não é doutor. A pós-graduação stricto sensu , composta por mestrado e doutorado são os ultimos graus na escala do Ensino. Doutor é equivalente a PhD (Philosophiæ Doctor, atribuído nas universidades anglo-saxónicas.)  Assim sendo, Doutor é quem defende a tese de Doutorado e é aprovado pela banca. É o cidadão que conseguiu completar o terceiro ciclo do ensino superior e não apenas a graduação.

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, somente deverá ser chamado de doutor quem concluiu satisfatoriamente o curso acadêmico de doutorado. Ou seja, doutor é um título acadêmico e não um pronome de tratamento.

Como começou o erro?

Médicos: O termo começou a ser adotado para os médicos por uma adaptação da palavra “doctor” do inglês, “dottore” do italiano, “docteur” do francês, “doktor” do alemão, que significa nas respectivas línguas “médico”, isso no século XIX. Era comum as famílias mais ricas enviarem seus filhos para Europa ou para os Estados Unidos para estudar em faculdades renomadas, já que na época existia poucas faculdades de Medicina no Brasil. No retorno, os médicos traziam consigo a palavra que tomavam como referência. A população desinformada, relacionava as palavras estrangeiras com o nosso “doutor”, que tem a origem etimológica nas invasões indo-européias, de onde surgiu a raiz dok-, da qual provém a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris, que significa “Mestre, O que ensina, Aquele que entende”

Advogados: O site Jus Brasil deu uma excelente explicação sobre o surgimento do erro para designação do título acadêmica doutor ao bacharel de Direito:

“A história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia “baixado um alvará” pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma “lógica” das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: “o senhor é Advogado; pra que fazer Doutorado de novo, professor?”).

1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca!

2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.

3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas Cortes Brasileiras e só! Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final!

4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há “alvará” como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais). ”

[…] Vamos enterrar tudo isso com um só golpe?!

Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras: “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes”.

Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta.

E aí, esclarecemos? Agora que você sabe disso, adote a idéia e passe adiante. É no mínimo, uma injustiça tremenda um graduado do primeiro ciclo do superior ganhar o título acadêmico de Doutor. Fazendo uma analogia, seria a mesma coisa que você dá o diploma do ensino médio para quem acabou de passar do quinto ano do ensino fundamental.

Deixo claro que não questiono em momento algum a importância dos cursos, muito menos o esforço que é empregado para a formação nos mesmos. Entretanto, temos que ter consciência que todo mérito atribuído a quem desmerece é um ato de corrupção. Quem quiser o título de Doutor que se sujeite a intensa maratona de estudos, se submeta a dificuldade. Não fique se apoiando em um erro nascido da ignorância de um povo.

 

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  • Gustav Alves17

    Bom demais, eu estava procurando um explicação para isso. Aqui no nordeste é muito comum ver famílias(geralmente as de baixa renda) chamando qualquer pessoa de doutor, quando eu trabalhei no banco ouvi até pessoas chamarem gerente de doutor. Como meus pais foram criados por agricultores também é comum ouvi eles chamando pessoas sem doutorado com minha prima (formada em engenharia) de doutora.

  • Fernando

    Parabéns, otimo post, médico é médico, estuda no máximo 7, com algum tipo de especialização, anos, enquanto um Dr, estuda mais de 10 anos.

    • Lualove92

      Desculpa mais voce ta errado, já que um medico estuda em 6 anos em preiodo integral, mais 3 anos de residência, vai saber antes de falar.

      • E isso não é um doutorado, logo, não é doutor!

  • Raphael

    Para eu ser chamado de doutor tenho que formular uma tese pós a minha graduação em Engenharia, dai um carinha que nem na prova da OAB passou, já pode ser tratado assim, realmente é ridículo

    Outro dia estava na casa de uma amiga, dai a mãe dela “MINHA FILHA VAI SER DOUTORA” ( Ela ainda é bixete kkkkk, DE DIREITO, numa faculdade coxa) dai eu “Doutor é só quem tem doutorado”, dai ela ficou puta e disse “Cala a boca Rapha, ninguém te perguntou nada” KKKKKKKKKKKKKK

    É a falsa ilusão do tratamento, advogados não sei, mas médicos se sentem superiores, pois o curso deles é o mais concorrido nas boas faculdades do Brasil, e vistos por todos como “Deuses” desde a residência fica difícil não subir a cabeça…

    • Lualove92

      Pelo que eu saiba só quem passa na OAB pode ser chamado de Doutor

      • Sabe errado, passar na OAB não confere o título acadêmico de Doutorado, logo, não é doutor.

  • doutor

    ADVOGADO DOUTOR – MEDICO DOUTOR – DELEGADO DOUTOR – TA TUDO BEM – ESQUENTA NÃO – DOUTOR OU NÃO – QUE DIFERENÇA FAZ – E APENAS UM TRATAMENTO – QUE DIFERENÇA FAZ EM UM PAIS ONDE AS PESSOAS ESTÃO PASSANDO FOME – SERIA MAIS UTIL DISCUTIRMOS ESSAS QUESTÕES – QUE TAL NOS PREOCUPARMOS EM SALVAR VIDAS E NÃO EM FICAR AQUI PREOCUPADO QUEM E OU NÃO DOUTOR.

    VAMOS SER SENSATOS QUEM COLOCOU ESTA DISCUSÃO EM PAUTA COM CERTEZA E UM INVEJOSO E COM CERTEZA NÃO E DOUTOR EM PORCARIA NENHUMA –

    SE LIGA BABUWINO VAI ARRUMAR ALGUMA COISA PRODUTIVA PARA VOCE FAZER – TENTE SER UTIL A SOCIEDADE QUE REALMENTE ESTA PRECISANDO – ESSA DISCUSSÃO PARECE COISA DE FILHINHO DE MAMÃE QUE NÃO ESTUDOU E QUE JA SOFREU ALGUM TIPO DE CHAMADA DE SACO – OU POR ALGUM DELEGADO – ADVOGADO – JUIZ – PROMOTOR – VAI SABER;

    TENTE ARRUMAR UMA NAMORADA – FAÇA SEXO – SE LIGA ZE – EXISTEM COISAS MAIS IMPORTANTES PARA SE PREOCUPAR.

    AH, TRABALHAR TAMBEM SERIA UMA BOA OCUPAÇÃO, SE JA ESTIVER TRABALHANDO PROCURE MELHORAR O SEU DESEMPENHO.

