Outras 10 Creepypastas Clássicas

Creepypastas clássicas

Quando, há um tempo atrás publiquei o post “10 histórias clássicas da Creepypasta” apareceu uma legião de internautas chorões exaltando o famoso “miminês” – mimimi – porque na lista de 10 faltaram algumas histórias clássicas. Logicamente, como todos nós, seres com bom senso sabemos, certamente iria faltar: é uma lista de 10 itens e não uma lista com todos os itens existente sobre o tema. Assim, resolvemos abordar outras 10 Creepypastas clássicas.

Tudo bem, reclamações sempre irão aparecer, não importa o que você faça ou o quanto perfeita seja a sua obra, sempre vai ter alguém para crítica-lá. Eu iria deixar de lado tudo isso mas comecei a receber e-mails dos internautas indignados com a falta de algumas histórias… pensei: “Creepypasta é coisa séria!”. Então, para evitar novas reclamações e indignação dessas pessoas super ocupadas, resolvi fazer outro post com histórias clássicas da Creepy.

Confira: Outras 10 histórias clássicas da Creepy.

10. SCP – 87

Essa é uma das creepys que fez tanto sucesso que terminou dando origem à um site, um RPG, um game, entre outros. Trata-se de uma lenda urbana de origem canadense, datada de 2007, a qual fala sobre uma organização chamada “Secure, Contain and Protect” que teria como objetivo capturar, aprisionar, proteger e catalogar criaturas e entidades ditas paranormais ou surpreendentemente incomuns.

Na creepy, o caso “SCP-87” apareceu como um documento que haveria vazado da tal organização. Conta o documento – transcrito abaixo – que em um campus de uma universidade canadense existe uma porta de aço reforçado disfarçada de armário, mantendo aquilo que ela restringe longe dos olhos humanos. Atrás dessa porta há um sinistro e obscuro local: ao abri-lá você se depara com uma  escadaria, uma descida aparentemente sem fim. Não há iluminação, nem qualquer entrada ou saída eletricas. Ninguém sabe o porquê foi construída, quando foi construída e como foi construída. A estrutura foi encontrada após o desaparecimento de alguns alunos no campus. Cada equipe da tal organização que foi enviada ao local, voltou sofrendo de paranóia. A Exploração IV, aquela que obteve maior sucesso, conseguiu chegar a 200 metros de profundidade. As explorações anteriores encontraram no caminho, gritos de crianças, chorando e implorando por ajuda, um rosto em meio à escuridão, entre outras bizarrices que você verá adiante.

Documento SCP – 087 transcrito:

Item #: SCP-087

Classe do Objeto: Euclides

Creepypastas clássicas

Procedimentos de contenção especiais: SCP-087 está localizado no campus da ….. A entrada que conduz ao SCP-087 foi construída em aço reforçado com um mecanismo de liberação com trava-elétrica. Ela tem sido disfarçada para se assemelhar a um armário da zeladoria do edifício. O mecanismo de bloqueio na maçaneta não irá libertar, a menos que use tantos volts em conjunto com o sentido anti-horário na rotação da chave. O interior da porta está alinhada com 6cm de enchimento de espuma industrial.

Devido aos resultados da exploração final (ver o documento 087-IV), não temos pessoal adequado ao acesso do SCP-087.

Descrição: SCP-087 é uma escada com as plataformas meio apagadas. Escadas que descem em um ângulo de 38 graus para 13 etapas antes de chegar a uma plataforma semicircular de aproximadamente 3 metros de diâmetro. A direção da descida gira em 180 graus em cada plataforma. Uma fonte de luz é necessária para todos os andares, para que possam explorar melhor, já que não existe dispositivos elétricos de iluminação ou não apresentam janelas. Fontes de iluminação mais brilhantes do que 75 watts têm se mostrado bastante eficazes, mas mesmo assim, o SCP-087 parece absorver muita luz.

Alguns relatos e gravações de áudio confirmam o som de uma criança chorando e implorando. Estima-se que está localizada a aproximadamente 200 metros abaixo da plataforma inicial. No entanto, quaisquer tentativas para descer a escadaria falharam em trazer relatos mais concretos sobre esses acontecimentos. A profundidade da descida é calculada a partir da Exploração IV, a maior exploração feita! Essa escadaria mostra-se muito além da estrutura possível que o edificil pode proporcionar. Neste momento, não se sabe se o SCP-087 tem um ponto final.

SCP-087 passou por quatro explorações com gravações em vídeos pelo pessoal da Classe-D.
Cada indivíduo conduziu uma exploração e encontrou o SCP-087-1, que aparece como um rosto sem pupilas visíveis, narinas ou boca. A natureza do SCP-087-1 é inteiramente desconhecida, mas foi determinado que não é uma fonte do articulado.
Os indivíduos que exibiram sentimentos de paranóia e medo intenso são confrontados com o SCP-087-1, mas é indeterminado se esses sentimentos são reações anormais ou simplesmente naturais.

Adendo: durante um período de 2 semanas após a Exploração IV, vários membros da equipe e alunos do campus, relataram uma bateção na porta a uma taxa variável de 1-2 segundos por batida que vinha do interior do SCP-087. A porta que conduz ao SCP-087 foi equipada com 6cm de espessura com espuma industrial. Todos os relatórios de batidas cessaram.

Pessoal autorizado podem referir-se aos documentos 087-087-I a IV para as transcrições de Exploração I-IV.

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Para quem ficou curioso, as três primeiras explorações também tiveram seu audio transcrevido e segue abaixo:

Documento # 087-I: Exploração I

D-8432 é um homem caucasiano de 43 anos porte físico médio e estado psicológico normal. Designação da classe-D é um resultado de rebaixamento devido ao mau uso SCP-█ █. D-8432 é equipado com uma lanterna de 75 watts com bateria de energia capaz de durar 24 horas, uma filmadora portátil equipada com transmissor e um fone de ouvido para comunicação com Dr. █ █ █ █ █ █ no centro de controle.

D-8432 ultrapassa a porta e desce alguns degraus à plataforma inicial. Apesar da potência, a lanterna ilumina apenas os primeiros nove degraus. A segunda plataforma não é visível.

D-8432: Esse escuro está foda!  

Dr. █ █ █ █ █ █: A sua lanterna está  funcionando corretamente?

D-8432 mira a lanterna em direção da porta. A luz atinge uma distância muito mais significativa. Voltando sua laterna novamente para os degraus abaixo, nota que a luz novamente encontra-se limitada à uma curta distância.

D-8432: . Sim, ela está funcionando, apenas não consegue iluminar as escadas até o fim.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, continue.

D-8432 desce 13 degraus antes de chegar a segunda plataforma. A plataforma está na forma de um semicírculo, com a superfície e as paredes de betão, aparentemente. Não há marcas distintas, além de manchas indescritíveis de poeira, sujeira ou desgaste, algo comumente encontrado em uma escada de concreto típica. D-8432 gira 180 graus para começar a descida do segundo andar, em seguida, faz uma pausa.

Dr. █ █ █ █ █ █: Qual o motivo da parada?

D-8432: Você ouviu isso? Há um maldito garoto lá embaixo. Soa como um.

Nenhum dos áudios descrito está sendo detectado através da câmera ou microfone neste momento.

Dr. █ █ █ █ █ █: Poderia descrever o som?

D-8432: É jovem. Qualquer mulher ou um menino muito jovem. Ele está chorando… chorando muito e dizendo:[pausa] por favor [pausa] ajuda [pausa] por favor [pausa]. Sim, ele continua repetindo isso e chorando.

Dr. █ █ █ █ █ █: Você pode estimar a distância de sua posição atual?

D-8432: Ah, que droga, eu não sei, talvez 200 metros de profundidade

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, continue até o próximo andar.

D-8432 desce mais 13 degraus. Quando ele atinge a terceira plataforma, o áudio da criança, tal como descrito, é captado. Uma criança entre soluços, choro e as palavras “por favor”, “ajudar” e “aqui embaixo.” O nível de áudio é compatível com o relato de D-8432: cerca de 200 metros abaixo da posição atual.

Dr. █ █ █ █ █ █: você ainda pode ouvir o choro?

D-8432: . Sim

Dr. █ █ █ █ █ █: Conseguimos captá-lo também. Por favor, continue para baixo. Pare se detectar quaisquer mudanças no áudio ou ambiente.

D-8432 desce mais três lances de escadas antes de parar.

D-8432: Continuo indo?

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor.

D-8432 continua mais 17 andares (total de 22 andares) antes de parar. Não há mudanças visuais no ambiente e agora os andares estão separados por 13 degraus.

D-8432: Eu não estou chegando perto dessa “porra” de criança.

Áudio estéreo confirma que o barulho da criança chorando não aumentou em volume e permanece cerca de 200 metros abaixo do explorador.

Dr. █ █ █ █ █ █: Anotado. Por favor, continue.

O explorador continua mais 28 andares antes de parar. (50 andares no total.) D-8432 está de pé na plataforma 51, contando o patamar inicial à nível do solo. D-8432 é estimado que a esteja à 200 metros abaixo da plataforma inicial. 34 minutos se passaram. O volume do choro não aumentou.

D-8432: Eu me sinto um pouco desconfortável.

Dr. █ █ █ █ █ █: Você passou um longo tempo no escuro em um local desconhecido. É natural. Por favor, continue.

D-8432 hesita antes de iniciar a marcha para próxima escada. À medida que se move para baixo, a lanterna ilumina um rosto pálido, localizado aproximadamente na parte inferior do próximo andar (SCP-087-1). Parece ser do mesmo tamanho e forma de uma cabeça humana, só que está faltando boca, narinas e ouvidos. O rosto é completamente imóvel, mas está fazendo contato visual direto, indicando a sua consciência de D-8432.

D-8432: [Gritando] Foda-se! Que porra é essa? Merda! Porra! Puta merda!! Que porra é essa!

Dr. █ █ █ █ █ █: Você pode descrever o que você vê?

D-8432: É uma espécie de …. merda, que porra…. sei lá, parece um rosto de uma pessoa… puta merda…. está olhando diretamente para mim… MERDA! FILHA DA PUTA! Ele está olhando diretamente para mim –

Dr. █ █ █ █ █ █: Está se movendo?

D-8432: [pausa, respiração pesada] Não, só olhando para mim. Ah meu Deus, isso é assustador.

 Dr. █ █ █ █ █ █:Por favor, tente uma abordagem, tente iluminar a entidade.

 D-8432: Vai se fuder, eu quero ir embora daqui!

O rosto move-se, em um pequeno movimento, estima-se que seja uns 50 centímetros em direção à D-8432.

D-8432: [gritando] AHHH, Vai se fuder, vai pro inferno, me deixa em paz filha da puta!!! [estática]

D-8432 entra em um estado de pânico e rapidamente sobe para o inicio de SCP-087. D-8432 atinge o andar térreo em 18 minutos, momento em que ele cai e desmaia. Não há nenhum sinal de SCP-087-1. Análise das imagens indica um número igual de andares e passos ascendentes como descendentes. O áudio da criança chorando e implorando se encontra no mesmo volume até o último andar, altura em que deixa de existir. Relatórios médicos indicam colapso foi resultado da rápida ascensão da escada, causando fadiga ao explorador.

Documento n º 087-II: Exploração II

D-9035 é um homem Afro-americano de 28 anos porte físico atlético. Sua análise psicológica não indica qualquer anormalidade, exceto um ódio extremo com as mulheres. D-9035 tem um extenso histórico de [DATA expurgada]. D-9035 é equipado com uma lanterna de 100 watts com bateria capaz de durar 24 horas, uma filmadora portátil equipada com transmissor e um fone de ouvido para comunicação com Dr. █ █ █ █ █ █ na central de controle. D-9035 também é equipada com uma mochila contendo 75 pequenas luzes LED com costas adesivas e  com vida de bateria de cerca de 3 semanas. Luzes acendem e apagam através da comprenssão.

D-9035 ilumina o primeiro lance de escadas para baixo. Apesar da potência extra, a luz não ilumina além do nono degrau.

D-9035:  Você quer que eu continue, Doc?

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor,  ilumine em direção para fora do SCP-087 para verificar se ela está funcionando corretamente.

D-9035 mira a lanterna para os degraus acima. A comparação com a metragem de Exploração I é confirmada, realmente à luz alcança uma distância maior, mostrando certa interferência nos fótons transmitidos no local.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, continue para primeira plataforma.

D-9035: Hey Doc, eu sei o que você disse tudo que sabia sobre esse local, mas eu acho que não quero ir mais para lá.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, continue à primeira plataforma.

D-9035: Doc, olha, eu,

Dr. █ █ █ █ █ █:[interrompendo] Conforme nossa conversa mais cedo, por favor, continue à primeira plataforma.

D-9035 faz uma pausa por 18 segundos e, em seguida, desce 13 degraus até a primeira plataforma e para.

D-9035: É que uma criança? Você está escutando isso?

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, remova uma das luzes adesivas e passe a fixá-la na parede no corredor.

D-9035: Doc, você ouviu isso? Tem uma criança lá embaixo!

Dr. █ █ █ █ █ █: Já obtivemos essa informação. Por favor, coloque uma luz adesiva na parede e verifique se ela funciona.

D-9035 hesita, em seguida, retira uma das luzes de sua mochila e adere à parede. Ele contrai a luz e ela se acende.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, desligue a sua lanterna.

D-9035 hesita novamente antes de desligar a lanterna. O LED emissor de luz ilumina a plataforma, mas não se estende para além do primeiro degrau.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Você pode ligar sua lanterna novamente. Por favor, continue a descer. Em cada plataforma, coloque uma luz LED na parede e ligue-a. Se você notar qualquer coisa incomum, por favor, relate.

