Cientistas acabam de descobrir o ‘segredo da felicidade’

O monge considerado o homem mais feliz do mundo

O que você precisa para ser feliz? Dinheiro? Saúde? Beleza? Amor? Carros novos e luxuosos? Uma casa grande? Ou quem sabe tudo isso junto? Na realidade, sabemos que tudo isso pode não proporcionar a felicidade que todos procuram. Afinal, se tudo isso fizesse as pessoas mais felizes, não teríamos tantos bilionários, famosos e artistas cometendo suicídio ou se envolvendo em escândalos vexatórios.

Mas por que estamos tocando nesse assunto? É simples: acabaram de descobrir a fórmula a felicidade. Ou quase isso. Na verdade, encontram aquele que é considerado o homem mais feliz do mundo e este compartilhou o seu segredo para que todos possam colocar em prática. E já vou adiantando: não é um bicho de sete cabeças. Porém, alguns ainda sim vão torcer o nariz para a proposta de Matthieu Ricard, que ganhou recentemente esse título.

Então o que o homem mais feliz do mundo tem a nos compartilhar? Seria um medicamento milagroso? A prática de exercícios físicos? A proximidade com a família? Fama e dinheiro? Em breve você vai descobrir que o segredo da felicidade não está relacionado com nada disso. Conheça então a história do homem mais feliz do mundo e como ele conseguiu esse título.

O homem mais feliz do mundo

O monge considerado o homem mais feliz do mundo

Matthieu Ricard é um monge budista de 70 anos. E é aqui que muitos já devem estar começando a torcer o nariz. “Vou ter que virar um monge para conseguir alcançar a felicidade plena?”, alguns devem estar pensando. Porém, não é isso que a ciência revela sobre o homem mais feliz do mundo. E acredite: isso pouco tem a ver com a necessidade de você se tornar um monge budista.

Ricard é um monge tibetano que passa boa parte de seu dia meditando. E é aqui que entra o “segredo da felicidade”. De acordo com ele, 15 minutos de meditação já seriam o suficiente para fazer com que muitas pessoas enxergassem a vida de outra maneira. Nesse momento, é preciso se concentrar e pensar apenas em pensamentos positivos e coisas alegres.

Nada de se concentrar nas contas, no trabalho ou em brigas e discussões que você teve no passado. Meditar durante 15 minutos em aspectos positivos, segundo o monge Ricard, seria o suficiente para popular a sua mente com pensamentos que pavimentariam o caminho para a felicidade. É assim que o monge diz ter alcançado o título de o homem mais feliz do mundo.

O que a ciência diz?

Estudos comprovam a felicidade desse monge

Esse título, na verdade, não foi concedido por uma pessoa aleatória. Isso foi resultado de uma pesquisa que já dura 12 anos e que realmente concluiu que Matthieu Ricard realmente é muito feliz. Para chegar a essa conclusão, as ondas cerebrais do monge foram rigorosamente avaliadas por pesquisadores da Universidade de Wisconsin.

De acordo com o neurocientista responsável pelo estudo, Richard Davidson, 256 eletrodos foram utilizados durante as sessões de meditação do monge para estudar suas ondas cerebrais. Tudo foi mapeado e os resultados são realmente incríveis. A análise concluiu que o cérebro de Ricard produz um nível muito elevado de ondas gama. Na verdade, o maior registro já feito desse tipo.

Segundo os cientistas, essas ondas estão relacionadas com consciência, atenção, aprendizagem e memória. Para o monge, os momentos de meditação são períodos em que ele se concentra em sentimentos de compaixão. Devidson ainda revela que uma atividade excessiva no córtex pré-frontal esquerdo (especialmente em comparação ao direito) de Ricard também foi identificado. Essa diferença permitira que o monge pudesse sentir felicidade de uma forma extremamente intensa e tenha a capacidade de diminuir sentimentos de negatividade.

Eu só preciso meditar?

Não é apenas a meditação que garante a felicidade

Preocupado com a repercussão desse estudo, o monge Ricard foi se aconselhar com Dalai Lama. Afinal, pessoas poderiam buscar o estilo de vida dos monges tibetano por motivos errados. Para sua surpresa, o monge supremo o repreendeu por sua preocupação. “Se querem que você seja o homem mais feliz do mundo, seja o homem mais feliz do mundo”. É aí que reside uma das principais lições deste artigo.

A felicidade, na verdade, não é necessariamente um estado de espírito. É lógico que o patamar de alegria depende de uma série de fatores, como o equilíbrio químico e os acontecimentos de sua vida. Porém, tudo se resume em uma escolha. A escolha de ser uma pessoa feliz. Ou, se preferir, a escolha de ser a pessoa mais feliz do mundo.

Essa é a lição que o monge Ricard, Dalai Lama e o pesquisador Davidson querem nos deixar. Para ajudar você nesse sentido, a recomendação é a meditação. Mas ela jamais deve ser considerada um pré-requisito. Por isso, escolha a felicidade e medite se você tem dificuldades para tomar essa decisão. Seja durante 15 minutos ou 20, uma recomendação dos cientistas, você precisa parar, respirar e pensar conscientemente que está fazendo a escolha de ser feliz.