    • Faz uma diferença enorme. Não me venha com falácias, por favor. Chega ser ridículo o argumento que tem gente passando fome por isso não devemos se preocupar com isso. Um problema de cada vez. Quer falar de gente passando fome e a apátia do Brasileiro? Temos post aqui para isso. Se divirta por lá. Advogado, Médico, delegado, enfim, qualquer um que não tiver DOUTORADO, NÃO É E NUNCA SERÁ UM DOUTOR! Leu? Pois então vamos repetir para fixar: NUNCA SERÁ UM DOUTOR! Aprendeu?

      Sinceramente, não sei que formação de merda que você tem à ponto de ter consciência do erro e tentar perpetuá-lo, mas digo uma coisa: até o meu primo mais novo, de 5 anos, consegue uma argumento melhor que Ad Hominem, logo imagino que você não é grandes coisa, talvez um parente ou um sortudo que conseguiu se formar em um desses cursos.

      Se eu fosse você rasgava o diploma ou aproveitava para limpar a bunda na falta de papel, já que imagino que esteja desempregado, porque convenhamos, quem te deu emprego deveria estar de ressaca ou sob algum efeito alucinógeno, principalmente se for advogado ou delegado. Ad Hominem é tão pré-escolar que tem pesquisador que utiliza ele para definir a capacidade mental reduzida e com razão.

      Mais sorte na próxima vez.

      • Diego Henrique

        Engraçado, sou advogado e acho completamente indevida essa “forma” de tratamento.

        Ainda não finalizei nem minha pós “lato sensu”, por que devo ser chamado de Doutor?
        Por que um cliente meu, doutor em antropologia, deve me chamar de Doutor, se é ele que detém tal titulação? Pode até ser cultural, sim, mas é uma cultura erroneamente repassada.

        Rui Barbosa já nos alertou sobre o ego exacerbado dos operadores do direito tupiniquins, que isso afetaria gravemente o nível das faculdades jurídicas e, por conseguinte, a qualidade dos profissionais. Previsão acertada.

        Quanto à falácia do comentarista “doutor” acima, dizendo que há coisas mais importantes para se preocupar, retomo um comentário anterior em um dos posts mais recentes do blog: atitude típica do brasileiro, trazer a lista de prioridades e anseios do povo para tentar invalidar a opinião alheia, julgando-a de menor prioridade.
        E eu não vou repetir aquele meu comentário imenso sobre o blog ser reflexo da opinião do autor e para quem concorda com ele.

        A não ser que o Ah Duvido agora tenha mudado implicitamente seu foco para discutir e realizar e políticas públicas, o que eu, ahh, duvido. (ironic mode on)

    • Dr. Renan

      Aposto que é um bacharelzinho em direito que não conseguiu passar na OAB ou nada na vida por ser incompetente ou delegadinho vaidoso que acha que todos tem a obrigação de chamá-lo de Dr. JAMAIS SERÃO jovem, aceite e durma com esse barulho.

      São por brasileiros ignorantes como você que a maioria dos erros históricos por mais simples que sejam ainda perdurem por séculos e séculos.

      Eu sou DOUTOR sim, tenho Doutorado em Engenharia de Sistemas e Computação, e vem um bacharel em direito que sequer conseguiu passar na OAB e fica entrando com processos em juizados especias é chamado de Doutor? Me ajuda aí!

  • Doutor kkkkkkkkkkkkkkkkk

    CALMA BABUWINO – FICA ESTRESSADA NÃO – ASSIM VOCÊ VAI TER PROBLEMAS DE CORAÇÃO – E NÃO TENTA FALAR DIFICIL NÃO, POIS VOCÊ PODE NÃO ENTENDER O QUE ESCREVE – E AI VOCE GERA UM PROBLEMA PARA VOCE MESMO – TENTA SER MENOS PROLIXO – VAI SER MAIS FACIL – FALOU DR. BABUWINO – NOME CHIQUE HEIN – BABUWINO.
    RAPAZ CRIATIVO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • Não estou estressado não. Eu apenas trato os babacas como babacas. Nada mais justo. Dou o reconhecimento que eles merecem. O que você queria, uma resposta gentil? Heheheheh… procure outro blog se quiser que alguém passe a mão na sua cabeça diante as idiotices comentadas.

      • Nola

        Tá no pelego só pode! Filho eu nunca me importei com títulos, mas vamos lá, pela sua atitude nesse post, deu-me à entender que você foi injustiçado ou humilhado por alguém que ostenta o tratamento de “doutor” sem ter feito um doutorado. Aí eu pergunto e daí? O que eu tenho com isso? Se você foi burro o suficiente pra ser menosprezado por essa pessoa só posso dizer: se fudeu babaca! Dá próxima vez vê se fica esperto e use de fato o seu “título”.

        • Se eu soubesse que os advogados são tão fracos em argumentos teria feito Direito. Vejamos os comentários dos advogados até agora:

          Em primeiro lugar: Lei 1827, Dom Pedro I , refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

          Em segundo lugar: Decreto Maria, a Pia, refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

          Em terceiro lugar: falácia do Ad Hominem, não ataca o argumento do texto e sim o autor.

          Em quarto lugar: mero mimimi, reclamam porque não tem argumento para derrubar o do texto.

          Em quinto lugar: Tentam invalidar, dizendo que isso é “pouca coisa”, outra falácia. Vai fazer um doutorado antes de falar. Vou chamar todo mundo que passar da quinta série do fundamental de advogado, já que é a mesma coisa que chamar bacharel de qualquer curso de doutor.

          Semestre que vem começo Direito. Agora eu sei porque a OAB reclama tanto de qualidade nos cursos. Advogados que debatem usando falácias e mentiras que já foram refutadas. Belos advogados!

          Se eu fosse da OAB, colocaria na prova: O que é a falácia Ad Hominem? Reprovaria quase todos os advogados fazem a prova, observe os comentários, 90% utilizam a falácia Ad Hominem, mesmo eu já ter destacado isso nos comentários anteriores. Tem certeza que vocês estão indo para faculdade? Sofisma e falácias não são argumentos.

  • Doutor

    AH! EU IA ESQUECENDO PARABENS PELO DOUTORADO EM ENGENHARIA DE SISTEMAS E COMPUTAÇÃO PEPENDICULAR PARALELELO RETILINEO OBLIQUO E ETC… – DEVE SER COISA PRA CARALHO VÉI – TIPO HARVAD NÉ – É VOÇÊ É O CARA DOIDO.
    DEPOIS DESSE SEU DISCURSO ENVOLVENTE E MOTIVADOR VOÇÊ CONSEQUIU SALVAR O MUNDO – A PARTIR DE HOJE VOÇÊ É O NOSSO HERÓI – VALEU ROBIN.

