Quais foram as guerras mais mortais dos últimos anos?

Guerras mais mortais do séculos 21

O ser humano vive em guerra. Não importa qual seja a época do ano ou o que quer que esteja acontecendo. Sempre haverá um conflito armado acontecendo em algum lugar do mundo. E os tempos recentes não são uma exceção para isso. Nos últimos anos, algumas das guerras mais mortais de todos os tempos aconteceram em nosso planeta.

É por isso que resolvemos fazer essa lista e compartilhar quais são os conflitos mais mortais do século 21. Essas guerras não se aproximam do “saldo de mortes” apresentados pelas duas grandes guerras mundiais. Porém, algumas contabilizam milhares de mortes, o que é bastante triste se levarmos em conta o que já se passou neste planeta. Será que algum encontraremos a verdadeira paz entre os povos?

5. Guerra do Afeganistão

Guerras mais mortais do séculos 21

Após os atentados do dia 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, os Estados Unidos resolveram se engajar em uma das guerras mais mortais desse século. Os norte-americanos iniciaram ataques ao Talibã, no Afeganistão. Nesse confronto, o país contou com o apoio de nações como Grã-Bretanha, Rússia e Paquistão. Como resultado dos ataques, teve fim o regime talibã ainda no mesmo ano dos ataques.

Entre 2001 e 2016, estima-se que 30 mil soldados e policiais afegãos tenham morrido. A Guerra do Afeganistão também contabiliza 31 civis locais mortos, 3.500 guerrilheiros da OTAN e mais 30 mil integrantes das forças armadas norte-americanas.

4. Guerra do Iraque

Guerras mais mortais do séculos 21

A Guerra do Afeganistão derrubou o governo talibã, mas não conseguiu capturar o terrorista Osama Bin Laden. Na época, o presidente George W. Bush aprovou a Lei Antiterrorismo e liberou fundos orçamentários para investimento em armas, gerando ataques a novos possíveis inimigos dos EUA, incluindo o Iraque como primeiro da lista.

Citando a ligação do país com a Al-Qaeda e a presença de armas de destruição em massa no país como motivos, os Estados Unidos organizaram uma força de coalizão atacaram o país. Até a época em que os americanos saíram do Iraque, em 2010, mais 4.700 soldados e pelo menos 85 mil civis iraquianos morreram. Além disso, entre 2013 e 2016, com o levante do Estado Islâmico na região, mais de 50 mil civis foram assassinados.

3. Conflito de Darfur

Guerras mais mortais do séculos 21

O chamado Conflito de Darfur teve início em fevereiro de 2003. Uma das guerras mais mortais do mundo aconteceu na região localizada no extremo oeste do Sudão. A ofensiva começou quando rebeldes separatistas afirmaram que o governo representava somente a elite do país, tratando a população com displicência.

A resposta do governo foi extremamente violenta, gerando o que foi chamado de primeiro genocídio do século 21. Ao menos 300 mil pessoas foram mortas e somente em 2008 a ONU conseguiu restabelecer a ordem na região.

2. Guerra Civil na Síria

Guerras mais mortais do séculos 21

Esse conflito é um dos que mais aparece no noticiário. Depois que o presidente Bashar al-Assad tomou medidas drásticas contra jovens que se rebelavam contra seu governo na Síria, grupos foram às ruas a fim de combater as forças militares e tomar o controle de cidades e vilas.

Aproveitando o vácuo de representação por parte de lideranças governamentais e a revolta social, o Estado Islâmico conseguiu avançar e conquistar territórios pelo país. Por conta disso, Estados Unidos e Rússia chegaram a realizar ataques aéreos na região na intenção de enfraquecer os radicais.

Até 2016, era estimado que um a cada dez sírios havia sido morto ou ferido pelo conflito. Quatro milhões de pessoas saíram do país e pelo menos 470 mil mortes foram causadas direta ou indiretamente por essa que é considerada uma das guerras mais mortais do século 21.

1. Segunda Guerra do Congo

Se as guerras mencionadas até agora pareceram sangrentas, espere até conhecer o número de mortos da Segunda Guerra do Congo. O país já sofre com grandes conflitos desde o genocídio em Ruanda, em 1994. Os responsáveis pelos crimes na região atravessaram a fronteira do país com o Congo, forçando o presidente Mobutu Sese Seko, que estava no poder desde 1965, a se exilar.

Com isso, o líder rebelde Laurent Kabila ocupou o lugar no governo. Porém, Kabila de desligou de patrocinadores de Ruanda, que passaram a financiar uma rebelião contra o próprio governante. A partir daí um conflito envolvendo vários países da região passou a se desenvolver. Entre os principais motivadores da guerra estavam rivalidades entre tribos e etnias diferentes e brigas por recursos naturais. Estima-se que três milhões de pessoas – principalmente civis – foram mortos por batalhas, doenças ou desnutrição.