D-9035 liga a lanterna, em seguida, desce o próximo lance de escadas. Como ele põe os pés na próxima plataforma, o audio capta sons de súplica e choro, consistentes com os da primeira exploração.

Dr. █ █ █ █ █ █: você ainda pode ouvir o áudio relatado anteriormente?

D-9035: Uh, sim. Ela parece estar à uns150, talvez 200 metros de profundidade. Eu deveria levá-la? Olhe, doutor, eu não me dou bem com crianças.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, coloque a luz e continue a descer até você notar qualquer coisa fora do comum.

D-9035 adere a luz na parede e a comprime, em seguida, continua para o andar seguinte. Ele adere a terceira luz de LED na parede e a comprime. D-9035 continua desta forma nos próximos 25 andares até que para.

D-9035: Eu não acho que eu estou ficando mais perto do garoto, doc.

Dr. █ █ █ █ █ █: Qual a distância que você estima do ponto de origem do som?

D-9035: O mesmo que antes. 150 a 200 metros de profundidade.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, prossiga.

D-9035 continua da mesma forma para os próximos 24 andares. Na plataforma 51, ele pára. Filme mostra um arco para arrancar no muro de concreto, estima-se que tenha cerca de 50 centímetros de comprimento e 10 centímetros de largura. O primeiro degrau para baixo do atual patamar parece estar destruído abaixo de escombros.

D-9035: Você vê?

Dr. █ █ █ █ █ █: Sim. Você pode descrever o que você vê?

D-9035: Parece que algo golpeou a parede e passo por aqui e tudo desmoronou. A marca de barra parece muito superficial.

D-9035 toca a  marca.

D-9035: Sim, apenas um arranhão na superfície.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, continue para baixo.

D-9035: Olha, doutor. Acho que já fui longe demais.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, continue, conforme o nosso acordo.

D-9035: Eu não quero fazer isso, com acordo ou não.

[DATA expurgada]

D-9035 ultrapassa o degrau destruído e continua a descer a escada. Nada é surpreendente na próxima plataforma. D-9035 adere uma luz LED na parede e continua da mesma forma por mais 38 andares. O som do choro não chegou mais perto. D-9035 está na plataforma 89 após 74 minutos terem decorrido desde o início da exploração. A distância de D-9035 para plataforma zero – inicio- é de 350 metros.

D-9035: Eu sinto que o garoto está apenas tentando me atrair, doutor. Acho que está na hora de me-

D-9035 para de falar e se mover quando a lanterna ilumina SCP-087-1. O rosto está olhando diretamente para D-9035, indicando novamente a consciência da presença do objeto. Embora SCP-087-1 parece ser imóvel, sua localização é de 38 andares abaixo do encontro inicial na Exploração I, indicando mobilidade.

Dr. █ █ █ █ █ █: Existe uma razão para a parada?

D-9035: [silêncio]

A respiração de D-9035 cresce rapidamente. SCP-087-1 permanece imóvel por mais 13 segundos. SCP-087-1 pisca.

D-9035: [gritando, incompreensível]

SCP-087-1 se move rapidamente para frente ficando cerca de 90 centímetros de D-9035. O explorador foge pelas escadas.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, relaxe e tente se acalmar. Vire-se. Precisamos de um olhar mais preciso à face.

D-9035 ignora Dr. █ █ █ █ █ █ e continua ascensão rápida. Ele continua a gritar incompreensivelmente.

Dr. █ █ █ █ █ █: D-9035, você pode me ouvir? Por favor, mais devagar.

D-9035 não responde e continua subindo rapidamente as escadas. Grita e balbucia, em um estado de desespero totalmente fora dos padrões antes assistidos. Depois de subir 72 andares, D-9035 entrando em colapso na plataforma 17.

Dr. █ █ █ █ █ █: D-9035, você pode me ouvir?

D-9035 é indiferente, mas dificuldade para respirar pode ser ouvida através da alimentação de áudio. Os próximos 14 minutos, D-9035 é imóvel. A alimentação visual está completamente perdida em uma escuridão impenetravel e apenas o áudio da respiração do explorador mantém a central informada. Depois de 14 minutos e 32 segundos de alimentação de áudio visual imutável, o som parasse mostrar alguns ruídos. 7 segundo mais tarde, D-9035 dá alguns suspiros e se levanta, continuando a subida pelas escadas rapidamente e sem falar nada. Os batimentos cardíacos acelerado mas nada de anormal é detectado na alimentação visual. Ele permanece sem resposta. D-9035 sai SCP-087 e senta-se no chão do lado de fora da entrada.

D-9035, em seguida, entra em um estado catatônico da qual ele ainda não se recuperou.

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Documento n º 087-III: Exploração III

D-9884 é uma mulher de 23 anos de porte físico médio. Análise psicológica indica um histórico de depressão. O objeto tem um registro de usar força excessiva para [DATA expurgada]. D-9884 está equipada com uma lanterna de 75 watts com bateria com duração de 24 horas, uma filmadora portátil equipada com transmissor e um fone de ouvido para comunicação com Dr. █ █ █ █ █ █ na central de controle. D-9884 está também equipada com uma mochila que contém 1 litro de água, 15 barras de nutrientes, e uma manta térmica.

D-9884 encontra-se no nível de entrada. A lanterna ilumina apenas os primeiros nove degraus. Os LEDs colocados na parede durante a última exploração não são mais visíveis.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, desça o primeiro andar e examine a parede da plataforma.

D-9884 desce 13 degraus e para. Não há nenhum traço do LED no local que a filmagem da Exploração II indica.

D-9884: Sim, hum, é uma parede de concreto, bem suja! Não há nada aqui. Não, espere. Tem algo pegajoso aqui.

D-9884 indica que a mancha na parede de onde o LED deveria estar localizado.

D-9884: Há uma criança chorando! Deve estar alguns andares abaixo. Ela está [pausa] implorando por ajuda e chorando muito.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, continue descendo as escadas até  você notar qualquer coisa fora do comum.

D-9884 desce. Ao chegar ao patamar seguinte, o áudio da criança chorando é captado, indo de encontro com as anteriores duas explorações. As luzes LED parece que não estão mais presentes nas plataformas. D-9884 continua sem nenhum incidente até que ela chega a plataforma 17.

D-9884: Eca, há algo no chão aqui e cheira muito mal. É gosmento e pegajoso e está preso em meu sapato. Ugh, é tão nojento!

Alimentação do vídeo confirma a presença de substância ocupando um espaço de cerca de 50 centímetros de diâmetro.

Dr. █ █ █ █ █ █: Você pode descrever o cheiro?

D-9884: Uh … Cheira a ferrugem e xixi.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Por favor, continue até você notar qualquer outra coisa.

D-9884 continua até a plataforma 51 sem incidentes. Na chegada à plataforma 51, observa-se que a mesma permanece inalterada desde a expedição anterior e observações semelhantes foram feitas. D-9884 é convidado novamente para descer até que algo incomum seja notado. O explorador continua a sua descida até a plataforma 89. Movimentos bruscos e um grito de D-9884.

D-9884: Ahh, merda! Há um buraco no chão e eu quase caí dentro

Alimentação do vídeo confirma a presença de um furo de cerca de 1 metro de diâmetro. O explorador mira a camera para baixo, revelando apenas escuridão. Aproximadamente 4 segundos depois, uma luz à uma distância indeterminada aparece no fundo da escuridão por cerca de 2 segundos e depois desaparece.

D-9884: Havia uma luz lá em baixo! Foi questão de segundos, apareceu e sumiu! Você viu isso?

Dr. █ █ █ █ █ █: Sim. Você pode estimar a profundidade do buraco?

D-9884: De jeito nenhum. É muito profundo. Pelo menos um quilômetro. Melhor dizendo, deve ter muito mais de um quilômetro.

Dr. █ █ █ █ █ █: Obrigado. Você ainda pode ouvir os sons da criança?

 D-9884: Uh huh. Ela ainda parece longe. Eu não sinto que estou ficando mais perto.É como se para cada passo que dou, ela levada mais para baixo.

Dr. █ █ █ █ █ █: Por favor, continue descendo até encontrar algo anormal.

D-9884 continua a descer SCP-087 por cerca de uma hora, adicionando ao total cerca de 164 andares. Ela pára para descansar na plataforma 253, consumindo uma barra de nutrientes e vários goles de água. D-9884 está cerca de 1,1 quilômetros abaixo do patamar inicial, mas o som da criança não mudou em volume. Depois de uma pausa para 4 minutos, D-9884 retoma sua descida, sem fazer paradas para mais 216 andares, acrescetando 1,5 horas ao seu tempo total. D-9884 para na plataforma 469, aproximadamente 1,8 km abaixo do nível do solo.

D-9884: Eu não vou chegar a lugar nenhum. Isso não tem fim! Já é tempo de voltar. Quero dizer, descer é uma coisa … mas só de pensar que terei que subir tudo que desci…. já passou da hora de voltar.

 Dr. █ █ █ █ █ █: Foi fornecido com alimentos, água e cobertores para durar 24 horas. Por favor, continue para baixo.

D-9884: Não, eu acho que vou retornar. Desculpe.

D-9884 vira-se em direção as escadas do andar anterior.

D-9884: I – [gritos]

SCP-087-1, o rosto, encontrava-se atrás de D-9884, bloqueando sua subida. O rosto aparece cerca de 30 centímetros da lente da câmera, seus olhos estão fixados diretamente na lente, desta vez, sem olhar para o explorador, mas a pessoa que assiste o vídeo. Acontecem falhas de transmissão no vídeo e este congela por 4 segundos, acompanhado por um ruído estridente e estática nas alimentações audio visuais. Em seguida, a alimentação visual retorna com D-9884 descendo as escadas rapidamente.

D-9884: [em pânico e histeria] Está me seguindo! Esse tempo todo estava atrás de mim … Oh Deus!!! Me ajude! Ele está bem atrás de mim, estava olhando diretamente para mim! AHhhh!!! ME AJUDE!!!!! Dr. █ █ █ █ █ █ faça algo por favor me ajude por favor, oh Deus …. ele não se afasta… por favor, por favor, eu não sabia que estava seguindo…. me ajude!!!! Por favor não deixe ele continuar a me perseguir Dr, faça algo …. meu Deus….vou morrer…. está olhando para mim, ele estava olhando para mim, me ajude, por favor…  [choro descontrolado e pedidos de ajuda até o final da transmissão.]

D-9884 continua a gritar e implorar histericamente enquanto rapidamente desce a escada. A estática como guinchos parece sobrepor a alimentação de áudio, sob a qual ainda pode ser ouvido o som original da criança chorando. Cerca de 14 s andares para baixo, a alimentação de vídeo é modificada devido ao balanço para área diretamente atrás D-9884. O rosto está cerca de 20 centímetros da lente da câmera. Ele não está olhando para o explorador, mas sim que está fixado na lente da câmera, dando a ilusão de que está fazendo contato visual com aqueles visualizam as imagens. É importante notar que, desde o avistamento de SCP-087-1, o som da criança chorando e implorando aumentou de volume, indicando D-9884 está se aproximando da fonte. Depois de  aproximadamente 150 andares descendo em pânico, com três confirmações visuais de SCP-087-1 ainda em perseguição, D-9884 parece cair inconsciente. A alimentação de áudio indica forte proximidade à fonte do choro. O ruído de estática continua. Transmissão de vídeo mostra ainda um outro andar descendente de escadas, indicando D-9884 ainda não atingiu a base da escada. 12 segundos de imobilidade passa antes que o rosto apareça na câmera novamente, fazendo contato, olhando diretamente para as lentes.

A alimentação de Áudio e vídeo são cortadas e nenhuma conexão é restabelecida.

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Documento SCP-87 IV não foi revelado. Sabe-se porém que a exploração IV foi imediata, cerca de três dias após o desaparecimento de D-9884 – provavelmente com o próposito de resgatá-la – e foi a mais bem sucedida de todas as explorações. Porém, pouco se sabe da exploração IV, pois apenas algumas imagens foram reveladas e nenhuma delas faz qualquer sentido.

9. Normal Porn for Normal People

Há quem ainda jure de pé junto que viu todos os vídeos que serão descritos aqui. Há quem diga… assim como há quem diz que não passa de pura bobagem. Independente de ser uma realidade oculta ou mera bobagem, “Normal Porn for Normal People” é doentio.

Todo o mundo sabe que se você navegar pela internet tempo suficiente, você verá alguma porcaria doentia. E é mais provável de acontecer quando você navega pela “borda negra” da internet. Eu vi poucas coisas assim, e não ligo de admitir, mas uma coisa que eu sempre me lembrarei é um site chamado “normalpornfornormalpeople.com” (pornô normal para pessoas normais, em tradução livre).

A primeira coisa estranha sobre esse site é a que eu não consegui achá-lo procurando pro ele. Foi enviado para mim por alguém que eu não conheço. No Email estava escrito o seguinte:

“Fala aí cara
Achei esse site muito bom e achei que você iria gostar
normalpornfornormalpeople.com
passe adiante, pelo bem da humanidade”

Belo contexto para começar um email em corrente, porém o link no final realmente atiçou minha curiosidade. Eu estava tento um dia tedioso quando eu recebi o email, então eu me certifiquei se meu anti vírus estava ligado e cliquei.

Era um site muito genérico. Dava a impressão de que o criador não deu a MINIMA importância em fazê-lo parecer profissional.O autor parecia não dominar o inglês, e na página principal havia um longo e entediante texto que eu não me lembro muito bem como era.