    • Engenharia de sistemas da Computação HAUHUAHAHAHAHUAHUAHAUAHUAUHU
      Meu jovem, eu não sou o Doutor Renan não. Minha formação é em outra area, que também ganha mérito indevido de Doutor. Mas eu, ao contrário de você, explico que isso é um erro histórico. Meu mérito vem do meu trabalho e do meu esforço e não de um erro alimentado pela ignorância do povo que certos profissionais perpetuam por causa de um sentimento de carência. Sim, porque no fundo não passa disso, carência. Uma pessoa que nunca teve importância para ninguém e agora que ganhou um título que lhe agrega algo, mesmo que tenha consciência que é indevido, luta para mantê-lo. Vai por mim, um erro nunca vai te tornar uma pessoa importante, muito menos esse seu pensamento. E você sabe, mesmo sem admitir, que é uma fraude. É de sentir pena!

      Não sei se desejo mais sorte na próxima vez, já que você retornou e continuou a ser motivo de chacota. Também não é para menos, além de lutar por um direito que não existe, ainda escreve errado sendo uma Advogado. “Caralho”, “Véi”, “Harvad”, “Voçê”, “Paralelelo” … prefiro pensar que você é filho de um advogado, é demais para minha mente aceitar que exista um advogado que escreve Você com “ç”. Sem falar que, sendo um advogado, utilizou Ad Hominem. Me pergunto que tipo de advogado usa Ad Hominem? Só aqueles que são motivo de chacota!

      =D

  • Amilton

    Deem uma olhadinha no art. 9º da lei de 11 de agosto de 1827, é bem tranquila de entendimento…

  • DrMafagafo

    Estou cursando direito e aprovo esse post.
    Porém existe uma LEI que diz que DENTRO DO FÓRUM todos advogados (e cargos maiores) devem ser chamados de Doutor, não é só mania do povo, se eu (estagiário) chamar um advogado de senhor posso ser demitido por justa causa. :O

    • Eu sei disso, como também conheço casos de secretárias que foram demitidas por justa causa por causa que não usaram o título acadêmico para os advogados.

      Tem advogado que apoia seu argumento na lei do Dom Pedro que o Ministério Público, OAB e companhia ltda já deu um fim em 1996.

      Segue o artigo do Dr. Marcos ( que é doutor mesmo, advogado, juiz, que prestou doutorado ) http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

      E tem mais:

      O caso do juiz que quis processar o porteiro por não chamá-lo de “doutor”

      “O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter.” (Noberto Bobbio, in “A Era dos Direitos”, Editora Campus, pg. 15).

      O Veredito

      […]”“Doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário.”

      Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de “doutor”, sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa — para a honra —, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que “professor” e “mestre” são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado.[…]

      http://www.conjur.com.br/2005-ago-30/tj_rio_decide_juiz_chamado_doutor

      Advogados, querer e ter direito são coisas diferentes, vocês fizeram Direito deveriam saber disso.

      • DrMafagafo

        Poxa cara, gosto muito dos teus posts e principalmente de como você responde os comentários sendo eles de babacas ou de pessoas complementando o post (embora as vezes você seja um pouco grosseiro – mas só com quem merece né ^^).
        Não sei se essa parte foi direcionada a mim: “Advogados, querer e ter direito são coisas diferentes, vocês fizeram Direito deveriam saber disso.” mas te digo que na minha universidade TODOS os professorem que me deram aula até agora desencorajam o uso da palavra doutor para qualquer pessoa sem doutorado. Infelizmente vejo pelos comentários aqui desse post que a classe jurídica está muito mal representada. E se algum dia eu fizer doutorado gostaria de ser chamado de Doutor por mérito não por ignorância do povo ou por uma lei injusta (como citei antes é obrigatório chamar advogados de doutores dentro do fórum) e com certeza querer processar alguém por conta de um pronome de tratamento usado de forma errada (correta, no caso do juiz que não tinha doutorado citado no seu comentário) é muito egocentrismo.

  • paulo

    Oh seus bostas. Quero ver voces passarem 6 anos fazendo medicina e perdendo madrugadas+4 anos se especializando em uma residencia médica para depois DEFENDER UMA TESE DIAGNÒSTICA E UMA PROPOSTA TERAPEUTICA para CADA PACIENTE, varias vezes ao dia. A maioria de vocês não tem nem ideia da estrutura e responsabilidade mental envolvidas nisso. Médico é DOUTOR sim e ponto final. Bando de babaca.

    • Fábio

      Fez doutorado??

      hein?

      ah tá…

      pode ficar 40 anos estudando, se fizer doutorado será doutor…

      quer ser doutor? faça doutorado…entendeu?

    • Nossa, que difícil, resolve um Runge-Kutta de quarto grau de cabeça ou calcula a posição do elétron em um orbital d usando as equações quanticas de partícula-onda. Medicina só é o curso mais difícil na hora do vestibular, qualquer engenharia que se preze é mais difícil que Medicina. A Engenharia Genética mesmo, deixa Medicina no chinelo na dificuldade. E eu não vejo nenhum engenheiro genético reivindicando o direito de ser chamado de Doutor. Doutor é quem faz doutorado, não há o que discutir. Quer ser doutor? Vá estudar!

    • Ronaldo

      Ah dotô… já que é pra falar sobre dificuldade (tese e semelhantes todos os cursos tem) do só meu crea de Engenheiro de Computação (que ainda não é a mais difícil).

    • Asp.Geof

      No Brasil e em Portugal, vem de uma longa tradição também referir-se a advogados, promotores, juizes (magistrados) e mais recentemente os solicitadores e outros profissionais do Direito como “doutores”. Mais amplamente, no Brasil especificamente, costuma-se usar o tratamento “doutor” na linguagem popular como fórmula de reverência e respeito. Esse hábito não é recomendado pelo Manual de Redação e Estilo da Presidência da República Brasileira que diz o seguinte: “Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. […]”.
      Captou? Ou é necessário ficar 6 ou 10 anos repetindo para entender?

  • paulo

    quem decide quem é doutor é o povo. Hahhahaha. Medico, engenheiro e advogados são doutores sim! Desculpa se voce faz letras-Latim, mas pra escrever um post deste voce deve ter muito tempo sobrando mesmo, enquanto os doutores estão trabalhando e ajudando o povo. Hahahahah

    • Doctor

      Esse Paulo deve ter feito um EAD em direito…kkkk

      Doutor é o cacet………

      • DrMafagafo

        Aff, que preconceito com os estudantes de direito, na minha universidade TODOS os professores concordam que é errado chamar quem não tem doutorado de doutor e nos encorajam a parar de usar o termo.

