Playboy, Capricho e INFO: conheça revistas impressas brasileiras que não existem mais

Você se lembra da última vez que precisou comprar revistas impressas brasileiras? Ou melhor: recorda-se da última vez que você ler uma? Pois é. Muito embora essa mídia já tenha feito muito sucesso no passado, hoje, com a popularização da internet e outros meios digitais, fica difícil manter uma publicação impressa que consiga conquistar os consumidores.

Até mesmo temas que antes eram dominados pelas revistas estão precisando rever seus conceitos. A Capricho e a Playboy, por exemplo, eram grandes nomes entre as revistas impressas brasileiras e que precisaram abandonar o mercado e partir para o meio digital. Outras publicações até mesmo fecharam as portas diante da grande força da internet.

Neste artigo, vamos mexer um pouco no passado e relembrar 10 revistas impressas brasileiras que não existem mais. Ela podem até ter partido para a internet, conquistando mais adeptos no meio digital. Porém, já não são mais encontradas nas bancas, o que pode ser motivo de tristeza para algumas pessoas.

1. Capricho

Capricho, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

A revista Capricho era uma das mais conhecidas e bem sucedidas entre o público teen. Ela foi fundada em 1952, com a primeira veiculação no dia 18 de junho. O foco dessa publicação sempre foi o público feminino. A revista tenta explorar temas que chamem atenção de adolescentes, como entrevistas com cantores e atores famosos, dicas de maquiagem e outros assuntos desse meio.

Em junho de 2015, mais de 60 anos após a fundação, a revista Capricho deixou de ser uma das revistas impressas brasileiras e passou a integrar apenas o meio digital. A mudança veio juntamente com outras reformulações que o Grupo Abril, responsável pela publicação, implementou em suas revistas.

2. Playboy

Playboy, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

Provavelmente a mais conhecida entre as 10, a revista Playboy foi outra que deixou de ser uma das revistas impressas brasileiras para partir unicamente para a internet. No Brasil, a revista para o publico masculino foi fundada em 1975 pela Editora Abril e, depois de 487 edições, delegou a publicação para a PBB Entertainment, que foca agora no meio digital.

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A mudança de dono também trouxe algumas alterações no estilo das fotos das mulheres. Em vez de explorar tanto a nudez, as fotografias exploram o lado artístico, dando também espaço para matérias que exploram sexualidade, polêmicas e assuntos modernos.

3. INFO

INFO, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

Bastante conhecida entre o pessoal de tecnologia, a revista INFO é outra que abandonou o meio impresso. Na realidade, esse caso é ainda mais drástico, já que até o site oficial foi absorvido pelo portal Exame. Essa publicação mensal trazia matérias sobre tecnologia, inovação, empreendedorismo digital e tendências, sendo considerado o líder dentro de seu segmento.

Isso, porém, não foi o suficiente para manter a revista no ar. Em dezembro de 2014, a Editora Abril anunciou o fim da revista impressa. No ano seguinte, em agosto, a publicação digital também foi aposentada, movendo todo o seu conteúdo para a Exame.

4. Nintendo World

Nintendo World, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

Embora faça parte de um nicho bem específico – games –, a revista Nintendo World também conquistou um bom público aqui no Brasil. Isso porque a publicação trazia uma série de conteúdos interessantes para os jogadores, como dicas, truques e os tão desejados detonados. Esse último faz referência aos passos necessários para finalizar determinado jogo.

A Nintendo World foi fundada em 1998, com uma publicação mensal e foco total em games da empresa japonesa. Hoje a revista ainda mantém um braço digital, que infelizmente não consegue resgatar a fama que tinha nos anos 90 e começo dos anos 2000. Por causa da internet, ficou muito fácil achar o conteúdo dessa revista em qualquer site.

5. Bundas

Bundas, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

Sim, o nome da revista era Bundas. O título é uma clara alusão e paródia sobre a publicação Caras. Até mesmo os slogans dessa reviste remetiam ao periódico dos famosos: “Quem mostra a bunda em Caras não mostra a cara em Bundas” e “Bundas, a revista que não tem vergonha de mostrar a cara”.