O site tinha um slogan estranho (que ninguém atualmente parece ter descoberto o significado dele), o qual era:

“Pornografia Normal para Pessoas Normais, Um Site Dedicado a Erradicação da Sexualidade Anormal”.

E como soou, eu não tinha mais certeza se eu estava aqui pra assistir pornografia ou se eu estava em uma espécie de programa nazista. Mas eu estava lá naquele momento e, estava muito curioso pra saber o que “Pessoas Normais” se excitam também. Então eu desci a página, pulando o texto e…nada. A página parecia não ter links pra site nenhum, e estava prestes a fechar o site quando eu percebi que cada palavra no site possuía um link.

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Então eu cliquei em uma delas, e fui direcionado pra uma página em branco que continha uma longa lista de links na forma de:

“normalpornfornormalpeople.com/ (letras aleatórias)”

Então eu parei por um minuto e perguntei-me se eu realmente deveria gastar meu tempo clicando em vários links que possivelmente iam me fazer pegar vírus o suficiente pra meu computador ser estuprado. Então eu tentei em torno de 5 minutos, apenas pra ver se algo aparecia e, fui enviado pra outra página. Essa página parecia ter links diferente da antiga.

Eu estava quase mandando tudo se foder quando eu cliquei no terceiro link e um vídeo começou a baixar. O nome era “peanut.avi” (amendoim.avi). Ele tinha 30 minutos, era um vídeo de um homem, uma mulher e um cachorro numa cozinha. A mulher fazia um sanduíche de manteiga de amendoim, e o homem jogava no chão para o cachorro comer. Essa cena se repetiu pelos 29 minutos seguintes. Era óbvio que o câmera teve de parar de filmar e esperar até o cachorro ficar apto pra comer de novo, e o cachorro ia parecendo mais cansado no decorrer do vídeo.

Eu sei o que você está pensando “Que merda isso tem a ver com pornografia?”. Eu nem acredito que eu vi cerca de doze vídeos desse site, e a maioria não continha conteúdo sexual.

Depois de assistir o “peanut. avi” eu fui pra um fórum em que eu assistia a um programa online e comentava sobre como eu sempre fazia essas merdas estranhas. Mas alguém já tinha criado um tópico sobre isso, algum outro cara que recebeu o mesmo email sobre isso. O mural estava cheio de pessoas que não tinham mais nada de útil pra fazer, e ficou revirando o site, e foi como eu vi os outros vídeos.

Mais de uma dúzia de vídeos onde coisas rotineiras, pessoas falando com o câmera numa sala vazia, exceto por uma mesinha e poucas cadeiras. Eu disse literalmente nada, nada na parede, nenhum enfeitezinho ou móvel. A sala inteira passava uma sensação de frio, de vazio, dava pra sentir.

As conversar eram papo furado, sobre trabalho, momentos constrangedores na infância. Eu esperei por algum tipo de discussão sobre o que as pessoas queriam filmando tudo aquilo, ou sobre o que o site dizia, mas é claro, nada. Você nunca saberia que esses vídeos não teriam nada a ver com pornografia, se você tivesse os visto fora do contexto. Apenas um detalhe, as pessoas que apareciam nesses vídeos eram bem atraentes.

No entanto, os outros vídeos que continham algo que poderia ser chamado de “sexual” era onde as coisas ficavam estranhas.

Darei breves descrições dos vídeos estranhos, se você realmente estiver curioso, você pode tentar procurá-los.

lickedclean.avi (limpo a lambidas, em tradução adaptada)
Um vídeo de 10 minutos filmado por uma câmera escondida, onde vemos um mecânico trabalhando numa máquina de limpar carros nos primeiros dois minutos. Quando ela estava consertada, o mecânico falou brevemente com o proprietário da máquina e saiu. O dono da máquina checou se o homem realmente tinha saído e, começou a lamber toda a superfície da máquina. Isso acontece por 7 minutos.

jimbo.avi (sem tradução)
Um vídeo de 5 minutos de um mímico gordo fazendo uma performance. Era engraçadinho, principalmente numa parte que ele fingia se sentar numa cadeira e fingia que a cadeira quebrava com seu peso. Nos últimos trinta segundos de vídeo, o câmera cortou pra estática brevemente, e cortou de volta para o homem gemendo, ainda vestindo a roupa de mímico e maquiagem. Algum tipo de fetiche obscuro?

dianna.avi
um vídeo de 4 minutos onde o câmera conversa com uma mulher em uma sala diferente da “sala vazia de entrevista”. Essa sala parecia uma sala normal de uma casa. Como de costume, nunca especificam onde estão. Dianna só falava sobre tocar violino. Ela obviamente tocava seu violino, mas freqüentemente se distraia com alguma coisa.
Eu não percebi até postarem no fórum, mas no espelho do fundo, você pode ver um homem gordo com uma mascara de galinha se masturbando.

jessica.avi
Outro vídeo de 4 minutos. Dessa vez ele está fora de uma casa, falando com uma jovem. Eles falam sobre canoagem. O câmera dá zoom na cidade atrás deles ocasionalmente. A coisa estranha é: Ninguém conseguiu identificar onde essa rua ficava. O fórum era internacional, haviam pessoas da Europa à Austrália até nas Filipinas, mas ninguém havia idéia de onde essa rua ficava.

tounguetied.avi (Amarrado com a língua)
Um vídeo de 10 minutos. Os 5 primeiros mostram uma senhora bem velha, vestindo um manequim. O vídeo corta como em “jimbo.avi” bem na metade, e a cena agora é um grupo de manequins em fila, formando um circulo em volta do câmera. As luzes estavam mais fracas, não havia sinal da velha senhora. A esse ponto não havia som.

stumps.avi (toco)
Um vídeo de 5 minutos, onde um homem sem pernas está tentando dançar break em um tapete de dança (daqueles jogos de vídeo game). O local se parece com o do vídeo “peanut.avi”, porém muito mais sujo. Tem um rádio tocando uma música despercebida no fundo, mas ela para aos 4 minutos de vídeo, quando o homem cai em exaustão no tapete. Ele respira ofegante, e implora pra alguém que não aparece no vídeo para que deixe ele descansar. Essa pessoa se enfurece e grita para que ele continue dançando, ele o faz.Você escuta a pessoa de fora do vídeo começando a gritar de novo, e o vídeo acaba abruptamente.

privacy.avi (privacidade)
A mulher do “dianna.avi” está se masturbando num colchão na “sala de entrevista”, enquanto o homem do “stumps.avi” anda sobre suas mãos, vestindo um tipo de mascara de goblin. A porta dessa sala estava sempre fechada nos outros vídeos, mas agora estava aberta. A única luz nesse vídeo é dessa sala, a entrada está escura. Perto do fim, você pode ver um animal correndo pela porta de entrada.

E finalmente o vídeo que nós descobrimos:

useless.avi (inútil)
Nos seus 18 minutos de vídeo, uma mulher loira de um vídeo anterior está deitada em um colchão na sala de entrevista. Ela tenta gritar mas sua boca está com uma fita adesiva. Depois de 7 minutos, um homem de preto com uma máscara abre a porta mas não entra.
Ele segura a porta para o animal que estava correndo no vídeo anterior. Mostra ser um chimpanzé adulto, seu pelo foi arrancado, e seu corpo inteiro está pintado de vermelho. Parecia estar faminto e machucado, com feridas profundas em seus ombros e costas.
Quando o chimpanzé entra na sala, o homem mascarado fecha a porta atrás dele. O chimpanzé cheira o ar (deveria estar cego), e percebe a mulher deitada no colchão. Ele entra em desespero e começa a espancá-la. O ato acontece por 7 agonizantes minutos, até que a mulher finalmente morre. O chimpanzé come a carne de seu cadáver nos 4 minutos seguintes, então o vídeo acaba.

O fórum explodiu de usuários depois que esse vídeo foi descoberto, e as pessoas discutiram isso toda a madrugada. Quando eu voltei ao mural no outro dia, percebi que os tópicos haviam sido deletados. Tentei começar outro, e me baniram. Tentei mandar um e-mail pra quem me mandou a corrente com o link do site. Cinco mensagens, nenhuma resposta.

Tentei discutir sobre esse site em vários lugares, e fui banido freqüentemente. O Site fechou três dias depois do ultimo vídeo ser descoberto, acho que alguém contatou as autoridades sobre isso.

A única prova de que esse site existiu foram algumas fotos tiradas de imagens dos vídeos que o pessoal salvou e colocou na internet via torrents. O mais popular, “useless.avi” ainda pode ser achado em pouquíssimos sites de “gore” por aí. Sempre que você tentar jogar na internet algum vídeo de “normalpornfornormalpeolpe.com”, ele será deletado rapidamente.

NOTA DO AUTOR DO POST:  Não dá para saber até que ponto essa história é real e a partir de que ponto ela passa a ser fantasia, entretanto, é importante observar o fato de que alguns desses vídeos realmente existem e que o site descrito também esteve no ar durante um certo período, o qual não sabemos exatamente, no entanto, acredita-se que tenha sido entre 2002 – 2005.

8. Smile.jpg

Quem nunca leu essa história, não pode afirmar que é profundo conhecedor da Creepy.

Eu me encontrei pessoalmente com Mary E. no verão de 2007. Tinha combinado com Terence, seu marido há quinze anos, de vê-la para uma entrevista. Mary inicialmente havia aceitado, já que eu não era um jornalista, mas sim um escritor amador coletando informações para alguns trabalhos de faculdade e, de acordo com o plano, algumas peças da ficção.

Marcamos a entrevista para um final de semana quando eu estava em Chicago, mas no último momento Mary mudou de ideia e se trancou no quarto do casal, recusando-se a me encontrar.

Durante meia hora, fiquei acompanhada com o Terence do lado de fora, escutando e tomando notas enquanto ele tentava, inutilmente, acalmar sua mulher. As coisas que Mary dizia faziam pouco sentido, mas se encaixavam no que eu estava esperando: embora eu não pudesse vê-la, eu podia dizer a partir de sua voz que ela estava chorando, e muitas de suas objeções para conversar comigo estavam centradas em uma diatribe incoerente em seus sonhos – ou pesadelos.

Em 2005, quando eu estava no segundo ano, Smile.jpg me chamou a atenção pelo meu interesse crescente em fenômenos da web; Mary foi a vítima mais citada do que é referido como “Smile.dog”, como ficou a reputação do Smile.jpg.

O que despertou meu interesse (além dos óbvios elementos macabros da cyber-lenda e minha tendência para essas coisas) era a pura falta de informação, já que normalmente as pessoas não acreditam que isso exista e que não passam de um boato. É única porque, apesar dos fenômenos inteiros centrarem em um arquivo de imagem, esse arquivo não pode ser encontrado na internet; certamente é uma daquelas fotos manipuladas, que aparecem com maior frequência em sites como o image-board 4chan, especialmente o board /x/, focado em atividades paranormais.

Suspeita-se que sejam falsos, porque eles não têm o efeito que o Smile.jpg verdadeiro teria, ou seja, epilepsia do lobo temporal e ansiedade aguda. Essas reações no espectador é um dos motivos para a fantasmagoria do Smile.jpg ser vista como desdém, uma vez que isso seja absurdo, embora a depender de quem você perguntar, a relutância em reconhecer a existência do Smile.jpg possa envolver medo, não descrença.

Nem Smile.jpg, nem Smile.dog é mencionado em qualquer lugar na Wikipédia, embora o site apresente artigos sobre outros, talvez shocksites mais escandalosos como gotse (hello.jpg) ou 2girls1cup; ou qualquer tentativa de criar uma página referente ao Smile.jpg seja sumariamente excluída por um dos muitos administradores da enciclopédia.

Encontros com Smile.jpg são uma lenda da internet. A história de Mary E. não é única; existem rumores não confirmados do Smile.jpg aparecendo nos primeiros dias em grupos de discussões e até mesmo num conto persistente que, em 2002, um hacker inundou o fórum de humor e sátira Something Awful com imagens do Smile.dog, fazendo com que todos os usuários do fórum entrassem em epilepsia. Diz-se também que, em meados dos anos 90, Smile.jpg circulou em um grupo de discussões como um anexo de e-mail corrente com o assunto “SORRIA!! DEUS AMA VOCÊ!”.

Mas, apesar da enorme exposição que golpes publicitários geraram, poucas pessoas confessaram ter qualquer experiência e nenhum vestígio de arquivos ou links foi descoberto. Aqueles que afirmaram terem visto Smile.jpg inúmeras vezes davam a desculpa de estarem ocupados demais para salvar uma cópia da imagem em seu disco rígido.

No entanto, todas as supostas vítimas ofereceram a mesma descrição da foto: uma criatura canina (geralmente descrita como um Husky Siberiano), iluminado pelo flash da câmera, fica em uma sala escura. O único detalhe visível no fundo é uma mão humana se
estendendo na escuridão perto do lado esquerdo. A mão está vazia, mas geralmente é descrita como “acenando”. Naturalmente, a maior atenção é dada ao cachorro (ou criatura canina, como algumas vítimas estão mais certas de terem visto). O focinho da besta é supostamente dividido em um largo sorriso, revelando duas fileiras de dentes brancos, fortes e de aparência humana. Esta não é, naturalmente, uma descrição dada imediatamente após ver a imagem, mas uma recordação das vítimas, que alegam ter visto a imagem infinitamente em sua mente. Na realidade, depois de terem ataques epilépticos.

Esses relatos continuaram, muitas vezes enquanto as vítimas dormiam, resultavam em pesadelos nítidos e perturbadores. Estes podem ser tratados com medicamentos, embora em alguns casos sejam mais eficaz que outros. Mary E., eu supus, não estava usando
medicamentos.