    • Não, eu não faço Letras. Minha área é uma que também é chamada de doutor, embora não seja. Doutor é quem faz doutorado, é um grau acadêmico. Se o povo erra por ignorância, isso não confere o direito. Repito: quer ser doutor? Estude e faça um doutorado. Acha que doutorado é fazer um cursinho de 6 anos? HAUAHUahauAHUAHAUAHU que piada. Não faz a mínima idéia do que é um construir uma tese de doutorado.

    • Ju

      Paulo, você é um bosta.

    • Aafga2

      bosta

  • Mmmmm

    esse povo de se acha doutor so pq fez medicia ou direito nao sabe o que fala

  • Fellipe Furtado

    “O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.

    A Lei de diretrizes e bases da educação traça as normas que regem a avaliação de teses acadêmicas. Tese, proposições de idéias, que se expõe, que se sustenta oralmente, e ainda inédita, pessoal e intransferível.
    Assim, para uma pessoa com nível universitário ser considerada doutora, deverá elaborar e defender, dentro das regras acadêmicas e monográficas, no mínimo uma tese, inédita. Provar, expondo, o que pensa.

    A Lei do Império de 11 de agosto de 1827: “ cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado”. A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Os referidos documentos encontram-se microfilmados e disponíveis para pesquisa na encantadora Biblioteca Nacional, localizada na Cinelândia (Av. Rio Branco) – Rio de Janeiro/RJ.

    A Lei 8.906 de 04 de julho de 1994, no seu artigo 87 (EOAB – Estatuto da OAB), ao revogar as disposições em contrário, não dispôs expressamente sobre a referida legislação. Revoga-la tacitamente também não o fez, uma vez que a legislação Imperial constitui pedra fundamental que criou os cursos jurídicos no país.

    Ademais, a referida legislação Imperial estabelece que o título de Doutor é destinado aos bacharéis em direito devidamente habilitados nos estatutos futuros. Sendo assim, basta tecnicamente para ostentar o título de Doutor, possuir o título de bacharel em direito e portar a carteira da OAB, nos termos do regulamento em vigor.

    O título de doutor foi outorgado pela primeira vez no século XII aos filósofos – DOUTORES SAPIENTIAE, como por exemplo, Santo Tomás de Aquino, e aos que promoviam conferências públicas, advogados e juristas, estes últimos como JUS RESPONDENDI. Na Itália o advogado recebeu pela primeira vez título como DOCTOR LEGUM, DOCTORES ÉS LOIX. Na França os advogados eram chamados de DOCTORES CANONUM ET DECRETALIUM, mais tarde DOCTORES UTRUISQUE JURIS, e assim por diante em inúmeros outros países. Pesquisa histórica creditada ao digníssimo Doutor Júlio Cardella (tribuna do Advogado, 1986, pág.05), que considera ainda que o advogado ostenta legitimamente o título antes mesmo que o médico, uma vez que este, ressalvado o seu imenso valor, somente recebeu o título por popularidade.

    E mais além, para àqueles que a Bíblia detém alguma relevância histórica, são os juristas, àqueles que interpretavam a Lei de Móises, no Livro da Sabedoria, considerados doutores da lei.

    Não obstante, o referido título não se reveste de mera benesse monárquica. O exercício da advocacia consubstancia-se essencialmente na formação de teses, na articulação de argumentos possíveis juridicamente, em concatenar idéias na defesa de interesses legítimos que sejam compatíveis com o ordenamento jurídico pátrio. Não basta, portanto, possuir formação intelectual e elaborar apenas uma tese. “Cada caso é um caso”. As teses dos advogados são levadas à público, aos tribunais, contestadas nos limites de seus fundamentos, argumentos, convencimento, e por fim julgadas à exaustão. Se confirmadas pela justiça passam do mundo das idéias, para o mundo real, por força judicial. Não resta dúvida que a advocacia possui o teor da excelência intelectual, e por lei, os profissionais que a exercem devem ostentar a condição de doutores. É o advogado, que enquanto profissional do direito, que deve a si mesmo o questionamento interior de estar à altura de tão elevada honraria, por mérito, por capacidade e competência, se distinto e justo na condução dos interesses por Ele defendido. Posto que apreendemos no curso de direito que uma mentira muitas vezes dita aparenta verdade. Mas na sua essência será sempre mentira.

  • Fellipe Furtado

    Essa é a real explicação pra Advogado ser chamado de Doutor.

    • Porra, vou publicar o link de novo antes que apareça outro advogado falando besteira de novo por aqui.

      “A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I. ” … repetindo … “[…]mas como consequência do decreto de D. Pedro I. ”

      http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

      E por favor, leia o post antes de comentar. O que você disse está escrito no post, principalmente a parte da Maria, a Pia, que você usou como argumento e já foi refutado no próprio post.

      E mais: Ministério Público, OAB e afins já deram um basta nisso em 1996.

      “Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, somente deverá ser chamado de doutor quem concluiu satisfatoriamente o curso acadêmico de doutorado”

      Parem de viver de lendas, é uma vergonha um advogado sustentar uma mentira dessas.

  • Sergio

    Acho pura ignorância isso, quero ser doutor fazer doutorado mesmo agora só poder sou bacharel me chamam de doutor isso de fato me irrita

  • No mínimo esse é “adevogado” .kk

  • Ricardo

    Quem defendeu tese de doutorado pode até achar ruim, mas advogado e médico as pessoas sempre vão tratar como doutores, profissões respeitadas pelas pessoas, o resto tem que fazer doutorado mesmo pra ser chamado de doutor.

    • Desde quando advogado é respeitado? Juiz até concordo mas advogado? Você estala o dedo e chove advogado. Você toca 10 centavos no chão e brota advogado. Além disso, tem advogado que passou na OAB e não sabe nem os artigos e incisos principais da CF/88. Era uma profissão muito respeitada na época em que existia apenas Direito, Medicina e Engenharia Civil por essas bandas.

      As pessoas que chamam de doutor fazem porque são ignorantes, desconhecem o fator histórico e acabam achando que “doutor” é pronome de tratamento. Não é porque a profissão é uma profissão de respeito, pelo menos no caso dos advogados. Direito é o unico curso que ensina o aluno a mentir, quer algo mais desmoralizador que isso?

      Já em relação aos médicos, é uma profissão nobre, concordo. Se formam para salvar vidas. Nem por isso são doutores. O título não cabe a nenhum graduando do primeiro grau do ensino superior.

      Quem acha que é porque fez esses cursos pode até achar ruim, mas nunca serão doutores.

      • Lizziehellsing

        Sou advogada e nunca fiz a menor questão de ser tratada como doutora. Não acho que um título acrescente ou diminua a capacidade intelectual de alguém, mas certamente representa muita coisa para muitos colegas que vivem ‘arrotando’ que são doutores.

