Um fotógrafo americano conseguiu permissão para visitar a Coréia do Norte e o resultado está nestas 25 fotos incríveis

Prédios em Pyongyang, Coréia do Norte

Você já teve a curiosidade para saber como é a vida na Coreia do Norte? Então confira algumas fotos proibidas que foram registradas nesse país polêmico e misterioso

fotos proibidas da coréia do Norte

A Coreia do Norte é um país extremamente fechado e rodeado de polêmicas. Não é raro encontrarmos notícias sobre casos de sequestro, testes não permitidos com armas nucleares, crimes contra a humanidade e muitas outras controversas envolvendo o país cujo nome oficial é ironicamente “República Popular Democrática da Coreia”.

Porém, embora o país tenha adquirido uma fama nada agradável perante o resto do mundo, ainda há aqueles que se aventuram a visitar a Coreia do Norte. Esse é o caso do fotógrafo Michal Huniewicz, que registrou belíssimas imagens dessa região que desperta a curiosidade – e às vezes o medo – do mundo todo. Vamos conferir algumas dessas fotos e entender um pouco mais sobre a vida nesse misterioso país.

coréia do norte fotos proibidas

Uma das primeiras fotos que Huniewicz registrou foi durante a chegada ao país através do rio que divide a China, à direita, e a Coreia do Norte, do lado esquerdo. Essa imagem mostra o abismo gigantesco entre uma sociedade que se autodenomina socialista e outra que é capitalista. O desenvolvimento, com prédios e grandes estruturas, é evidente no lado direito da foto.

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Huniewicz diz que quando cai a noite a diferença entre os dois países é ainda maior. Enquanto a cidade chinesa de Dandong se transforma em uma metrópole brilhante e luminosa, Sinuiju, do lado da Coreia do Norte, é envolvida em uma escuridão profunda e quase total.

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Ainda perto do rio, na parte norte-coreana, existem postos de vigília e captura que são controlados por soldados do governo. Na Coreia do Norte, os cidadãos não podem simplesmente sair do país. Se um fugitivo for capturado, ele é levado para campos de concentração onde é mantido em cativeiro durante meses e até anos. A maioria das pessoas que tenta fugir do país estão à procura de melhores condições de vida.

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As duas imagens acima finalmente comprovam o abismo existente entre as duas nações. Enquanto em uma das margens temos um deck em péssimas condições para um pequeno barco atracar, do outro temos um condomínio luxuoso com várias torres muito bonitas.

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Finalmente dentro do país, Huniewicz mostra como é a estação de trem pela qual os raros turistas desembarcam. Como podemos ver, o lugar é praticamente deserto já que quase ninguém sai e pouquíssimas pessoas tem a coragem de entrar.

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Esse é um dos muitos formulários que todos os visitantes da Coreia da Norte precisam preencher e carregar durante toda a sua estadia. Os documentos descrevem os seus dados e o motivo da viagem, além de conter as informações do acompanhante que vai ficar junto com o turista durante toda a jornada. Esse guia, obrigatório para todos os viajantes, raramente vai deixar a pessoa sozinha.

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Huniewicz conta que essa foi a primeira foto que ele tirou ao chegar na cidade de Sinuiju. O fotógrafo diz que é proibido registrar imagens a partir desse tipo de veículo, mas os cidadãos não o reportaram para as autoridades, embora pudessem fazê-lo. De acordo com o turista, a primeira impressão que ele teve é de que a cidade era uma “versão oriental do leste da Europa dos anos 1989”.

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Em determinada parte da cidade, grandes campos de arroz dominam as paisagens. Na Coreia do Norte, o principal meio de transporte é a bicicleta. Porém, a maioria dos cidadãos andam a pé ou usam veículos de tração animal.

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Há um gigante retrado de Kim Il-sung, o eterno presidente da Coreia do Norte, seu filho Kim Jong-il, o eterno secretário da Coreia do Norte, e Kim Jong-suk, esposa deste último. Huniewicz ousou perguntar a respeito da esposa de Kim Il-sung. O guia respondeu: “Nós não falamos sobre ela…”

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Ao chegar na capital Pyongyang, uma surpresa: Huniewicz encontrou uma estação de trem movimentada, com pessoas bem vestidas e andando como se estivessem extremamente ocupadas. Uma cena que geralmente não está associada à imagem que temos da Coreia do Norte.