Foi por isso que, depois da minha visita em seu apartamento em 2007, eu enviei notícia a websites, listas de discussões e newgroups voltados a folclores e lendas urbanas na esperança de encontrar o nome de uma suposta vítima de Smile.jpg que sentisse mais interessada em conversar sobre suas experiências. Por um tempo, nada aconteceu e eu finalmente esqueci sobre minhas buscas, desde que eu tinha começado o meu primeiro ano na faculdade e estava muito ocupado. No entanto, Mary entrou em contato comigo por e-mail, no começo de Março de 2008.

Para: jml@****.com
De: marye@****.net
Ass: Entrevista do último verão

Querido Senhor L.,

Estou incrivelmente desapontada sobre o meu comportamento no verão passado, quando você veio me entrevistar. Espero que você entenda que não era culpa sua, mas sim dos meus próprios problemas que me levaram a agir daquela forma. Eu percebi que poderia ter lidado melhor com a situação, no entanto, espero que me perdoe. Na época, eu estava com medo.

Você vê, por 15 anos eu sou assombrada pelo Smile.jpg. O Smile.dog vem a mim todas as noites, em meus sonhos. Sei que parece bobagem, mas é verdade. Há uma qualidade inefável sobre meus sonhos, meus pesadelos, que os torna completamente diferente de qualquer sonho real que eu já tive. Eu não posso me mover e não posso falar. Eu só posso olhar para frente, e a única coisa em minha frente é a cena daquela imagem horrível. Eu vejo a mão acenando, e vejo Smile.dog. Ele fala para mim.

Eu pensei por muito tempo sobre minhas opções. Eu poderia mostrá-lo a um estranho, um colega de trabalho… Eu poderia mostrá-lo para o Terence, mas a ideia me repugnava. E o que aconteceria? Bem, se Smile.dog mantivesse sua palavra, eu conseguiria dormir. No entanto, se ele mentisse, o que eu faria? E quem iria me garantir que não aconteceria algo pior, se eu fizesse como a criatura pediu?

Então, eu não fiz nada por 15 anos, embora mantivesse o disquete escondido entre minhas coisas. Todas as noites, durante 15 anos, Smile.dog veio para mim em meus sonhos e pediu para eu espalhar a palavra. Por 15 anos, eu estava forte, embora tenha tido momentos difíceis. Muitos dos meus colegas vítimas do board BBS – onde encontrei Smile.jpg pela primeira vez – pararam de postar; ouvi que alguns deles cometeram suicídio. Outros permaneceram em silêncio, simplesmente desaparecendo da web. São estes com quem eu me preocupo mais. Eu espero sinceramente que você me perdoe, Sr. L, mas no verão passado quando você contatou a mim e meu marido sobre a entrevista eu estava quase perdendo a cabeça. Eu ia te dar o disquete. Eu não me preocupava se o Smile.dog estava mentindo ou não, eu só queria que acabasse. Você era um desconhecido, alguém que eu não conhecia, e eu pensei que eu não me sentiria culpada quando você levasse o disquete como parte de sua pesquisa e selasse seu destino. Mas antes que você chegasse eu compreendi o que estava fazendo: estava planejando arruinar a sua vida.

Eu não podia fazer isso. Estou envergonhada, Sr. L, e espero que esse aviso possa fazê-lo desistir de encontrar Smile.dog. Com o tempo você pode encontrar alguém se não mais fraco do que eu, mais depravado, alguém que não hesitará em seguir as ordens de Smile.dog.
Pare enquanto ainda é tempo.

Sinceramente,
Mary E.

Mais tarde naquele mesmo mês Terence me informou que sua esposa havia se matado. Enquanto limpava as várias coisas que ela havia deixado, fechando contas de email e coisas do tipo, ele encontrou a mensagem escrita acima. O homem pedia desesperadamente que eu ouvisse o aviso de sua mulher.

Ele me contou que encontrou o disquete e o queimou até que se tornasse apenas um monte de plástico derretido. O que mais me intrigou, no entanto, foi ele ter dito que a pilha tomou a forma de algum animal. Admito que me faltaram palavras. No começo achei que o casal talvez estivesse fazendo algum tipo de piada comigo. Mas uma rápida olhada nos obituários dos jornais de Chicago me provou que era verdade. Mary E. estava morta. O artigo, no entanto, não citava suicídio.

Então decidi não perseguir mais smile.dog, pelo menos por enquanto, já que meus exames de meio de ano estavam se aproximando. Mas a vida tem maneiras estranhas de nos testar. Quase um ano depois de meu encontro com Mary E., eu recebo outro e-mail:

Para: jml@****.com
De: elzahir82@****.com

Ass: smile

Olá

Encontrei seu e-mail num fórum e seu perfil dizia que você está interessado no Smile.dog. Eu já o vi e não é tão assustador como todos
dizem. Estou lhe enviando em anexo. Apenas espalhando a palavra.

: )

A última linha me deixou arrepiado. Havia um arquivo em anexo: smile.jpeg. Fiquei indagando em abri-lo por algum tempo.
Certamente deveria ser um fake, e mesmo que não fosse eu ainda não estava convencido do poder da imagem. A morte de Mary E. me assustou, é verdade, mas preferi acreditar que ela tinha algum tipo de distúrbio mental. E além disso, como poderia uma simples imagem ser capaz de fazer aquilo? Que tipo de criatura seria essa capaz de levar alguém à loucura somente com o olhar?

Certamente um absurdo. Mas e se os avisos de Mary fossem verdadeiros? E se smile.dog entrasse em meus sonhos exigindo que eu espalhasse a palavra? Eu conseguiria ser tão forte como Mary, me recusando a colaborar até o último minuto de minha vida? Ou eu simplesmente espalharia a mensagem na esperança de ser poupado? E pra quem eu teria coragem de mostrá-la?

Se eu continuasse com o meu projeto original de escrever um pequeno artigo sobre smile.dog, eu poderia anexar a imagem a ele. E qualquer outra pessoa que lesse o artigo seria também afetada.

Mas se o smile.dog anexado no e-mail for genuíno, seria correto me salvar dessa maneira?”

Mary E. era a administradora de sistema de um pequeno BBS em Chicago em 1992 quando encontrou pela primeira vez o Smile.jpg, que mudou sua vida para sempre. Ela e Terence estavam casados há apenas cinco meses. Mary foi uma das 400 pessoas que dizem ter visto a imagem quando foi postada em hiperlink no BSS, embora seja a única que falou abertamente sobre a experiência. O restante das pessoas permaneceram no anonimato, ou talvez mortas.

A imagem segue abaixo, para divulgar a palavra.

🙂

7. Síndrome do Boneco Feliz

Era pra ser simples, nós achávamos. Pegue um pouco de cromossomos, os corte, os coloque lá, e uau, o ser humano perfeito. Eu ainda não tenho certeza do que deu errado. Talvez um erro de cálculo? Ou talvez algo além do nosso controle. Quem vai saber?
Nós (alguns colegas meus que são psicólogos e eu) estávamos intrigados com as emoções humanas. Raiva, desespero, euforia. Seria possível bloquear a mente em apenas uma emoção? Bloquear a mente em um estado de completa euforia, de modo que nenhuma tristeza ou raiva ofusquem seu pensamento? Teoricamente, sim.
Não vou descrever os procedimentos de nossas experiências com você. Tanto porque não quero que você os repita e também tenho medo que você enlouqueça se eu as contar. As coisas terríveis que fizemos. Nós eramos ambiciosos, jovens, nada poderia nos deter, e ninguém poderia nos dizer que estávamos errados. Tudo que vou dizer é que nós pegamos algumas células-tronco e alimentamos elas em fetos. O experimento foi chamado de “The Angel Man Project” e o objetivo era criar um ser que sentia apenas felicidade. Mas algo deu errado. Terrivelmente errado.

Metade das cobaias morreram inesperadamente, sem aviso prévio ou sem uma causa justa. A metade restante em sua maioria nasceram horrivelmente distorcidas. Três nasceram bem. Perfeito, nós pensamos. Um ser humano com capacidade mental superior a qualquer outro, devido ao seu estado sempre eufórico.

Eles eram perfeitamente normais até os dezoito meses de idade. Foi quando apareceram os primeiros sintomas. Falta de equilíbrio, dificuldade parar dormir e comer, baixa capacidade de resposta. Todos nós no fundo estávamos em pânico, é claro, mas por fora permanecemos calmos e continuamos com o projeto. Deveríamos ter parado ali. Devíamos ter pego as cobaias sacrificá-las e então as queimar e fechar o laboratório. Mas nós continuamos.
As coisas só pioraram. Os movimentos deles se tornaram cada vez mais esporádicos e eles ainda não poderiam proferir palavras, embora pudessem rir e faziam isso muitas vezes. Muito frequentemente. Não um riso feliz, mas quieto, quase que um sorriso nervoso e constante. Não importava quanta dor era infligida sobre a cobaia, ela simplesmente te encarava e ria, como se estivesse zombando de você, chamando de fútil suas tentativas de a prejudicar.
Esperávamos que as cobaias tivessem uma capacidade extra de aprendizagem. Mas o contrário ocorreu. O desenvolvimento mental delas era severamente atrasado. Elas não conseguiam prestar atenção em algo por mais de alguns minutos antes de cair em mais um ataque de riso. Mas nós continuamos, esperando que estes sintomas fossem sumir conforme as crianças ficassem mais velhas. Nós demos um nome para os sintomas. “Happy Puppet Syndrome” , porque os movimentos irracionais das crianças faziam parecer que elas eram fantoches em cordas.
Cinco anos no projeto e percebemos que não havia esperança. Nós não aguentávamos mais o riso incessante dessas crianças, como se elas soubessem algo que nós não sabemos. Olhar para uma criança e vê-la se contorcer esporadicamente e rir demais é uma coisa assombrosa. Dois dos meus colegas já tinham saído, porque não aguentavam mais. Eu nunca mais ouvi falar deles depois disso. Eles provavelmente estão mortos.
As crianças não tinham falado por cinco anos. Apenas riram sua risada condenada. Nós entramos para os dar o café da manhã e eles olharam para nós com seus olhos enormes, contraindo-se, rindo e sem dizer nada. Nós deixamos a refeição na frente deles e saímos. A comida está com toxinas que vão os matar em silêncio e sem sofrimento. Era uma coisa dolorosa a se fazer, mas tinha de ser feito. Contudo, não era tão fácil.
Um dos meus colegas colocou uma bandeja de comida na frente de um dos garotos, o riso parou. O menino olhou para meu amigo, seus olhos de repente ficaram escuros e ele muito sério. A risada parou.
Eles continuaram a olhar para ele e contorcer por um tempo. Meu amigo estava em choque e não se moveu. Meus colegas e eu estávamos com caneta e bloco de notas, pronto para escrever. De repente, meu amigo caiu de joelhos, segurando a cabeça e gritando furiosamente. Ele parecia estar sentindo muita dor. Meus colegas e eu estávamos tão surpresos com isso, não podíamos fazer nada, além de sentar e assistir. Meu amigo caiu no chão, gritando palavrões. Ele se bateu violentamente algumas vezes, e depois ficou quieto.
Eu segurei o impulso de ficar doente, com mais sucesso do que alguns dos meus colegas. Alguma coisa sobre isso não era normal. Uma presença negra que parecia uma torre sobre nós. Nós imediatamente selamos a entrada. O menino parou, olhou para a porta, e riu. Ele caiu no chão, se contorcendo e rolando de rir loucamente. Os outros dois fizeram o mesmo. Depois de alguns minutos o ajuste parou e eles se levantaram ainda se debatendo, ainda rindo.
As luzes se apagaram. Eu ouvi batidas, vidro quebrando, gritos. A coisa mais terrível de todas, foram os sussurros assombrosos, juntamente com o riso silencioso. Quando as luzes voltaram, as cobaias tinham desaparecido. Dois dos meus colegas estavam inconscientes ao meu lado, seus corpos estavam torcidos em ângulos estranhos e com sangue escorrendo de suas bocas. No início, eles pareciam estar mortos. Eles não mostravam sinais vitais. Mas eu me inclinei um pouco, e então podia os ouvir rindo, ainda que levemente. Fui examinar meu amigo. Sem pulso, sem respiração, mas ele continuou rindo baixo.
Embora as cobaias tenham sumido, eu ainda sentia como se algo estivesse me observando, algo que estava apenas na borda da minha visão, mas que eu nunca seria capaz de ver.
Eu e um colega restante fechamos tudo imediatamente. Antes de sair, destruímos nossa pesquisa e bloqueamos o laboratório. Eu perdi a comunicação com os meus colegas. Presumo que eles estão mortos.
Eu ainda sinto que estou sendo vigiado. Ainda ouço o riso, o sussurro, nos meus sonhos e as vezes quando estou acordado. Quando isso acontece, eu corro. Eu me levanto e saio de qualquer lugar que eu esteja. Não sou capaz de ficar no mesmo lugar por mais de alguns dias por causa disso.
Isso se espalhou. Outras crianças foram vistas com sintomas semelhantes. Eu não tenho nenhuma ideia de como isso se espalhou, e não era pra ser algo que se espalha. Alguém em algum lugar fez algo sobre a disjunção do cromossomo 15, e que manteve as pessoas felizes e no escuro, por agora. A doença foi chamada de “Angelman Syndrome” (Síndrome de Angelman). Até agora os surgimentos não foram perigosos. Mas sei que os originais ainda se escondem em algum lugar.
Eu sei que eles estão vindo atrás de mim. Sei que eles vão me encontrar. Aceito isso. É o que recebo por tentar mexer com a natureza. Deixo aqui esta carta como um aviso. Eles estão indo atrás de você também. Eles estão indo atrás de todos nós. Se alguma vez você ouvir sussurros, risos à beira de seu ouvido, corra. Se alguma vez se sentir como se algo esta na borda de sua visão e você não o consegue enxergar, apenas corra.
Além disso, vou lhes avisar isso:
1) Não mexa com o que não é seu;
2) Mesmo os anjos, podem ser demônios disfarçados;
3) Não venha até a mim. Sou tão bom quanto morto.”
 O manuscrito seguinte foi encontrado em um laboratório abandonado e escondido no fundo de uma floresta no Alasca. O laboratório consistia em uma sala de observação e uma sala de contenção. A sala de contenção foi bloqueada, e o laboratório inteiro parecia ter pegado fogo em um ponto. Vestígios de sangue foram encontrados após o quarto de contração ser violado, e uma janela foi quebrada. A natureza exata deste laboratório é ainda desconhecia.