        No entanto, ao invés de apenas justificar que inexiste o alegado suporte normativo para o hábito brasileiro, você se permite ofender uma classe de profissionais que, como tantas outras, possui bons e maus profissionais. Diferentemente do que você e o seu senso comum acreditam, no curso de Direito não aprendemos a mentir, não aprendemos a ser pilantras. Se você lidou com advogados dessa natureza, só posso lamentar.

        E deixe o seu recalque de lado, porque está mais do que óbvio que você nutre um sentimento negativo pela profissão da advocacia. Vá estudar mais, vá aprender que advogados são essenciais à administração da justiça por disposição constitucional – vá você ler a CF, já que parece não saber desse detalhe.

        O advogado idôneo e que luta pela justiça é o ideal que aprendemos em uma faculdade séria. Somos responsáveis por auxiliar cidadãos e proteger instituições das mazelas sociais. Esse seu pensamento arcaico de médico é melhor porque salva vida é típico de gente enfadonha, que não é realizada na vida e precisa diminuir os outros para se sobressair.

        Vá estudar um pouquinho e tente se cercar de profissionais qualificados, pois eles existem. Aproveite e veja o que a OAB tem feito em prol dessa sociedade em que você vive antes de se lamuriar por causa de um pronome de tratamento. É preciso muito tempo livre para analisar o histórico normativo brasileiro só para se certificar de algo tão sem importância.

        • Se eu soubesse que os advogados são tão fracos em argumentos teria feito Direito. Vejamos os comentários dos advogados até agora:

          Em primeiro lugar: Lei 1827, Dom Pedro I , refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

          Em segundo lugar: Decreto Maria, a Pia, refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

          Em terceiro lugar: falácia do Ad Hominem, não ataca o argumento do texto e sim o autor.

          Em quarto lugar: mero mimimi, reclamam porque não tem argumento para derrubar o do texto.

          Em quinto lugar: Tentam invalidar, dizendo que isso é “pouca coisa”, outra falácia. Vai fazer um doutorado antes de falar. Vou chamar todo mundo que passar da quinta série do fundamental de advogado, já que é a mesma coisa que chamar bacharel de qualquer curso de doutor.

          Semestre que vem começo Direito. Agora eu sei porque a OAB reclama tanto de qualidade nos cursos. Advogados que debatem usando falácias e mentiras que já foram refutadas. Belos advogados!

      • Lizziehellsing

        Sou advogada e nunca fiz a menor questão de ser tratada como doutora. Não acho que um título acrescente ou diminua a capacidade intelectual de alguém, mas certamente representa muita coisa para muitos colegas que vivem ‘arrotando’ que são doutores.

        No entanto, ao invés de apenas justificar que inexiste o alegado suporte normativo para o hábito brasileiro, você se permite ofender uma classe de profissionais que, como tantas outras, possui bons e maus profissionais. Diferentemente do que você e o seu senso comum acreditam, no curso de Direito não aprendemos a mentir, não aprendemos a ser pilantras. Se você lidou com advogados dessa natureza, só posso lamentar.

        E deixe o seu recalque de lado, porque está mais do que óbvio que você nutre um sentimento negativo pela profissão da advocacia. Vá estudar mais, vá aprender que advogados são essenciais à administração da justiça por disposição constitucional – vá você ler a CF, já que parece não saber desse detalhe.

        O advogado idôneo e que luta pela justiça é o ideal que aprendemos em uma faculdade séria. Somos responsáveis por auxiliar cidadãos e proteger instituições das mazelas sociais. Esse seu pensamento arcaico de médico é melhor porque salva vida é típico de gente enfadonha, que não é realizada na vida e precisa diminuir os outros para se sobressair.

        Vá estudar um pouquinho e tente se cercar de profissionais qualificados, pois eles existem. Aproveite e veja o que a OAB tem feito em prol dessa sociedade em que você vive antes de se lamuriar por causa de um pronome de tratamento. É preciso muito tempo livre para analisar o histórico normativo brasileiro só para se certificar de algo tão sem importância.

      • Wesley Alves

        …”Você toca 10 centavos no chão e brota advogado…” ahuahuahuahuahuha Meu Deus, eu ri pouca coisa agora. Até parei de ler pra comentar esse trecho. Sensacional essa frase, serio mesmo, meus parabéns. A mais pura verdade…não é a toa que tenho esse blog na minha homepage do meu navegador. Otimo trabalho 🙂

  • Wagnerw03

    PORRA MAS COMO VC VAI SABER TBM SE O PROFISSIONAL É UM DOUTOR OU NÃO??

    AS PESSOAS CHAMAM DE DOUTOR POR ANALOGIA

    POR VIA DAS DÚVIDAS EU CHAMOS OS PROFISSIONAIS TODOS DE “SENHOR”

    E ACABOU

    • Vou ensinar uma técnica simples: chama de senhor se não sabe se é doutor ou não. Se ele se irritar, pergunta peça desculpas e pergunte qual foi o tema da tese de doutorado. Se ele não fez doutorado, volte a chamá-lo de “senhor”. Outros fatores indicam, a idade por exemplo. Dificilmente você verá um doutor aqui no Brasil com menos de 25 anos. Isso porque para iniciar o doutorado, o acadêmico precisa ter o mestrado em mãos.

      • Fernando da Rosa Rodrigues

        Até onde eu sei, doutorado, mestrado, bacharel e afins são títulos acadêmicos. Logo, não existe obrigação em usá-los fora da universidade.

        • Ou em cunho profissional. Sim, mesmo doutores não tem direito de exigir por meio do público o tratamento devido fora do âmbito profissional ou meio acadêmico. Assim sendo, se ele for na praia, num show, ou em qualquer local público que não tenha relação com a sua profissão ou com o meio acadêmico, não há necessidade da exigência do uso do título. Apenas autoridades militares e o alto escalão do governo gozam desse direito, embora, eles tenham pronomes de tratamento próprios, os quais não consta a palavra “doutor”.

  • Elizabeth

    Sempre fui fã do blog, e acho o post muito interessante. Estou no 8° semestre do Direito e acho desnecessário o título de “Doutor” em qualquer um dos casos, seja médico, advogado e derivados. Porém, um post que começou interessante se revelou com comentários de extrema grosseria e ignorancia da parte do autor. Fiquei decepcionada com a falta de argumentos e perda de classe do “ahduvido” para com a opinião alheia. Não acesso mais.

