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# Descoberta a cura da Alzheimer?
- URL: https://ahduvido.com.br/descoberta-cura-da-alzheimer/
- Published: 2016-12-16T22:00:34.000Z
- Updated: 2016-12-23T20:13:55.000Z
- Author: Leandro Alves Lanceloti
- Tags: #wp, #wp-post, #Import 2026-09-09 12:39

A Alzheimer é uma doença extremamente cruel. Trata-se de uma condição degenerativa que destrói a memória e outras funções mentais muito importantes. Não é raro encontrarmos pessoas que conhecem vítimas desse mal. Porém, pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, têm uma boa notícia. Eles encontraram uma técnica que está sendo considerada a cura da Alzheimer.

É lógico que ainda é cedo para bater o martelo com relação a esse método. A sua eficácia ainda está sendo testada e ainda não há previsão de quando a técnica estará disponível para o uso de todos os pacientes que possuem a doença. O que importa, na verdade, são os avanços conseguidos para combater esse mal. Nesse artigo, além de explicar um pouco mais sobre essa condição, vamos contar qual é e como funciona essa técnica que promete ser a cura da Alzheimer.

## Doença de Alzheimer

![Como é a cura da Alzheimer?](https://storage.ghost.io/c/7f/a6/7fa64fe7-21e8-4ac1-8b76-6c3627efe698/content/images/localhost-8081/wp-content/uploads/sites/4/2016/12/1-causa-da-doenca-de-alzheimer.jpg)

A Doença de Alzheimer é uma condição incurável e que tende a se agravar com o tempo. Apesar de não possuir cura, a enfermidade pode ser tratada. Ela está frequentemente associada à idade avançada, já que atinge em sua maioria a população idosa. É por conta disso que a doença ficou erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

O nome da doença faz referência ao médio Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença em 1906\. Ele estudou e publicou o caso da paciente Auguste Deter, uma mulher saudável de 51 anos que inesperadamente começou a apresentar uma série de sintomas. Além de um quadro progressivo de perda de memória, ela também demonstrava desorientação e distúrbio de linguagem (dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si própria.

Após o falecimento de Auguste aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou o seu cérebro para tentar descobrir as causas desses sintomas. A análise levou o médico a descrever as alterações que até hoje são conhecidas como características dessa doença. Hoje, a doença afeta cerca de 2 milhões de brasileiros. No mundo, são mais de 50 milhões de casos registrados.

## Como ocorre a Doença de Alzheimer?

![Como é a cura da Alzheimer?](https://storage.ghost.io/c/7f/a6/7fa64fe7-21e8-4ac1-8b76-6c3627efe698/content/images/localhost-8081/wp-content/uploads/sites/4/2016/12/2-efeito-doenca-de-alzheimer.jpg)

Infelizmente ainda não sabemos qual é a causa da Doença de Alzheimer. Porém, conhecemos o seu ciclo de desenvolvimento. Tudo ocorre por conta de algumas lesões cerebrais bem características. São duas principais alterações que acabam acarretando a doença:

- Placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, que é anormalmente produzida;
- E os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau.

É importante ressaltar que as alterações cerebrais não acontecem de forma homogênea. Elas geralmente afetam as células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e funções executivas complexas, dificultando a realização de ações simples e que exigem um mínimo de planejamento. Com o tempo, outras áreas acabam sendo afetadas, aumentando bastante a perda para o paciente.

## A cura da Alzheimer?

![Tratamento e cura da Alzheimer](https://storage.ghost.io/c/7f/a6/7fa64fe7-21e8-4ac1-8b76-6c3627efe698/content/images/localhost-8081/wp-content/uploads/sites/4/2016/12/3-tratamento-doeca-de-alzheimer.jpg)

Por conta da gravidade da doença, tem havido uma corrida para buscar um tratamento efetivo para a condição. É isso que os pesquisadores do Instituto do Cérebro de Queensland desenvolveram recentemente. A técnica, publicada no Science Translational Medicine, usa um tipo específico de ultrassom que envia ondas sonoras para o cérebro de forma invasiva.

Esse método usa feixes que são chamados de ultrassom de foco terapêutico. A técnica tem sido considerada por alguns como a provável cura da Alzheimer por causa dos efeitos promissores que tem apresentado. Porém, reforçando mais uma vez, ainda é cedo para dizer que o método vai realmente erradicar a doença ou mesmo se vai ajudar a retardar/controlar os sintomas causados por esse mal.

Essas ondas sonoras, por oscilarem de forma muito rápida, são capazes de abrir de forma suave a barreira hemato-encefálica. Esse á uma camada que protege o cérebro contra bactérias. O ultrassom também estimula as células microgliais a se moverem. Esses são considerados resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amiloide tóxicos, um dos agravantes da Doença de Alzheimer.

## Resultados positivos

![Cura da Alzheimer](https://storage.ghost.io/c/7f/a6/7fa64fe7-21e8-4ac1-8b76-6c3627efe698/content/images/localhost-8081/wp-content/uploads/sites/4/2016/12/4-cura-da-alzheimer.jpg)

Os pesquisadores da Universidade de Queensland estão otimistas com os resultados dessa técnica. Eles relataram um restauro total das memórias em 75% dos ratos que serviram de cobaias para os testes. Nesses casos, foi constado zero danos no tecido cerebral circundante, o que mostra que é técnica é bem invasiva e pode não ser prejudicial aos pacientes.

Os ratos com a Doença de Alzheimer apresentaram melhora de desempenho em três tarefas de memória. No labirinto, obtiveram melhores resultados. No teste de reconhecimento de novos objetos também foram bem-sucedidos. E, finalmente, na atividade de relembrar os lugares que deveriam evitar também se saíram melhores. Com isso, foi dado um passo a mais para possibilitar a experimentação do método em seres humanos.

Porém, vamos reforçar mais uma vez. Embora alguns estejam considerando essa a provável cura da Alzheimer, ainda é cedo para dizer que a técnica vai de fato ajudar no tratamento da doença. Os testes mostram que sim, mas é impossível prever como o método vai funcionar nos seres humanos. Se funcionar, poderemos comemorar por estarmos nos livrando de uma das condições mais cruéis a afetar os idosos. Vamos torcer!