6. A Boneca REMCO

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A marca REMCO era um sucesso. Não é minha intenção difamar a marca ou seus brinquedos…  Apenas quero contar minha história.

No ano de 1988 uma nova boneca estava no mercado, chamada “Baby Laugh a-lot”. Sua função principal era gargalhar quando o botão em seu peito era acionado. Enquanto ria, se mexia na cadeira e não parava de rir. Nessa época, era novidade ver uma boneca fazer esses movimentos tão naturais. Eu era uma menina cheia de caprichos, quando vi o comercial, corri até minha mãe para lhe pedir que me comprasse a boneca. Sempre fomos muito humildes e, para falar a verdade, agora me sinto grata por não ter tido tanto dinheiro…

Muitas amigas minhas me disseram que seus pais lhes comprariam a boneca, eu ficava morta de inveja, mas fingia estar feliz por elas. E assim foi, minhas amigas conseguiram a boneca e vieram me mostrar ainda no pacote, eu pedi para brincar com elas, mas as meninas se mostraram egoístas e negaram meu pedido.

O seguinte não me lembro com clareza… Era apenas uma criança e não consigo explicar tudo que aconteceu… Mas sei que foi na tarde de 14 de março. Notei que o comercial da boneca não estava mais sendo transmitido na tv.

Emma, uma de minhas amigas, ficou muito doente. Minha mãe disse que ela estava gripada, mas pela janela da minha casa eu vi chegarem muitos carros e homens vestidos com batinas saindo deles. Eu sabia que não era uma simples gripe, mas ninguém queria me contar a verdade.

Pouco depois, fiquei sabendo que ela havia caído em um transe esquizofrênico, no qual não conseguia para de rir em gargalhadas. Seus pais estavam aterrorizados, totalmente desesperados para encontrar uma explicação, mas a situação começou a piorar quando Emma passou a sangrar pelo nariz e ouvidos.

Tive a oportunidade de visitá-la e me surpreendi com o que vi… Estava quase morta! Não parecia uma menina de 10 anos, mas uma pequena anciã presa a todo tipo de artefatos médicos. Olhei seu quarto e encontrei a boneca em seu criado-mudo, parecia que  observava atentamente cada delírio e riso repentino que Emma tinha.

Uma semana depois, vi chegar um grande carro preto na casa de Emma, e minha mãe disse que ela não voltaria da viagem. Depois disso foi Rose, outra amiga minha, que começou com delírios, acordou à noite gritando que a boneca queria levá-la e então começou a gargalhar e bater a própria cabeça contra a parede, deixando manchas de sangue impossíveis de limpar. Também pude visitá-la, sua cabeça estava cicatrizando e mesmo que seus pais tivessem pintado a parede, ainda pude ver as manchas de sangue. E da mesma maneira, senti o olhar da boneca.

Não soube mais de Rose, sua mãe a levou para a casa de seus avós, onde ela teve o mesmo fim que Emma. Mas antes de morrer, deixou a boneca na porta da minha casa. Minha mãe a pegou e guardou em cima do closet do meu quarto.

À noite, escutei um barulho de madeira oca e logo pude ver que a boneca se mexia em sua cadeira. Pulei da cama e saí correndo, por causa do susto, caí das escadas e acabei em um hospital, com o braço esquerdo fraturado e feridas pelo corpo. Falei para minha mãe que não queria a boneca, pedi que a queimasse, mas ela se negou. Quando cheguei em casa, peguei o álcool etílico e um isqueiro, enxarquei a boneca com o álcool e a vi arder na minha frente. Enquanto ela queimava pouco a pouco, eu escutava suas risadas. Durante 4 anos sua risada não saiu da minha cabeça, 4 anos de terapia psicológica.

5. Caso Alice (Vocaloid – Alice Human Sacrifice)

O Caso Alice permanece, até hoje, como sendo um dos crime mais estranhos e misteriosos do Japão. De 1999-2005, aconteceu uma série de cinco assassinatos, que não teriam relação nenhuma entre si se não fosse por uma carta à polícia que o assassino deixava na cena do crime. Ele deixava uma carta de baralho (O tipo de carta variava com o crime) em cada local, com o nome “Alice” escrito com o sangue da vítima.

Poucas pistas foram encontradas, e eventualmente o caso foi trancado.

Abaixo, estão os detalhes de cada crime:

Sasaki Megumi:

A primeira vítima foi Sasaki Megumi, uma moça de 29 anos, dona de um restaurante.

Aqueles que a conheciam, descreviam Megumi como uma moça de temperamento curto e uma língua afiada quando lidava com os empregados. Ela era bem conhecida pelos seus clientes graças à sua dedicação ao trabalho e excelente comida. Fora do ambiente de trabalho, Megumi era muito sociável e ia à muitas festas.
E foi depois de uma destas festas que ela desapareceu. Megumi decidiu voltar para casa à pé, sendo que estava na casa de um amigo que ficava há apenas uma quadra de distância, e ela estava um tanto quanto bêbada para dirigir. Algumas pessoas lhe ofereceram carona, mas ela negou. Megumi foi vista saíndo da festa à uma da manhã, e foi a última vez que ela foi vista com vida.
Na manhã seguinte, um casal passeando pelo bosque, que ficava há um quilômetro de distância da casa de Megumi, viu uma trilha de sangue em um caminho pouco usado do bosque. Curioso, o casal seguiu a trilha, e encontraram o corpo de Megumi. Ela foi esquartejada, e seus membros foram empalados em galhos de árvores. O casal chamou a polícia.
Foram os policiais que encontraram a carta de baralho, enfiada na boca de Megumi. Era um Valete de Espadas, com a palavra “Alice” escrito, como mencionado anteriormente.
Não havia impressões digitais, nem DNA na cena do crime. Havia vômito no local, mas a mulher do casal revelou ser dela.

Yamane Akio:

Yamane Akio era um vocalista pouco conhecido de uma banda que não tocava em outros lugares além de bares. Seus amigos o descreviam como uma pessoa carinhosa, que nunca levantava a voz para os outros fora dos palcos. Depois de sua morte, a banda acabou, não tendo coragem de encontrar um novo vocalista.

Akio foi levado de seu apartamento em 11 de Fevereiro de 2001. Seus colegas de banda foram as últimas pessoas a vê-lo com vida, já que ensaiaram com ele mais cedo no mesmo dia.

Naquela noite, sua namorada foi visitá-lo, e ficou surpresa em encontrar a casa vazia. Nos dias que se seguiram, Akio foi dado como desaparecido, e uma busca por ele começou.

A câmera de segurança do prédio mostrou uma figura encapuzada entrando por uma porta lateral, saíndo algum tempo depois com um grande saco de lixo de formato estranho. Essa misteriosa pessoa nunca foi encontrada, e ninguém a vira pessoalmente no dia do sequestro. Acredita-se que esse homem seja o assassino, mas seu rosto nunca apareceu nas filmagens da câmera, impossibilitando seu reconhecimento.

Na semana seguinte, o dono do bar “Yoshida’s” (Onde a banda constantemente tocava) estava abrindo o local quando se deparou com uma cena horrenda. Jogado sobre uma mesa, estava o corpo de Akio. Suas cordas vocais foram arrancadas de sua garganta, e ele havia levado um tiro na cabeça. Sua carta de “Alice” era um Rei de Ouros e foi encontrada em suas mãos, juntamente com as cordas vocais arrancadas.

Kai Sakura:

A adolescente Kai Sakura tinha a vida toda pela frente. Ela era uma garota doce, e muito amada pelos seus colegas e parentes. Ela queria ir para a faculdade, se tornar uma designer de moda, e faltava apenas uma semana para sua formatura no Ensino Médio quando ela foi sequestrada.

A família de Sakura tentou insistivamente encontrá-la, e toda a cidade ajudou na busca pela garota perdida. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, enterrado em uma cova rasa. Não parecia que o assassino queria escondê-la, pelo contrário, ele marcara a cova com a carta “Alice” dela, uma Rainha de Paus. A carta estava presa por um palito no topo da cova.

O corpo de Sakura fora horrivelmente mutilado. Os olhos dela foram arrancados do corpo, a pele esfolada, e a boca cortada. Uma coroa havia sido costurada à sua cabeça, provavelmente enquanto ainda estava viva. Nenhum crime sexual fora cometido, tanto pre- quanto post-mortem.

Juntamente com o corpo de Sakura, havia um bilhete, escrito em uma letra inteligível. O bilhete continha frases desconexas, algumas impossívels de ler. “A morte é um sonho distorcido”, “Ela vai sempre comandar”, e “Ha!Ha! Aqueles que morrem são os sortudos.”, eram algumas das frases que estavam escritas, entre outras. Tentaram reconhecer a letra do assassino, mas sem sucesso.

Oshiro Hayato e Hina:

Estes dois foram as últimas vítimas. Hayato e Hina eram irmãos, e muito próximos.
Hina era a irmã mais velha, e era muito teimosa. Seu irmão mais novo, Hayato, era muito esperto, até pulara uma série na escola, ficando na mesma sala que sua irmã. Os dois raramente brigavam, ao contrário de outros irmãos na mesma idade que eles.
Os dois foram encontrados mortos em suas camas, em 4 de Abril de 2005. A causa da morte foi uma injeção letal. A janela do quarto estava aberta, e deduziu-se que o assassino invadira a casa em silêncio o suficiente para cometer o crime sem acordar os dois, saíndo da casa logo em seguida. Cada criança segurava uma carta de Ás de Copas, que, ao serem colocadas lado a lado, formavam a palavra “Alice”.

Uma pegada lamacenta foi encontrada no carpete, mas estava tão danificada que foi impossível identificá-la. Essa foi a única pista, fora a carta, encontrada no local do crime.
Um ano mais tarde, a mãe de Hayato e Hina cometera suicídio por causa da depressão. O pai deles, que ainda está vivo, faz terapia extensiva para tentar superar a morte de toda sua família. Até este momento, ele se encontra em depressão profunda, sendo fortemente medicado.

Consequências:

Um pouco depois da morte dos irmãos Oshiro, um homem chamado Suzuki Yuuto foi preso pelos assassinatos. Ele era um vagabundo com problemas mentais, que dizia “não se lembrar” onde estava no momento dos assassinatos. O mais absurdo de tudo é que ele foi encontrado usando o casaco que pertencia a Yamane Akio.
Um pouco de sangue que havia na manga deu resultado positivo que era de Akio.
Yuuto, que estava desesperado à esta altura, declarou que um “demônio negro sem rosto” havia lhe dado o casaco.
Yuuto foi liberado quando um abrigo de sem-teto disse que Yuuto ficara por lá na noite do assassinato de Sakura. Como o abrigo ficava longe da casa de Sakura, não havia como Yuuto cometer o crime e voltar para o abrigo sem ser notado.

Em 30 de Abril de 2008, um produtor conhecido como Yugami-P colocou sua primeira música no site nicovideo (N/T: Um site japonês de vídeos), chamado Hitobashira Arisu, traduzido livremente como Alice of Human Sacrifice (Alice do Sacrifício Humano).
Acredita-se que a música foi baseada no Caso Alice. Conta a história de um sonho que atrái as pessoas para seu mundo, e depois conta a história de cada “Alice”.

A música traz algumas relações com cada assassinato. A primeira Alice (dublada por MEIKO) foi presa em um bosque, que foi onde o corpo de Megumi foi encontrado. A segunda Alice (dublada por KAITO) era um cantor que “levara um tiro de um homem louco”. A terceira Alice (dublada por Hatsune Miku) era muito amada, virou a rainha do país, e foi possuída por um “sonho distorcido”. A quarta Alice (dublada por Kagamine Rin/Len) era um casal de gêmeos considerados apenas uma “Alice”. Eles eram descritos como uma irmã mais velha “resistente”
e um irmão mais novo “inteligente”. Também falava que eles “ainda precisavam acordar”, uma possível referência ao fato de que ambos morreram enquanto dormiam. Além disso, as cartas encontradas com os corpos foram mencionadas.

Yugami-P nunca disse nada sobre seu vídeo ter relação com os assassinatos, mas todos acreditam que sim.

4. O Ovo

Você estava a caminho de casa quando morreu.

Foi um acidente de carro. Não foi nada particularmente memorável, mas ainda assim fatal. Você deixou uma mulher e duas crianças para trás. Foi uma morte indolor. Os paramédicos tentaram o melhor para salvá-lo, mas não havia jeito. Seu corpo estava tão estraçalhado que você estava melhor morto, confie em mim.

Foi então que me conheceu.

“O q…o quê aconteceu,” você perguntou “e onde estou?”

“Você morreu” respondi, dando os fatos. Não havia sentido em amenizar as coisas.