    • Grosseria eu até concordo, nunca fui de dar a cara a tapa, exceto em relações profissionais, o que não acontece aqui, já que o blog é um hobby e não minha profissão. Mas falta de argumento? Os argumentos estão todos apresentados no texto. Quem tem falta de argumento são os advogados e médicos, (o que chega ser vergonhoso no caso dos advogados já que o trabalho e estudo deles envolvem isso) que aparecem por aqui com a falácia do Ad Hominem, ou mimimi sem causa, ou ainda, usando o argumento da Maria, a Pia, e Dom Pedro I, que está refutado no texto e nos links disponibilizados, mostrando que sequer leram o que estava escrito antes comentar ( e cá entre nós, advogado que tem preguiça de ler não deve ser grandes coisa, é a mesma coisa que engenheiro que não gosta de calcular ou médico-cirurgião que tem medo de sangue ou biologo com nojinho de animais e plantas, enfim…)

      Lamento mas se você espera tratamento de “classe” para quem não tem classe nenhuma, o melhor que você faz é não voltar a acessar o blog. Porque trato com respeito quem merece e quem se dá o respeito. Não tenho obrigação nenhuma em ser educado com quem é ignorante por aqui, visto que, ninguém aqui é meu cliente e o blog é um hobby dispendioso, não traz qualquer retorno financeiro mas acarreta prejuízo pois pago um servidor para hospedá-lo. Ou seja, vou atrás de material, pesquiso, estudo, publico, pago o host, gasto meu tempo e dinheiro e disponibilizo tudo gratuitamente para vocês e ainda tenho que ser educado com quem é grosseiro comigo? É um pouco injusto, não?

      Encerrando, como prevejo que essa pergunta aparecerá, já antecipo a resposta: o motivo de eu continuar com o blog é que ele me ensina também e trás muitos contatos bons, pessoas interessantes que eu não teria chance de conhecer sem o intermédio do blog. Fora isso, como uma pessoa crítica, o blog também serve como uma válvula de escape, aonde posso expor minhas idéias e debatê-las. Se fosse pelo retorno financeiro, já teria acabado com ele no inicio de 2011.

  • Estudante

    Eu acho a maior besteira tudo isso. Chamar de “Doutor” é uma simples forma de tratamento cultural do Brasil. Só quem tem raiva disso são as pessoas que, de fato, estão no caminho para o doutorado (pois nem os verdadeiros doutores se importam com isso) ou aqueles que fazem cursos que não têm o tratamento parecido. Faço Direito em uma universidade federal, já passei na OAB, ainda durante a graduação, e pretendo fazer doutorado. Mas se alguém me chamar de “doutor” quando eu tiver me formado e advogando, não vou achar ruim, pois somente pensarei que estou sendo respeitado, bem como no dia em que eu for realmente doutor e alguém me chamar de “senhor”, isso não vai tirar meu título ou me diminuir. Só quem se preocupa com essas coisas são pessoas prepotentes e arrogantes.

    • E você se preocupa, senão não teria advogado contra, logo temos uma confissão de prepotência e arrogância? Interessante, pelo menos é sincero.

  • Kamila

    Acho ridículo menosprezarem uns as áreas de estudo ou atuação dos outros…
    Independente de um título dado por uma “Louca” por Dom Pedro ou por qualquer lei que seja, o importante é capacidade do indivíduo de exercer sua profissão de escolha seja ele advogado, médico, professor, arquiteto ou encanador. O importante não é o nome que se carrega e sim as atitudes que se toma. Fazer um curso é uma coisa, exercer com veemência uma profissão é outra. De que adianta ser um engenheiro com doutorado, ser chamado de Doutor, e construir estruturas frágeis que mataram pessoas, ou um médico com ou sem doutorado, ser chamado de Doutor, e deixar uma pessoa aleijada por incompetência. O título de Doutor pode engrandecer uns e outros, mas o que importa é a forma como as pessoas utilizam os conhecimentos adquiridos em bacharelados, doutorados, mestrados etc. para construir coisas úteis, levar conhecimento, salvar vidas etc. etc. etc.. Ao meu ver corrupção não é intitular alguém que não fez doutorado como Doutor e sim usar do título adquirido com uma “maratona de estudos” em um curso de Doutorado para fazer “merda” e ainda se sentir “o Doutor”. É natural acharmos que quanto mais cursos e títulos o sujeito tiver melhor profissional ou pessoa ele será mas, nem sempre é assim não é, pensem bem…

    • Se eu soubesse que os advogados são tão fracos em argumentos teria feito Direito. Vejamos os comentários dos advogados até agora:

      Em primeiro lugar: Lei 1827, Dom Pedro I , refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

      Em segundo lugar: Decreto Maria, a Pia, refutado em http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

      Em terceiro lugar: falácia do Ad Hominem, não ataca o argumento do texto e sim o autor.

      Em quarto lugar: mero mimimi, reclamam porque não tem argumento para derrubar o do texto.

      Em quinto lugar: Tentam invalidar, dizendo que isso é “pouca coisa”, outra falácia. Vai fazer um doutorado antes de falar. Vou chamar todo mundo que passar da quinta série do fundamental de advogado, já que é a mesma coisa que chamar bacharel de qualquer curso de doutor.

      Semestre que vem começo Direito. Agora eu sei porque a OAB reclama tanto de qualidade nos cursos. Advogados que debatem usando falácias e mentiras que já foram refutadas. Belos advogados!

      • Kamila

        Sua resposta não serve pra mim não sou advogada, tenho sou empresária.
        Simplesmente acho besteira ficar discutindo a origem de um título, pra quem ele deve ser dado e etc. sendo que outras coisas mais importantes deveriam ser levadas em conta. Mas acho que o fato de você estar fazendo doutorado não lhe dá o direito de ofender e diminuir pessoas que TAMBÉM se esforçam para concluir um curso seja lá qual for. Um título de Doutor, seja ele adquirido por um doutorado ou não, simplesmente não torna ninguém melhor que ninguém.

        • Claro, não foi você que teve que fazer a tese de doutorado, aí é besteira mesmo. E não existe título de doutor adquirido de outra forma, você é doutor obtendo o doutorado ou não é.

          Obs:. A resposta anterior também serve para você, leia o quinto lugar.

          • Kamila

            Claro que não é besteira estudar… Pelo contrário é sempre bom… E eu disse que não era advogada e sim empresária, mas em momento algum disse que não sou estudada ou que não tenho doutorado. A maior besteira mesmo, pra mim, é desmerecer as pessoas seja por que motivo for… Não me importo se você acha que é “redação que a “tia” pediu sobre “como fazer um mundo melhor?””, mas prefiro ser quem oferece “um prato de comida” a ser quem balança um diploma. Enfim, essa discussão já ficou tão ridícula quanto o resto do assunto. Espero que seus títulos lhe rendam algo mais que arrogância. Tchau!

          • Sabe como isso lembra? Demagogia!

