10 guerras que os Estados Unidos não precisariam ter participado

23/06/2017

8. Operação Raposa do Deserto no Iraque em 1998

O presidente dos EUA William Clinton lançou a Operação Raposa do Deserto, nome do código para um bombardeio intenso de três dias ao Iraque, para degradar a capacidade de Saddam Hussein de fabricar armas de destruição em massa. Enquanto o bombardeio danificava substancialmente as capacidades e infraestrutura militar do Iraque, ainda não está claro se os ataques tiveram qualquer impacto sobre o desenvolvimento das armas do país.

Clinton não obteve a autorização do Congresso antes de lançar os ataques. Ele argumentou que a Lei de Libertação do Iraque de 1998 conferisse justificação jurídica suficiente para a campanha. O presidente declarou: “Deve ser a política dos Estados Unidos apoiar os esforços para remover o regime liderado por Saddam Hussein do poder no Iraque”.

Embora o Congresso controlado pelos republicanos estivesse inclinado a tomar uma linha dura contra Saddam, os críticos do presidente comentaram que o momento dos ataques parecia estranho. A operação Raposa do Deserto coincidiu com o debate em curso sobre impeachment de Clinton durante o escândalo com Monica Lewinsky.

Apesar dos ataques, Saddam permaneceu no poder até a Operação Liberdade do Iraque em 2003. Enquanto isso, a Câmara votou para acusar o presidente Clinton em 19 de dezembro de 1998, o último dia do bombardeio para a Operação Raposa do Deserto.

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