“Tinha um…caminhão e ele estava rabeando…”

“Sim”, eu disse.

“E-eu…morri?”

“Sim. Mas não se sinta mal com isso, afinal todo mundo morre.”

Você olhou em volta, e não havia nada além de nós dois. “O que é esse lugar,” você perguntou. “isso é a vida após a morte?”

“Mais ou menos”.

“Você é Deus?”

“Sim”, respondi, “Eu sou Deus”.

“Meus filhos…minha mulher…”

“O que tem eles?”

“Eles ficarão bem?”

“É isso que eu gosto de ver, você acabou de morrer e sua maior preocupação é a sua família. Isso é importante!”

Você me olhava fascinado. Para você, eu não parecia Deus, e sim algum homem… ou talvez uma mulher. Eu parecia uma figura vagamente autoritária, talvez um professor de gramática, nada como O Todo Poderoso.

“Não se preocupe, eles ficarão bem. Seus filhos se lembrarão de você como alguém perfeito em todos os sentidos. Eles não tiveram tempo de se decepcionar com você. Sua mulher chorará por fora, mas estará secretamente aliviada. Sendo justo, seu casamento estava desmoronando. E se serve de consolo, ela se sentirá culpada de tanto alívio.”

“Bom, e o quê acontece agora? Eu vou para o Céu ou para o Inferno?

“Nenhum dos dois, você vai reincarnar.”

“Ah, então os hindus tinham razão?”

“Todas as religiões estão certas da própria maneira” respondi.”Vamos caminhar”

Você me acompanhou enquanto seguíamos pelo vazio. “Onde estamos indo?”

“Nenhum lugar em particular, é que eu acho bom caminhar enquanto conversamos.”

“Então, qual é o sentido nisso, se quando eu renascer serei apenas um bebê, com tudo em branco. Todas as minhas experiências e conhecimento não valerão de nada.”

“Não é bem assim. Você tem dentro de si todo o conhecimento e experiências de todas as suas vidas anteriores. Só não lembra delas agora.”

Eu parei de andar e o tomei entre os ombros. “Sua alma é mais magnífica, bela e gigantesca do que você poderia sequer imaginar. Uma mente humana só pode conter uma fração ínfima de quem você é. É como colocar seu dedo num copo de água para saber se está quente ou fria. Você coloca uma pequena parte de você no mundo, e adquire a experiência que ela passa.”

“Você esteve nessa vida humana pelos últimos 48 anos, então você ainda não se situou a ponto de sentir o resto de sua imensa consciência. Se nós ficássemos por aqui tempo o bastante, você lembraria de tudo. Mas não teria sentido fazer isso entre cada reencarnação.”

“Quantas vezes eu já reincarnei?”

“Ah, muitas, muitas vezes! E muitos tipos diferentes de vidas. Na próxima, você será uma garota camponesa da China, no ano de 540 DC.”

“Ei, espera aí, você vai me mandar de volta no tempo?”

“Bom, tecnicamente sim, eu acho. Tempo, como você o conhece, existe apenas no seu Universo. As coisas são diferentes de onde eu venho.”

“De onde você vem…”

“Ah, sim, eu venho de um lugar. Um outro lugar. E há outros como eu. Eu sei que gostaria que eu lhe contasse como é lá, mas honestamente, você não entenderia.”

“Oh…Mas espera, se eu reincarnar em outros períodos de tempo, quer dizer que posso ter interagido comigo mesmo em algum momento!”

“Claro, isso acontece o tempo todo. Com ambas as vidas conscientes apenas de seu próprio período, você sequer imagina que isso está acontecendo.”

“Então, qual é a razão de tudo isso?!”

“Sério, você está realmente me perguntando qual é o sentido da vida? Isso não é meio típico demais?”

“Bem, é uma pergunta razoável.” Você tentou insistir.

Eu o olhei nos olhos. “O sentido da vida, a razão pela qual eu criei esse Universo, é para seu amadurecimento.”

“Você quer dizer a humanidade? Você nos quer mais maduros?”

“Não, apenas você. Eu fiz todo o Universo para você. Com cada vida, você cresce, amadurece e se torna um maior e mais completo intelecto.”

“Só eu? E quanto a todos os outros?”

“Não há mais ninguém, nesse universo estamos só você e eu.”

Você me olhava totalmente estupefato. “Mas e todas as pessoas da Terra…”

“Você. Todos eles são diferentes encarnações suas.”

“Espera, eu sou todo mundo?”

“Agora estamos chegando lá.” Eu disse com um tapinha congratulatório nas suas costas.

“Eu sou todos os humanos que já viveram?”

“E todos os que viverão, sim.”

“Eu fui Abraham Lincoln?”

“E John Wilkes Booth também.”

“Hitler?”

“E os milhões que ele matou.”

“Eu sou…Jesus?”

“E todos os que o seguiram.”

Nesse momento, você ficou em silêncio.

“Toda vez que você matou alguém, estava matando a si mesmo. Cada ato de bondade que cometeu, era também no seu próprio benefício. Cada momento de alegria ou tristeza que qualquer ser humano já teve ou terá, era seu.”

Você pensou por um longo tempo.

“Por quê fazer tudo isso?”

“Pois um dia, você será como eu. Porquê é o que você é. Você é da minha espécie. Você é meu filho.”

“Opa, opa! Quer dizer que eu sou um deus?”

“Não, ainda não. Você é um feto. Ainda está crescendo. Assim que viver todas as vidas humanas através do tempo, terá crescido o bastante para nascer.”

“Então, todo o Universo, e tudo que há nele…”

“Um ovo. E agora, é hora de você seguir em frente para sua próxima vida.”

E o coloquei a caminho.

NOTA DO AUTOR DO POST:  Embora essa não seja uma creepypasta típica, tão pouco assustadora, ela tem algo que a maioria das creepypastas não tem (talvez, Candle Cove tenha…): o fenômeno chamado “Teoria do Arquétipo de Jung”. Quando ela foi lançada por Andy Weir, os fóruns e sites aonde ela chegava sempre havia comentários do tipo “Eu sempre pensei nisso!” ou “Exatamente como eu imaginava”. Confesso que até eu mesmo já tinha pensado nisso anos antes de ler essa creepy, o que nós leva a pensar se essa estranha idéia faz parte do insconsciente coletivo, tal como os sinistros fenômenos humanos descrito pela Teoria do Arquetipo de Jung. 

3. O Cinema

Você já ouviu falar em um jogo antigo de PC chamado “O Cinema”? Exatamente, eu acho que não. Provavelmente porque muitas pessoas dizem que ele nem sequer existe. Olhe só, “O Cinema” é um antigo jogo de computrador lançado na mesma época que o Doom. Hoje, se você encontrá-lo, ele só está disponível em CD-ROMs de baixa qualidade, que geralmente nem contém o jogo de verdade. Dizem que as cópias reais legítimas foram lançadas há tempos, tinha uma capa em branco com nada, apenas com o que tem sido chamado de “O Bilheteiro”. Ele é simplesmente mal desanhado, um homem branco pixelizado, careca com grandes lábios vermelhos, vestindo um colete vermelho em cima de uma camisa branca e calças pretas. Ele é completamente sem emoção, embora alguns dizem que se você quebrar o disco, na próxima vez que você o olhar, o seu rosto vai estar coberto de raiva, mas isso é descartado apenas como um mito. O que é peculiar sobre “O Cinema”, é que não existe nenhum nome de desenvolvedor na capa do jogo, e nenhuma descrição do jogo na parte de trás da capa. É simplesmente “O Bilheteiro” em uma capa branca nos dois lados.

Inicialmente o jogo foi conhecido por sua incapacidade de se instalar corretamente. O processo de instalação imediatamente trava o computador quando o usuário chega no contrato de licença. Outra coisa estranha sobre o contrato de licenciamento para “O Cinema” é que onde deveria aparecer o nome do estúdio desenvolvedor do jogo, aparece um texto, o texto é simplesmente uma linha em branco. De qualquer forma, a maioria das pessoas que afirmavam possuir um dos CDs originais, dizem que eles descobriram como instalar o jogo, basta reiniciar o seu computador quando abrir o contrato de licença com o disco ainda dentro do pc. Em seguida, será solicitado pressionar “CONCORDO” na tela de início. Em seguida, eles continuam com a instalação. O jogo começa em seguida, sem qualquer introdução, além de um menu principal que é simplesmente a imagem do exterior de um cinema em uma rua vazia da cidade. O título enfraquece e depois aparecem os três botões do menu: “NOVO JOGO, CARREGAR, OPÇÕES”. Selecionando “OPÇÕES” imediatamente o jogo trava e volta para o desktop. “CARREGAR” não funciona de forma alguma. Mesmo se você tiver um jogo salvo, nada acontece quando você o aperta. Assim, “NOVO JOGO” é única opção do menu que funciona.

Uma vez que é selecionado, você está na visão em primeira pessoa. Você está em pé em um saguão vazio de cinema, com a exceção do “Bilhereiro” na frente de um corredor escuro, que só pode se supor que leva para as salas dos filmes. Não há nada a fazer a não ser olhar para os cartazes de filmes mal desenhados e em sua maioria ilegíveis ou falar com o “Bilheteiro”. Uma vez que o jogador se move pra perto do “Bilheteiro” um clipe de som de qualidade baixíssima começa “OBRIGADO, POR FAVOR APRECIE O FILME” junto com um speechbox dizendo a mesma coisa. Você, então, entra no corredor e a tela fica preta e você está de volta para o saguão vazio e você faz exatamente a mesma coisa de novo e de novo e de novo.

Embora isso possa soar como um jogo horrível, uma série de coisas peculiares ocorrem conforme você continua jogando. O número de vezes que você tem que continuar na sala depois de dar o seu bilhete para o “Bilheteiro” antes de dos acontecimentos estranhos acontecerem é desconhecido. A maioria dos jogadores afirmam que é completamente ateatório e pode levar a qualquer lugar, da primeira parte do jogo até a quadringentésima. O que acontece, porém, pertubou profundamente alguns jogadores.

A primeira ocorrência é quando o jogador volta depois de andar no corredor. Desta vez, eles irão notar que o “Bilheteiro” está completamente ausente. O jogador, então, sem outras opções, decide andar para o corredor escuro. O clipe de som e a caixa de texto mencionada anteriormente continuam normalmente, mesmo com a ausência do “Bilheteiro”, mas quando o jogador entra nos corrredores, a tela não desaparece. Vai ficando mais escuro conforme eles andam mais no corredor, mas o som dos passos do jogador continua tocando conforme eles continuem apertando a tecla “pra cima” do teclado. Aqueles que afirmaram ter jogado o jogo original disseram ter se sentido extremamente desconfortável andando pelo corredor, esperando o tempo todo que algo ruim iria acontecer. Bem, finalmente o jogador é incapaz de se mover para a frente. Não há nada por alguns momentos antes de um personagem estranho que é descrito como “O Bilheteiro, mas com um redemoinho no rosto” aparece e fica diante do jogador. Os jogadores dizem que seus corpos imediatamente ficaram gelados e com um frio na barriga quando viram o personagem (que foi apropriamente chamado de “O Homem com Cabeça de Redemoinho”). Nada acontece enquanto “O Homem com Cabeça de Redemoinho” está diante deles. De repente, um grito cortante pode ser ouvido, equanto isso o jogo começa a dar muitos erros. Isso dura alguns minutos, com o barulho contínuo. Em seguida, o jogador é abruptamente teleportado ao saguão com todos sons e gráficos sendo como deveriam ser.

O jogo continua normalmente nos próximos “ciclos” de entrar no corredor, e alguns jogadores do jogo original alegam que “O Homem com Cabeça de Redemoinho” momentaneamente aparece e desaparece no canto da tela, com um efeito de som parecido com um ganido. Então, em alguns momentos após encontrar “O Homem com Cabeça de Redemoinho”, o jogador vê “O Bilheteiro” se mover para frente e para trás (embora não há animação – os membros do personagem estão completamente estáticos, então ele apenas pula para cima e para baixo) com os olhos arregalados e com a boca aberta para simular uma expressão facial de preocupação. Alguns jogadores notaram que os cartazes dos filmes tinham sido substituídos com imaggens do “Homem com Cabeça de Redemoinho”, que faz com que imediatamente virassem a cabeça do seu personagem longe dos cartazes e se aproximarem do “Bilheteiro”. Em outro caso, é reproduzido um som de baixa qualidade, mas a speechbox não contém nada além de caracteres corrompidos. Devido à qualidade extremamente baixa do som, é debatido pelos jogadores que o “Bilheteiro” diz neste momento, embora seja amplamente aceito que ele diz “NUNCA ALCANCEM OS OUTROS NÍVEIS”. Em seguida, a tela desaparece mais uma vez e retorna o jogador de volta ao ponto de partida no saguão, mas o “Bilheteiro” está desaparecido e o corredor está bloqueado por uma grande parede de tijolos. Tocar a parede de tijolos fará imediatamente travar o jogo. E fim, isso é tudo. Ninguém sabe o que são “Os Outros Níveis” e como ter acesso a eles, nem se sabe porque o “Homem com Cabeça de Redemoinho” provoca tanto medo em quem o viu no jogo. Todos os exemplares originais de “O Cinema”, foram perdidos ou destruídos. Mas a parte mais apavorante é o fato que todos os jogadores alegam que ocasionalmente enxergam um breve vislumbre do “Homem com Cabeça de Redemoinho” no canto dos seus olhos…

2. A Expressão

Em junho de 1972, uma mulher apareceu no hospital CedarSenai, Com nada mais que longas vestes brancas cobertas de sangue. Agora, isso, por si só, não deveria ser tão surpreendente como muitas vezes as pessoas têm acidentes nas proximidades e vão para o hospital mais próximo para atendimento médico. Mas havia duas coisas que causaram as pessoas que a viram Náuseas e Terror.