            E o assunto aqui nunca foi o que cada um faz com o seu título e sim, dar o reconhecimento devido à quem merece.

  • Digo_alves

    Cara, vai dormir. Você gastou um post do seu blog para tentar mudar uma tradição que dura anos. Vai trabalhar e tenta mudar um pouco desse país corrupto que você vive em vez de discutir títulos. E outra falar que Medicina é um cursinho de 6 anos é não saber mesmo do que se trata o curso. Fala aí quantos plantões você já fez na sua faculdade e passou a madrugada atendendo pessoas abandonadas por um governo que elas mesmas votaram em troca de miséria, cesta básica, 50R$ pelo voto? Diz aí se alguma vez você já ficou acordado 36 horas dentro de um hospital público, convivendo com a miséria e descaso com a saúde, viu gente boa morrer na sua frente, vendo violência, vendo aborto, vendo dependentes químicos e você não poder fazer nada porque o seu voto não trouxe recursos para a Saúde Pública? Diz aí se na sua faculdade, como acadêmico, você já ficou diretamente responsável pela saúde e pela vida de alguém? Diz aí para mim se você convive em um meio acadêmico que ao dia pelo menos 10000 novas pesquisas são publicadas e você precisa se atualizar constantemente? Por fim diz aí para mim quem tem mais valor? Você com uma tese de doutorado na mão ou eu oferecendo um prato de comida e matando a fome alheia?

    • Nem vou falar muito, já que você é médico, não tem a obrigação de construir um argumento decente e deixar de abusar de falácias. Mas se você for advogado, envergonha-se. Porque conseguiu reunir cinco tipos de falácia em um único comentário. Até o coitadismo utilizou. Porra, ainda bem que você escolheu Medicina.

      • Digo_alves

        Caramba não respondeu minhas perguntas, não usou argumentos, ainda por cima usou o termo “falácias” para desmerecer o que foi escrito. Muito bom. Fugiu do comentário. RUN FOREST RUN! Mas e aí seu Doutorado ajudou alguém hoje ou só serviu mesmo para inflar seu ego?

        • Ok, se você faz tanta questão de ganhar o título de babaca, vamos lá. Vejamos o seu comentário.

          “Cara, vai dormir. Você gastou um post do seu blog para tentar mudar uma tradição que dura anos. Vai trabalhar e tenta mudar um pouco desse país corrupto que você vive em vez de discutir títulos. ” falácia Ad Hominem

          “E outra falar que Medicina é um cursinho de 6 anos é não saber mesmo do que se trata o curso. Fala aí quantos plantões você já fez na sua faculdade e passou a madrugada atendendo pessoas abandonadas por um governo que elas mesmas votaram em troca de miséria, cesta básica, 50R$ pelo voto?”
          Falácia Ad Hominem misturada com a falácia do Espatalho mais falácia do Apelo à Emoção. E até agora nada de atacar o argumento do texto e dizer porque médico que não tem doutorado merece o título de doutor, na verdade, o que você está fazendo é misturando falácias, onde o núcleo é desvirtuar o assunto chave pois não tem argumento para contrapô-lo.

          “Diz aí se alguma vez você já ficou acordado 36 horas dentro de um hospital público, convivendo com a miséria e descaso com a saúde, viu gente boa morrer na sua frente, vendo violência, vendo aborto, vendo dependentes químicos e você não poder fazer nada porque o seu voto não trouxe recursos para a Saúde Pública? Diz aí se na sua faculdade, como acadêmico, você já ficou diretamente responsável pela saúde e pela vida de alguém?”

          Falácia Ad Hominem + Falácia do Apelo à Emoção + Falácia da Alegação Especial + Falácia da Anedótica. Ou seja, até agora continuamos na mesma. Nada de falar sobre o porquê médico ganha o título de doutor. Sobre a sua pergunta, se eu fizer um projeto errado, não vai ser apenas uma pessoa que vai morrer, vai ser centenas ou milhares. E o mesmo tem que durar, no mínimo, uns 60 anos sem haver acidentes, senão a culpa será minha! Tem médico que acha que tem o rei na barriga.

          “Diz aí para mim se você convive em um meio acadêmico que ao dia pelo menos 10000 novas pesquisas são publicadas e você precisa se atualizar constantemente? Por fim diz aí para mim quem tem mais valor? Você com uma tese de doutorado na mão ou eu oferecendo um prato de comida e matando a fome alheia?”

          Encerrou o comentário não falando nada, como era de esperar. Não contra argumentou o texto, apenas usou um monte de falácias em cima de falácias, o que é vergonhoso se você um acadêmico de Medicina e extremamente ridículo se for de Direito. Sobre a sua questão sobre Pesquisas saiba que as Engenharias devem publicar umas 30 vezes mais artigos científicos do que a Medicina. E estou chutando baixo.

          Agora, essa ultima frase expressa a tremenda babaquice do seu comentário. Vamos à ela:

          “Por fim diz aí para mim quem tem mais valor? Você com uma tese de doutorado na mão ou eu oferecendo um prato de comida e matando a fome alheia?”

          Perceba o quão idiota é isso em relação ao assunto abordado. Vamos sobre doutorado e título acadêmico e o merecimento e reconhecimento devido à ele e desmerecido à classes que não tem o título e exigem tal tratamento. Você responde com uma série de falácias, ainda apela para o emocional barato, querendo atingir outra falácia, o Ad populum. Para finalizar, encerra com uma frase risível, de aluno do pré-escolar fazendo uma redação que a “tia” pediu sobre “como fazer um mundo melhor?”

          HAAUHAUHAAUAHUAHAUHAUHAUHUHAUAUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUHAUHAUAHAUHAUAUAHUAHU

          Acho que até vou anexar uma imagem aqui nesse comentário que faz jus a ele.

  • Acadêmica de Direito

    Eu curso Direito,portanto me restringirei ao meu curso sem entrar nos méritos da Medicina:
    Colegas,se vocês não são capazes de entender uma simples titulação à pessoa competente de ostentá-la,quem dirá de interpretar e manusear as leis de nosso país de forma digna e justa!
    Pode parecer bobagem essa discussão,mas se você não é capaz de reconhecer o valor de uma pessoa (ou você realmente acha que um simples bacharel sabe tanto quanto um DOUTOR?) muito menos saberá reconhecer sua importância no universo jurídico brasileiro.
    É como diz um professor meu: “Hoje,nos bancos da universidade!Amanhã,nos bancos dos tribunais”,sejamos sensatos!

    • Essa vai ser aprovada pela OAB e vai fazer diferença no mercado. Advogada que mostra porque veio.

      “Colegas,se vocês não são capazes de entender uma simples titulação à pessoa competente de ostentá-la,quem dirá de interpretar e manusear as leis de nosso país de forma digna e justa!”