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Ao sair da estação e ver a cidade pela primeira vez, é possível imagem que Pyongyang é uma cidade qualquer. Porém, de acordo com o fotógrafo, o lugar e extraordinariamente limpo e silencioso, o que não é típico das grandes metrópoles.

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Em Pyongyang, os turistas não podem andar em qualquer lugar. Depois do hotel, o lugar em que eles mais vão permanecer é dentro de vans como essa onde o fotógrafo registra algumas imagens. Dentro do veículo é permitido sacar o smartphone sem problemas, mas não há sinal de antena, tampouco rede WiFi.

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Huniewicz conta que as imagens registradas a partir de dentro da van não ficaram excelente, mas deram uma boa ideia de como é a vida próxima a estação de trem. Por ali, a vida tende a ser um pouco mais “glamorosa” do que nas partes mais retiradas da capital norte-coreana.

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A população na capital Pyongyang parece estar sempre com pressa. De acordo com o fotógrafo, esse fato acabou dificultando um pouco a captura de imagem das pessoas. É como se elas estivessem com medo de algo ou apreensivas por causa de determinada situação.

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A arquitetura bruta na capital norte-coreana chamou atenção de Huniewicz. A lembrança da leste da Europa de séculos passados foi novamente reavivada, deflagrando o “atraso” dessa construções, que realmente não possuem qualquer traço de modernidade.

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Esta fato Huniewicz registrou a partir do Hotel Yanggakdo, onde ficou hospedado. O grande prédio à esquerda é o local onde os turistas chineses permanecem durante as visitas ao país. Quem é oriunda da China tem muito mais liberdade de andar pela Coreia do Norte. No lado direito da foto, é possível ver um grande prédio ao fundo. Trata-se de uma construção que o governo local começou em 1987 e nunca conseguiu terminar por falta de recursos.

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Esse é o hotel em que Huniewicz ficou hospedado. Além do interior do prédio, os turistas estão livres para caminhar entre o espaço existente entre a entrada e o grande pátio de estacionamento. Esse local compreende uma área de 5 metros por 20 metros.

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Neste prédio, as pessoas só consegue acessar o 5º andar através das escadas. Rumores dizem que esse pavimento é usado pelas pessoas do Hotel Yanggakdo para supervisionar e espiar os turistas hospedados. Outros dizem que esse é apenas um andar usado para armazenar itens de manutenção predial.

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A garçonete que serviu os turistas parecia um pouco aterrorizada, assim como o restante da população. Huniewicz e seus desconhecidos colegas fizeram a refeição em uma pequena sala, conversando sobre assuntos aleatórios e temerosos se poderiam confiar um nos outros.

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O chamado Mansu Hill Grand Monument é um dos poucos lugares onde visitantes podem passear e tirar fotos, sempre acompanhados por guias. Porém, para registrar imagens das estátuas ali – de Kim Il-sung e seu filho, Kim Jong-il – é obrigatório enquadrar as duas esculturas ao mesmo tempo e sem cortar partes delas da foto.

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A imagem acima chama atenção por causa da disciplina (forçada?) que os jovens seguem na Coreia do Norte. No lado esquerdo, há várias estátuas de soldados norte-coreanos pisando em uma bandeira dos Estados Unidos.

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Perto do fim da viagem, Huniewicz concluiu que a Coreia do Norte é um país opressor que tenta impor seus ideias a partir de várias formas. A arquitetura é apenas uma das formas de influenciar a mentalidade e o comportamento dos cidadãos.

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Diversos lugares possuem a imagem dos dois líderes supremos do país. As pessoas param em frente a esses lugares e prestam reverência (forçada novamente?). Seria esse o resultado da lavagem cerebral? Ou uma ação voluntária de adoração e idolatria?

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No final das contas, o idealismo da Coreia do Norte, pregado em cartazes e no próprio nome oficial do país, entra em contraste com o que é visto nas ruas da capital Pyongyang. Não há liberdade de expressão. Há apenas um conformismo que fica estampado no rosto das pessoas.

Fonte: Michal Huniewicz