A primeira é que ela não era exatamente “humana”. Ela parecia algo próximo a um manequim, mas teve a destreza e fluidez de um ser humano normal. Seu rosto, era tão perfeito como um manequim, desprovidos de sobrancelhas e coberto de algo como maquiagem.

Ela tinha grandes presas entre os dentes, as mandíbulas presas tão artificialmente e firmemente em torno, de não poder ser visto o resto dos dentes. O sangue ainda estava esguichando sobre seu vestido e escorria para o chão. Ela, então, puxou o sangue para fora da boca, jogou-o de lado e entrou em colapso.

A partir do momento em que ela atravessou a entrada ela foi levada para um quarto do hospital limpo antes de ser preparada para a sedação, ela estava completamente calma, inexpressiva e imóvel. Os médicos acharam melhor para contê-la esperar até que as autoridades chegassem e ela não protestou. Eles não foram capazes de obter qualquer tipo de resposta dela e a maioria dos membros da equipe se sentia muito desconfortável de olhar diretamente para ela por mais de alguns segundos.

Mas no segundo dia, que equipe tentou sedá-la, ela lutou com força extrema. Dois membros do pessoal tiveram que segurá-la, foi quando seu corpo se levantou na cama com aquela expressão, em branco.
Ela virou os olhos sem emoção para o médico do sexo masculino e fez algo incomum. Ela sorriu.
Quando ela fez, a médica gritou e ficou completamente em choque.

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Na boca da mulher não eram dentes humanos, mas longos, com pontas afiadas. Muito longos para a sua boca para fechar completamente sem causar nenhum dano …

O médico olhou para ela por um momento antes de perguntar “Que diabos é você?”

Ela rachou o pescoço até os ombros para observá-lo, ainda sorrindo.

Houve uma longa pausa, a segurança foi alertada e pode ser ouvido vindo pelo corredor.

Quando ela ouviu, ela disparou para a frente, afundando seus dentes na frente da garganta do medico, rasgando a sua jugular e deixando o cair no chão, caiu asfixiado quando se engasgou com seu próprio sangue.

Ela se levantou e se inclinou sobre ele, o rosto chegando perigosamente perto de seu rosto quando a vida desapareceu de seus olhos.

Ela se aproximou e sussurrou em seu ouvido.

“I… am …. God ….”(Eu… sou… Deus…)

Os olhos da equipe cheios de medo que a observava calmamente de pé aguardando a chegada da segurança. Ela iria acabar com cada um deles um por um.

A médica que sobreviveu ao incidente deu a ela o nome de “A expressão”.

Nunca houve um avistamento dela novamente.


1. Jeff, o Assassino


Trecho de um jornal local :

TERRÍVEL ASSASSINO EM SÉRIE DESCONHECIDO AINDA ESTÁ A SOLTA.

Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis, o assassino sinistro, ainda desconhecido, está com paradeiro desconhecido. Depois de pouca evidência encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques, e corajosamente contou sua história.

“Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite. Eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo que eu me lembre de ter fechado antes de eu ir para a cama. Levantei-me e fechei-a mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejei pra debaixo de minhas cobertas e tentei voltar a dormir. Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulei para fora da minha cama. Lá, em um pequeno raio de luz, iluminando entre as minhas cortinas , tinham um par de olhos. Não eram olhos normais. Eles eram escuros, ameaçadores e de um preto profundo e … simplesmente…planando lá, me aterrorizando. Foi quando eu vi a boca. Um sorriso , muito horrendo que fez todos os pelos do meu corpo ficarem em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele disse. Uma frase simples, mas disse de uma forma que só um homem fora de si falaria.

Ele disse ‘Vá dormir’. Deixei um grito escapar, e foi isso que fez ele vir até mim. Ele me apontou uma faca; direto no meu coração; E pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, chutei, soquei, rolei pela cama, tentando tira-lo de cima de mim. Isso foi quando meu pai entrou no quarto. O homem jogou a faca, diretamente no ombro de meu pai. O homem provavelmente acabaria com ele, se um dos vizinhos não tivesse chamado a policia.

Eles estacionaram na frente da minha casa, e correram para a porta. O homem deu a volta e correu escadas a baixo para a entrada. Eu ouvi um barulho de vidro quebrando. Quando eu sai do meu quarto, eu vi que janela do fundo da minha casa estava quebrada. Eu olhei pra fora, e vi ele correndo já longe. Eu posso dizer uma coisa, que eu nunca vou esquecer o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios, e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça.”

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Jeff e sua família acabaram de se mudar para uma nova vizinhança. Seu pai ganhou uma promoção no trabalho, e eles achavam que seria melhor viver em uma dessas vizinhanças ‘requintadas’. Jeff e seu irmão Liu não podiam reclamar, uma casa nova e melhor. O que não tinha pra amar? Em quanto eles desempacotavam as coisas, uma vizinha foi conhecê-los.
“Oi” ela disse, “Eu sou Bárbara, moro do outro lado da rua. Bem, eu só queria me apresentar pra vocês, e meu filho também.” Ela se virou e chamou seu filho. “Billy, esses são os nossos novos vizinhos.” Billy disse oi, e correu de voltas para o pátio da casa onde voltou a brincar.
“Bem,” disse a mãe de Jeff, “Eu sou Margaret, esse é meu marido Peter, e meus dois filhos, Jeff e Liu.” Se conhecendo, Bárbara logo os convidou para o aniversário de seu filho. Jeff e Liu estavam prontos para rejeitar, quando a mãe deles disse que adorariam comparecer.Então quando eles terminaram de desempacotar as coisas, Jeff foi até sua mãe.

“Mãe, por que você aceitaria um convite de uma festinha? Não sei se você não notou, mas eu não sou mais uma criancinha.”
“Jeff, nós acabamos de nos mudar pra cá; nós devíamos mostrar que queremos passar um tempo com nossos vizinhos. Agora, nós vamos à festa, e ponto final.” Jeff começou a falar, mas parou logo em seguida, sabendo que não poderia fazer nada a respeito. Quando sua mãe dizia alguma coisa, era aquilo e fim de papo. Ele andou até seu novo quarto, e desmoronou na cama. Ele sentou ali e ficou olhando para o seu teto quando, de repente , ele sentiu algo estranho. Não como uma dor, mas… Um sentimento estranho. Ele ignorou aquilo como apenas um sentimento qualquer. Ele ouviu a mãe chamá-lo de baixo para pegar suas coisas, e desceu.

No outro dia, Jeff desceu as escadas para tomar café da manhã e ir para escola. Quando se sentou para comer , ele teve o mesmo sentimento estranho do dia anterior. Só que agora mais forte. Ele teve uma pequena dor, como um puxão, mas ele ignorou mais uma vez. Assim que ele e o irmão terminaram o café, eles andaram para o ponto de ônibus. Sentaram-se lá, esperando o ônibus. Então, do nada, um garoto de skate pulou por cima deles, por apenas uns centímetros de suas cabeças. Os dois deram um salto, surpresos. “Mas que porra é essa?”
A criança deu a volta foi até eles. Ele deu um pisão na ponta do skate, e pegou com a mão. O garoto parecia ter uns 12 anos; um ano mais novo que Jeff. Ele vestia uma camiseta da Aeropostale e um jeans azul rasgado.

“Ora, ora, ora. Parece que temos carne nova no pedaço.” De repente, mais duas outras crianças apareceram. Um era super magro, e outro era enorme. “Bem, já que vocês são novos aqui, gostaríamos de nos apresentar; Aquele ali é o Keith” Jeff e Liu olharam para o magrinho. Ele tinha uma cara de paradão, que daria pra você um braço esquerdo se precisasse. “E o outro é o Troy” Eles olharam para o gordo. Era um rolha de poço. Aquela criança não devia ter se exercitado desde que começou a engatinhar.
“E eu,” disse o garoto do skate ” sou Randy. Agora, deixe-me explicar; para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus , se é que você me entende.” Liu se levantou, pronto pra socar o garoto até que ele virasse do avesso, quando um dos amigos de Randy puxou uma faca e apontou pra ele “Tsc, tsc, tsc, eu pensei que vocês seriam mais cooperativos, mas parece que vamos precisar fazer do jeito mais difícil.” O garoto foi até Liu, e tirou a carteira do bolso dele. Jeff teve aquele sentimento de novo. Agora estava realmente forte, uma sensação de queimação. Jeff se levantou, mas Liu pediu para que ele se sentasse de novo. Ele ignorou e andou em direção do garoto.
“Ouça aqui, seu punkzinho, você devolve a carteira do meu irmão ou…” Randy colocou a carteira no próprio bolso, e tirou sua faca.
“Ah, e o que você vai fazer?” Assim que ele terminou a frase, Jeff socou o garoto no nariz. Quando Randy tentou tocar o rosto, Jeff segurou seu pulso e o quebrou. Randy gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correram para pegar Jeff, mas ele era muito rápido. Ele jogou Randy no chão. Keith tentou atacá-lo, mas Jeff se abaixou e apunhalou a faca em seu braço. Keith deixou a faca cair, e caiu logo em seguida no chão gritando. Troy também tentou atacá-lo, mas Jeff nem precisou da faca. Ele socou Troy diretamente no estômago, e Troy caiu de joelhos, e quando caiu, ele vomitou o todo o chão. Liu não conseguiu fazer nada, além de olhar admiradamente para seu irmão.
“Jeff, como você.. ?” Isso foi tudo que ele disse. Eles viram o ônibus vindo, e sabiam que seriam culpados por tudo aquilo. Então eles começaram a correr o mais rápido que puderam.

Enquanto eles corriam, eles olharam pra trás, e viram o motorista do ônibus correndo para Randy e os outros. Eles correram até a escola, sem se atrever a contar qualquer coisa sobre aquilo. Apenas se sentaram e assistiram as aulas. Liu achava que tinha sido apenas seu irmão batendo em algumas crianças, mas Jeff sabia que era algo a mais. E era algo, algo assustador. Quando ele tinha aquele sentimento, e via o quão poderoso era, a única coisa que desejava era machucar alguém. Ele não gostava como isso soava, mas não conseguia deter-se de se sentir feliz. Ele sentiu o sentimento estranho sumindo, e não voltou pelo o resto do dia na escola. Mesmo quando ele caminhava para casa devido à coisa toda, perto do ponto de ônibus, e como agora ele provavelmente não pegaria mais o ônibus,ele sentiu-se feliz. Quando voltaram pra casa, seus pais perguntaram como tinha sido o dia deles, e ele disse com uma voz meio sinistra “Foi um ótimo dia”.

Na manhã seguinte, ele ouviu alguém batendo na porta da frente. Desceu as escadas e encontrou dois policiais na porta, com sua mãe olhando pra ele muito zangada.
“Jeff, esses policiais estão me dizendo que você atacou três crianças. E que não foi uma briga normal, que eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho!” Jeff olhou para o chão, mostrando para sua mãe que era verdade.

“Mãe, mas eles que tinha facas e apontaram para Liu e para mim.”

“Filho,” disse um dos policiais, “Nós encontramos três crianças, duas esfaqueadas, um com uma contusão no estômago, e temos testemunhas de que você estava na cena. Agora, o que você tem para nos contar?” Jeff sabia que era inútil. Ele poderia dizer que ele e Liu tinham sido atacados, mas não havia provas de que não tinham sido eles que atacaram primeiro. Eles não poderiam dizer que eles não estavam fugindo, porque verdade seja dita que estavam. Então Jeff e Liu não poderiam defender-se.

“Filho, chame seu irmão.” Jeff não poderia fazer isso, sabendo que só ele tinha batido nos garotos.
“Senhor, fui… fui eu. Eu fui quem bateu nos garotos. Liu tentou me segurar, mas ele não conseguiu me parar.” O policial olhou para seu parceiro, e os dois acenaram com a cabeça.
“Olha garoto, isso será um ano no Centro de Detenção juvenil…”
“Espere!” falou Liu. Todos olharam para o topo da escada, para vê-lo segurando uma faca. Os policiais pegaram suas armas e apontaram para Liu.
“Fui eu, eu bati naqueles punkzinhos. Tenho as marcas pra provar.” Ele levantou as mangas para revelar cortes e contusões , como se ele estivesse em uma luta.
“Filho, coloque a faca no chão,” disse o policial. Liu afrouxou os dedos, e deixou-a cair no chão. Ele colocou as mãos para cima, e andou até os policiais.

“Não Liu! Fui eu, eu que fiz isso!” Jeff falou, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
“Ah, pobre irmãozinho, tentando pegar a culpa pelo que eu fiz. Bem, me levem embora.” O policial levou Liu até a viatura.
“Liu, fale pra eles que fui eu! Fale! Fui eu quem bateu naqueles garotos!” A mãe de Jeff colocou a mão no ombro dele.
“Por favor, Jeff, você não tem que mentir. Nós sabemos que foi Liu, você não pode impedir. Não faça isso ser mais difícil que já está sendo.” Jeff ficou olhando sem poder fazer nada, enquanto o carro saia velozmente com Liu dentro. Alguns minutos depois o pai deles estacionou na frente de casa, e vendo o rosto de Jeff, sabia que algo estava errado.
“Filho, filho o que houve?” Jeff não podia responder. Suas cordas vocais estavam tensas de tanto chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff andou até seu pai para dar a má notícia à ele, enquanto Jeff chorava na garagem.