      Disse tudo!

  • Wesley Alves

    Com esse post aprendi que:

    Se ofender ou discorda da ideia de um homossexual: você é homofóbico…

    Se dizer que Deus não existe ou não da dízimo: você é adorador do Satanás ou coisa parecida…

    Se você expressa a diferença entre Doutor e Doutorado : “Advogados” aparecem querendo um titulo que não lhe deve e utilizam um vocabulário similar ao de um marginal, como filho da p.. e tudo mais…( falta pouco para lhe ameaçarem um processo…sabe-se lá porque…)

    Enfim, lendo algumas respostas e levando em consideração que muitos aqui cursam direito, acho irônico tantos erros de português e falta de argumentos num dos cursos em que se exige maior leitura no ensino superior. Sério, se fosse uma redação assim no ENEM, duvido que superariam uma nota maior do que uns 600,00 e olhe lá.

    Acho que minha professora de fisica do Ensino Medio tinha razão: “Entrar numa faculdade é moleza…conseguir um diploma tambem…quero ver aprender o que lhe é ensinado”

  • Acadêmica de Direito

    O que mais me incomoda nisto tudo é ver o desrespeito e a mentalidade medíocre de pessoas que dizem estar no ensino superior.Sinceramente,eu não acredito que os autores de certas respostas dadas aqui fazem o mesmo curso meu ou,pior,são formados na área!Certamente passaram longe das aulas de ÉTICA,se é que tiveram!
    Um brinde à OAB por reprovar,todos os anos,os 80% incapacitados e despreparados candidatos que não sabem representar com dignidade nossa classe.Principalmente porque,após 5 anos de dedicação e estudos,o mínimo que se espera é um debate bem fundamento e com respeito,requisitos mínimos de um advogado que se preze.

  • João P.

    Na verdade existiu sim uma lei imperial assinada por D. Pedro I que confere o grau de doutor a advogados e pode ser encontrada no próprio site do Planalto. O grau de doutor é especificado no artigo 9º da lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_63/Lei_1827.htm

    • Meu Deus, o que que custa olhar no comentário antes de falar essa besteira de novo! LEIA:

      “A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras:

      “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes”.

      Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta. ”

      E ainda, para evitar qualquer futura discussão de interpretação, o Ministério Público e a OAB já revogaram essa lei em 1996, agora não tem mais nada para apoiar essa balela. FIM. Fiquem contentes com os bacharéis e se não quiserem ser apenas bacharéis, entre em um doutorado e sejam felizes. Eu passo vergonha por vocês, já que não sou advogado e sei disso e vocês que deveriam estar me ensinando o que estou explicando a vós.

  • Vitorpro

    O tratamento “doutor” para com os médicos provém de uma adaptação de palavras estrangeiras que significam médico. Certo?
    Por não ter relação com a titulação, a meu ver, poderia sim ser utilizado.
    Alguém pensa diferente?

    • Tirando todo mundo que sabe o que é um “doutorado”, acho que ninguém. E o próprio texto diz que TEM A VER COM TITULO, DOUTOR É UM TÍTULO!!!

      • Vitorpro

        Como um amigo meu diz: Puxe uma cadeira e vamos conversar.

        Eu quis dizer que a palavra doutor possui duplo significado, não sendo aplicada somente àquele que possui doutorado. Minha fundamentação é baseada nas origens distintas da mesma palavra.
        Exemplificando, é o mesmo que acontece com a palavra “manga”. A “manga” fruto vêm do Tâmil MANKAY, que era o nome dado à fruta no local de origem; a “manga” de roupa vem do Latim MANICA, derivado de MANUS, “mão”. São significados completamente diferentes com o uso da mesma palavra, não ocorrendo a supressão de um significado pelo outro.
        Dizer a frase “O doutor tirou uma radiografia do paciente” é o mesmo que “O médico tirou uma radiografia do paciente”. Não se trata nesse exemplo de uma titulação, mas sim um “sinônimo”.
        Não digo, com isso, que não existe a possibilidade do uso de “doutor” como titulação pelos médicos, mas que, dependendo do caso, há a aplicação da palavra com outro significa, que não a pessoa que faz doutorado.
        Portanto, doutor não é só quem faz doutorado. O certo seria dizer que só tem TITULO de doutor quem faz doutorado.
        Espero que eu tenha sido claro. =)

        • Compreendi. Não havia compreendido a idéia de duplicidade. De fato, o que poderia ser feito era anexar uma segunda palavra à Doutor, do tipo dos doutores “honoris causa” que carregam o “honoris causa”. Ou mudar o título acadêmico, que receberia outro nome. Enfim, o melhor mesmo seria corrigir o erro histórico. Essa adaptação errônea acaba vinculando mérito desmerecido. Até mesmo é um engano ao consumidor que contrata um graduando (geralmente especialista nos caso dos médicos) como se fosse doutor.

          • Vitorpro

            Exatamente!

            Obs: Parabéns pelo site, conteúdo excelente. =)

  • Sergio

    Olá para todos. Sou médico. Tenho doutorado. Faço pós-doutorado. Mas não fico envaidecido com o título. Para mim, não faz a menor diferença o paciente me chamar de doutor, ou qualquer outro médico, com ou sem doutorado, porque o paciente se sente seguro assim e é isto que importa na essência da relação médico-paciente ou advogado-cliente, esta segurança, a empatia, a confiança, o carinho, enfim. Eu faço medicina particular e trabalho em hospital público também, trabalho muito e atendo muitas pessoas de origem muito humilde, outras nem tanto, outras em boa situação social, digamos assim. Mas todas, independentemente da situação social gostam de chamar seu médico que as trata com carinho, por doutor. Que importa para elas se o médico tem ou não doutorado? Um paciente desesperado com sua saúde nada bem, com uma doença crônica, com dor, sem emprego, sem ter o que comer direito e tendo que comprar remédio, nem sabe o que é doutorado! Imaginem, mesmo se eu não tivesse doutorado, se eu falasse para os mais de 20 ou 30 pacientes que as vezes atendo por dia, várias vezes numa mesma consulta: “por favor não me chame de doutor porque não tenho doutorado”, mesmo para os de clínica particular e que podem pagar uma consulta?
    Concordo, doutor é quem tem doutorado, mas isto, na prática só tem o verdadeiro valor para um concurso público especialmente para um cargo docente, ou para elaboração de projetos de pesquisa e solicitação de recursos junto aos orgãos de fomento (só doutores titulados podem). Para os pacientes, ou clientes, desesperados, profissionais com ou sem doutorado, serão sempre doutores, sem distinção. Que mal há nisso? pensem nisto.