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A iniciativa de Bundas era um tentativa de voltar com o periódico O Pasquim, que morreu logo no começo dos anos 90. A revista era bem ousada e tratava com tranquilidade de temas que eram considerados tabus pela sociedade. Sexo, drogas, divórcio e feminismo eram assuntos recorrentes dessa publicação. Infelizmente, Bundas não teve o mesmo sucesso de seu antecessor e foi interrompida também.

6. Gloss

Gloss, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

A revista Gloss é outra publicação da Editora Abril que viu seu fim chegar após o advento da internet. Com foco no público feminino entre 18 e 28 anos, a revista trazia temas um pouco mais complexos do que aqueles apresentados pela Capricho. Temas como sexualidade e profissão eram recorrentes, mas sem deixar de lado assuntos como maquiagem e comportamento.

No começo das publicações, uma atriz sempre era o foco da revista, estampando sua capa. Já passou por lá Ísis Valverde, Thalia Ayala, Fernanda Souza, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann e muitas outras famosas. Em agosto de 2013, devido ao baixo índice de vendas, o periódico foi aposentado e deixou de entrar em circulação como uma das revistas impressas brasileiras.

7. Herói

Herói, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

A revista Herói é outra que focou em um nicho específico, mas conseguiu conquistar o público. A publicação dava atenção para animes, mangás, filmes e produções ocidentais e orientais, aproximando o público nerd que gostava de ler sobre esses assuntos. O formato diminuto e curto da revista fez com que a revista fosse barata, facilitando sua adesão e popularização.

A Conrad Editora foi a responsável pela circulação dessa revista por aqui. Ela aproveitou a exibição do anime Os Cavaleiros do Zodíaco aqui no Brasil, trazendo temas relacionados e outros novos que poderiam atrair o público. Funcionou, mas com a chegada da internet e a popularização de outras mídias o resultado não poderia ser outro: o fim da revista Herói.

8. Bravo!

Bravo, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

A revista Bravo! é mais uma da Editora Abril que precisou ser encerrada. O foco dessa publicação eram artes plásticas em geral (pintura, escultura, gravura, fotografia), além de outros temas. Algumas edições, por exemplo, abordavam profundamente o cinema, a música, o teatro, a dança e a literatura. Ela foi criada em 1997 e encerrou suas atividades em 2013.

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Porém, diferente das outras revistas, há a promessa de que a Bravo! volte a ser publicada em breve. Não será um periódico mensal como antes, mas sim trimestral, viabilizando um pouco a sobrevida desse editorial. Por quanto tempo ela vai conseguir sobreviver em meio a briga contra o digital?

9. Manchete

Machete, uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

A revista Manchete entrou em circulação entre os anos 1952 e 2000 pela Bloch Editores trazendo notícias de uma forma geral. Na época de fundação e nos anos seguintes, ela foi considerada a segunda maior publicação impressa, perdendo apenas para o periódico O Cruzeiro. Um dos grandes destaques era a forma de linguagem, adotando o fotojornalismo, contando com grandes editores para ajudar a levar a revista adiante.

A parceria com a emissora de televisão Rede Manchete durou até a falência da mesma. Depois disso, a revista durou mais alguns anos até que foi finalmente aposentada no ano 2000. A Bloch Editores infelizmente teve o mesmo fim, enterrando a possibilidade de uma sobrevida para o projeto.

10. Bizz

Bizz, , uma das revistas impressas brasileiras que saiu de circulação

Por fim, mais uma publicação da Editora Abril que foi descontinuada. A Bizz tinha grande destaque nos anos 80 e 90 e sua grande inspiração eram revistas estrangeiras, como Rolling Stones, Smash Hits e New Musical Express. A Bizz nasceu em 1985 e foi cancelada no ano 2000. No ano seguinte, os editores tentaram reviver a publicação, que foi novamente cancelada com a chegada da versão brasileira de Rolling Stones em 2007.

A Bizz conseguiu conquistar boa parcela do público por trazer um tema que estava sendo pouco explorado por revistas da época. O que também ajudou a sua popularização foram as capas sempre ousadas e provocativas. Isso, porém, não foi o suficiente para segurar o público quando a concorrente Rolling Stones chegou por aqui.