Depois de uma hora ou mais Jeff voltou para a casa, viu que seus pais estavam ambos chocados, tristes e decepcionados. Ele não podia olhar para eles. Ele não podia ver que eles achavam que a culpa era de Liu. Ele foi dormir, tentando fazer com que a coisa toda saísse de sua mente. Dois dias se passaram, sem notícias de Liu da prisão. Não havia amigos para sair. Nada além de tristeza e culpa. Isso até sábado, quando Jeff foi acordado por sua mãe, com um rosto feliz, ensolarada.

“É hoje, Jeff.” ela disse enquanto ela abriu as cortinas e deixando uma inundação de luz no quarto de Jeff.
“O que é hoje?” Jeff perguntou ainda meio dormindo.
“Ora, é a festa de Billy.” Jeff estava agora totalmente desperto.
“Mãe, você está brincando, né? Você não espera que eu vá para a festa de alguma criança depois…” Houve uma longa pausa.
“Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu. Eu acho que esta festa pode ser a coisa que vai iluminar os dias passados. Agora, vá se vestir.”

A mãe de Jeff saiu do quarto e foi se preparar. Jeff lutou para se levantar. Ele pegou uma camisa qualquer, uma calça jeans e desceu escadas. Ele viu o pai e a mãe todos bem vestidos; sua mãe em um vestido e seu pai em um terno. Ele pensou: por que eles sempre usam essas roupas extravagantes para uma festa de criança?
“Filho, isso é tudo que você vai vestir?” disse a mãe de Jeff.
“Melhor do que usar algo exagerado.”, disse. Sua mãe escondeu a vontade de gritar com ele e escondeu-a com um sorriso.
“Mas Jeff, você poderia se vestir melhor, se quiser causar uma boa impressão” disse o pai. Jeff grunhiu e voltou para seu quarto.
“Eu não tenho roupas extravagantes!” ele gritou ao subir as escadas.
“Basta pegar alguma coisa.” disse sua mãe. Ele olhou ao redor em seu armário para o que ele chamava de fantasia. Ele encontrou um par de calças pretas, que ele tinha para ocasiões especiais, e uma camiseta. Ele não conseguia encontrar uma camisa para sair. Ele olha em volta, e só encontra camisas listradas e padronizadas. Nenhuma que combinasse com a calça. Finalmente, ele encontra um moletom branco, jogado em uma cadeira e colocou-o.
“Você vai assim?” ambos disseram. Sua mãe olhou para o relógio. “Oooh, não há tempo para mudar. Vamos embora.” Ela disse enquanto puxava Jeff e seu pai para fora.

Atravessaram a rua até a casa de Bárbara e Billy. Bateram na porta e encontraram com Bárbara que, assim como seus pais, estava extravagantemente vestida. Enquanto eles caminhavam para dentro da casa, Jeff só via adultos, não crianças.
“As crianças estão lá fora, no quintal. Jeff, que tal você ir conhecer algumas das crianças?” disse Bárbara.
Jeff saiu para o jardim que estava cheio de crianças. Eles estavam correndo em trajes estranhas de vaqueiros e atirando um no outro com armas de plástico. De repente, um garoto veio até ele e lhe entregou uma arma de brinquedo e um chapéu.

“Hey. Quer brincar?” , disse.
“Aah, não mesmo, pirralho. Eu sou muito velho para essas coisas.” O garoto olhou para ele com aquela cara estranha de cachorro pidão.
“Po-favô?” disse o menino. “Tudo bem”, disse Jeff. Ele colocou o chapéu e começou a fingir atirar nas crianças. A princípio ele pensou que era uma ideia totalmente ridícula, mas depois ele começou a realmente se divertir. Pode não ter sido super legal, mas foi a primeira vez que ele havia feito algo que tirou seus pensamentos de Liu.

Assim, ele brincava com as crianças por um tempo, até que ouviu um barulho. Um barulho estranho de rolamento.Então algo bate nele. Randy, Troy, e Keith pulando a cerca assim como seus skates. Jeff deixou cair a arma falsa e arrancou o chapéu. Randy olhou para Jeff com um ódio ardente.
“Olá? Jeff?”, disse. “Nós temos alguns negócios inacabados”. Jeff viu seu nariz machucado. “Eu acho que estamos quites. Eu te dei uma surra e você enviou o Liu para o centro de detenção.” Jeff falou enraivecido.
Randy tinha fúria nos olhos. “Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje.” Quando Randy falou, Jeff correu e Randy foi atrás dele. Ambos caíram no chão. Randy socou o nariz de Jeff, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e deu uma cabeçada nele. Jeff empurrou Randy pra longe e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais correndo para fora da casa. Troy e Keith puxaram armas de seus bolsos.
“Ninguém se mexe ou tripas vão voar!” eles disseram. Randy puxou uma faca e apunhalou o ombro de Jeff.

Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começa a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes, Jeff pega o pé de Randy e torce-o, fazendo com que Randy caia no chão. Jeff se levantou e correu em direção a porta dos fundos. Porém, Troy agarrou-o.
“Precisa de ajuda?” Ele pegou Jeff pelo colarinho e jogou-o de volta pro pátio através da porta. Enquanto Jeff tenta ficar de pé ele é chutado para o chão novamente. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue.
“Vamos Jeff, lute comigo!” Ele pega Jeff e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff. “Lute!” Ele joga Jeff de volta para a sala de estar.
“Vamos Jeff, olhe para mim!” Jeff olha para cima, o rosto cheio de sangue. “Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!” Jeff começa a se levantar.

“Ah, finalmente! Levante e lute!” Jeff agora está de pé, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica com aquela sensação estranha, aquela que ele já não sentia há algum tempo. “Finalmente. Ele está de pé!” Randy diz enquanto corre em direção a Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff se encaixa. Seu psicológico é destruído, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy derruba-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no peito onde fica o coração. O soco faz com que o coração de Randy pare. Enquanto Randy suspira. Jeff golpeia-o. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele dá um último suspiro e morre.
Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, até Troy e Keith. Apesar de estarem assombrados, Troy e Keith apontam suas armas para Jeff. Jeff vê as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Enquanto ele corre, Troy e Keith disparam fogo contraele, todos os tiros perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith seguindo-o. Enquanto eles disparam suas últimas balas, Jeff entra dentro do banheiro. Ela pega o toalheiro, e arranca da parede. Troy e Keith correm para o banheiro, com as facas em punho preparadas.

Troy move sua faca em direção a Jeff, que se afasta e bate com o toalheiro no rosto de Troy. Troy cai duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil que Troy, e desvia quando Jeff tentava acerta-lo com o toalheiro. Ele larga a faca e pega Jeff pelo pescoço, empurrando-o contra a parede. Uma coisa como água sanitária que estava na prateleira caiu em cima dos dois. Ambos sentem a pele queimar e começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde, e puxou o toalheiro, acertando direto na a cabeça de Keith. E antes que Keith sangrasse até a morte, ele deixou escapar um sorriso sinistro.
“O que há de tão engraçado?” Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. “O que é engraçado?”, disse, “é que você está coberto de água sanitária e álcool.” Jeff arregalou os olhos ao ver Keith jogando o isqueiro para ele. Assim que o isqueiro aceso fez contato com ele, as chamas iniciaram. Enquanto o álcool o queimava, a água sanitária branqueava sua pele. Jeff gritava terrivelmente enquanto ardia em fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno ambulante. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todos começaram a gritar quando viram Jeff, agora uma tocha-humana, cair no chão, quase morto. A última coisa que Jeff viu foi sua mãe e os outros pais que tentavam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.

Quando Jeff acordou tinha um molde de gesso envolvido em torno de seu rosto. Ele não conseguia ver nada, mas sentiu um molde em seu ombro, e pontos por todo seu corpo. Tentou se levantar, mas ele percebeu que havia alguns tubos em seu braço, e quando ele tentou levantar-se ele caiu, e uma enfermeira correu para ajudá-lo.
“Eu não acho que você pode sair da cama ainda.” ela disse, enquanto colocava-o de volta em sua cama e reinserido o cateter em seu braço. Jeff sentou-se ali, sem-nenhuma visão, nenhuma ideia do que estava ao seu redor. Finalmente, depois de horas, ele ouviu sua mãe.
“Querido, você está bem?”, perguntou ela. Jeff não poderia responder embora,pois seu rosto estava coberto por gesso. “Oh querido, eu tenho grande notícia. Depois que todas as testemunhas disseram à polícia que Randy tinha atacado você, eles decidiram soltar o Liu.”
Isso fez com que Jeff quase pulasse, parando, lembrando-se do tubo sair do seu braço. “Ele estará fora amanhã, e então você dois poderão estar juntos de novo”. A mãe do Jeff abraça-o e se despede.

As semanas seguintes foram formadas apenas onde Jeff era visitado pela sua família. Até o dia onde os seus curativos deveriam ser retiradas. Sua família estava lá para vê-lo, como estaria agora sua aparência. Quando os médicos desembrulharam as ataduras do rosto do Jeff todos estavam na ponta das cadeiras. Eles esperaram até o último curativo sobre o rosto de Jeff serem removidos.
“Vamos esperar o melhor,” disse o médico. Ele rapidamente puxa o último pano, deixando agora o rosto de Jeff amostra.
A mãe de Jeff grita ao ver seu rosto, Liu e o pai de Jeff olham horrorizados para ele.
“O quê? O que aconteceu com meu rosto?” Jeff disse. Ele se levanta rapidamente, ignorando a tontura, e corre para o banheiro. Ele olhou no espelho e viu a causa da aflição de todos. Sua cara. Era… Era simplesmente horrível. Seus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Seu rosto se transformou em uma cor branca pura, e seu cabelo chamuscaram de marrom a preto. Ele lentamente colocou a mão em seu rosto. Era como se encostasse em couro agora. Ele olhou de volta para sua família depois de volta para o espelho.
“Jeff”, disse Liu.”Não é assim tão ruim….”

“Não é tão ruim!?”, disse Jeff, “é perfeito!” Sua família toda ficou surpreendida. Jeff começou a rir incontrolavelmente seus pais percebendo que seu olho esquerdo e a mão tremiam.
“Umm… Jeff, você está bem?”
“Bem? Eu nunca me senti mais feliz! Ha ha ha ha ha haaaaaa , olhe para mim. Esse cara caí perfeitamente comigo!” Ele não conseguia parar de rir. Ele acariciou seu rosto sentindo-o. Olhando no espelho. O que causou isso? Bem, você deve se lembrar que quando Jeff estava lutando Randy algo em sua mente, sua sanidade, estalou. E desta vez tinha sido permanente. Agora ele foi deixado como uma máquina descontrolada de matar, e seus pais não tinham noção disso.
“Doutor”, disse a mãe de Jeff, “Meu filho…é, você sabe.. Está bem? Na cabeça?”
“Ah sim, este comportamento é típico para os pacientes que tomam muitas grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não mudar em poucas semanas, traga-o de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico.”
“Ah,sim. Obrigada doutor.” A mãe de Jeff até ele. “Jeff, querido. É hora de ir.”
Jeff olha de longe o espelho, seu rosto ainda formando um sorriso louco. “Tudo bem, mamãe. Ha ha haaaaaahahaaaaa!” sua mãe segurou-o pelos ombros e o levou para pegar suas roupas.
“Isto é o que veio”, disse a moça no balcão. A mãe de Jeff olhou para baixo para ver as calças pretas e o moletom branco seu filho usara no dia da festa. Agora eles estavam limpos do sangue e costuradas. A mãe de Jeff levou-o para seu quarto e fez com que ele colocasse sua roupa. Então eles deixaram, não sabendo que este era seu último dia de vida.

Mais tarde naquela noite, a mãe de Jeff acordou com um som vindo do banheiro. Soou como se alguém estivesse chorando. Ela lentamente caminhou para ver o que era. Quando ela olhou para o banheiro ela viu uma visão horrenda. Jeff tinha pego uma faca e esculpido um sorriso em seu rosto.
“Jeff, o que você está fazendo?”, perguntou sua mãe. Jeff olhou para eles. “Eu não conseguia me manter sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Agora, eu posso sorrir para sempre.” A Mãe de Jeff percebeu seus olhos, anelados em preto. “Jeff, os seus olhos!” Os seus olhos aparentemente nunca fechavam.
“Eu não podia ver meu rosto. Eu comecei a ficar cansado e meus olhos começaram a fechar. Eu queimei as pálpebras para então me ver pra sempre; este meu novo rosto”. A mãe do Jeff lentamente começou a se afastar, vendo que seu filho estava totalmente louco. “O que há de errado mamãe? Eu não sou bonito?”
“Sim filho,” ela disse, “Sim, você é. Lindo… Deixe eu ir chamar o Papai, para que ele possa ver seu lindo rosto.” Ela correu para o quarto e sacudiu o pai de Jeff do seu sono. “Querido, pegue a arma nós…” Ela parou quando viu Jeff na porta, segurando uma faca.
“Mamãe, você mentiu.” Foi a última coisa que os dois ouviram enquanto Jeff corria na direção deles com a faca, esfaqueando ambos.
Seu irmão Liu acordou, assustado com algum ruído. Ele não ouviu mais nada, então ele apenas fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Enquanto ele estava na fronteira do sono, ele teve a sensação estranha de que alguém o estava observando.
Ele olhou para cima, antes que a mão de Jeff cobrisse sua a boca. Lentamente, ele ergueu a faca pronta para mergulhá-la em Liu. Liu debateu-se tentando escapar de Jeff.

”Shhhhhhh”, Jeff disse: “Vá dormir.”

FONTE: MEDO B, CREEPYPASTA BRAZIL

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